Notas iniciais
Terceiro capítulo aí gente !

P.D.V da Sofia.

A noite já tinha chegado e eu estava na sala de estar com a Kalynne.

- Olha só a novatinha! – o Bruno já chegou me provocando, fumaçei.

- Garoto você sabe muito bem que eu tenho nome e ele não e “novatinha.”

Disse furiosa e ele me encarou com faíscas em seus olhos.

- Eu já disse pra você tomar cuidado comigo sua metida. – disse desprezível.

- Eu falo do jeito que eu quero com você porque você não é o meu pai! – dei um passo a frente e ele também.

Bridgit me pegou por trás e me deu um chute forte nas costas, a Andrea Tassy me deu um soco forte no nariz que começou a sangrar, o Bruno me deu uma rasteira e eu cai no chão com toda. Ouvia a Kalynne gritar mais ninguém aparecia e eles continuaram lá me socando e eu já estava com os ossos quebrados não agüentava mais apanhar.

Finalmente eles saíram de cima de mim e foram embora como se nada tivesse acontecido.

- Sofia meu Deus vem! – Kalynne me apoiou nela e foi me levando até o nosso quarto, eu estava vendo tudo embaçado mais mesmo assim conseguia ver.

Chegamos lá e ela me deitou na minha cama meu nariz não parava de sangrar e a minha boca também. As minhas costas estavam me matando de dor com certeza eu vou ficar com algum hematoma no pulmão o que vai piorar a minha doença. Kalynne chegou com vários curativos e remédios.

- Aii, tá doendo! – resmunguei quase gritando.

- Calma né! Esse aqui tá feio.

Ela continuou a colocar os curativos junto com o remédio e o meu ódio por aquele grupinho subia mais ainda.

- Pronto.

- Que ódio daquele grupinho!

Apertei os punhos de raiva e a Kalynne me segurou, eu estava muito nervosa.

- Olha Sofia você tem que se acalmar e não ficar aí se debatendo que é pior pra você. Tá vendo? Eu te disse que aquele garoto é um mala sem alça! – ela me repreendeu e eu revirei os olhos, sentia muita dor nas costas e na cabeça comecei a chorar silenciosamente isso era bullyng.

Eu nunca tinha sofrido isso, eu me sentia um trapo praticamente um saco de batatas todo derrotado. Kalynne me olhava com olhar de pena e eu odeio quem sente pena de mim.

- Kalynne eu não quero que você me ajude só porque sente pena de mim. – fui rápida e grossa.

- Eu não estou ajudando você porque sinto pena e sim porque você é a minha amiga, talvez até a minha única amiga e eu só quero o seu bem! – falou carinhosa e eu abri um sorriso de leve.

Nos abraçamos fortemente a Kalynne era a minha única amiga naquele colégio. Sim, eu já tive outra amiga a Renata que me ajudou a descobrir se eu tinha doença ou não, ela era super dócil e calma e isso era o tipo de amiga que eu queria. Agora não sei mais nada dela não sei como ela tá e se ainda está naquele inferno daquele orfanato.

Sai do abraço da Linne e fui tomar um banho. Me tranquei no banheiro e fui para debaixo do chuveiro, cada gota de água fria que batia no meu corpo eu me lembrava das palavras grossas do Bruno e dos murros, pontapés e chutes que levei naquela hora.

Mudei a temperatura da água para quente porque na temperatura que estava eu não iria relaxar nunca, enfim terminei o meu banho e vesti o pijama.

- Boa noite Linne. – falei com tom de voz baixo.

- Boa noite Sô. – devolveu, apaguei a luz do meu abajur e dormi.

(...)

Acordei de manhã pu** da vida porque a droga do despertador tocou, eu não sei porque hoje eu não queria ir pra aula e também não queria ver a cara de ninguém e sim ficar sozinha. Mais como a deusa da Kalynne é insistente eu fui me arrumar, vesti a farda lentamente só pra Kalynne desistir e me deixar aqui mais essa garota é tão chata que não deu, ela ficou esperando sentada na cama lendo um livro de aventuras (garotinha irritante).

