Eu Sou a Noite

23 O retorno de Miroku - parte 1


No dia seguinte ao capítulo anterior, InuYasha estava arrumando as mesas do restaurante, junto de Kagome e Rin.

RIN – Vocês parecem bem felizes.

INUYASHA – Deu para perceber? É que tivemos uma noite agradável.(rindo)

KAGOME – InuYasha! Isso é particular!(rindo também)

RIN – Acho que vocês formam um lindo casal e...(ela olha para alguém) – É aquele advogado.

KAGOME – Advogado?

Para responder a Kagome, Rin aponta para a entrada do restaurante, onde estava Miroku segurando uma pasta na mão direita e uma mala na mão esquerda, o que deixou todos surpresos, principalmente InuYasha, que se aproximou.

INUYASHA – Miroku?! O que faz aqui?

MIROKU – Podemos conversar a sós?

InuYasha guiou Miroku até o escritório do restaurante para conversarem mais a vontade e chegando lá InuYasha partiu para a ofensiva.

INUYASHA – Está aqui para ter certeza de que vi a fita de Takeshi e Rasetsu?

MIROKU – Eu sabia que ia reconhecer o símbolo do monastério, mas não é sobre isso que vim aqui.(ele coloca a mala no chão e se senta)

INUYASHA – O que você quer de mim?(meio nervoso)

MIROKU – Não fique nervoso! Eu não vou falar de seu segredo, se eu quisesse fazer isso já teria feito há muito tempo...sente-se por favor.(falando com a voz calma)

InuYasha percebeu que Miroku tinha razão e por isso ficou mais calmo com as palavras dele e assim se sentou para ouvir de Miroku o motivo da visita.

MIROKU – Há alguns dias estou recebendo ameaças por telefone, no começo não liguei muito, mas ontem a minha casa foi revirada, mas nada foi roubado.

INUYASHA – Então quem entrou estava procurando algo.

MIROKU – É o que acredito! Acho que alguém está me assustando, mas eu não sei o motivo.

INUYASHA – Deveria chamar a polícia.

MIROKU – Isso não é uma boa idéia! Eu não confio muito na polícia.

INUYASHA – Eu já sei!(ele se levanta) — Você quer que eu veja isso como Motoqueiro Noturno, não é?

MIROKU – Não! Não!(ele se levanta também) — Eu quero te pedir para ficar aqui por enquanto.

INUYASHA – Mas eu não quero!(sendo enfático)

MIROKU – Mas por que não?

INUYASHA – Primeiro, você devia ir a um hotel e segundo, se é mesmo verdade que alguém está te ameaçando, eu não quero que você traga esse perigo para meu restaurante, tem a Kagome, o Myuga e a Rin.

MIROKU – Não posso ficar num hotel porque hotéis deixam registros, e não quero que ninguém saiba que estou aqui, portanto não tem perigo a ninguém...vamos InuYasha! Eu acho que mereço um pouco de crédito por não contar seu segredo.

INUYASHA – O.k.! Pode ficar, mas o que pensa em fazer? Não pode ficar escondido o tempo todo.

MIROKU – Não vou me esconder!(ele abre a pasta dele) – Eu vou ver se na pressa não esqueci de trazer um documento para Kikyou.

INUYASHA – Então você vai para a universidade?

MIROKU – Depois que eu organizar algumas coisas.

Enquanto Miroku fica mexendo em alguns papeis, InuYasha sai do escritório e assim que sai pega seu celular para falar com alguém, enquanto Kagome e Rin conversavam no balcão.

RIN – Então já tinha visto aquele rapaz?

KAGOME – Já! Ele até me pediu em casamento...você disse que o viu em Kyoto, é isso?

RIN – Isso mesmo! Ele conhecia um homem que era ligado ao meu avô, quando o senhor InuYasha e a senhorita Kikyou souberam ficaram realmente surpresos.

Rin sorriu alegremente, não percebendo a surpresa que causou em Kagome.

KAGOME – Quer dizer que a Kikyou esteve com vocês?(meio chateada)

RIN – Quer dizer que não sabia?

KAGOME – Não!

Rin se deu conta da gafe que deu e se afastou de Kagome, que naquele momento observava InuYasha, que ainda falava com alguém no celular, ela ficou tentada a exigir explicações dele sobre o fato de omitir que ficou com Kikyou em Yokohama durante dois dias, mas segurou o ciúmes.

