Eu Sou a Noite
50 A invasão - parte 2
Já estando os dois frente à frente com o cofre, Kouga e Ayame trabalham para ultrapassar essa barreira. AYAME — 4 minutos para o alarme soar.(olhando para o relógio) KOUGA – Temos tempo de sobra.(digitando no laptop) – Passar por essa barreira é como tirar doce de criança. AYAME – Você é bom mesmo, tenho que admitir.(olhando para ele) KOUGA – Você também é muito boa.(digitando e depois olhando para ela) AYAME – Eu? Sou mesma. Ayame riu fazendo Kouga rir também, mas a alegria deles durou pouco, pois quando Kouga conseguiu digitar o código, apareceu uma outra barreira, que tinha globo luminoso no centro. AYAME – O que é isso? KOUGA – Tranca com leitura óptica! E deve aceitar somente os olhos de Juroumaru (ele pega o celular) AYAME – Para quem vai ligar? KOUGA – Para Kagura, essa barreira não tinha nas plantas que ela nos forneceu. Enquanto Ayame, preocupada com o tempo, olhava para o relógio, Kouga estava no celular esperando que Kagura atendesse do outro lado e finalmente isso acontece. KAGURA – Por que está me ligando, Kouga? KOUGA – Existe uma barreira extra no cofre, uma tranca com leitura óptica. KAGURA – Não pode ser.(ela fica olhando as plantas do esquema em sua mesa) — Não há essa tranca na planta. KOUGA – Acredite, estou olhando para ela... devemos voltar e fugir. KAGURA – Não! Conseguir a jóia de 4 almas é imperativo. KOUGA – Mas eu não posso fazer milagres. KAGURA – Escute, Kouga, se quer realmente a cabeça do Mestre das ruas, tem que conseguir essa jóia... não importa o que vai fazer, não importa o que vai custar, eu quero que consiga a jóia.(ela desliga na cara dele) KOUGA – Droga! AYAME – Temos só dois minutos!(olhando para o relógio) – Você não consegue mudar a configuração para que aceite a leitura óptica de outra pessoa? KOUGA – Poderia, mas não tenho recursos e nem tempo.(ele se levanta e guarda o laptop) – Vamos ter que improvisar... me de a jóia falsa.(ela da á ele) AYAME – Nós a usaríamos para substituir a verdadeira. KOUGA – Agora volte para junto de Hitten e Mantten. AYAME – O que você vai fazer? KOUGA – Vai logo! Kouga grita com Ayame para ela se apressar e mesmo não querendo ir, ela o obedece e assim que fica sozinho, Kouga religa os feixes luminosos e fica os olhando e enquanto isso, InuYasha, disfarçado de Motoqueiro Noturno, estava dentro da casa de Kouga, procurando algo, mas não encontrou nada e assim pegou seu celular e ligou para Miroku, que estava no seu escritório. INUYASHA* — Não encontrei nada que indique o paradeiro de Kouga. MIROKU – Continue procurando, se ele se juntou a Ayame á mando de Naraku, deve ser coisa grande. INUYASHA* – O.k.!(de repente ele acha um bilhete) – Espere! Parece que achei algo. MIROKU – O que é? INUYASHA* — É uma passe de empregado para uma festa ou coisa parecida... acho que é passe de cozinheiro. MIROKU – Tem o nome de alguém ou local? INUYASHA* — Não! Tem somente o número do fabricante do passe. MIROKU – Para mim é o suficiente, com isso acho que consigo achar esse local. INUYASHA* — Como? MIROKU – Perguntando para o fabricante para quem ele fez o passe. Sendo assim, InuYasha, disfarçado de Motoqueiro Noturno, sai da casa de Kouga sem levantar suspeitas e enquanto isso, Ayame acaba de voltar para junto de Hitten e Mantten. HITTEN – Conseguiu a jóia? AYAME – Ainda não! O Kouga encontrou uma barreira que não estava na planta fornecida à nós. MANTTEN – Mas logo Juroumaru voltará e não conseguiremos sair com a jóia. AYAME – Eu sei disso! Mas o Kouga disse que vai improvisar, devemos confiar nele. Nesse momento o alarme toca, o que faz todos os convidados irem embora, criando uma enorme confusão, fazendo Juroumaru ir correndo para a sala de monitoração e em uma das telas ele vê Kouga estirado no chão. JUROUMARU – Mas quem é ele?(ele olha para o segurança) – Chame Hitten e Mantten e peça que tragam Ayame até aqui. O segurança faz o que Juroumaru mandou e depois de algum tempo, Hitten e Mantten aparecem trazendo Ayame. JUROUMARU – Agora fale sua ordinária.