Eu Não Quero Ser Só Uma Memória

6 Eu sempre lembrarei de nós desse jeito


Notas iniciais
Demorei um pouquinho mais que o normal, conforme tinha especulado...mas aqui estou :3 Aproveito para deixar 3 bilhões de agradecimentos por todo carinho de vocês nos comentários do último capítulo! Me deixaram radiante, muito muito muito obrigada ♥ ♥ ♥ E minha gente, se a formatação flopar, a culpa é toda do celular huehuehue Agora sobre o capítulo: tem hot, amorzinho, aparição do All Might, uso inadequado de individualidades, cafés da manhã alternativos, etc etc. Por conta dessa mistura, ficou bem grande, espero que não se incomodem! Até as notas finais! Boa leitura!

Não era incomum a Izuku acordar dolorido, devido à profissão de herói. Desta vez, no entanto, assim que lembrou do motivo por trás do latejamento intenso distribuído por sua região pélvica, foi-lhe inevitável sorrir enormemente.

Tateou a cama com o braço, procurando por Katsuki. A ausência dele não foi surpresa. Teve certeza que já o encontraria desperto, sentado à mesa da cozinha, bebericando café enquanto lia alguma coisa de suas estantes.

Assim que levantou, notou que o quarto já estava organizado — não havia mais roupa alguma perdida pelo chão. Imaginou Bakugou arrumando a bagunça que os dois fizeram na noite anterior, e acabou profundamente ansioso por vê-lo.

Vestiu uma camiseta comprida o bastante para cobrir a cueca, e saiu do quarto.

O coração aqueceu ao avistar seu hóspede exatamente na mesma cadeira em que tinha o mentalizado, diante da mesa fenomenalmente repleta de opções interessantes para o café da manhã. Ele lia com interesse um dos livros que julgou anteriormente como intelectuais demais, e havia somente uma mordida na torrada com geleia de pimenta. As roupas eram as mesmas usadas durante a noite.

— B-Bom dia, Kacchan! — Midoriya cumprimentou timidamente, incerto sobre como agir.

— Bom dia merda nenhuma! Está um tédio nesta bosta!

Apesar da rispidez, Bakugou ergueu o olhar a tempo de captar o sorriso do outro. Também avistou que Izuku estava sereno, porém ao sentar na cadeira mais próxima, uma ruga de desconforto se formou bem no meio da testa dele.

— Sua bunda está doendo? — Questionou sem rodeios.

— É...para ser sincero, um pouco.

A resposta desengatilhou uma série de reações. Inicialmente, fechou o livro com força, jogou-o sobre a mesa, — esmagando acidentalmente um pão fofo — e puxou Midoriya para o seu colo, com um toque firme na cintura dele.

— Kacchan, o que está fazendo? — Acatou a ideia e permitiu-se ser levado, embora curioso.

— Vai ficar mais confortável assim, nerd.

Se encararam com uma pitada de constrangimento, que durou somente o tempo de Izuku envolver os ombros alheios com os braços e se inclinar para beija-lo. Breve e gentil, um beijo com a clara intenção de ser apenas o primeiro de um longo dia.

Quando separaram os lábios, Midoriya mordeu a torrada que lhe foi oferecida, apreciando a proximidade dos dois e o sabor do alimento. Ele também ganhou uma xícara cheia de café, bebida no aconchego dos braços de Bakugou.

Um silêncio agradável pairava no ambiente, até um sentimento de gratidão necessitar ter verbalizado.

— Obrigado por ter arrumado o quarto e colocado a mesa.

— Não vá se acostumando. — Resmungou, marrento, mas sem realmente significar aquilo.

O peito de Izuku pesou. Tentou fingir normalidade, sem sucesso, denunciado pela postura tensa.

Katsuki buscou contato visual. A ternura que viu alguns momentos antes tinha dado lugar aos pensamentos conflitantes que estavam batendo à porta desde a noite anterior.

Soube que devia ter ficado com a boca fechado ao ouvir um suspiro entristecido.

— Aí, no que está pensando?

— Em nada! Nada mesmo, é que... — Izuku se recriminou mentalmente por não conseguir esconder seu abalo. — É que você está certo. Sei que vai ver as coisas de uma forma bem diferente quando sua memória voltar.

Midoriya não gostava nem especular qual seria a reação dele. Conseguia claramente vê-lo furioso quando percebesse que dividiram o mesmo apartamento, o mesmo quarto e a mesma cama, em uma aproximação gradual e cada vez mais íntima. Era fácil imaginar um desfecho caótico.

— Inferno! Para de murmurar! — Bakugou interrompeu a divagação.

A parte compreensível daquele amontoado de palavras sussurradas deixou evidente a aflição de Midoriya. Ele estava confiante de que teria, em breve, um desastre em mãos.

— Olha, se você acha isso de mim, deve ter seus motivos. — Katsuki advertiu, incerto acerca de si mesmo. — Mas agora eu estou aqui, então vê se aproveita e para de lamentar, idiota! Você quis isso por uma eternidade, não quis?

— S-Sim...é verdade. Eu sempre quis. — Confessou, adornado por um forte rubor.

Foi conduzido para mais perto do outro, o que descobriu ser agradavelmente possível, apesar de já estar no colo de Bakugou. Sentiu o hálito quente dele pincelar seu rosto, e ofegou em aprovação ao ser beijado com suavidade.