KAGOME – “Talvez ele não quisesse me magoar, por isso não me contou, ele te ama, Kagome, ele não tem por que me enganar.”(pensando)

Apesar de ficar chateada com aquilo, Kagome não fez cena de ciúmes, pois tinha algo pendente para fazer, e assim entrou no escritório para falar com Miroku.

KAGOME – Posso entrar?(batendo na porta)

MIROKU – Claro!(ele ajeita os papeis e os coloca na pasta) – Que bom reve-la.

KAGOME – Eu digo o mesmo.(ela se aproxima dele) — Eu vim aqui para esclarecermos as coisas e não deixar nenhum mal entendido e...

MIROKU – Não precisa se explicar, Kagome! Você não aceitou o meu pedido porque amava outro homem, foi honesto de sua parte e agradeço por isso.

KAGOME – Sério?! Eu achei que estava chateado comigo.

MIROKU – Mas não estou!(ele estende a mão) – E então? Amigos?

KAGOME – Claro!(ela aperta a mão dele) — Amigos.(sorrindo) — Vai dormir aqui?(olhando a mala)

MIROKU – Só um ou dois dias, eu já falei para o InuYasha.

KAGOME – Você é sempre bem vindo aqui.

MIROKU – Eu sei!(ele pega sua pasta) — Agora queira me dar licença, eu tenho um compromisso e não posso me atrasar.

Miroku sai do escritório carregando sua pasta e se despedindo de todos enquanto InuYasha o observava atentamente até ir embora e Kagome chega perto dele.

INUYASHA – Kagome, eu vou ter que dar uma saída, depois eu volto.

KAGOME – Tá!(fica de frente para ele) — Por que estava olhando o Miroku daquele jeito?

INUYASHA – Eu acho que ele esconde algo, mas eu não sei o que é.

KAGOME – Se isso for verdade, ele não é o único.(olhando feio para ele)

INUYASHA – Por que está me olhando assim?

KAGOME – Não é, por que será? Eu vou voltar ao trabalho.

Kagome volta para os fundos do restaurante deixando InuYasha sem entender sua atitude agora pouco.

MAIS TARDE

Em uma sala da universidade, Kikyou e Miroku estavam analisando a documentação a respeito de um terreno para um laboratório particular.

KIKYOU – Então acha que devo esperar?(sentada ao lado dele)

MIROKU – Acho, mas eu sou advogado criminalista, minha área não é comercial.

KIKYOU – Obrigado por ter vindo, minha mãe continua muito ocupada para me ajudar nessas coisas.

MIROKU – Não é trabalho nenhum te ajudar, mas me conte, Kikyou, o como pretende comprar esse terreno? Isso aqui é muito caro.

KIKYOU – Não é só eu! Tem um grupo de cientistas que está por trás disso, sem falar que pretendemos contar com o apoio do Imperador.(o pager dela toca) — É o reitor, eu preciso ir.

MIROKU – Espero então que tenha sorte.

Miroku se despede de Kikyou e percorre os corredores da universidade para sair e ao chegar na saída, ele da de cara com InuYasha, que tinha a cia de Sango.

MIROKU – InuYasha?! Veio aqui falar com a Kikyou? Por que não veio junto comigo e...

INUYASHA – Eu não vim falar com a Kikyou e sim com você.

Miroku estranhou um pouco aquilo até perceber a presença de Sango, que estava do lado de InuYasha.

MIROKU – Não vai me apresentar sua bela amiga? “E que amiga!”(pensando enquanto analisava o corpo de Sango)

INUYASHA – Miroku, essa é Sango.

MIROKU – Acompanhado de uma bela moça, eu acho que a Kagome não vai gostar de saber disso.(rindo)

INUYASHA – Ela é só uma amiga.

MIROKU – Se é assim.(ele se aproxima de Sango) — Miroku, advogado, a seu dispor, senhorita Sango.(sorrindo)

SANGO – Sango, detetive do departamento de polícia de Tóquio.

Ao ouvir que ela era da polícia, o sorriso de Miroku sumiu e ele olhou feio para InuYasha.

MIROKU – Você contou a ela, não é?

INUYASHA – Eu tive que fazer, já que vai ficar lá em casa, eu tive que garantir a segurança de Kagome e Shippou.

SANGO – O InuYasha me contou que está sendo ameaçado e que não queria a ajuda da polícia...saiba doutor Miroku que...

MIROKU – Não me chame de doutor, só Miroku está bom.

SANGO – Como se sentir melhor, mas tem que saber que uma ameaça tem que ser levada a sério e seu amigo só está preocupado com você.

