Eu Sabia Que Você Era Problema

9 “Vou tornar oficial, pode ter certeza.”


Notas iniciais
Capítulo fofo, então, boa leitura!

Depois da notícia o êxtase tomou conta do meu corpo, levando embora todos os medos e desconfianças. Beijei Edward... Anthony, ah! Por inteiro, passamos o resto da madrugada ali, na cama, abraçados, nos curtindo. Pela manhã, ao me virar na cama e dar de cara com ele, tão lindo e fofo... dormindo, me fez sentir uma felicidade tão imensa, e a intensidade das emoções me faz pular. Estou ansiosa para contar para Rose o que ele disse. Talvez, quando disse que “não tinha dono” a bebida estivesse afetando-o. Mas não posso reclamar, ele é tudo o que eu quero. Entro no banheiro, e continuo festejando aquela alegria dentro de mim. Abro a ducha, e enquanto a água esquenta, imagino o que Rose vai pensar. Talvez ela ache que eu estou sendo boba, ou talvez não. Entro e a água quente traz calma e conforto. Simplesmente, acho-me incapaz de considerar tudo o que ele disse. E de repente, me pergunto porquê é que ele me escondeu que seu primeiro nome é Edward. E porque a loura do Pub o chamou de Edward, e só tive esse privilégio agora? Edward tem mais coisa para me contar.

Saio do banheiro com a toalha enrolada no corpo. Edward não está no quarto, e sinto o cheiro de ovos mexidos. Meu estômago protesta, e de repente, Edward entra no quarto. Ele me junta ao seu corpo, e vou ao delírio. Ele me beija e mordisca meu lábio inferior, depois espalha beijos molhados pelo meu pescoço.

- Sabe, dizem que sexo pela manhã faz bem... – ele diz. Sou incapaz de evitar um sorriso bobo.

- Sei, mas no momento estou morrendo de fome. – digo, tentando – inutilmente – me desvencilhar de seus braços fortes.

- Fome de quê? – ele sussurra.

- DE COMIDA EDWARD, COMIDA! – digo, e ele dá um sorriso. Talvez desapontado, talvez achando graça da minha situação. Em seguida se senta na cama, me observando. Como estou sem nenhuma roupa aqui, pego a mesma camiseta que usei pela noite. E que noite! Edward vem por trás, e cobre meus olhos com suas mãos. Me dá um beijo e diz :

- Seja boazinha, não tente espiar! – dou um sorrisinho. – Vou te guiar.

- Só tome cuidado para não me deixar cair em um destes móveis... – digo, e acho que ele não se importou com o sarcasmo que eu apliquei na frase.

Ele tira a mão de meus olhos, e à minha frente, há uma mesa com um café da manhã que mal posso crer que não estou sonhando. Não é necessário me beliscar para provar isto. Só o cheiro já comprova. Devoro tudo o que vejo. Já não sei se sou capaz de mastigar, falar ou até mesmo levantar-me.

- Bella, acho que me esqueci de te dizer que além de eu ser bom de briga, sou bom na cozinha. – ele dá seu sorriso torto, e não posso enfraquecer agora, pois sei que se o fizer, caio dura.

- Bom, isso eu percebi. Acho que engordei dois quilos só comendo tudo o que você fez. – digo, fitando a mesa.

- É a medida exata para mim. Eu gosto de você deste jeito. – ele diz. Não sei de onde e nem como arranjo forças para levantar e vou em direção à ele. Dou um beijo de leve em seus lábios. Ele me puxa, e me beija com mais intensidade. E aí, como sempre, somos apenas sensações. Ele me toma em seus braços, sem desgrudar nossos lábios em nenhum momento. Tenho a sensação de que é a primeira vez em que fazemos algo além de sexo. Amor? Sim! É a primeira vez em que há amor das duas partes, como numa balança. Como uma equação.

Ele me deita devagar, dando leves beijos molhados em cada parte do meu corpo, e como em uma sincronia, como se fossemos espelho e reflexo, somos tomados pela sensação de plenitude de pertencer um ao outro.

Sua roupa está do outro lado do quarto, juntamente com a camiseta que eu usava. Acordo enrolada no lençol, e toco cada parte em que ainda sinto como se Edward estivesse acariciando ou beijando. Levanto e pego a camiseta. Dou uma olhada no meu celular e vi que perdi duas chamadas. Uma de Rose e uma de meu pai. Ah meu Deus, meu pai... Ligo para ele, que demora para atender.

- Oi pai...

- Bella? Você está bem? Por onde andou?

- Pai, acalme-se, estou bem. Estive com... Rose o tempo todo. – menti, e me senti triste por mentir, mas até que isto que vivo com Edward não seja oficial, vou precisar mentir. – Vou voltar hoje, fique calmo.

- Tudo bem então... Bella, sua mãe te ligou? – pergunta preocupado.