(ele mostra a ela a tela em que Kouga está desmaiado) – Conhece aquele sujeito? AYAME – Kouga! O que houve com ele? JUROUMARU – Aqueles feixes de luz não são somente um alarme, ele acionam dardos envenenados e um deles deve ter acertado seu amigo.(rindo) AYAME – Ora seu... Ela não consegue completa a frase porque é acertada com um soco por Juroumaru e fica caída no chão olhando para seu agressor. JUROUMARU – Cale-se, sua ordinária!(ele olha para os irmãos) — Ela não disse nada? HITTEN – Nada!(continuando a farsa) JUROUMARU – Vamos descobrir então. Juroumaru puxou Ayame pelo braço e sendo seguido pelos irmãos Hitten e Mantten e mais todos os seguranças dele, ele a levou para onde estava Kouga e chegando lá, Juroumaru desligou os feixes de luz e ao se aproximar do corpo de Kouga, viu algo na mão dele. JUROUMARU – Vamos ver o que ele tem. Juroumaru tira da mão dele a jóia falsa, que era uma replica exata da jóia de 4 almas e sem saber disso, Juroumaru ficou furioso. JUROUMARU – Mas essa é minha jóia! Como ele conseguiu abrir o cofre?(ele olha para os seguranças) – Vão atrás de todos os convidados! Ele deve ter tido ajuda de mais alguém para ter entrado aqui. HITTEN – Eu e meu irmão vamos ajuda-los. Os seguranças obedecem as ordens de Juroumaru e junto com irmão Hitten e Mantten saem da sala e Ayame fica sem entender o que estava acontecendo. JUROUMARU – Você!(olhando para Ayame e apontando uma arma para ela) — O que vocês vieram fazer aqui? AYAME – Eu não vou falar. JUROUMARU – Como quiser, meu amor. Juroumaru aponta a arma na cabeça de Ayame e quando ele estava prestes a atirar, é acertado na nuca por Kouga. KOUGA – Mas que cara mais abusado.(Ayame fica feliz em vê-lo) AYAME – Você estava fingindo?(ela corre para abraça-lo) — Eu pensei que tinha sido acertado pelos dardos envenenados.(ela o beija na boca) — Nunca mais me engane assim, ouviu? KOUGA – Você está feliz mesmo! Mas temos trabalho a fazer. Kouga pegou Juroumaru, ainda desacordado, e o levou até o cofre com tranca de leitura óptica, assim o fez abrir os olhos bem em frente ao globo da tranca, fazendo assim a leitura e destrancando o cofre. AYAME – Essa foi sua improvisação? KOUGA – O único que podia abrir o cofre era o próprio Juroumaru, por isso precisava traze-lo aqui e o único jeito que achei foi soar o alarme. AYAME – Você pensou rápido. KOUGA – Primeira regra do nosso trabalho, tenha sempre um plano B! Eles entram no cofre, que contia muitas gavetas e todas elas eram numeradas. KOUGA – Qual é o número? AYAME – É 47!(ele acha a gaveta 47) KOUGA – Achei.(ele abre e tira a jóia de 4 almas) AYAME – Essa é a jóia de 4 almas? KOUGA – Já temos o que queríamos, agora vamos embora daqui. Kouga e Ayame andam sorrindo um para o outro, mas de repente uma batida de palmas encerra o silêncio no local e logo em seguida os irmão Hitten e Mantten aparecem diante deles batendo palmas. HITTEN – Meus parabéns, Kouga! Estou realmente surpreso em ver como é bom. MANTEN – Tem razão irmão! Ele é tão bom que merece morrer depressa.(aponta uma arma para ele) AYAME – Mas o que é isso? Nós estamos do mesmo lado. HITTEN – Fique fora disso, Ayame... o Kouga quer matar o Mestre das ruas e isso nós não vamos permitir. KOUGA – Eu sabia que tinha algo de errado. MANTTEN – Tinha sim... você... adeus, Kouga. Mantten atira em Kouga, mas Ayame se coloca na frente, recebendo o disparo no abdômen e caindo nos braços de Kouga. KOUGA – Ayame! Ayame! Por que fez isso? AYAME – Eu... eu... não podia... deixa-lo... morrer... HITTEN – Mas que lindo é o amor, não é Mantten? MANTTEN – É sim, Hitten, e quando há amor entre duas pessoas, elas devem morrer juntas. Eles dão gargalhadas diante da cena e sem que percebam, Kouga aciona os feixes de luz, que tocam nos irmãos, fazendo eles serem acertados com dardos envenenados, caindo logo em seguida. KOUGA – Isso é o que vocês merecem!(ele pega Ayame no colo) – Vamos Ayame. AYAME – Eu acho que não vou resistir.