INUYASHA – Deixe ela ajudar, Miroku, a Sango é muito boa e seja quem for que esteja te ameaçando, ela vai encontrar.(Miroku ignora tudo)

MIROKU – Com todo respeito detetive Sango, mas eu dispenso a ajuda da polícia, eu mesmo resolvo isso.

SANGO – Por que está sendo tão arredio?(ela faz uma cara de desconfiada) – Será que está querendo esconder algo da polícia? É isso, senhor Miroku?

MIROKU – Quem está falando isso é uma moça que serviu de fonte de um jornalista contra seus próprios companheiros da polícia.

Sango simplesmente ‘gela’ ao ouvir aquilo e imediatamente olha feio para InuYasha.

SANGO – Contou a ele?

INUYASHA – Eu não!(Miroku estranha)

MIROKU – Não foi o InuYasha que me disse apesar de estar surpreso com o fato dele saber.

SANGO – Como sabe dessa história?

MIROKU – Eu não tenho que dizer nada, detetive... e não precisa se preocupar, embora não possa condenar totalmente Sesshoumaru, sei que foi apenas uma vítima de sua própria ingenuidade.

Miroku passa no meio dos dois para ir embora, mas aí ele muda de idéia e volta para ficar bem de frente a Sango e a ficou encarando por um tempo.

SANGO – Por que está me olhando?

MIROKU – Só queria dizer que devia soltar os cabelos, ficaria ainda mais linda.

Miroku beija a mão de Sango, que fica vermelha com o gesto e sem fala também ao vê-lo ir embora, pois nenhum homem jamais tinha beijado a mão dela, ela estava abobalhada até que InuYasha a chama a atenção.

INUYASHA – O que foi, Sango?(passando a mão na frente dela)

SANGO – Não foi nada!(se refazendo) — Mas que atrevido!

INUYASHA – Ele sempre foi assim.

SANGO – InuYasha, tem certeza que não contou nada?

INUYASHA – Claro que sim!

SANGO – Só 4 pessoas sabiam disso... eu mesma, meu pai, você e o próprio Sesshoumaru.

INUYASHA – Quem sabe foi o Sesshoumaru.

SANGO – E a troco de que ele faria isso?(ela encara ele) – Eu só sei de uma coisa! Eu não gosto da situação que uma pessoa sabe mais de mim do que o contrário.

INUYASHA – Eu entendo isso... desculpe por isso, eu só queria uma ajuda.

SANGO – Tudo bem, InuYasha... deixa eu voltar para o departamento.

Sango entra no seu carro e vai embora, deixando InuYasha pensativo em saber que tipo de pessoa era Miroku.

MAIS TARDE

Já de volta ao restaurante, Miroku estava com discutindo com InuYasha o fato dele ter chamado Sango.

MIROKU – Eu achei que tínhamos concordado que não teria a polícia envolvida nisso.

INUYASHA – Não senhor! Eu só concordei em hospeda-lo aqui em casa, se você quer se arriscar por mim tudo bem, mas não vou permitir que coloque a segurança de Kagome e Shippou em risco.

MIROKU – Eu já disse! Eles não estão correndo risco, quem quer que esteja me ameaçando não sabe que estou aqui.(Kagome entra no escritório)

KAGOME – Que discussão é essa? Quem está ameaçando quem?

MIROKU – Não é nada, Kagome.

INUYASHA – É sim!(ele olha para Miroku) — Conte a ela, Miroku.

KAGOME – Contar o que? Me digam.

INUYASHA – Sabe por que o Miroku está hospedado aqui? Acontece que ele diz que está sendo ameaçado por alguém, mas ele não sabe nem quem e nem por que.

KAGOME – Isso é verdade, Miroku?

MIROKU – Há um pouco de exagero, mas...

INUYASHA – Não é exagero nada! Além dele trazer perigo para cá, ele ainda não quer chamar a polícia, eu chamei a Sango para falar com ele, mas ele não gostou.

MIROKU – Escute, Kagome, eu tenho um motivo forte para não chamar a polícia.

KAGOME – E qual é? Acho que temos o direito de saber.

MIROKU – Eu não posso dizer pois aí sim eu colocaria vocês em perigo.(ele respira fundo) – Eu vou facilitar para os dois, vou pegar minha mala e me mudar agora mesmo, não quero ser um incomodo.

Miroku sai do escritório deixando InuYasha e Kagome sozinhos e eles ficaram conversando.

KAGOME – Ele vai embora, InuYasha.

