Notas iniciais
Eu não faço a mínima ideia do que colocar aqui, então, sei lá, se divirtam!

E lembrem-se de comentar, todo o tipo de crítica é aceita.

E ali eu estava.

Dormindo tranquilamente, sabendo que teria que resetar a linha do tempo mais uma vez. Afinal, já cheguei aqui várias vezes.

Já falei tudo que podia de positivo, e já fiz todas as boas ações possíveis, e já recebi todos os tipos de respostas possíveis.

E foi ai que eu pensei, "E se eu... machucasse alguém? Matasse alguém? Conseguisse mais EXP e LV?".

Eu me repreendi no momento em que pensei isso. Sabia que era errado, minha mãe havia dito isso para mim muitas vezes. Eu não podia fazer essas coisas, eu era um humano bom.

Ah, Toriel. Ela é uma ótima mãe. Acho que... Não teria uma melhor se não tivesse caído aqui, afinal, ela é mais do que compreensiva, e só me chama pelo meu nome, e só fala de mim para os outros como Frisk. Ela sempre me fazia o que quisesse para comer, e ela havia amado ser uma professora, gostava das crianças humanas, e elas gostavam dela de volta.

Bem, algumas pelo menos... Outras, por saberem que ela era uma Monstra, achavam que ela realmente era uma monstra! E isso me deixava com raiva. Raiva o suficiente para ter espancado eles, todos os que não correram, pelo menos.

Raiva... E se eu me deixasse levar por ela? E se eu realmente batesse neles de novo? Eu... eu não gosto de admitir isso, mas a sensação de superioridade que isso dava, e o poder que você tinha contra eles depois de fazer uma coisa dessas, é imenso.

E foi esse pensamento que me levou a fazer isso. Eu peguei o bastão e bati no boneco, com força. Eu matei o Froggit, e ele foi só o primeiro.

E... Aquilo era bom. Isso foi uma surpresa gigante para mim, se sentir bem com isso. Eu me sentia forte, superior a tudo e a todos ali. Eu sou um ser humano! Eles não são páreos para mim!

E eles realmente não foram. Nenhum deles.

Eu ainda lembro do olhar dela... Não foi um olhar de reprovação, como eu achei que seria. Foi um olhar de espanto, e depois de iluminação, como se o conhecimento tivesse a acertado fortemente. Ela sorriu ao chegar na conclusão de que eu não deveria sair. Não porquê eu não iria sobreviver.

Mas sim porquê eles não iriam.

E nenhum deles viveu para contar a história. Papyrus, Undyne, Muffet, Mettaton, Sans, Asgore, nem mesmo Flowey.

Nem mesmo Asriel, a maior pedra no meu caminho, foi um problema.

E, foi então que eu percebi o que tinha feito. Foi então que Chara apareceu.

Semelhante a mim, Chara tinha um sorriso macabro, e falou com felicidade sobre como nós destruímos tudo, de como nós evoluímos. E de como era bom finalmente acabar com tudo.

Mas eu não sou nenhuma espécie de idiota, eu tentei voltar para o meu Save File. Tentei, e tentei, e tentei, até que Chara fez aquela barganha. Eu poderia voltar, mas não teria mais alma.

E então eu voltei, e agora, todas as noites, não impota em que linha do tempo, eu ouço na minha mente as palavras assassinas que sabia que não eram minhas, elas me faziam matar de novo, e de novo, e de novo, mas eu sabia que esse vício por violência não era meu...

Mas, talvez fosse...

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