Eu Sou a Noite

17 O primeiro amor - parte 2


Shippou convidou InuYasha para conversar dentro do quarto dele sem a presença de Kagome.

INUYASHA – Fale garoto! O que quer comigo?

SHIPPOU – Eu queria que me ajudasse em algo.(ele mostra o poema)

INUYASHA – Então é isso!(ele lê um pouco o poema) — Você precisa da minha ajuda mesmo.(rindo ao ver os rascunhos) — Está escrevendo para a Satsuki?

SHIPPOU – É!(ele fica meio corado) — Eu queria que me ajudasse nisso.

INUYASHA – Eu posso te dar umas dicas...mas primeiro me diga o que sente realmente por essa menina...quer abraça-la? Quer beija-la?

SHIPPOU – Eu não sei como explicar...não quero abraça-la ou beija-la mas sei que fico nervoso perto dela, não consigo me concentrar, não gosto quando ela fala com outro menino e quero que ela só de atenção a mim...acha que estou apaixonado?

INUYASHA – Para sua idade é o mais próximo do amor.

SHIPPOU – Então vai me ajudar no poema?

INUYASHA – Eu vou tentar...eu fazia alguns quando namorava a Kikyou...mas não fale nada para a Kagome, ela pode ficar chateada...o.k.!

SHIPPOU – O.k.! Mas agora fale como faço o poema.

INUYASHA – Você pode fazer uma rimas bonitinhas, começando com algo como...você é o centro do meu universo ou que minha vida antes de te conhecer não era vida...coisas assim.

SHIPPOU – Eu não vou escrever isso! Tá muito brega.

INUYASHA – Shippou! Isso é uma carta de amor...o que pensa em escrever? ‘A quem interessar possa”?

SHIPPOU – Eu acho que esse negócio de poema não vai dar certo.

INUYASHA – Então leve flores, as mulheres de todas as idades adoram flores.(rindo)

SHIPPOU – Eu vou pensar.(rindo também)

INUYASHA – Agora vá se arrumar para ver sua amiga.

SHIPPOU – Valeu InuYasha!

Shippou abraça InuYasha em sinal de agradecimento pelos conselhos e em seguida vai trocar de roupa para ir a casa de Satsuki.

MAIS TARDE

Shippou já estava arrumado para ir a casa da amiga e vendo o menino bem vestido Kagome estava orgulhosa.

KAGOME – Você está lindo, Shippou!

MYUGA – Está muito bem, Shippou!

SHIPPOU – Obrigado!(ele nota a ausência de InuYasha) — Onde está o InuYasha? Achei que ele ia me levar.

KAGOME – Não se preocupa, filho...eu te levo.(sorrindo) — O InuYasha teve que sair mas ele me disse que te apanha na volta.

SHIPPOU – Se não tem jeito.

Shippou não estava muito a vontade com a presença de Kagome, que queria conhecer Satsuki, e indo até a casa da menina, ambos chegaram ao local e puderam notar a beleza da casa.

KAGOME – É uma casa enorme.

SHIPPOU – A Satsuki me disse que era grande mas não pensei que fosse tanto.

Kagome aperta o botão da campanhia e depois de um tempo Jaken aparece diante dos dois.

JAKEN – Você deve ser amigo da menina Satsuki.(olhando para Shippou segurando um livro)

SHIPPOU – Isso senhor.(e nesse momento Satsuki aparece)

SATSUKI – Você veio mesmo!(e olha para Kagome) — Essa é sua mãe? Ela é linda!

KAGOME – Obrigada, Satsuki! É um prazer em conhece-la.

SATSUKI – Vamos Shippou! Eu tenho algo para te mostrar.

Satsuki, que normalmente sempre gostava de tomar a iniciativa, puxou Shippou pelo braço e o levando para dentro da casa deixando Kagome e Jaken meio assustados.

KAGOME – Essa menina é muito ativa.

JAKEN – Eu que o diga.

KAGOME – Pode falar para o Shippou que o InuYasha vem busca-lo mais tarde?

JAKEN – “InuYasha?! Será o irmão do senhor Sesshoumaru?”(pensando)

KAGOME – Senhor! Está me ouvindo?