(sangrando muito) – Vá sem mim. KOUGA – Eu já disse! Nunca abandonei meus parceiros e não farei isso hoje. AYAME – Eu estou morrendo.. cof...cof... KOUGA – Agüente, Ayame, esses dardos não são venenosos o bastante para matar, eles logo se levantaram, precisamos ir agora. Kouga carrega Ayame junto com a Jóia de 4 almas pelos corredores da casa até a saída. 5 MINUTOS DEPOIS Sem saber de nada, Houjo chega aonde estava Hitten e Mantten retirando os dardos dos corpos deles e assim eles acordam. HOUJO – O que houve por aqui? HITTEN – Onde está o Kouga? HOUJO – Eu não sei, depois que soou o alarme se criou uma confusão e não vi mais nada. MANTTEN – Por que os dardos não nos mataram? HITTEN – São apenas dardos paralisantes!(ele se levanta do chão) — Temos que ir atrás de Kouga. HOUJO – Mas o que está acontecendo? MANTTEN – Cale a boca, Houjo! O Kouga tem que ser morto. Os irmãos Hitten e Mantten correm pelos corredores da mansão, mas voltam quando vêem o monte de seguranças de Juroumaru. HITTEN – Não vamos conseguir sair daqui sem chamar a atenção. MANTTEN – E o que vamos fazer?(Hitten saca sua arma) HITTEN – Não tem jeito, vamos ter que matar todos. HOUJO – O que? Matar? Ninguém me falou em matar ninguém. HITTEN – Acorda, Houjo! Quando os seguranças voltarem e verem que o cofre foi roubado, vão nos acusar e nos levar presos. HOUJO – Mas que droga! MANTTEN – Vamos matar todos e a culpa cairá sobre Kouga e Ayame. HITTEN – O.k.! Nós cuidamos dos seguranças e você, Houjo, cuida do Juroumaru. HOUJO – Você quer que eu mate? HITTEN – Não, eu quero que dance com ele.(sendo irônico) — É claro que quero que o mate... acha que consegue?(dando a arma a ele) HOUJO – Consigo.(pegando a arma) MANTTEN – Faça isso e você subirá no nosso conceito. Houjo pega o corpo de Juroumaru e o leva para dentro do cofre enquanto Hitten e Mantten aparecem diante dos seguranças de Juroumaru. MANTTEN – Estão todos aqui? SEGURANÇA – Sim, sabem o que houve? HITTEN – Sei.(ele sorri) — Isso! Hitten e Mantten atiram em todos os seguranças, que mal tiveram tempo de sacarem suas armas e morreram em seguida. HITTEN – Ótimo! MANTTEN – Será que Houjo conseguiu?(nesse momento eles ouvem um disparo) HITTEN – O barulho veio do cofre, acho que ele fez. Naquele momento aparece Houjo, muito cabisbaixo e chorando. HOUJO – Nós vamos para a cadeia. HITTEN – Então matou Juroumaru? HOUJO – Sim! MANTTEN – Ótimo! Sua primeira morte, eu sei que é difícil, mas depois se acostuma. HITTEN – Vamos embora! Houjo, Hitten e Mantten saem da mansão de Juroumaru, deixando um amontoado de corpos para trás. MAIS TARDE Já no laboratório secreto, Kouga, observava junto de Kagura e Kikyou, a equipe médica do laboratório cuidando de Ayame na mesa de cirurgia. KIKYOU – Ainda bem que esse laboratório é equipado para essas emergências... vou saber mais informações.(ela se retira deixando Kouga e Kagura a sós) KAGURA – Agora que ela está sendo cuidada, me diga o que houve. KOUGA – Eu vou dizer o que houve.(ele olha para Kagura) — Aqueles dois irmão tentaram me matar depois que peguei a jóia de 4 almas, eles disseram que eu não podia viver, pois sabiam que eu queria matar o Mestre das ruas. KAGURA – Eu não esperava por isso. KOUGA – Vamos, Kagura, eu quero explicações. KAGURA – O Mestre das ruas deve ter descoberto suas intenções. KOUGA – Isso não fazia parte do plano, você me deu garantias de que tudo estava agendado, mas hoje tive muitas surpresa, a barreira com leitura óptica, planejamento da minha morte. KAGURA – Você mais do que ninguém sabe que os planos as vezes dão errado... mas me diga, está com a jóia? KOUGA – Claro!(ele tira do bolso e mostra) – Aqui está! KAGURA – É ela mesma!