- Já Kalynne, agora a gente pode ir. – falei com tédio.

- Graças a Deus!

Ela levantou a mão como se estivesse louvando a Deus e hipoteticamente estava mesmo.

Saímos do quarto e eu fiquei de cabeça abaixada, pois eu estava com ferimentos no rosto infelizmente chegamos na sala de aula.

- Bom dia professor! – Kalynne o cumprimentou e eu passei reto.

Sentei na última carteira ao lado de um garoto ruivo com pele branca cheia de sardinhas e óculos, pro meu azar tive que levantar a cabeça para ver o que o professor escrevia. Todos ficaram horrorizados por ver vários curativos em meu rosto e arranhões.

- O que foi isso Sofia? – perguntou Logan, um garoto da sala de olhos verdes azulados e pele branca.

- Foi só uma queda feia que eu levei! – dei ênfase na palavra “feia” e o Bruno me encarou com um sorrisinho irônico no rosto. Bufei.

Vários olhares confusos e curiosos olhavam pra mim, eu já estava irritada.

- Professor o senhor pode me dá licença para eu ir lá no banheiro? – indaguei.

- Claro!

Sai de lá e passei pelo Bruno que derrubou o estilete dele em cima de mim de propósito, não reclamei apenas sai e fui pro banheiro.

Cheguei lá e olhei para o meu rosto que estava pálido eu comecei a passar mal e quando me dei por conta, tudo estava preto.

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P.D.V da Kalynne.

Percebi que a Sofia estava demorando demais ninguém percebeu nem ao menos o professor, só eu. Resolvi ir atrás dela.

- Professor eu vou no banheiro rapidinho ok?

- Okay pode ir.

Me levantei da minha cadeira e sai andando em passos incrivelmente largos e cheguei lá no banheiro. Vi a Sô estirada no chão desmaiada e pálida.

- SOFIA!!! – gritei e coloquei a mão no coração dela e vi que o mesmo ainda estava pulsando, corri pra sala de aula.

- P-professor, a Sofia d-desmaiou l-lá no b-banheiro! – já falei com os olhos marejados.

- MEU DEUS!

O professor saiu em disparada ao banheiro feminino junto com alguns outros alunos que também estavam preocupados.

Só quem ficou lá na sala foi o grupinho idiota de monstros.

- Vocês não medem esforços mesmo das barbaridades que fazem! – disse com os braços cruzados e a Bridgit deu uma risadinha maquiavélica.

- Garota você ainda não viu nada! Nós vamos acabar com a vida daquela idiota!

Minha raiva se esgotou.

- Experimenta mexer com a minha amiga que você vai conhecer a verdadeira Kalynne Evan. – falei baixo e sai de lá em direção a enfermaria.

Assim que cheguei já vi a Sofia deitada na cama e acordada.

- Sô, você tá bem? – segurei sua mão.

- Sim. – falou com a voz rouca e baixa.

- Eu acho bom ligar para o seu pai Sofia! – o diretor falou e ela virou a cabeça bruscamente.

- Não não diretor. Não quero preocupar ele!

Disse.

- Ok então, qualquer coisa é só me chamar. – ele saiu de lá.

- Ôh Sofia porque você desmaiou? – perguntei e ela largou a minha mão e começou a suar frio.

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P.D.V da Sofia.

Comecei a suar frio eu não queria contar pra ela da minha doença mais também não queria mentir, então resolvi contar a verdade.

- Bom...É que... – na mesma hora que eu ia falar a enfermeira me atrapalhou dizendo que eu já podia voltar para a sala de aula. Salva pelo gongo!

- Mais não tem nenhum problema ela voltar pra sala não?

Kalynne perguntou preocupada.

- Não, no entanto que ela fique calma e ninguém a perturbe isso não voltará a acontecer! – o que será difícil porque eu acho que vou voltar aqui de duas em duas horas (tudo por causa do grupinho).

- Ok. – falamos e a enfermeira e a Kalynne me ajudou a levantar.

Entrei na sala e fui diretamente para a minha carteira, iria começar a segunda aula de biologia.

Continua...