Eu Odeio o Natal!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ah, o Natal! Tempo de união e amor, tempo de ficar com a família e com os amigos, tempo de festejar, mas... Não para Sara Sidle! Sara sempre odiou o Natal. Todos os seus natais foram desastrosos. Quando criança ela escrevia cartinhas ao Papai Noel, cartas que nunca eram atendidas e não importava seu bom comportamento e nem as suas preces, sua casa vivia em pé de guerra e seus pais brigavam até na noite de Natal. Sua adolescência foi pior ainda, todo ano ela passava essa data em um lar adotivo diferente; rodeada por crianças que não eram suas amigas e por “mães” adotivas que mal lembravam o nome dela. Bom, na vida adulta as coisas não melhoraram; ela não estava mais em um ambiente de conflitos, mas estava pior, estava sozinha, uma solidão que a corroia e fazia seu ódio pelo natal só aumentar!
Laboratório Criminal de Las Vegas, 19/12/08.
- Vamos Sara participar do amigo secreto, vai ser divertido! – insistia Greg sem muito sucesso.
- Greg, eu já disse que não quero, o natal é uma desculpa pra ganhar presentes, não tem nenhum significado real! — Sara estava se enchendo com o colega.
- O significado do natal é a união, ficar perto dos amigos, se confraternizar. Não acredito que você prefere passar o natal sozinha!
Mal sabia Greg que ela não ia passar o natal sozinha, ia passá-lo com Grissom.
- Sara até o Grissom aceitou participar da brincadeira!
“O que? Mas ele não me falou nada! Se for assim, é melhor eu aceitar entrar nisso de uma vez.”
- Ok Greg, eu vou participar do amigo secreto, não agüento mais essa sua insistência! – falou um pouco contrariada.
- Ótimo por que eu já estava cansado de insistir. Agora vamos pra sala de descanso fazer o sorteio dos nomes. – Greg foi na frente seguido pela colega.
Chegaram na sala de descanso onde estavam todos conversando e sorrindo. Será que Sara era a única que percebia essa farsa disfarçada de natal?
- Você vai participar do sorteio Sara? – perguntou Catherine ao perceber a presença da amiga.
- Vou. – respondeu um pouco ríspida e olhou discretamente para Grissom, que sentava em uma cadeira afastado dos outros.
- Então vamos começar! Vou anotar os nossos nomes, pra gente começar logo. – respondeu Nick, entusiasmado pelo espírito natalino.
Logo o sorteio foi feito e todos já sabiam quem presentear. O turno estava no final, então todos foram pra casa descansar e pensar no que comprar para o seu amigo secreto. Sara ainda odiava o natal, mas no fundo ela se animou com a possibilidade de passar esse dia com seus amigos e com Gil, essas pessoas eram a sua família postiça.
A semana passou rapidamente, os CSIs tinham acabado de resolver um caso difícil, duas crianças sem identificação foram encontradas mortas no deserto, a mãe era a assassina, o caso foi desgastante, mas a equipa estava aliviada por encontrar a culpada. Todos estavam reunidos na sala de descanso para a troca de presentes.
- Quem vai começar? – perguntou Greg contente, parecia uma criança.
- O Grissom é o chefe, ele começa. – respondeu Warrick.
- É Gil, você começa. – se animou Catherine.
Grissom se levantou com o presente na mão e começou a falar.
- Bom, o meu amigo secreto é uma pessoa muito importante pra mim e...
O celular de Gil começou a tocar, ele viu o número de Brass no identificador, achou que o amigo tinha ligado pra desejar um feliz natal, mas quando atendeu sua expressão ficou pesada.
- Ok Jim, estamos indo aí agora mesmo. – e desligou triste o telefone. – Nós temos um caso, precisamos trabalhar pessoal.
- O que? Fala sério cara hoje é véspera de natal, metade do lab está de folga. – falou Nick irritado.
- Eu não posso fazer nada Nick, as pessoas não deixam de morrer porque é natal! – Grissom também ficou chateado com a interrupção.
- Se não tem outro jeito é melhor nós irmos. – falou Sara que não estava se importando muito com a situação.
- A Sara tem razão, vamos logo e trocamos os presentes quando o caso acabar. – respondeu Cath.
- Que caso é esse Grissom? – Warrick perguntou.
- Uma mulher foi morta em casa. Ela estava sozinha com o filho, quando viu o corpo da mãe o menino começou a gritar e chamou a atenção dos vizinhos que logo chamaram a polícia. Vamos o Brass e o David estam impacientes esperando por nós.
Todos foram irritados pro estacionamento. Assim que chegaram à cena do crime foram falar com Brass. A casa estava rodeada de curiosos e de choros, parece que o natal da vizinhança inteira foi arruinado.
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