Eu Sou a Noite
27 Prelúdio da discórdia - parte 1
Já anoitecia em Tóquio e Kagura acabava de chegar ao prédio do Grupo Naraku e subiu pelo elevador até chegar ao último andar e percorrendo um longo corredor ela chegou a uma porta, a qual passando por ela, Kagura encontrou Naraku, Onigumo e Kikyou esperando por ela. KAGURA – Me desculpem pelo atraso. NARAKU – Tudo bem, Kagura! Sente-se. Kagura, que tinha chegado atrasado por causa de Satsuki, senta na poltrona do lado da de Kikyou. NARAKU – Kagura! Essa é Kikyou... Kikyou essa é Kagura e... KIKYOU – Escute aqui Naraku! Vamos logo ao que interessa! Eu já estou atrasada para minha aula na universidade.(Naraku se irrita e a encara) NARAKU – Escute aqui você! Não importa se você se arrependeu de pular na minha cama, mas eu não dou o direito de ninguém falar assim comigo, entendeu? KIKYOU – Pois eu falo. ONIGUMO – Calma chefe!(ele aparta) — Vamos logo aos negócios. NARAKU – Tudo bem.(ele se refaz e olha para Kikyou) — Me diga o que achou do estudo feito por Urasue sobre a Jóia de 4 almas? KIKYOU – Pela minha pesquisa com o fragmento que me deu, parece verdadeira a história sobre a jóia, os experimentos em ratos foi um sucesso. ONIGUMO – Mas nós queremos saber se pode completar o projeto de Urasue. KIKYOU – Acho que sim! Mas precisaria da jóia inteira. NARAKU – É aí que entra a Kagura na história. KIKYOU – O que ela faz? NARAKU – Ela... KAGURA – Eu posso falar por mim, senhor Naraku.(ela olha para Kikyou) – Eu trabalho para o Ministério da Defesa do Japão e também faço o elo de ligação do governo japonês com membros do Imperador. KIKYOU – Então o Imperador está envolvido no projeto? KAGURA – É de interesse do Imperador que esse projeto possa fortalecer nosso governo imaginando que a jóia salvaria muitos doentes terminais. KIKYOU – E não estão pensando em utilizar o poder da jóia para fins militares? KAGURA – Você não é boba! Utilizar para fins militares é secundário, são ordens do próprio Imperador. KIKYOU – Como conseguirão os estudos de Urasue? Ela está desaparecida. NARAKU – Mas nós a encontramos, ela queria encabeçar o projeto, mas achamos ela muito instável, por isso preferimos você. ONIGUMO – Você trabalhará para o Imperador, o que acha disso? Aceita ser a cabeça do projeto? KIKYOU – Você só me escolheu por eu ser ex. aluna de Urasue e ser capaz de completar os estudos dela sem ajuda, não é? NARAKU – Sim! Há algum problema nisso? KIKYOU – Não!(ela se levanta) – Mas tem uma coisa. NARAKU – O que? KIKYOU — Não é não acreditando em todos vocês, mas gostaria de um documento assinado pelo próprio Imperador, com o selo real, confirmando tudo... feito isso, eu vou pensar. KAGURA – Será providenciado. KIKYOU – Então eu já vou indo, meus alunos estão me esperando. Kikyou se afasta de todos e sai pela porta deixando os outros conversando. KAGURA – Essa moça é bem esperta! Acha que consegue engana-la por quanto tempo? NARAKU – Por que acha que tenho que engana-la? KAGURA – Ela não sabe que você é o Mestre das ruas. ONIGUMO – Por isso precisamos que falsifique uma assinatura do Imperador, para que possamos convencer Kikyou. KAGURA – Eu dou o meu jeito, mas não foi por isso que me chamaram. NARAKU – Temos um trabalho para você.