Eu Sabia Que Você Era Problema
4 Cuidado. sou perigoso.
Notas iniciais
Saio do transe, e resolvo responder algo, já que eu também o quero.
- Eu também não te quero só hoje, só aqui, Anthony. Te quero perto de mim, te quero para mim. — Pisco por um segundo, e ele se coloca sobre mim, apoiando os cotovelos no colchão, me fitando com aquelas esmeraldas, que eu posso jurar que estão em outro tom de verde. Um verde sólido, congelado. Ele então entreabre os lábios, e respira fundo.
- Só tome cuidado, Isabella. Sou perigoso. É bom você saber onde está se colocando.
Gelo enquanto ele se retira da cama, mas pouco me importa, então resolvo responder.
- Eu não me importo Anthony. Para mim, não faz diferença nenhuma.
Ele me olha de esguelha e sorri torto, quase me fazendo ficar sem ar. Viro para o outro lado e me sinto cansada das atividades físicas anteriores. Satisfeita? Sim! Muito! O sono me toma me levando a um lugar de inconsciência.
Acordo me sentindo só. Olho para o lado e paro o outro e nada da minha companhia aparecer. Fico olhando para o quarto bege sem vida. Há um guarda-roupa num lado, uma porta ao lado da cômoda. Acho que deve ser o banheiro. Seguindo a cômoda, encontro a porta pela qual entramos ontem... Ah! Ontem à noite. Foi tão maravilhoso.
- Bom dia! – Diz Anthony ao entrar no quarto.
- Bom? Ótimo! – Digo me espreguiçando lentamente. Sinto o lençol escorrer por minha pele. Deixando-me nua da cintura para baixo.
- Vejo que está entusiasmada! — Ele sorri e vem até mim. Me beija a testa fazendo carinhos com os dedos em meu rosto. – Vou preparar algo para nós. – sorrio e aceno com a cabeça. Ele fica ereto e aponta para a porta ao lado da cômoda. – Banheiro.
Ele está com uma calça de moletom preta, sai do quarto e acho que segue para a cozinha. Enrolo o lençol no meu corpo, e vou para o banheiro. Me olho no espelho, e minhas bochechas coradas me fazem pensar novamente, em quanto tempo que eu não tenho experiências como essa. Com um cara como Anthony. Abro a ducha, e lembro que tenho que colocar a mesma roupa de antes.
A água quente me remete aos acontecimentos da danceteria, e no quarto dele, em sua cama. Apesar de estar corada, estou cheia de olheiras. Foda-se essa merda. Ele não quer que tenha sido só uma noite... Meu inconsciente me repreende. Pego uma toalha branca que está sobre a pia, e seco o cabelo rapidamente, enrolando-a em seguida no meu corpo. Anthony está sentado na cama, e quando apareço na porta ele se levanta e me segura pela cintura pondo-me sobre a cama, e me dá um beijo molhado e demorado nos lábios. Ele desce pelo meu pescoço e desato a rir.
- Não, por favor. Eu quero muito, mas preciso me trocar e ir. Meu pai vai ficar furioso por eu não ter ido para casa. — Olho para ele, que suspira.
- Acho você meio grandinha para o papai se preocupar, não pensa como eu?- Indaga fazendo movimentos engraçados com as sobrancelhas.
- Claro que penso, mas estou longe dele há meses e... Bem, ele me ama. Agora saia de cima. Vou me trocar. – dou-lhe um leve selinho em seus lábios macios e me levanto deixando a toalha cair sem querer. O rubor me toma e sei que estou parecendo um tomate.
- Vou deixar você... Ah! Foda-se! – Seus olhos refletem desejo, mas eu preciso ir. De verdade.
- Vá embora! – Grito, e ele levanta os braços em forma de rendição.
- Ok!
Após eu estar trocada, penteio os cabelos com um pente que achei em cima da cômoda. Vou para a sala pequena, a bagunça que ele pediu para que eu não reparasse na noite anterior ainda está ali. Ignoro e olho a mesa. Ele fez suco e algumas panquecas. Meu estômago protesta, e olho pasma para ele. Ele ergue as sobrancelhas, indicando a cadeira na ponta da mesa, para que eu me sentasse.
