Eu Sempre Te Amei
1 Capítulo 1 - Único
Notas iniciais
Será que alguém vai ler isso?Espero que sim.
Ok,sei lá o que me deu para escrever essa fic,mas então...
Enjoy!
Ele me olhava...
Era realmente esquisito, depois de tudo... Éramos grandes amigos, quase irmãos... Mas o amor que eu sentia por ele não era apenas uma amizade.
Não sei como eu fui burro de estragar uma grande amizade como a nossa, eu e minha boca grande. Mas eu deveria falar, eu não agüentaria, mais cedo ou mais tarde eu iria confessar de um jeito ou de outro e eu deveria aceitar as conseqüências.
Tudo aconteceu tão depressa... Mas não me arrependo. Eu deveria dizer. Eu precisava dizer. Eu tinha míseras esperanças de ele dizer “ Frank, eu também te amo, sempre te amei desde a primeira vez que eu te vi ”, mas não foi bem assim. Lembro de cada detalhe daquele dia que me marcou.
FlashBack On
2 semanas antes
Eu estava esperando inquieto o término da aula. Estava contando apenas os segundos. Cinqüenta e oito, cinqüenta e sete. Eu precisava ser um dos primeiros a sair. Quarenta e quatro, quarenta e três. Realmente eu estava pouco ligando para o que minha professora, Sra.Templenton de história americana estava dizendo. Vinte e seis, vinte e cinco. Aah,parece que os segundos duravam horas!Eu estou nervoso, como o esperado, mas calmo por fora. Três, dois, um.
O doce som do sinal soou nos nossos ouvidos, apanhei a mochila e sai correndo em direção ao seu armário.
Cheguei ofegante e percebi que ele ainda não estava lá. Bom, dava tempo para recuperar o fôlego. Dois minutos depois, ele chegou.
- Oi Fran.
- Oi Mikey.
Ele tirou de seu armário alguns livros e os jogou na mochila.
- Então, onde está o Daniel? – eu perguntei, pronunciando com desgosto o nome daquele ser.
- Não sei.
- Sabe, é melhor nos irmos andando – eu disse sorrindo
- É acho mesmo... Minha mãe irá pirar se eu atrasar sequer um minuto.
“Yes, toma essa Daniel” pensei comigo mesmo.
Ok, eu posso estar sendo infantil, mas desde que aquele ser apareceu em nossas vidas, eu e Mikey nos distanciamos muito, não tinha mais a “Tarde do Vídeo Game” ou qualquer programa que nós fazíamos juntos.
Saímos da escola em passos lentos, já estava escurecendo. Fizemos o percurso todo em silencio que me constrangia um pouco e me deixava nervoso.
- Mikey, posso falar com você? – eu disse, quando chegamos em frente á sua casa
- Claro Fran, por que não?
- Você sabe que nós somos amigos desde pequenos e bom, sabe... Eu...
- Aonde você quer chegar com isso?
- É que eu... Te amo.
A boca de Mikey ficou em um perfeito “o”.
- Mikey, e-eu sei que está confuso e tudo mais, só que eu precisava te dizer isso. Desde da primeira vez que eu te vi,eu...eu meio que me apaixonei...
Ele apenas recolheu os livros que deixara cair com a “surpresa” e me fitou ainda meio atordoado.
- Daniel tinha razão, você é estranho... Eu não sei o que dizer.
- Eu precisava dizer isso, eu... eu
- Sai daqui Frank – ele disse, andando de costas, como eu fosse atacá-lo ou algo parecido.
- Mi...
Ele apenas correu até a porta de sua casa e a fechou.
- Sinto muito. – eu disse,sentindo as lagrimas que logo em seguida começaram a rolar.
FlashBack Off
Desde então, não nos falamos mais. Daniel, aquele cínico. Tenho vontade de esganá-lo. Quando ele e Mikey passavam, ele sorria falsamente como se dissesse “Você perdeu, ele é só meu agora”. Idiota.
Quando eu e Mikey éramos amigos, eu dizia a ele como essa criatura é falsa. Ele apenas me ignorava dizendo que eu estava com ciúmes, pois ele conseguia arranjar outro amigo alem de mim. Aquilo realmente me machucava, mas eu sofria em silencio.
Tive que ficar mais tarde na escola para pegar alguns livros na biblioteca. As provas finais estavam chegando e eu não poderia rodar se não Linda simplesmente me matava.
Coloquei todos os livros na mochila e sai perambulando pelos corredores, sem pressa.
- Oi.
Levei um susto, pensei que eu era o único ali, me virei e avistei Mikey. Queria abraçá-lo, mas contive esse desejo.
- Oi. – e ficou aquele silencio constrangedor.
- Fran,eu...eu queria me desculpar... – Meu coração saltou e deu um mortal no meu peito ao ouvir que ele me chamou pelo apelido. Não contive as lagrimas e cenas daquele maldito dia invadiram minha mente. Abaixei a cabeça, não queria que ele me visse chorando.
- Frankie, não chora. – ele pegou em meu queixo e levantou minha cabeça.
Meu coração estava a mil, parecia que eu não conseguia falar, apenas fita-lo... Ele secou uma das minhas lagrimas e apenas selou nossos lábios.
Eu o puxei para mais perto e ele pediu passagem com a língua, que logo concedi. Era totalmente inexplicável. Esperei tanto por isso e agora estava acontecendo.
Depois, o ar faltou e nos separamos, ele tava corado, que fofo.
- Mas... e Daniel?
- Shiiiu, foda-se tudo e todos, esse é o nosso momento.
Envolvi meus braços em sua cintura.
- Eu te amo.
- Eu sempre te amei baixinho. – ele disse me dando um selinho.
Notas finais
:D
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