(ele se levanta) — Precisamos que pegue a Jóia de 4 almas. KAGURA – E onde ela está? ONIGUMO – Fizemos uma pesquisa e descobrimos que está na propriedade de um colecionador chamado Juroumaru, ele mora em uma fortaleza. KAGURA – Ele sabe do poder da Jóia de 4 almas? NARAKU – Duvido, se não estaria usando. KAGURA – Essa é uma operação que vai demorar meses, eu tenho que fazer pesquisas de campo, selecionar pessoal preparado. NARAKU – Não importa quanto tempo demore e nem se preocupe com os custos... eu banco. KAGURA – Tudo bem!(ela se levanta e se curva) – É um prazer trabalhar para o Mestre das ruas. Kagura se afasta e sai pela porta enquanto estava sendo observada por Naraku e Onigumo, que ficaram a sós depois da saída dela. ONIGUMO – Confia nela? NARAKU – Confio. ONIGUMO – O que sabe dela? NARAKU – Sei que é uma pessoa de grande influência no governo, isso vai nos ajudar bastante. ONIGUMO – Por que será que ela se atrasou? NARAKU – Não importa!(ele se senta) — Acho que agora podemos ter a reunião com os acionistas da empresa. ONIGUMO – Vou chama-los. Onigumo sai da sala deixando Naraku sozinho com seus pensamentos sobre o poder da Jóia de 4 almas. DIA SEGUINTE Logo pela manhã, InuYasha e Kagome, sentados e lendo papeis, discutiam questões financeiras no escritório do restaurante. KAGOME – Você vai ver como a Van será um ótimo investimento. INUYASHA – Mas eu preferia entregar na minha moto. KAGOME – Eu sei, mas pense bem... você poderá fazer mais entregas em menos viagens. INUYASHA – Mas podemos variar e...(nesse momento o celular dele toca) — Espere um minutinho, Kagome. Enquanto Kagome continuava a analisar os papeis, InuYasha se afastou um pouco para atender o celular. INUYASHA – InuYasha. KIKYOU – Sou eu InuYasha! INUYASHA – Kikyou?!(ele fala baixo para Kagome não escutar) – Como conseguiu o meu número? KIKYOU – Eu tenho os meus segredinhos.(rindo) INUYASHA – Não ria! Sabe que minha namorada não vai gostar de saber que anda me ligando.(olhando Kagome trabalhando) KIKYOU – Ela não precisa saber se te incomoda tanto. INUYASHA – O que quer de mim? KIKYOU — Eu preciso falar com você. INUYASHA – Precisa de alguma coisa? KIKYOU – Eu só quero pedir um conselho sobre uma coisa. INUYASHA – E não da para falar por telefone? KIKYOU – Eu prefiro pessoalmente.(ele respira fundo) INUYASHA – O.k.! Onde? KIKYOU – Tem um barzinho na esquina da universidade, me encontra lá em uma hora. INUYASHA – O.k.! InuYasha desliga o celular e volta para junto de Kagome. KAGOME – Quem era? INUYASHA – Era só um cliente. KAGOME – Estranho! Por que ele não ligou para o numero do restaurante em vez do seu celular?(ela olhava desconfiada de algo) INUYASHA – Eu devo ter dado a ele.(meio nervoso) — Eu já vou indo.(se afastando dela) KAGOME – Mas não ia me ajudar a ver os balanços financeiros? INUYASHA – Eu confio isso a você.(ele procura algo) – Onde está a minha carteira? KAGOME – Deve estar no seu quarto. INUYASHA – É! Deve estar lá mesmo. InuYasha sai correndo do escritório nervoso por ter mentido para Kagome, mas ele saiu tão apressado que esqueceu o celular em cima da mesa e vendo como o namorado ficou estranho depois do telefonema, Kagome pega o celular e vê o numero de quem discou e depois apertou o botão para discar para esse mesmo numero. KAGOME – Vamos ver quem é.(olhando para a porta para não ser descoberta) KIKYOU – Kikyou.(Kagome fica calada ao ouvir aquela voz) — Alô! KAGOME – Desculpe! Foi engano.