INUYASHA – Vai ser melhor assim.

KAGOME – Como melhor? Um amigo nos pede ajuda e você vira as costas para ele, é assim?

INUYASHA – Você não ouviu? Tem alguém querendo matar o Miroku, eu não quero que ele morra, mas se ele quer enfrentar o perigo sem a ajuda da polícia, ele que faça isso sozinho, não coloque a gente em risco.

KAGOME – Mas...

INUYASHA – Eu faço isso porque amo você e o Shippou e por isso não quero que corram nenhum perigo.

KAGOME – Mas por que o Miroku não quer chamar a polícia?

INUYASHA – Pelo que me lembro, o Miroku nunca foi muito fã da polícia, ele acha que a polícia é que estava por trás da morte do pai dele.

KAGOME – Mas como amigos vamos tentar convence-lo a procurar a polícia.

Kagome e InuYasha saíram do escritório do restaurante para falar com Miroku, mas ao chegar no balcão eles o vêem acompanhado de uma moça morena, um pouco mais baixa que Kagome, e como não a reconheciam, foram perguntar para Rin.

KAGOME – Quem é aquela moça com o Miroku?

RIN – Sinceramente eu não sei, eu só sei que o Miroku ia para o quarto do senhor InuYasha, mas parou quando viu aquela moça.

INUYASHA – Esse cara não perde tempo, é só ver uma moça bonita e já se assanha para ela.

Miroku e a moça conversavam alegremente e Kagome resolve se aproximar.

KAGOME – Não vai apresentar sua amiga, Miroku?

MIROKU – Claro! Kagome essa é Koharo.

KOHARO – Muito prazer.

KAGOME – O prazer é meu... aqueles são InuYasha, Rin e Myuga.(os dois últimos estavam meio longe) — Não querendo ser indelicada, mas parece que já se conhecem há tempos.

MIROKU – Na verdade faz 3 anos que não nos vemos, e foi aqui mesmo em Tóquio.

KOHARO – Isso! E o jeito como nós nos conhecemos foi inusitado.

INUYASHA – Inusitado?! Como assim?

KOHARO – Acontece que eu era caixa de um banco, na ocasião o banco estava sendo assaltado e os bandidos me renderam e ordenaram que desse o dinheiro.

MIROKU – E eu estava no banco na hora.

KAGOME – Eu sei que se conhecer num assalto não é normal, mas eu não vi nada de inusitado.

MIROKU – Mas durante o assalto, a Koharo conseguiu acionar o alarme e a polícia apareceu e como vingança um dos ladrões queria atirar nela.

KOHARO – Só que aí o Miroku se colocou na frente e recebeu o tiro, eu fiquei tão comovida que o acompanhei no hospital e demos início a um romance.

MIROKU – É foi isso mesmo!

KAGOME – Essa foi a história mais romântica que eu ouvi.(ela olha para InuYasha) — você faria isso por mim, não é?

INUYASHA – Viu o que você me arrumou com essa história?(rindo)

MIROKU – O mais inusitado disso é que um terço do dinheiro roubado nunca foi recuperado... eu tenho certeza que algum policial corrupto ficou com a grana.

INUYASHA – Lá vem você com essa implicância com policiais.

KOHARO – Não vamos mais falar disso!

KAGOME – A Koharo tem razão, vamos falar de coisas mais interessantes.(ela faz um sorriso malicioso) — Eu aposto que depois desse assalto vocês dois tiveram um romance.

KOHARO – É! O nosso romance não deu certo porque o Miroku é de Kyoto e não podíamos manter um relacionamento a distancia...mas parece que foi o destino que me colocou no caminho dele novamente, eu vi de longe esse restaurante tão simpático e pensei em entrar um pouco.

INUYASHA – E o que faz hoje, Koharo?

KOHARO – Hoje sou

KAGOME – E vocês pretendem retomar a relação?

MIROKU – Eu não sei.(ele olha para Koharo) – O que acha, Koharo?

KOHARO – Eu tento se você tentar.(ela tira um cartão da bolsa) — Por que não me liga? E quem sabe nós saímos, hoje á noite.

MIROKU – Já vai?(pegando o cartão)

KOHARO – Eu tenho que ir, eu tenho que me encontrar com um empresário, é o trabalho de relações publicas.(rindo)

MIROKU – Você deve estar muito ocupada, então é melhor você me ligar.

KOHARO – Claro! Onde está hospedado.

MIROKU – É, bem isso vai ter que esperar e...

