Eu Só Posso Ouvir Você
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Bonney tentando lidar com a surdez de Law e ele se adaptando a esse novo estado. Nesse capitulo tem um pouco mais de romance e umas cenas mais quentes =D
Capitulo 5: Promessa
Após a descoberta de Bonney, os dois caminhavam em silencio na direção das arvores frutíferas, a pirata seguia na frente, não sabia ao certo como agir, Law estava muito calado e parecia estar distante. Bonney estava sempre olhando para trás preocupada com o jovem. E quando tentava falar alguma coisa sempre gritava e gesticulava excessivamente.
-É...LOGO...ALI...
Bonney falava bem pausadamente e apontava freneticamente para as arvores. Sua intenção era boa, mas acabava deixando Law frustrado. Desde que a jovem descobriu seu estado, ela estava cautelosa. Evitava andar ao seu lado e quando falava com ele, parecia estar o tratando como uma criança ou pior como um deficiente.
Ele não queria ser tratado diferente, mas à medida que o tempo passava, Law analisava seu estado de saúde e as condições que o casal se encontravam. Estavam a dois dias presos naquela floresta, como homem estava com o orgulho ferido e como médico se sentia um incompetente.
Law olhava ao redor, deveria ter algum caminho que o levassem de volta para o centro de Sabaody, se pelo menos ele conseguisse escutar o som do mar, poderia tentar se localizar. Mas tudo era um grande vazio, um mundo sem sons, era solitário demais. Era como se ele estivesse preso numa redoma de vidro e nada poderia alcançá-lo.
A pirata apóia seus pés no tronco da arvore e começa a escalar a arvore com grande velocidade. Em poucos minutos ela estava no topo e arrancava algumas frutas estranhas. Elas pareciam pequenas melancias, possuía uma casca grossa, mas seu interior era repleto de liquido.
Bonney coloca algumas frutas no bolso e outras traziam abraçadas de encontro ao corpo, mesmo para ela que estava acostumada a carregar grandes quantidades de comida, não era fácil. Enquanto descia, uma fruta escorrega do seu bolso e começa a despencar.
-LAW...CUIDADO
Sem conseguir ajudá-lo, Bonney olhava com aflição a melancia caindo em cima dele e acertando o em cheio na cabeça. Ela desce o mais rápido que pode e larga as frutas no chão. Ao se aproximar, Law estava todo sujo de fruta, por sorte não havia aberto a ferida, mas ele estava zonzo e confuso.
- Law...você está bem??
Ela o segura pelos ombros e faz ele o encarar, o sulco vermelho da fruta escorriam pelo seu resto.
-Me desculpe...eu tentei avisá-lo, eu gritei, mas não consegui evitar que a fruta lhe atingisse.
Bonney falava rapidamente, deveria ter sido mais atenta, deveria ter deixado ele longe das arvores para evitar esse risco. Não queria se sentir mais culpada do que já estava e a preocupação com a saúde dele estava a assustando. Ela não estava costumada a cuidar de ninguém, sempre ela era a pessoa mimada, sempre havia pessoas ao seu redor para fazer suas vontades.
Desolada ela deixa suas mãos caírem ao lado do corpo, não tinha força e nem coragem para encará-lo. Sentia seus olhos arderem pelas lagrimas e mais uma vez tentava lutar para não chorar na sua frente.
-Me desculpe...irei tomar mais cuidado da próxima vez.
Law minutos atrás estava observando as arvores, ele não previu e nem conseguiu desviar da melancia que caiu sobre ele. Apenas sentiu uma dor alucinante no crânio que o fez cair de joelhos, ele leva a mão sobre a cabeça. Segundos depois a jovem se aproxima dele, ela falava tão rápido que ele não conseguia entender nada, para piorar havia abaixado sua cabeça, escondendo seu rosto com os cabelos rosados. Ele não fazia idéia do que ela estava falando, pelo menos a dor já estava melhorando, tinha sido apenas uma grande pancada.
Law ergue o rosto da jovem, via seus olhos azuis cheios de lagrimas. Novamente Bonney estava chorando por causa dele. O médico suspira frustrado.
-Bonney...levanta-se.
-O que??