As panquecas estão deliciosas e o suco, não há o que falar. Ele olha para mim, seus olhos em um tom de verde fundido. Ele sorri torto novamente, e passo o guardanapo na boca. Saio da mesa e vou ao banheiro. Faço um bochecho com água e enxaguante bucal.
Anthony me pega de surpresa na sala, e sou levada à outra dimensão com a música que ele coloca para tocar. Seus olhos verdes, apesar de estarem fixos em mim, dançam conforme a música toca. Não tenho idéia de quem é. Mas não me importa. Ele me levanta e passa os braços pela minha cintura, distribui beijos pelo meu pescoço e volta para acariciar meus lábios com os seus. Então, sussurra no meu ouvido um trecho da música que toca, e sou capaz de reconhecê-la.
“I could rest my head. Just knowin' that you were mine. All mine”
“Eu poderia descansar a minha cabeça. Simplesmente sabendo que você foi minha. Totalmente minha”
- Gun’s N’ Roses? Sério, é tão maravilhosa essa música... — Olho para as esmeraldas que estão me olhando profundamente. Não há nada que me faça não querer este homem. Como pode?
Assim que a música acaba, ele retira os braços da minha cintura, me fazendo perder o equilíbrio. Então, percebo que não há mais equilíbrio. Em nada. Há apenas aquilo que nos move e que nos faz estar juntos. Ele me beija mais uma vez, então, seguimos para a porta. Ele está quieto, então permaneço quieta também.
Nos últimos lances da escada vejo o Volvo prata. Andamos lado a lado e quando desço a calçada ele me surpreende ao pegar minha mão. Trocamos um sorriso e olhares com promessas.
No som do carro, toca “Don’t Cry”. Começo a prestar atenção na letra
“Something is changing inside you. And don't you know”
“Algo está mudando dentro de você. E você não sabe”
Saio do transe, quando percebo que estou em casa. Anthony agarra meu cabelo, e me dá um beijo casto nos lábios. Retribuo o beijo, dou um suspiro e abro a porta do carro. Me preparo psicologicamente para a bronca que Charlie vai me dar. Aceno um: tchau, com a mão e saio.
Respiro e abro a porta. Charlie está esticado no sofá, dormindo. Menos mau. Subo as escadas, e um degrau de madeira range. Me encolho ao ouvir Charlie suspirar mais alto. Percebo que ele não acorda, então, subo mais rápido.
Agora sou apenas eu, sozinha com meus pensamentos. Coloco meu moletom. Apesar de ter tomado banho, ainda sinto o cheiro de Anthony em mim. "Viu? você já caiu de cabeça! O cheiro dele não está em você, idiota! Está na sua memória, está gravado em você!". Meu inconsciente me dá um toque, e percebo que ele tem razão. Tiro meu celular de minha bolsa, e olho para ver se tenho alguma mensagem ou ligação perdida.
"Rose enviou-lhe uma mensagem"
Abro a mensagem, receosa pelo quê vou encontrar. Suspiro de alívio ao ler:
“Hmm, pegando o tal Anthony, Bella? Quero saber de tudo! Vou arrancar cada partezinha, — seja ela insignificante ou não- de você.”
Encaro a tela, e rio. Rosalie Hale, sendo Rosalie Hale. A loura sempre fora assim. Lembro quando ela ficou sabendo da minha primeira vez. Ele estava afobada e queria saber dos detalhes. De tudo, absolutamente, TUDO.
Não há nada que se possa esconder da loura. Sem mais delongas, respondo a mensagem.
“Porra Rose, você não muda nunca não é? rsrs. Sim Rose, “peguei” Anthony. Mas os detalhes eu te conto pessoalmente. Eu acho que estou apaixonada por ele... Detesto essa ideia. Mas enfim, tenha um bom dia. Aliás, vi você agarrada naquele cara gostosão ontem, viu? Haha, beijinhos.”
Sinceramente, eu havia exagerado um pouco, mas oras... Amo Rose, ela é como uma irmã para mim, mas ela é impossível!
Boa parte de minha sanidade ficara naquele quarto, naquela cama. Nos beijos ardentes que demos, e em tudo o que fizemos. Parei para pensar no que ele havia dito.
