Notas iniciais
*A chuva cai.

-BUUU

-AI GAROTO QUER ME MATAR DE SUSTO? – Aika gritou nervosa batendo no braço de Rodrigo, mas não pareceu doer. Ele riu divertido e o coração de Aika bateu um pouco mais forte a fazendo corar. “Mas que diabo é isso? O Rodrigo já até me beijou e eu fico nervosa por causa de um sorriso?” Aika pensou nervosa e irritada.

-Ai ~ Ta estressadinha. – Rodrigo brincou levando uma tapa no braço que também pareceu não doer.

Aika e Rodrigo riram um pouco e o moreno decidiu sentar do lado da japinha. Eles sempre se encontravam no mesmo lugar era como se um esperasse o outro. Sempre lá.

-E ai hoje é aula de que mesmo? – Rodrigo disse bocejando.

-Você vai estudar algo se eu te disser? – Aika disse sorrindo.

-Claro que sim eu sou estudioso ok!

-Ah! Claro que é! É o menino mais estudioso do mundo.

-Sou um deles.

Eles passaram o tempo de sempre conversando ali até o sinal tocar e eles irem para a sala de aula. Rodrigo estava feliz como sempre e com um sorriso lindo na frente de Aika, mas depois de se despedir da menina esse sorriso se transformou em um rosto claramente chateado, ele fez até um biquinho. Porque Aika não podia responde-lo? Ele resolveu esquecer o que disse pra menina e simplesmente continuar a conquista-la devagar.

Rodrigo continuou sentado olhando pro nada ele nunca foi um delinquente, só não gostava da aula. Rodrigo derrepente sentiu alguma coisa segurando seus braços e alguém empurrando um pano molhado em seu rosto. O cheiro era forte. Mesmo que Rodrigo fosse forte ele não conseguiu se soltar, ele não entendia nada, sua cabeça começou a doer e em poucos segundos tudo estava escuro.

Rodrigo acordou com o barulho de uma chuva forte. Onde estava? Seus olhos não conseguiam ver nada direito. Era um lugar escuro, ele estava meio fraco, meio drogado. Ele ouvia vozes e via alguns sorrisos. Então sua visão ficou bem. Rodrigo estava nervoso ele tentou se mexer, mas suas mãos estavam presas. Não conseguia ouvir nada direito mesmo o Victor estando na sua frente gritando algo enquanto sorria. Victor socou seu estomago. Sangue. Ricardo chegou. Algo como “Eu te avisei” risinhos e finalmente Ricardo. Seu irmão nunca o tratou bem, mas velo se preparar para batê-lo não era uma coisa que Rodrigo esperava. Sua visão mais uma vez embaçou e finalmente toda dor do seu corpo chegou de uma vez. Ele estava realmente machucado. Espancar alguém desmaiado, típico. Um soco no rosto e um sorriso feliz. Ricardo rasgou a farda de Rodrigo.

-Irmão... –Rodrigo disse num falsete de voz antes de tossir sangue.

-Escute bem o que eu vou dizer. Nunca mais me chame de irmão. Você sabe o porquê disso mais do que ninguém. Eu te avisei Rodrigo. Você sabia do que eu era capaz e mesmo assim renegou sua família, sua gangue por quem? – Outro soco. – Por uma japonesinha. Ela é um deles. Você esqueceu? O que eles fizeram com nosco? Em? Acabou seu ódio pelos Vaz? Olha o que os Vaz fizeram com seu querido irmão. Eu fiquei assim por culpa deles. Você escolheu seu caminho e não tem mais como voltar atrás. Agora você é um deles. Assim como a sua Japinha. E você sabe o que nós sentimos pelos Vaz... Não é?

As lágrimas não se continham nem no rosto de Rodrigo nem no de Ricardo.

-Eu não sou como você pirralho. Eu tenho 27 anos. E você? Uns 12. Eu lembro tão bem que dói. Você não? Rodrigo. – Ricardo segurou o irmão pelos ombros apertando com força. – Você lembra? Lembra? Da gente passando fome? Sentados em uma calçada? Hum? Você lembra? Do quanto nosso pai e nossa mãe lutaram pra dar a vida que nós temos hoje. Eles morreram de tanto lutar Rodrigo. MORRERAM. E tudo por causa de quem? Responde-me pirralho... De quem é a culpa?

-E-Eles não... Tem culpa... Irmão... – Rodrigo falou entre lágrimas sendo interrompido por um belo soco no estomago.

-Não me chame de irmão.

A visão de Rodrigo ficou turva de novo. “Vou morrer?” Então dois capangas de Ricardo o soltaram e jogaram no chão. Berg ainda chutou ele e jogou o celular de Rodrigo no chão.

-Toma teu celular. Teu irmão ta uma fera, vai num hospital ok? Vai ficar tudo bem. – Berg falou sorrindo tristemente. Ele era o mais baixo dos meninos, com um cabelo ruivo cor de sangue e uma pele tão branca e bonita.

O som da chuva voltou a tomar conta daquele lugar escuro. O garoto pegou o celular com dificuldade e apertou o um.

TUUUM TUUUM

-Alo.

-Aika?

-Rodrigo? Que voz é essa? Aconteceu alguma coisa?

-Eu preciso de sua ajuda.

-Onde você está?

Rodrigo olhou em volta.

-Perto da praça daquela vez... Lembra? Acho que num lugar abandonado.

-Ok.

Aika desligou o celular. Rodrigo sorriu e desmaiou.

Aika saiu desesperada pela casa gritando por Felipe. O mesmo quando viu o desespero da menina quase teve um infarto. Mesmo não gostando da historia por ter Rodrigo no meio ele aceitou levar a menina até o lugar de carro.

-Rodrigo! Rodrigo! Ro... – Aika gritou quando viu seu neego no chão desmaiado. Ela correu até ele é devagar tentou falar com ele, mas o mesmo não respondia. Aika chorava desesperadamente, ele estava tão machucado que tanto ela quanto Felipe, achavam que estava morto. Felipe viu escrito na parede com algo vermelho: “Ele escolheu ser um de vocês. Não os traiu. Então agora ele é um de vocês. Se preparem. Isso é só o começo.” Ele teve um calafrio quando viu a assinatura de Ricardo. Ele sabia o porquê de tudo aquilo. Foi ai que ele Pegou Rodrigo de um lado e Aika do outro e levaram até o carro.

Notas finais
T...T Pobre Rodrigo~