Eu Só Sei Que...aconteceu
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV Valéria
Depois de ter levado um balde de água fria na cara,vou tomar banho bem rápido,troco de roupa,escovo os dentes e arrumo a mochila.
—Filha,não vai tomar café?
—Não mãe,to atrasada vou comendo essa maçã no caminho.
—Tá bom,filha,beijos e se cuida.
—Tá mãe,beijos,tchau.
—Tchau!
Fui correndo para escola,quando cheguei o portão fechou,cheguei na sala e sentei no mesmo lugar de sempre. Logo, me perdi em devaneios sobre o último livro que eu estava lendo. A Maldição Da Boneca Assassina. É um livro muito bom sobre 6 amigos que se encontram presos numa casa mal — assombrada com uma boneca possuída que quer matar todos eles. Eu tinha parado justamente em uma das partes mais emocionantes do livro, quando a gente descobre a verdadeira história da boneca e o que aconteceu para ela estar causando tudo aquilo. Eu aposto que a verdadeira razão era...
—VALÉRIAAAAA!
—AAAHHHHHHHHHHHHH!QUIÉ?
—EU TO TE CHAMANDO HÁ MAIS DE MEIA HORA.QUAL É A RESPOSTA?
—A resposta é..é...é...-não sabia o que falar,eu não sabia nem qual era a pergunta.
—A coisa nerd não sabe é?-Disse Paulo
Fiquei triste por dentro mas não podia demonstrar.
—Paulo,pare de gracinhas peça desculpas a Valéria já!
—Eu?Pedir desculpas a uma criatura como ela?Não mesmo,professora,prefiro levar uma suspensão.
Desabei por dentro,é horrível saber que alguém prefere ser suspenso do que te pedir desculpas ,mesmo que...talvez,tenha sido da boca pra fora.levantei a mão e pedi pra ir ao banheiro.A professora deixou,fui lá,senti alguma coisa no rosto,olhei no espelho e vi eram lágrimas,várias e várias lágrimas,que desciam sem parar,meus olhos estava vermelhos,ouvi um barulho,vi a sombra de alguém se aproximando,me escondi atrás da porta,mas a pessoa tinha visto,mas para minha sorte a pessoa era minha melhor amiga Margarida.
—Valéria,tá tudo bem?
—Não Margarida. eu to cansada disso,ele vive me humilhando e eu nunca fiz nada pra ele.
—Calma Val. Ele vai se arrepender do que faz com você. Nem que eu tenha que jogar ovos podres na casa dele ou colocar um rato morto na mochila dele. Sei lá.
— Um rato morto? — ri. — E onde você ia achar um rato morto pra começo de conversa, Margarida? Pior ainda, como ia fazer pra colocar na mochila dele. Você morre de medo de ratos.
— Eu do um um jeito. Falo pra alguém colocar aqui. Eu sei o segredo de várias pessoas do colégio e muitos deles me devem favores. — deu de ombro novamente enquanto exibia um sorriso sinistro no rosto. Nem parecia a mesma Margarida que amava filmes de comédia romântica e animaizinhos fofos, pensei sorrindo, já mais animada.
Uma conversa com as minhas amigas ou a minha mãe sempre me faz sentir melhor,lavei meu rosto e voltei para a sala como se nada tivesse acontecido,depois de um tempo o sinal tocou.
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