JAKEN – Pode deixar! Eu aviso o menino.

KAGOME – Obrigada!

Kagome deixa o local e Jaken começa a ter certeza que era mesmo do irmão de Sesshoumaru que ela estava falando e enquanto isso, Satsuki mostrava a Shippou fotos de sua mãe.

SHIPPOU – Ela era muito bonita?

SATSUKI – Era não! Ainda é! Ela não morreu.

SHIPPOU – Não?! Então onde ela está?

SATSUKI – Eu não sei!(ela fala bem baixo) — Acho que ela fugiu com outro homem, foi pelo menos o que escutei em uma conversa de meu pai com o Jaken.

SHIPPOU – Eu sinto muito por isso.

SATSUKI – Eu não sinto nada! Eu gosto de ver as fotos dela porque nos parecemos, mas é só isso...por isso é só eu e meu pai, não tem espaço para mais ninguém.

SHIPPOU – E você não tem outros parentes?

SATSUKI – Eu acho que não! O meu pai nunca me falou nada...mas chega de falar de mim...você não pode reclamar de mãe, a sua é linda.

SHIPPOU – A Kagome é linda mesmo, mas ela não é minha mãe biológica.

SATSUKI – Não?!

SHIPPOU – A minha a mãe biológica morreu quando tinha pouca mais de 2 anos por isso eu não me lembro do rosto dela, desde então a Kagome cuida de mim.

SATSUKI – Você não tem fotos dela?

SHIPPOU – Eu até tenho mas não as vejo.

SATSUKI – Mas por que? Eu não entendo.

SHIPPOU – Porque eu não preciso...a Kagome é a única mãe que conheço e para mim isso já basta.

SATSUKI – Mas e seu pai?

SHIPPOU – O meu pai biológico morreu antes de eu nascer e sei pouco dele...a Kagome era casada quando ficou comigo, o nome dele era Kouga, eu até gostava dele, mas ela percebeu antes de todos que não era boa influência para mim.

SATSUKI – E onde ele está?

SHIPPOU – Na cadeia.

SATSUKI – Eu sinto muito Shippou, eu não devia ter perguntado.

SHIPPOU – É meio chato mesmo! Mas eu vim aqui para estudar senhora sabe tudo de matemática.

SATSUKI – Tá legal!

E assim entre algumas conversas sobre seus pais, os dois ficaram estudando matemática por horas, Satsuki realmente era muito inteligente para sua idade e dominava a matéria com facilidade diferente de Shippou, que precisava se esforçar bastante, mas com a ajuda da amiga, ele estava evoluindo.

MAIS TARDE

Enquanto Kagome e Myuga trabalhavam no restaurante, InuYasha tinha acabado de chegar depois de mais uma série de entregas.

KAGOME – Ainda bem que chegou, InuYasha.

INUYASHA – Eu já estou indo pegar o Shippou.

KAGOME – Eu mesma iria, mas estou muito atarefada.

INUYASHA – E sem falar que ele prefere que eu o pegue.(rindo)

KAGOME – Isso também!(meio sem graça)

INUYASHA – Kagome, você sabe por que Rin saiu tão apressada hoje cedo?

RIN – Ela me telefonou dizendo que tinha um problema na família, mas não quis revelar o que seria.

INUYASHA – Espero que esteja tudo bem...me fale onde é a casa da Satsuki para buscar o Shippou.

KAGOME — Está aqui o endereço da Satsuki.

Kagome tira do bolso o papel com o endereço da casa de Satsuki e ao vê-lo, InuYasha se espanta em saber que é o mesmo endereço onde o pai dele morava.

INUYASHA – Tem certeza que é esse?

KAGOME – Tenho sim, por que?

INUYASHA – Por nada!(ele prefere não falar) — Eu já vou indo.(saindo do restaurante)

KAGOME – E tome cuidado quando traze-lo de moto.

InuYasha apenas responde com um sorriso e sai do local deixando Kagome sem entender o seu comportamento diante do endereço de Satsuki, e assim depois de alguns minutos andando de moto, InuYasha chega em frente a casa de Satsuki.

