Notas iniciais
Quase tive bloqueio de criatividade por causa da minha criatividade... LOL! É, isso mesmo, eu tive uma ideia pro cap, mas aí eu não sabia como desenvolver a ideia e quase não postei cap hoje, agradeçam que amanhã eu não tenho aula e pude terminar o cap! Sem criatividade pro título, então fica sem nome u.u Saído do forno, boa leitura, ponkans! :3

– Você?! – o azulado perguntou

– Ao menos ainda se lembra de mim, já é alguma coisa. – falei cruzando os braços.

– Se quer que eu saia do caminho, saiba que não vou fazer isso. – ele falou balançando a cauda que só agora eu tinha notado e também finalmente notei as orelhas.

“Yue, é ele! O que preciso fazer?” – perguntei por pensamento.

“ Beija-lo.” – ele respondeu tentando conter o riso.

“I-Isso não é engraçado, mas de qualquer forma, não o deixe fugir.” – dei a ordem a ele já caminhando em direção a Ikuto.

“Entendido” – ele de repente apareceu atrás de Ikuto em questão de míseros segundos e o prendeu em um tipo de esfera que Ikuto não percebeu, apenas eu.

– Se pensa que vou ser seu servo, Amu Hinamori, está enganada. – ele falou de olhos fechados

– O fato de você ainda lembrar meu nome não me comove, mas eu vou te fazer a qualquer custo passar pelo menos um século comigo.

– Isso é, se você conseguir. – ele ia pular, mas bateu a cabeça na esfera de proteção.

– Você consegue atravessar a barreira. – Yue comentou.

– Obrigada pelo aviso. – passei pela barreira e enquanto Ikuto recuperava os instintos eu o puxei e selei nossos lábios e logo me separei.

– Merda! – o gato azul gritou.

– Com isso estou liberto. E... Ikuto, você sabe o que acontece com quem não obedece aos deuses, então leve-a logo para a casa.

– Tsc! Não me diga o óbvio! Anjinho fajuto! – ele praticamente cuspiu as palavras.

– Sabes que não caio em tuas provocações, gato sem liberdade. – ele se aproximou de mim – Até um dia, senhorita. – e beijou minha mão.

– Até um dia, espero que em nosso próximo encontro me chame pelo nome, certo? – pisquei.

– Certo. – ele então seguiu seu rumo enquanto os demônios somente nos observavam.

Ikuto de repente disse palavras estranhas e o portal se abriu, ele puxou minha mão e entramos no portal, quando me dei conta estavamos no meu quarto.

– Escute, agora de tarde terá uma reunião de deuses, esteja pronta, vou fazer o almoço.

– Mas nem se passou tanto tempo desde fomos para seu mundo...

– O tempo lá é diferente, um minuto lá é uma hora aqui. Vá tomar um banho, vista sua roupa que você usa para se gabar do que é e quando acabar vá para a cozinha.

– Lembre-se de que teremos problemas essa tarde. – comentei em voz baixa.

– Resolveremos isso de alguma forma. – ele falou sem emoção nenhuma e saiu do quarto.

Abri minha mala, peguei minha toalha e roupas intímas, ficaria o resto do dia com aquela roupa, então eu estava indo para o banheiro que tem no quarto quando eu escutei uma voz feminina “Deusa do amor, por favor me ajude a me reconciliar com meu noivo!” Depois de ouvir essa voz eu fui correndo até a cozinha.

– I-I-Ikuto!!! E-Eu escutei uma voz na minha cabeça!! – falei sem fôlego.

– Idiota, você é uma deusa, uma prece feita a você e irá escutá-la. – ele falou suspirando e voltando a cortar cebolas.

– Mas... Eu tenho que ajudar...? O que eu tenho que fazer? – perguntei já mais calma.

– Vamos ter de adiar essa ajuda, temos coisas mais importantes e você pode visualizar quem era a pessoa através de seu jardim, então é só ir até ele e a rosa que lhe chamar atenção é o coração da pessoa que lhe pediu ajuda, então você verá se é caso de “fio vermelho do destino”, caso contrário pode esquecer o caso. Agora vá logo tomar banho, você me irrita bastante.