Sem paciência, Law a ergue pelo ombro e a faz ficar em pé. Seus corpos estavam próximos e o cheiro de melancia predominava os sentidos. O médico olhava intensamente para a jovem, tentando ler todos os seus movimentos.
- A fruta caiu por sua causa?
-Me desculpe...
A jovem desvia o rosto, mas antes que ela continuasse se lamentando, ele prende o rosto dela entre as mãos, o obrigando a encará-lo.
-Eu não posso te escutar...não importa o quanto você grite...não ouvirei nada...
Essas palavras chocam Bonney, como se ela tivesse recebido um tapa na cara e fica sem reação. No entanto a frustração do médico o faz continuar.
-Não preciso de alguém que fique chorando e se desculpando o tempo todo. Você entendeu bem??
A jovem acena com a cabeça enquanto fitava os olhos escuros do pirata, agora entendia o quanto estava sendo fraca, não adiantaria nada se ela continuasse chorando e se remoendo de culpa. Ainda sim, olhando profundamente para os olhos do médico, ela entendeu..que ele não a culpava de nada.
-Eu preciso que você seja meus ouvidos...escute no meu lugar.
Law sussurra essas palavras no ouvido da Bonney, um arrepio percorre o corpo dela, seja por suas palavras ou pela aproximação, Bonney estava totalmente entregue a ele. Seria seus ouvidos, iria protegê-lo com todas as suas forças e juntos sairiam daquele lugar.
Bonney passa os dedos pelo rosto do rapaz, que ainda estava lambuzado de melancia, o odor doce da fruta era convidativo. Ela observa a boca dele e passa os dedos sobre seus lábios, sente o toque macio dos lábios e a aspereza do cavanhaque.
Law agarra a nuca dela e a puxa para si segurando-a pela cintura. Suas bocas procuram avidamente uma a outra, suas línguas se mesclam com o doce da fruta. Aquele beijo selava uma promessa entre eles. Que juntos eles sairiam daquele lugar.
Durante o beijo Bonney abraçava o dorso do rapaz o puxando para si, Law vai caminhando para frente e pressiona as costas da jovem numa arvore, sentia os seios dela comprimindo seu tórax, a medida que o beijo ia se intensificando, o médico explorava as curvas da mulher, sentia o desejo crescendo. Queria a possuir ali mesmo.
Bonney estava entregue aos beijos e ao calor do momento, as mãos hábeis dele trilhavam seu corpo de forma provocante. Entre os beijos e suspiros entrecortados, Bonney escuta uma revoada de pássaros, ela abre os olhos e por cima do ombro do Law ela vê uma explosão a kilometros de distancia e no meio do fogo a silhueta de um homem gigante.
Assustada ela afasta o pirata e percebe a decepção em seus olhos.
-O pacifista...precisamos fugir.
Os piratas olham para o horizonte e vêm uma nova explosão e as centenárias arvores sendo derrubadas e queimadas. Com o corpo carregado de adrenalina eles correm pela floresta na direção oposta do pacifista.
De mãos dadas, Bonney corria na frente enquanto pulavam os troncos, ela procurava alguma rota de fuga. Como Law disse ela teria que ouvir pelos dois, tentando apurar sua audição, ela estava atenta a qualquer som ao seu redor.
Law percebe o raio infravermelho mirando na direção deles, no entanto Bonney para de correr e fecha os olhos, para se concentrar nos sons da floresta.
- O pacifista nos achou...
Era apenas um murmúrio bem baixinho, mas definitivamente era a correnteza de água. Ela puxa o Law e juntos eles começam a correr para a direita, no exato instante em que uma grande explosão ocorria atrás deles.
Bonney corria em direção ao som das corretensa, que aumentavam a medida que eles avançavam. Rapidamente eles chegam a uma queda de água de aproximadamente 3 metros. Logo abaixo tinha uma pequena represa com troncos.
Os dois observam a correnteza lá embaixo e caminhando em sua direção o pacifista. As duas escolhas eram mortais, se ficassem não teriam chance de lutar contra o robô. Se pulassem, sendo os dois usuários de akuma no mi, não teriam chance de sobreviver na água.
-PULE!!!
Law passa o braço pela cintura da Bonney, antes que ela pudesse protestar, eles saltam em queda livre em direção a água.
CONTINUA...
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