INUYASHA – “Agora me lembro que o Sesshoumaru teve uma filha, será Satsuki?”(pensando)

Aquela casa trazia más recordações a InuYasha, foi lá que ele viu o pai sofrendo por causa do câncer e também como Sesshoumaru o tratava mal quando era criança e mesmo não agradando muito a idéia de entrar naquela casa, ele foi em frente para tocar a campanhia e Jaken aparece diante dele.

JAKEN – Eu já esperava pelo senhor.(ele da passagem) – Entre, por favor.

INUYASHA – Obrigado.(ele entra) — Não vou demorar, só vim para pegar o Shippou e ir embora.

Jaken se ausentou da sala de espera para ir até o quarto de Satsuki e logo já estava de volta com as duas crianças.

SHIPPOU – Você veio mesmo InuYasha!

INUYASHA – Agora, nós podemos ir.(passando a mão na cabeça dele)

SATSUKI – Muito prazer em conhece-lo, senhor.(ela sorri para ele)

INUYASHA – É um prazer também...mas agora o Shippou tem que voltar para casa e...

JAKEN – É melhor esperar o seu irmão...ele quer falar com o senhor.

INUYASHA – O que o Sesshoumaru quer comigo?

Ao fazer essa pergunta, InuYasha surpreende Satsuki, que não sabia que o pai tinha um irmão e por isso cobra Shippou.

SATSUKI – Você nunca me disse que o InuYasha era irmão de meu pai.

SHIPPOU – Isso é novidade para mim também.

SATSUKI – Então o senhor é meu tio, não é?

INUYASHA – Meio irmão para ser mais exato, temos apenas o mesmo pai.(e aí ele volta a olhar para Jaken) — Agora me diga o que ele quer comigo.

JAKEN – Acho que deverá perguntar a ele mesmo.

Jaken tinha visto Sesshoumaru entrando pela porta mas para surpresa de InuYasha, ele não estava sozinho pois tinha a cia de Rin, que já esperava uma bronca do patrão.

INUYASHA – Encontrar com o Sesshoumaru...era isso sua emergência familiar?

RIN – Mas era uma emergência familiar sim e...(Sesshoumaru se impõe entre os dois)

SESSHOUMARU – Não é hora para isso.( e nesse momento Satsuki pula no colo do pai)

SATSUKI – Por que o senhor nunca me disse que tinha um irmão?

SESSHOUMARU – Depois a gente fala sobre isso, querida.(ele a coloca no chão) — Quero que conheça uma pessoa...essa é Rin.

RIN – Oi, Satsuki...o seu pai fala muito de você.

SATSUKI – Eu duvido.(não gostando muito dela)

SESSHOUMARU – Mas que modos são esses, Satsuki? Onde está sua educação?

RIN – É melhor deixa-la.(e InuYasha se mete)

INUYASHA – Se está apresentando a Rin é porque estão saindo juntos, não é?

SESSHOUMARU – Leva um 10 por compreensão, InuYasha.(sendo irônico)

INUYASHA – Antes de me dizer o motivo pelo que quer falar comigo, acho que devemos ter uma conversa sós nós dois.

SESSHOUMARU – O que tenho a falar com você, a Rin tem que participar e...(aí InuYasha fala baixinho no ouvido dele para ninguém escutar)

INUYASHA – Se não conversarmos agora, vou dizer a ela o que você fez com a Sango.

Diante das palavras de InuYasha, Sesshoumaru ficou pensativo se era prudente naquele momento Rin ficar sabendo que estava sendo usada por ele assim como foi Sango no passado.

SESSHOUMARU – Rin, você fique aqui por enquanto com Jaken e os outros.(depois ele olha para a filha) — Papai já volta, querida.(ele da um beijo na testa da menina) — Por aqui, InuYasha.

Sesshoumaru conduz InuYasha até a uma sala ao lado, onde eles estariam sozinhos e mais a vontade para conversar.

INUYASHA – Acha que não sei o que está havendo por aqui?

SESSHOUMARU – O que?