KAGOME – Ele está aqui! Pode ligar para ele nesse telefone.(ela da um cartão com o telefone do restaurante) — Pode ligar quando quiser.

KOHARO – Então eu te ligo.

Koharo da um beijo no cartão piscando para Miroku e em seguida vai embora.

MIROKU – Eu pensei que me queriam longe daqui.

KAGOME – Não fale assim! Nós te queremos bem, nós só não entendemos por que não quer a polícia nesse caso.

INUYASHA – E você tem que pensar bem que pode colocar essa moça em perigo também.

MIROKU – Quem quer que esteja me ameaçando, deve estar em Kyoto, eu já falei que resolvo isso.(rindo) — Então eu posso ficar?

INUYASHA – Se está tão seguro assim, então pode!

Miroku se curvou para InuYasha e Kagome em sinal de agradecimento, mas ainda não se sabia quem estava ameaçando Miroku e nem por que, e enquanto isso ainda intrigada em saber como Miroku sabia um segredo de seu passado, Sango, já no departamento de polícia, estava buscando pelo computador informações de Miroku.

SANGO – Quem é você, senhor Miroku?(e aí Takeda chega)

TAKEDA – Falando sozinha?

SANGO – Só investigando alguém, mas não encontrei nada de incriminador... advogado respeitado, terceiro colocado no exame nacional de direito, uma ficha limpa...a única coisa que chama a atenção é que seu patrimônio diminui muito.

TAKEDA – Mas isso não é crime.

SANGO – Exatamente.(já desistindo)

TAKEDA – Quem é o delinqüente?(olhando o computador) — Eu já vi esse rapaz.

SANGO – Sério?!(olhando para o parceiro)

TAKEDA – Com certeza!

SANGO – E quando foi isso?

TAKEDA – Engraçado você falar isso, eu me lembro da data pois é a mesma em que você foi encaminhada a proteger InuYasha.

SANGO – Quer dizer que ele veio no mesmo dia que conheci InuYasha... e sabe o que ele veio fazer aqui?

TAKEDA – Eu acho que ele foi falar com o caro dos registros policiais, o nome dele é Goru.

SANGO – E Goru está por aqui hoje?

TAKEDA – Acho que sim...mas por que tanto interesse nesse Miroku? Até parece que está interessado nele.(Sango fica vermelha)

SANGO – Vê se não fala asneiras.

Sango saiu com passos firmes em direção do escritório de registros do departamento de polícia, aonde estava Goru, que estava arquivando vários papeis.

SANGO – Você é Goru, não é?

GORU – Sim, o que quer, detetive?

SANGO – No mês passado veio aqui um advogado chamado Miroku, está lembrado?

GORU – Estou me lembrando, mas o que tem ele?

SANGO – Eu quero saber o que ele veio fazer aqui.

GORU – Ele veio pedir o inquérito policial de uma ocorrência há alguns anos e eu dei uma cópia.

SANGO – Eu também quero esse inquérito.

GORU – Impossível, eu não posso fazer.

SANGO – Mas por que?

GORU – Por que é ilegal... ele fez questão de bloquear as informações para a polícia.

SANGO – Ele pode fazer isso?

GORU – Sim! Ele pode.

SANGO – Mas nós somos da polícia, deve haver alguma maneira de ver o inquérito.

GORU – Mas há! É só ele ser suspeito de algum crime.

SANGO – Infelizmente não tenho nada contra ele, pelo menos ainda não.

GORU – Por que está tão interessada? Ele é algum namorado que te chutou e por isso quer se vingar?

SANGO – Ele não é meu namorado!

GORU – Tá bom!(se assustando) — Então por que está de olho nele?

SANGO – Isso não é da sua conta.

Sango sai brava da sala de registros e percebendo seu comportamento, o seu parceiro, Takeda, vai falar com ela no corredor do departamento.

TAKEDA – O que está acontecendo com você?(ficando na frente dela)

SANGO – Não é nada!

TAKEDA – Como nada? Por que está investigando esse Miroku?

SANGO – Porque ele é um suspeito!(meio nervosa)

TAKEDA – Suspeito de que? O que ele te fez, Sango?

SANGO – Eu tenho que ir, a gente se vê mais tarde.

Sango desconversou e logo saiu, ela não queria que Takeda soubesse o motivo de estar investigando Miroku, pois ela teria que revelar que no passado foi informante de Sesshoumaru dentro da polícia.

Próximo capítulo = O retorno de Miroku – parte 2