(disfarçando a voz) Ao ouvir a voz de Kikyou no outro lado da linha, Kagome se sentiu enganada e ficou pensando quantas vezes o namorado deve ter feito isso, mas ela não tinha coragem de cobrar explicações, pois tinha medo da resposta e vendo InuYasha já quase saindo, ela se manifestou, indo até ele na entrada do restaurante. KAGOME – InuYasha. INUYASHA – O que foi, Kagome? KAGOME – Acho que esqueceu alguma coisa. INUYASHA – Sério? O que?(ela mostra o celular) KAGOME – Isso!(ela o entrega a ele) — Não pode sair sem ele. INUYASHA – Eu não sei o que faria sem você.(colocando o celular no bolso) KAGOME – Nem posso imaginar.(meio triste) INUYASHA – Você está se sentindo bem, Kagome? Parece pálida. KAGOME – É só o cansaço pelo trabalho. INUYASHA – Então eu vou indo.(ele ia se afastando e ela o chama) KAGOME – InuYasha! INUYASHA – Sim. KAGOME – Eu te amo, não se esqueça disso. INUYASHA – Eu também. Ele volta e da um beijo nela para logo em seguida ir embora, deixando Kagome triste, pois ela sabia que o namorado iria se encontrar com a rival, mas maior do que a raiva era o medo de perder o namorado e enquanto isso, a cientista maluca Urasue, esperava alguém em um galpão abandonado até a chegada de uma carro, de onde sai Kagura. URASUE – Quem é você? Eu esperava o Onigumo. KAGURA – Onigumo está ocupado, o assunto é comigo. URASUE – Então vocês verificaram que o poder da Jóia de 4 almas é verdadeiro? KAGURA – Não!(mentindo para ela e devolvendo os estudos) – Aqui está seus papeis. URASUE – Eu não vou pegar nada!(irritada) — Pensa que sou idiota? Eu sei que sabem que o projeto é verdadeiro. KAGURA – Está delirando.(rindo) URASUE – Então me devolva o fragmento que dei ao Onigumo. KAGURA – O fragmento se perdeu nas experiências, lamento. Urasue fica possuída de raiva e avança para cima de Kagura, que se defende com uma arma de choque, que levava no bolso, fazendo Urasue cair quase inconsciente no chão. URASUE – Seus miseráveis!(com muita dor) KAGURA – É melhor não se meter com a gente, pois pode se arrepender. Kagura saiu rindo e entrou no carro deixando Urasue, ainda no chão, furiosa com a recusa do Mestre das ruas com seus serviços. MAIS TARDE Já sentada à mesa de um bar, Kikyou recebe a chegada de InuYasha, que logo se senta à mesa também. INUYASHA – Estou aqui, Kikyou... o que foi? KIKYOU – É que estou com uma dúvida cruel. INUYASHA – Se eu puder ajudar, pode contar comigo. KIKYOU – A questão é que recebi uma oferta para encabeçar um projeto altamente secreto a serviço do Imperador. INUYASHA – Sério?! Mas isso é uma maravilha! Você sempre sonhou com algo assim, qual é o problema? KIKYOU – Eu tenho medo que esse projeto seja usado para fins militares. INUYASHA – Então não aceite. KIKYOU – Mas também se eu recusar, perderei a chance de levar a minha pesquisa para níveis elevados. INUYASHA – Então por que está me pedindo conselho? Você é a cientista, conhece o assunto melhor do que eu. KIKYOU – Mas é que desde que me aconselhou a não casar com Naraku falando que era um erro, você acertou e por isso levo sua opinião em muita consideração. INUYASHA – Mas eu falava de casamento, relacionamento de pessoas, eu sabia que não o amava, mas esse tema de projeto secreto com envolvimento do Imperador é novidade para mim. KIKYOU – Mas fale assim mesmo!(ela segura na mão dele) — O que acha que devo fazer? Eu confio em seus instintos.(ela sorri para ele) INUYASHA – Tudo bem!