INUYASHA – Está usando a Rin como fez com a Sango...a Rin é filha do detetive Takeda que prendeu o Kouga...você ainda acha que ele tem ligação com o Motoqueiro Noturno e está usando a Rin para saber se o pai dela descobriu algo que ligue Kouga ao Motoqueiro Noturno.

SESSHOUMARU – Isso não é problema teu...o que vai fazer? Vai contar a ela? Então conte.(InuYasha fica em silêncio) — Você não conta porque vai expor sua amiguinha Sango...eu fiquei sabendo que ela te protegeu, quando foi testemunha do governo.

INUYASHA – Não é por isso que contei...a Rin é uma boa garota e não merece o que está fazendo com ela.

SESSHOUMARU – Eu não sou mais assim, eu não uso as pessoas.

INUYASHA – Não sei se acredito.

SESSHOUMARU – Não sei se me importo...olha, eu não me orgulho do que fiz a Sango, mas eu não posso voltar no tempo, eu tenho uma vida atribulada desde que minha esposa me abandonou para fugir com outro...então não se mete na minha vida e eu não me meto na sua...estamos combinados?

INUYASHA – Só não magoe a Rin.

Sendo assim Sesshoumaru foi até a porta e fez um gesto para alguém se aproximar e depois Rin apareceu para entrar na sala.

INUYASHA – Agora que Rin está aqui, fale o que quer de mim.

SESSHOUMARU – É uma coisa que me surpreendeu e que vai deixa-lo surpreso também.

INUYASHA – Fale de uma vez o que é.

SESSHOUMARU – Você sabe quem é o avô de sua nova garçonete?

INUYASHA – Avô da Rin? Eu não sei não, por que deveria saber?

RIN – O nome dele é Rasetsu!

InuYasha arregala os olhos ao ouvir aquele nome fazendo Rin ficar um pouco triste.

INUYASHA – Mas esse nome é do assassino do...

SESSHOUMARU – Do nosso pai! Isso mesmo InuYasha.

RIN – Eu não sabia de nada, nem desconfiava dessa coincidência.

SESSHOUMARU – É sobre Rasetsu que quero falar com você.

INUYASHA – Falar o que dele?

RIN – Ele quer falar com nós três antes de morrer.

SESSHOUMARU – Ele nunca falou nada durante os dez anos que ficou preso e agora a dois dias de sua condenação, ele resolve falar.

INUYASHA – Isso deve ser um pesadelo.

InuYasha se sentou pois estava chocado em saber que Rin era neta do homem que matou seu pai, os três tinham muito o que conversar mesmo e enquanto isso na outra sala Jaken ficava tomando conta de Satsuki e Shippou.

SATSUKI – O que será que eles conversam tanto?

SHIPPOU – Eu não sei...não sabia que a Rin era namorada de seu pai.

SATSUKI – E eu não sabia que ela trabalhava com o tio Inu.

SHIPPOU – Há uma hora nem sabia que tinha tio agora fica chamando de tio Inu.

SATSUKI – Jaken, por que eles não se dão bem?

JAKEN – É uma longa história, menina...talvez seu pai te conte uma outra hora.

E naquele momento Seshoumaru, Rin e InuYasha saíram da sala e se juntaram aos outros.

INUYASHA – Precisamos ir Shippou.

SATSUKI – Fica mais um pouco tio.(segurando no braço dele)

INUYASHA – Eu não posso...eu e seu pai temos muito o que fazer amanhã.

SATSUKI – Mesmo?

SESSHOUMARU – Isso mesmo querida! Amanhã eu terei que me ausentar e você ficará na casa do InuYasha junto de seu amigo nos próximos dois dias.

SATSUKI – Isso não é ótimo, Shippou?(feliz)

SHIPPOU – É sim!(feliz também)

Satsuki e Shippou se deram as mãos e ficaram pulando de alegria mesmo não sabendo do motivo.

SESSHOUMARU – Então nos encontramos amanhã, InuYasha.

INUYASHA – Combinado.

E assim InuYasha levou Shippou de volta para casa enquanto Sesshoumaru levou Rin para a casa dela, mas o que será que Rasetsu, avô de Rin e assassino do pai de InuYasha e Sesshoumaru, quer com os três?

Próximo capítulo = Vitória para humanidade – parte 1