– Mais uma coisa, onde estão Sakura e Shaoran?

– Estão no jardim que acabei de comentar, ele costumam ficar de olho nas flores quando estão á toa.

– Entendo... Obrigada, meu gatinho. – as orelhas dele surgiram, assim como um olhar de ódio, saí correndo e fui tomar banho rindo.

Durante o banho escutei uma voz masculina “Deusa do amor, ela é muito ciumenta, brigamos por isso, me ajude a nos reconciliar!” fui despertada de meus pensamentos por isso, logo termine meu banho e coloquei a mesma roupa, então fui para a cozinha, onde vinha cheiro de yakisoba.

– Adivinhou que eu queria yakisoba, foi? – falei sorrindo e me sentando a mesa.

– Temos um elo agora, algumas coisas eu consigo saber. – ele falou se sentando para comer e logo as duas fofurinhas que cuidam do templo apareceram na cozinha.

– Obrigada pela refeição! – os dois disseram em únissom.

– Obrigada pela refeição. – eu e Ikuto falamos juntos.

Depois de comer, o que por mais que eu não goste de admitir, sempre está gostoso.

– Estava delicioso, Ikuto. Vou ir a esse tal jardim com meus pimpolhos, me chame quando estiver na hora de ir, por favor. – falei lavando minha louça.

– Eu sigo ordens, não precisa dizer “por favor” – ele disse isso um pouco a contra gosto.

– Eu vou falar mesmo não querendo, afinal, existe algo chamado educação. – então saí dali e fui sendo guiada até o jardim.

Abri a porta do jardim e ele é... ultra-mega-gigantesco! Ele vai até além do horizonte! Não é possível!!

– Quantas rosas... – sussurei.

– Mais de 7 bilhões de rosas, minha senhora. – Shaoran comentou.

– Me chame de Amu, Shaoran.

– O que quer aqui, Amu? – dessa vez Sakura se manifestou.

– Estou a procura de uma flor. – comecei a andar e os dois me seguiram, não sei quanto andei, mas cheguei nas flores que me chamavam a atenção – Qual o problema, meus amores? Vocês são tão belas e estão perdendo o brilho do amor... – quando me dei conta do que falei eles estavam se manifestando como um filme em minha mente que quando acabou eu sentia a dor deles e comecei a chorar.

– Senhora!! – os pequenos gritaram desesperados.

– Eu estou bem... Mas, eles usaram tantas palavras que machucaram um ao outro... Após a reunião terei que dar um jeito nisso... – me levantei e não sei como, mas estava na frente da porta da casa, então entrei e Ikuto estava na sala.

– Você realmente é teimosa, ainda bem que não tenho emoções como “meros humanos” que choram a toa. – ele falou sem tirar os olhos da tv que mudavam de canal a cada 5 segundos.

– M-Me desculpe... – falei num sussuro que deixou ele mais bravo.

– Escuta, eu sou servo, eu sigo ordens, não precisa ser educada! – e então começou a resmungar palavras incompreenssíveis.

– Você mudou...

– Errado. Eu só queria experimentar você, por isso fui bonzinho. Humanos são muito ingênuos.

– E agora está pagando por isso aqui comigo, sendo que daqui a pouco estaremos discutindo com outros deuses. – falei como se essa frase fosse um amigo para mim, afinal, e ainda amava ele.

– Eu sei disso, não precisa me lembrar a cada cinco minutos! – ele desligou a televisão e foi para um cômodo que eu ainda não havia entrado, devia ser seu quarto.

– Sen... Amu! Descanse, te chamaremos na hora que for a reunião. – os pequenos falaram.

– Errr... Certo, por favor, então! Me espreguicei e fui para meu quarto, deitei e de repente adormeci, mas me arrependi porque os momentos da discussão daquele casal foram a minha companhia como um sonho... Eu precisava fazer algo por eles!

Notas finais
Até o próximo cap, ponkans!