Notas iniciais
ABAIXEM AS COLHERES! Gente, eu sei que eu to a muito tempo sem postar, mas é que eu preciso de nota em algumas materias, então, 4º bimestre, todo mundo vira nerd.. É tipo isso. Mas eu vou tentar postar sempre okay? :D

Minha vista ficou embaçada, meu coração despedaçado, meu cérebro parou, meu corpo estava em choque. “Foi só um pesadelo” Sei, um pesadelo. Dessa vez não era um sonho. Me belisquei, me mordi, me arranhei, mas eu não acordava. Até que eu aceitei que não estava sonhando. Nada era pior do que isso. E nada poderia fazer aquela dor passar.

A não ser...

É claro. Fui andando devagar até a minha gaveta e a abri. Lá estava ela, minha velha amiga, a que sempre me fazia parar de sofrer quando eu precisava.

A faca.

Eu nunca mais tinha feito isso. E me lembro, como se fosse ontem, da última vez que a usei.

Hoje é sexta-feira, finalmente. Meu melhor amigo, o Bernardo, me ligou dizendo que teria uma festa na balada perto da minha casa. O Diego também iria. E eu, claro, aceitei. Meus dois melhores amigos, as pessoas que eu mais amo na vida, estariam lá, o que mais eu iria querer?

A é.. Paz seria uma boa.

Desde que a Bruna entrou na nossa escola, tudo mudou. O Bê começou a ficar amigo dela e estava esquecendo de mim. Ela, com certeza, estará lá. Mas eu não to nem aí.

Me arrumei e fui para a tal festa. Tava tudo lindo, as músicas eram as melhores, todos estavam curtindo, dançando, bebendo. O Bê nem tinha falado direito comigo, o Diego tinha ido pegar alguma coisa pra gente beber. Eu vi a Bruna saindo com o seu grupinho e..... O Bê? Uma sensação estranha tomou conta do meu corpo e eu me senti na obrigação de ir lá.

-Bê, aonde você vai? –Perguntei

-Não te interessa Katherine. –Ele disse. Ele estava completamente bêbado. O cheiro de álcool puro quase me fez vomitar.

-Você não vai embora assim Bernardo.

-Me deixa garota. –Ele passou por mim e foi embora com a Bruna.

Aquelas palavras me machucaram muito. Mas eu não ia chorar. Não aqui, não agora. O Di voltou e percebeu que eu tava mal.

-O que aconteceu pequena? –Ele perguntou.

-Nada. –Peguei o copo de coca-cola da sua mão e bebi. –Só me leva pra casa?

-Claro, vamos. –Nós saímos e ele abriu a porta do carro pra mim. Eu entrei, mas não entendi.

-Diego, minha casa é aqui perto. Dá pra ir a pé.

-Eu sei aonde é a sua casa Katherine. –Ele colocou a mão no meu queixo e me fez olhar pra ele. –Mas você vai pra minha casa. Eu não vou te deixar sozinha assim.

-Obrigada Di. Eu te amo.

-Também te amo minha pequena. –Ele deu um beijo na minha bochecha.

A caminho da casa dele, vi um carro da polícia parado no canto da rua. Um carro tinha capotado. Um carro que eu conhecia muito bem. O carro que me levava para as maiores loucuras, o carro que tocava as melhores músicas.

O carro do Bernardo.

Comecei a chorar, foi automático. O Diego percebeu e parou pra perguntar ao policial o que tinha acontecido já que as minhas palavras simplesmente não saíam.

-Um acidente de carro. Eles estavam bêbados. –O policial disse. –Parece que um garoto sobreviveu, mas vai para o hospital em estado grave. Os outros não resistiram, e a garota também vai para o hospital, mas as chances dela são menores.

Meu pensamento naquele momento: “Tomara que morra.”

Mas eu queria saber do Bê.

-Você sabe o nome do garoto que sobreviveu? –Perguntei em meio aos soluços

-Acho que era Bernardo. –Dei um suspiro aliviada.

-Obrigada. –Virei para o Diego que estava em estado de choque. –Vamos embora daqui, por favor.

Ele não disse nada, só me obedeceu.

Ninguém sabe dessa história. Só o Di. O Bernardo saiu do hospital e foi para uma clínica de reabilitação. Ele se drogava e nem eu sabia disso. Hoje em dia eu nem sei se ele tá vivo. A Bruna ficou em coma, mas acabou morrendo. E eles faziam só parte de uma história que eu não queria lembrar.

Peguei a faca e passei pelo meu pulso. Doeu, mas era suportável. Limpei o sangue do meu braço e da faca, a guardei no lugar e deitei na cama. Não lembro de mais nada depois disso.

Notas finais
Bom amores. É isso. Não me matem. Deixem reviews :D >.