“Só tome cuidado, Bella. Sou perigoso. É bom você saber onde está se colocando.”
Eu não estava nem um pouco preocupada com o fato de ele dizer ser perigoso. Nunca disse que tinha medo de adrenalina. Desço para cozinha, onde encontro Charlie bebendo água. Sorrio para ele, e acho que ele não percebeu minha ausência durante a noite. Ele afaga meu cabelo, então segue para a sala. Sento-me no sofá ao seu lado, me preparando para mais uma sessão de jogos de baseball.
Mal se passam dez minutos de jogo, e meus olhos já se grudam.
Acordo e olho o relógio. São três da tarde, e Charlie ainda está assistindo seus jogos. Levanto-me e vou até o quarto. Pego meu celular, e há uma mensagem de Rose.
“Vem dormir aqui em casa!
Sinto falta de você. Beijos, sua querida e amável amiga, Rose”
Rio ao me lembrar de quando fui dormir na casa dela. Os Hale sempre foram amáveis. Eram super aplicados e conversavam abertamente com Rose. Isso era o que eu mais queria pra minha vida... Uma família estável, mas não era isso que eu tinha. Amo meu pai mais que tudo neste mundo, mas minha mãe... Ela é... Bom, vou logo dizer que não é a pessoa que mais amo nesse mundo. Por um lado, estou feliz que ela tenha ido para a Geórgia. Ela não vai me atormentar.
Vou para a cozinha, e lá preparo um macarrão instantâneo, pois meu estômago grita por comida.
Após estar mais do que satisfeita, peço permissão para ir dormir na casa de Rose. Mesmo sendo inútil tentar me livrar da pontada leve de culpa que sinto por ter dormido fora, hoje me sinto na obrigação de pedir.
- Pai, posso dormir na casa de Rosalie?
- Claro Bells, mas... não é meio longe? – Indaga, arqueando uma sobrancelha.
- Na verdade, só um pouquinho. Mas dá para eu ir sozinha, não se preocupe. – Sorrio para ele. Charlie sempre se preocupara com minha segurança. Poucas vezes, vi Renée de fato se importar comigo.
- Ok então, se cuide viu, garota? – Ele franze o cenho e olha nos meus olhos.
- Claro pai, sempre. – sorrio para ele, que sorri de volta.
Mando uma mensagem para Rose, e digo que em uma hora estarei na porta da casa dela.
* * * * *
Estou parada na soleira da porta, e vejo a maçaneta mexer. Por mais incrível que pareça, eu me sinto uma criança visitando a melhor amiga da escola pela primeira vez. Faz tanto tempo desde que entrei pra Harvard, desde então, não houve momentos como este. Só brigas entre eu e ela. Ela é bem bagunceira. Estamos lutando pelos nossos sonhos.
Rose abre a porta e pulo no seu colo. Ela solta um gemido de dor. Uh! Acho que engordei alguns quilinhos...
Entro e sigo Rose. Subimos as escadas, e quando chegamos a seu quarto ela me deixa passar. Fecha a porta atrás de si, e olha nos meus olhos... de forma ameaçadora.
- Dona Isabella Marie Swan, pode começar a me contar tudo. E quando eu digo TUDO, é tudo mesmo!
Arrepio quando penso em contar sobre a noite com Anthony. Ou sobre tudo o que houve na noite anterior na casa dele. Quem liga para meias-verdades? Posso contar tudo, mas tirar algumas partes. Passo a mão no cabelo, e me sinto numa enrascada! Estou com medo da minha melhor amiga, como pode? Resolvo pedir para adiar esta conversa. Há muito que falar com Rose.
- Rose, vamos deixar isso para lá. Eu te conto depois, pode ser? – Olho em seus olhos e faço um biquinho.
- Tudo bem, mas só porquê seu biquinho foi realmente muito convincente, sabia? – Ela solta uma gargalhada estrondosa, e não há como não gargalhar junto. – Sabe, não quero desapontá-la, mas preparei uma festa na piscina... – Ela sorri travessa, e minha vontade é de dar-lhe um belo soco no rosto.
- Ah, perfeito. PODE ME PASSAR UM BIQUÍNI LINDINHA? – solto um sorriso irônico, ela gargalha remexendo sua gaveta.
