Notas iniciais
posto outro capítulo amanhã, creio eu >

A aula seguiu e eu não consegui prestar atenção em nada, já que estava mergulhada em meus pensamentos. Como aqueles olhos cor de mel eram lindos e expressivos. Eram iguais aos de meu primeiro Arthur. Definitivamente não ele não era o primeiro, mas ambos tinham alguma coisa em comum, que eu não conseguia saber o que era, e que algumas pessoas falaram que eu também tinha.

Quando eu tinha oito anos, meus pais trabalhavam na escola, então consequentemente eu passava a maior parte do meu dia lá. O Arthur era da minha sala e morava ao lado da escola. Nós sempre brincávamos juntos depois da aula, e às vezes, antes também. Eu me lembro de uma vez enquanto eu o ajudava a fazer um dever de casa de português, nós estávamos sozinhos com a irmã mais velha dele, que estava na sala assistindo tv e a gente na copa. Quando nós acabamos o dever ele me chamou pra ir à casa da avó dele, que era na rua ao lado, pra gente brincar com a sua prima bebezinha. Eu tinha que pedir permissão pra minha mãe, então ele foi comigo, e quando minha mãe disse que eu não podia o olho dele brilhou. Eu me senti triste junto com ele, mas eu tinha que obedecer minha mãe, que já estava indo embora para casa. Então eu dei um beijinho nele, que ficou feliz, e voltei pra escola. No outro dia na aula ele foi super carinhoso comigo, e nos tornamos namoradinhos, até que ele se mudou da cidade três meses depois. Eu fiquei muito triste por uns dias, mas como eu era criança, logo me alegrei novamente. Mesmo tendo alegrado, eu nunca me esqueci.

Pronto, a aula havia acabado e eu não havia entendido nada, não me lembrava de nenhuma palavra dita ou do que fizera no recreio. Fui para casa tentar organizar meus pensamentos, mas de nada adiantou, ainda não conseguia parar de pensar nele. Incrível como alguém conseguiu mexer comigo em tão pouco tempo.
Duas semanas depois foi o meu aniversário. Foi quando ele falou pela primeira vez comigo:
--14 anos né?! Idade importante, já tive.
-- Não, você é o Benjamin Button, tem 15 mas nunca teve 14.
Esperei que não tivesse soado rude, então ele riu. Ri junto, lógico. Ele implicava comigo todos os dias, mas nunca conversamos de verdade, sem indiretas por meio de outras pessoas.

A partir desse dia nós começamos a conversar com mais frequência, eu apaixonada, me contive. Eu sabia que eu iria estragar tudo se me demonstrasse, pois se eu já era melosa com amigos, imagina com meu amor?! Foi quando um mês depois ele me chamou no msn me convidou:

--Quer tomar um sorvete?

Notas finais
eu descobri que reviews são muito boas *-* graças a da Camilla eu já sei até como vai ser o fim da história kkk' ~bjos pra quem lê~