(ele fica meio sem graça) — O principal interesse do Imperador deve ser o bem estar do seu povo, portanto eu acho que o projeto será usado para fins militares se assim o Imperador achar que deva ser usado. KIKYOU – Viu? Mesmo não sendo conhecedor de ciências, você soube se expressar melhor do que eu. Depois de terem conversado no bar, Kikyou e InuYasha saem do estabelecimento ele se preparam para se despedir. KIKYOU – Obriga do por me ouvir. INUYASHA – Espero que tenha ajudado. KIKYOU – Claro que ajudou, agora sei o que devo fazer... eu tenho que ir. INUYASHA – Eu também. Kikyou da um selinho em InuYasha, que embora não fizesse nada para impedir aquele gesto, se sentia mal por Kagome, sabia que a namorada merecia total lealdade. KIKYOU – Obrigada de novo. INUYASHA – De nada! De novo! Meio sem graça, InuYasha se afasta da ex. namorada e segue para sua moto enquanto Kikyou seguia para a universidade, mas de repente na frente dela surge Urasue, que estava cheia de raiva. KIKYOU – Urasue?! URASUE – Sou eu mesma! Vim aqui para nós termos uma conversa. KIKYOU – Eu não tenho nada a falar com você.(ela segue em frente mas Urasue segura seu braço) URASUE – Não vai a lugar algum. KIKYOU – Me solta!(ela se solta) – O que quer de mim? URASUE – Uns dias atras ofereci uma pesquisa minha para alguém de grande influência, entreguei estudos e até um fragmento de jóia, mas hoje, quando esperava uma resposta positiva, veio um representante desse mesmo alguém, dizendo que minha pesquisa é falsa. KIKYOU – E daí? URASUE – Daí eu por um momento pensei que eles podiam estarem certos, mas depois pensei melhor e vi que estava sendo enganada, eles queriam ficar com o projeto só para eles. KIKYOU – E o que eu tenho com isso? URASUE – Acontece que eu entreguei a eles estudos incompletos e para ficar com o projeto sem minha presença, precisariam que alguém o completasse, foi aí que você me veio a memória. KIKYOU – Eu não tenho nada a falar. URASUE – Eu sei que está envolvida nisso, Kikyou.(ela segura Kikyou pelo colarinho) – Me devolva o fragmento, se não. KIKYOU – Se não o que? Embora Kikyou se mostrasse segura, InuYasha, que tinha voltado, se intromete na discussão, ficando entre as duas. INUYASHA – O que está acontecendo aqui? KIKYOU – Não é nada, InuYasha! É só essa velha maluca. URASUE – Eu quero que me devolva o fragmento. INUYASHA – De que fragmento está falando? KIKYOU – InuYasha! Essa velha é louca. URASUE – É melhor me devolver o fragmento ou eu te mato, sua miserável. Depois da ameaça, Urasue sai do local, que estava começando a ficar cheio de curiosos por causa da discussão. INUYASHA – Ela já foi!(ele olha para Kikyou) – Você está bem? KIKYOU – Estou bem. INUYASHA – Não seria melhor chamara polícia? KIKYOU – Depois eu faço isso. INUYASHA – Tem certeza que está bem? Não quer que eu te acompanhe até a universidade? KIKYOU – Não precisa, mas...(ela sorri) — Se quiser vir comigo, pode me acompanhar. INUYASHA – Eu vou. Kikyou sorria de felicidade diante da preocupação de InuYasha, ela percebia que estava conseguindo afasta-lo de Kagome, já que um pouco mais cedo a própria Kikyou tinha reconhecido a voz de Kagome, quando essa ligou de volta, ou seja, a cada instante Kagome perdia terreno para a rival. Próximo capítulo = Prelúdio da discórdia – parte 2
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