- Sem essa. Você vai ficar linda porque o meu mais novo namorado vai trazer uns amigos para aumentar minha listinha porque só família não dá né! E eu quero aproveitar que meus pais saíram para visitar a tia Sasha. Ela separou-se do tio Eleazar e minha mãe diz que ela está um caco. Sabe? Eu não quero ser traída pelo Emmett. – Disse baixando a cabeça. Olhei para ela curiosa.
- Quem é Emmett? E o mais importante você está com medo de um relacionamento furar?
- É o gostoso da danceteria. Ele me pediu em namoro e olha que eu nem dei pra ele! E sim estou com medo. Medo de você começar a me enrolar e fugir para casa. Vem! – Falou apressada e me puxando para o banheiro.
Ao me olhar no espelho, me sinto ridícula. Mas resolvo deixar de lado isso. Saio do quarto, e vejo várias pessoas da família de Rose ali. Fico envergonhada, mas a canga cobre minha parte debaixo. Não me sinto nem um pouco á vontade.
Saio para o jardim, retiro a canga e pulo na piscina. A música alta me faz sentir um êxtase, e não me sinto mais envergonhada e pouco à vontade. Só quero saber de ser feliz. A Rose sumiu e o grandão também. Resumindo estou só.
**********
Saio da piscina e tomo alguns drinques. Já me sinto completamente à vontade. A luz das lâmpadas florescentes ao redor da piscina se junta com a da lua refletindo nos rostos de todos ali. Vejo uma silhueta muito conhecida. Pulo na piscina novamente, e nesse momento toca uma música que não faço ideia de quem canta, mas me dá vontade de gritar!
A silhueta novamente cruza o rumo dos meus olhos e saio de dentro da água. Sigo-a e me vejo em um cantinho sozinha. Sinto um toque conhecido, e me viro para ver... Anthony. Como ele chegou aqui? Pouco importa. Enlaço meus braços em seu pescoço, tomando impulso para ficar em seu colo. Cruzo as pernas um pouco acima de sua bunda e beijo-o com um desejo que me toma repentinamente. Sou incapaz de comandar meu corpo ou o que ele deve fazer. Anthony suga meu lábio inferior, e coloca uma mão na minha nuca enquanto a outra está espalmada em minhas costas, me segurando. Seus dedos enroscam no meu cabelo, e ele agora parte para o lábio superior. Vou à loucura.
A música que toca, é “Whenever, Wherever” e percebo que a playlist é da Rose. A música é da sua diva, Shakira. Há um trecho que me chama atenção em meio a tudo o que sinto. Todas as explosões de adrenalina.
“At your feet. I'm at your feet Whenever, wherever, we're meant to be together I'll be there and you'll be near. And that's the deal, my dear”
“Estou a seus pés. Quando seja, onde seja. Estamos destinados a ficar juntos. Eu estarei lá e você estará por perto. E esse é o combinado, querido”
O beijo continua, e a atmosfera que nos cerca, é cheia de prazer. É o que há ali, prazer. Me perco entre os beijos. E parece que agora, tudo faz menos sentido ainda. Um alerta que vem bem do meu interior me diz que ELE REALMENTE É UM PROBLEMA. Pra minha vida, pra minha sanidade. Mas pouco me importa. Eu o quero, isso é que importa.
Notas finais
N/A lê : hey pessoinhas lindas do meu core, tudo bommm? Bom, voltamos e esperamos que tenham gostado desse capítulo. Eu simplesmente amei-o e espero que tenham sentido o mesmo. Então vamos estreiar o "BANQUINHO DAS RESPOSTAS TAMTAMTAMTAMTAMTAMMMMM!!" ? Hahah beijos. Comentem, recomendem e até o próximo.
~BANQUINHO DAS RESPOSTAS~~~
Pergunta de : Gabi Salles
R/STEF: sim flor o Ed é um cara q quer vingancinha
agora a lê vai complementar a resposta
R/LÊ: Sim Gabi, nosso Edward quer vingança! Nosso Edward é "mau". Afinal, todo mundo tem seu lado anjinho e diabinho. Alguns despencam um pouco pro lado do diabinho, mas e daí né? AHJHAHAH
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