- Não pai, só sei dela porque você me contou que ela foi para Geórgia. – respondo. – Por quê?

- Já era para ela ter voltado! – ele diz, e sei que sua voz falha.

- Acalme-se, pai. O senhor sabe como minha mãe é. – digo, tentando acalmá-lo.

- Tudo bem então, te vejo mais tarde... – ele diz.

- Beijos pai, te amo. – digo, e meus olhos enchem-se d’água.

- Também te amo, Bella. – ele responde.

Não pode ser, não acredito que Renée vai deixar meu pai na mão. Com certeza, ela se envolveu com outra pessoa. Edward ainda dorme. Escrevo um bilhete num papel que encontro no meio da bagunça. Coloco a roupa com que saí na noite anterior e deposito o bilhete na cama. Pego a mesma jaqueta de couro preta. Saio e começo a contar meu dinheiro. Certinho para o táxi.

O motorista me deixa nervosa, anda como se a vida passasse ao seu redor e fosse um mar de rosas. Tranquilamente e tranquilo. Estou distraída, e quando percebo, estou com as unhas fincadas na perna. Quando chego, entrego o dinheiro. Meu pai está lendo um livro, e levanta os olhos quando entro.

- Pai...

- Bella... – corro e o abraço. – Sua mãe não atende as ligações, não responde as mensagens, e simplesmente não retorna nunca. Estou preocupado.

- Fique calmo, veremos o que podemos fazer. – eu disse. – Não fique nervoso pai, o senhor sabe que isso não faz bem para sua saúde.

- Obrigada filha. – ele diz, com um meio sorriso.

Ligamos a televisão, e sento ao lado dele. Meu celular toca, e é Anthony. Subo para o meu quarto, dizendo que é Rose.

- Bella está tudo bem? – Edward pergunta. Sinto um alivio estranho no meu peito ao ouvir meu apelido sendo proferido por aquela voz.

- Na verdade, não muito. Sinto em dizer que talvez eu não possa te ver durante um tempo Edward. Minha mãe deveria ter voltado da Geórgia. Para mim, só há uma explicação lógica: Ela se envolveu com outro homem, e não é mulher suficiente para enfrentar seus medos e dizer à Charlie.

- Não vou conseguir ficar sem te ver, Bella. – ele diz, à meia-voz.

- Mas... não é oficial o que temos Edward. Meu pai não gosta desta aleatoriedade com que se escolhe os namorados, os ficantes. – digo, as lágrimas quentes escorrem pelos meus olhos.

- Vou tornar oficial, pode ter certeza. – ele desliga, e volto para a sala.

Ai, não! Esqueci de pegar minhas roupas na Rose. Faço isso depois.

Não presto atenção no que acontece no filme em que eu e meu pai assistíamos até eu receber a ligação de Edward. Adormeço, e sonho... Sonho coisas estranhas, vozes dominadoras e o incrível vazio.

Levanto-me abruptamente quando ouço a campainha. Charlie se levanta e empurra seu cabelo para trás. Abro a porta e vejo... Edward. Sem que ele perceba, me belisco, só para provar que não estou sonhando.

- Edward...? Mas, o que faz aqui? – pergunto.

- Vim tornar oficial. – ele diz. – Bella, eu realmente percebi que preciso de você na minha vida. Apesar do meu comportamento, isso é uma barreira, e sempre fui assim, me desculpe. – ele me beija e Charlie se esgueira na parede.

Edward me larga, e aperta a mão de meu pai.

- Sou Edward Cullen, senhor Swan. – ele diz, nada intimidado com os olhares de meu pai. Olho para Charlie que está com uma expressão surpresa. – Vim conversar com o senhor, para tornar oficial meu relacionamento com a Bella...

- Relacionamento? – Charlie pergunta.

- Sim... – Edward responde. – Senhor, sou Edward Cullen. Conheci Bella no aeroporto, e não sei como mas... nos encontramos em Forks, e vi algo incrível nela...

- Significa então, Edward, que você quer permissão para ter minha filha COM VOCÊ? – ele pergunta.

- Exato.

Apenas os analiso, e vejo que meu pai não parece muito contente. Na verdade meu pai está com aquela cara, raiva. Seu bigode mexe freneticamente, se a situação não fosse de dar medo seria engraçada. Várias expressões passam pelo seu rosto, mas é quase impossível detectar se seu veredicto é sim ou não.

Notas finais
N/A LELETS : Hey amores da minha vida, VOLTEI! Sei que a Stef é diva, e escreve os capítulos mais quentes e legais da fic, mas... eu trouxe um capítulo fofo, espero que vocês gostem! Senti falta de vocês e de escrever essa fic. Enfim, ENJOY e nos vemos no próximo do próximo.
N/A STEF: obg pelos poucos coments, e beijos! Keep Calm and love the trouble!