(ela tenta pega, mas ele guarda de novo) KOUGA – Como fui enganado, as minhas exigências dobraram. KAGURA – O que você quer além da identidade do Mestre das ruas? KOUGA – Ayame! Eu quero que ela viva! Ela levou um tiro que era para mim! Se por acaso ela morrer, eu destruo essa jóia, não me importando o que aconteça comigo. KAGURA – Você não faria isso! KOUGA – Então trate de mandar sua equipe médica salvar a vida de Ayame. Kouga se afasta de Kagura, que estava visivelmente irritada com a situação até que Kikyou volta com notícias. KIKYOU – Ela já está consciente. KAGURA – Viu? KOUGA – Eu quero vê-la! Kagura e Kikyou da passagem a Kouga que entra no centro médico do laboratório onde encontrou Ayame deitada em um leito e já consciente. KOUGA – Você está bem? AYAME – Estou sim, só meio sonolenta... eu achei que ia morrer. KOUGA – Você não precisava levar um tiro por mim. AYAME – Eu não podia deixa-lo morrer. KOUGA – Tudo bem! Agora descanse... depois eu volto para ficar com você. AYAME – Não demore. Kouga deixa Ayame descansar e depois vai ao encontro de Kagura na sala de reunião, onde eles ficaram sozinhos. KAGURA – Agora que viu que sua amiga está viva e ficará bem, entregue a jóia. KOUGA – Quem é o Mestre das ruas? Eu quero o nome dele. KAGURA – O Mestre das ruas é ninguém mais e ninguém menos de que Naraku. KOUGA – Naraku?! Está falando do grande bem feitor dessa cidade? Do presidente do Grupo Naraku? KAGURA – Ele mesmo.(ela pega um gravador da gaveta) — Se não acredita em mim, pode ouvir isso.(ela da o gravador a ele) KOUGA – O que tem aqui? KAGURA – Conversa telefônicas de Naraku com terroristas internacionais e outros tipos de bandidos, onde eles falam dos crimes e textualmente se refere a ele como Mestre das ruas. KOUGA – Espere aí! Se trabalha para ele, por que o está traindo? KAGURA – Eu tenho os meus motivos... mas vou dar um conselho a você... não mate Naraku, você tem que destruir a imagem dele... então leve isso a imprensa. KOUGA – A imprensa? KAGURA – Sim! De preferência á um jornalista chamado Sesshoumaru, ele tem a credibilidade para exibir essa matéria. KOUGA – Primeiro eu vou ouvir, depois tomo minha decisão... mas tem um outro problema. KAGURA – O que? KOUGA – Hitten e Mantten! Eles não morreram e sabem onde é esse lugar. KAGURA – Eu não me preocuparia com isso, acho que eles tem outras coisas para se preocupar... agora a jóia, por favor.(estendendo a mão) KOUGA – Acordo é acordo!(ele da a jóia a ela) KAGURA – Ótimo!(ela fica admirando a jóia) — Ela é mais bela do que imaginava. Kagura ficava rindo ao admirar a jóia enquanto Kouga começava a ouvir, atentamente, a gravação de Naraku, que Kagura deu a ele. MAIS TARDE Quando o alarme da mansão de Juroumaru disparou, a polícia foi chamada para o local e logicamente, Sango se prontificou de cuidar da chamada, sabendo aonde foi a ocorrência e assim ela e Takeda chegam a mansão de carro e ao saírem dele, a detetive vê o carro de Miroku ali por perto. SANGO – Eu não acredito que ele teve coragem de vir aqui. TAKEDA – Do que está falando? SANGO – Fique aqui! Eu já volto. Sango se afastou de Takeda e foi de encontro de Miroku e InuYasha, que estava na cia do amigo, eles percebem a aproximação dela. MIROKU – Sango?! O que faz aqui? SANGO – Eu é que devia fazer essa pergunta. INUYASHA – Olha, Sango! Ficamos sabendo que Ayame atacou essa mansão e... SANGO – Eu já sei disso, InuYasha! Nós da polícia temos nossos informantes, não precisamos de sua ajuda. MIROKU – Mas Sango... SANGO – Chega de mas! Eu não quero vocês aqui. INUYASHA – Nós podemos ajudar. SANGO – Eu não quero a ajuda de nenhum de vocês... quero os dois fora daqui! Agora! INUYASHA – Mas que injustiça! Nós ajudamos o seu irmão. SANGO – O meu agradecimento é não entrega-los as autoridades, agora saiam daqui se não querem que eu os entregue. MIROKU – Você não faria isso depois de tudo. SANGO – Fiquem aqui e descobrirão. Sango se afasta dos dois, deixando eles visivelmente irritados com a atitude da detetive, que naquele momento voltou para junto de Takeda. TAKEDA – O que foi aquilo? SANGO – Não foi nada! Vamos ao trabalho. TAKEDA – Eu nunca te vi tão irritada. SANGO – É que você ainda não me viu irritada de verdade. TAKEDA – Eu nem quero saber o que a irrita... vamos lá então! Sango entrou na mansão de Juroumaru para investigar o que ocorreu, ela não podia imaginar que aquele caso poderia causar tanta dor de cabeça e a quase sua expulsão dos quadros da polícia. Próximo capítulo = Assuntos internos – parte 1
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