Eu Sou Sieghart, O Imortal
2 Capitulo um, O inicio de uma Lenda
Notas iniciais
Lá estava eu, numa tarde tão comum, recolhendo alguns cogumelos e flores para Dona Uruha, ela disse que queria fazer uma sopa com essas coisas ou algo do gênero apesar de não saber o porquê de flores pra uma sopa. Mas como na havia nada melhor para fazer fui até lá, com a breve intenção de que ela me oferecesse um pouco já que tinha certa fama por cozinhar muito bem, quando vi que já estava anoitecendo e percebi que já tinha muito do que havia me pedido, decidi voltar para a vila e entregar para Dona Uruha os cogumelos e a flores. Estranho, bati em sua porta, mas ela não atendeu , poderia estar dormindo, mas tenho medo de que os cogumelos estraguem e as flores murchem até amanhã, decidi deixá-las em sua mesa, já que a porta estava aberta, já de noite um raio de luz atravessava a janelas deixando um brilho suave e prateado como se houvesse luz do Sol batendo em algo de alumínio.
No dia seguinte fui checar como estavam as coisas na casa da velha, digo, Dona Uruha, bati na porta, e fiquei mais tranquilo quando ouvi sua voz esganiçada falando “entre”, perguntei a ela sobre o que havia acontecido na noite passada, pois havia chamado não obtive nenhuma resposta, ela disse simplesmente que estava dormindo, e como tem sono pesado não me ouviu bater.
Depois de me encher de sopa de cogumelos e entender o porquê da tal fama da Uruha, peguei minha espada de madeira e fui treinar sozinho na floresta. Surpreendi-me ao ver um homem socando as árvores, mas como assim? Ele estava treinando também? Suas mãos estavam sangrando e a árvore estava toda descascada com marcas vermelhas dos punhos daquele homem, fui ver se estava tudo bem com ele.
– Ei. Qual seu nome? – Disse eu –
– Kaien. – Ele se virou e voltou a socar a árvore –
– Ei, por que faz isso? Quer dizer, não se importa de sentir tal dor? Sua mão toda esfolada e você continua socando a árvore.
– Por que se importa? Nunca nos vimos...
– HAHA, sinto algo bom vindo de você. Sou Sieghart.
– Esse é realmente seu nome?
– Na verdade não, me chamo Ercnard, mas Sieghart é meu sobrenome e prefiro que ma chamem assim.
Kaien me olhou de forma estranha, mas eu havia minha certeza de que algo muito bom sairia disso, me agonizava ver aquelas mãos todas esfoladas, com seus ossos quase a mostra e o sangue pingando, não sei por que, mas era agonizante. Logo após isso, saímos dali e ele colocou algumas ataduras para conter o sangramento, mas obviamente elas mal disfarçavam a agonia que ele estava sentido com aquilo. Vi que estava anoitecendo então pensei em fazer uma fogueira e passar a noite ali mesmo.
– Vai realmente dormir aqui? – Disse Kaien –
– Sim, por que não? Digo, não há necessidade de sair daqui e me arriscar nessa mata.
– OK, vou ficar também.
– OK, então aproveitando o nosso tempo livre, já que estou sem sono, por que não me explica você esfolar sua mão na coitadinha da árvore?
– Bom, meu caro Sieghart. Foi há algum tempo, dois anos se não me engano. Eu ainda estava na área de treinamento do Exercito de Canaban, sendo ensinado pelo meu mestre Mujin, ele era o melhor lutador de artes marciais de Vermécia até então, começou num dia comum de treinamento, pois queria entrar para o Exercito como um dos primeiros guerreiros que lutavam realmente com as mãos e as pernas, digo, no real corpo-a-corpo. Então obviamente eu demoraria mais a entrar lá, mas não me importava, a final meu mestre era como um pai, me apeguei muito á ele já que não tinha família, até que aquilo tudo aconteceu. Ah, aquele maldito dia que vai me assombrar pelo resto da vida. Eu testemunhei abrir momentaneamente o portal de Elyos que ligava ao mundo humano, sempre pensei que fosse apenas uma lenda, mas eu vi, eu vi e sofri com a vinda desse portal, apesar de muito lutar... Eles levaram o meu mestre, e eu jurei minha vingança contra aqueles malditos seres do submundo, e ah meu amigo, eles vão pagar pelo que fizeram, vão sofrer as consequências de terem tirado aquilo que eu considerava minha família, desde então eu prometi para mim mesmo que não importa a dor que eu passe, vai valer a pena para fazer sofrer quem me fez sofrer...
Após ouvir isso, fiquei estranho, não sei por que ou como, só ficou estranho mesmo, mas eu sabia, eu disse que algo bom viria dele, então antes de dormirmos eu disse:
– Ei, Kaien.
– Diga Sieghart.
– Sabe, fiquei comovido com sua história, e preciso saber uma coisa, ainda quer ser do exercito?
– Como assim?
– Ainda quer chegar ao topo como comandante ou um general?
– Claro que sim! É justamente por isso que eu ainda estou vivo, para cumprir minha promessa.
– Então rápido, tire as ataduras.
– Por quê?
– Apenas tire, e pegue um pouco de sangue na ponta de seus dedos.
– O que eu faço agora?
– Passe em seu braço e em seu rosto. – Mesmo confuso Kaien o fez sem hesitar. –
Eu peguei o sangue de suas ataduras, e fiz o mesmo.
– Ei Kaien. Agora sim, me dê sua mão.
Nós juntamos as mãos, e assim começou tudo, naquele momento, eu havia o sangue de Kaien, e ele havia o meu sangue, havíamos nos tornado irmãos.
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