Olhou fundo nas íris ígneas que conhecia há tanto tempo, e um sorriso nostálgico repuxou as bochechas sardentas.

— E acho que você não sabe, mas...você foi o meu primeiro amor. Você sempre foi tão incrível, e eu nunca consegui parar de te admirar...ou de te querer...

Beijou a bochecha também corada dele, encantado com o olhar desconcertado que as informações ainda não metabolizadas causaram.

— Antes eu estava satisfeito com o Wonder Duo e a nossa amizade porque tinha medo que meus sentimentos estragassem tudo. Mas a verdade é que agora eu não vou mais saber ficar sem você, Kacchan...

Aquelas declarações de amor, trancadas a sete chaves por tanto tempo, fluíram com uma naturalidade tão assustadora que Midoriya só percebeu seu rosto ensopado de lágrimas quando concluiu.

Foi observado, em completo silêncio, por alguns segundos. O coração bateu desenfreado com a intensidade do olhar que recaía sobre si, numa espécie de contemplação. Nunca havia estado tão nu para alguém, e em um sentido que em nada tinha a ver com roupas.

Bakugou não resistiu a uma súbita e involuntária urgência de beija-lo. Não encontrou resistência, e foi retribuído longamente, tendo seus lábios tão apreciados e sorvidos quanto também saboreava os de Izuku.

Se afastaram. Katsuki esboçou uma expressão séria, na tentativa de remediar o quão atordoado deve ter parecido ao outro — e que realmente estava.

Não sabia o que dizer, e começou a se irritar com isso. Deixou um estralo escapar, que soou mais longo que o normal, devido à língua um pouco entorpecida pelo uso excessivo na noite anterior.

— Cala a boca, nerd de merda! Seu monólogo piorou meu tédio! – Ralhou, para disfarçar seu pulso acelerado e raciocínio descomposto.

Desnecessário dizer, Izuku ficou lisonjeado por causar mais aquelas reações no sempre impassível Bakugou.

E teve uma ideia.

— Eu posso me redimir? — Sussurrou, aproximando os lábios maliciosamente do ouvido dele.

Como Midoriya já estava disposto depois da noite intensa que tiveram, Bakugou não sabia, porém sentiu seu corpo reagir como se um botão tivesse sido apertado.

— Então se livra dessa porcaria. — Resmungou, tirando a camiseta que Izuku usava.

Teve, em seguida, a orelha avidamente engolfada pelos lábios dele, enquanto descia as mãos pelas costas nuas. Almejava alcançar logo a cueca — surpreendentemente, não relacionada a heróis.

— Quero te comer de novo.

— A-Aqui? — Modulou o volume da voz, para não acabar gritando no ouvido de Bakugou.

— É. – Se ajeitou entre as pernas de Izuku. — Quero que você não consiga olhar para nenhum pedaço desse apartamento sem lembrar de mim.

As palavras possessivas trouxeram um estremecimento ao corpo de Midoriya. Ele também queria poder colocar suas intenções em prática, porém não podia mais ignorar outro tipo de urgência que começava a incomoda-lo.

— E-Espera, Kacchan! — Pediu, um tanto vacilante. — Eu preciso ir ao banheiro...

— Agora, caralho? Quer me broxar?

— Claro que não! Desculpa! É que...eu vim direto para cá depois que acordei. Estou apertado!

— Saco! Então vai logo!

Ele não perdeu tempo. Levantou-se do colo aconchegante e correu para o outro cômodo, separado da cozinha por um corredor.

Fez o que precisava fazer e voltou-se ao espelho. Escovou os dentes e lavou o rosto numa velocidade recordista. Notou então que a escova de dentes, e todos os outros produtos de higiene que tinha dado a Bakugou, estavam guardados no armário, junto aos seus.

Sonhou acordado ao imaginar os dois morando juntos.

— Essa transa é para hoje ou não é, porra?! – Katsuki reclamou, da cozinha.

— J-Já vou!

Quando saiu, foi surpreendido.

Bakugou já estava completamente nu, sentado no mesmo lugar, porém agora com a cadeira virada na direção do banheiro. Um frasco familiar e um pacotinho aberto também estavam por perto.

Midoriya sentiu a boca salivar. A forma que Katsuki se posicionou, — meio jogado, conservando uma encarada furiosa e uma ereção terrivelmente convidativa – lembrou-o inevitavelmente de sua foto preferida na revista de nudez. Justamente a mesma foto que inspirou muitos gemidos seus em noites solitárias.

Despiu-se de sua cueca ao longo do curto trajeto até a cozinha, percorrendo cada centímetro da anatomia do outro com os olhos, reciprocamente.

Sentou novamente no colo dele, ladeando-o com as pernas e expondo de perto seus olhos cheios de fome. O lubrificante que já havia sido espalhado sobre o preservativo tocou sua coxa.

— Aposto que não foi tão gelado agora. — Bakugou comentou, fartando as mãos nas coxas bem torneadas.

Izuku não deixou de sentir-se feliz por ter sua reclamação da noite anterior solucionada, embora o diálogo tenha sido deixado de lado no momento que Katsuki agarrou suas nádegas. Ele também se atentou a friccionar o abdômen, para estimular o pênis repousado entre os corpos dos dois.

Bakugou abriu um sorriso matreiro pela exclamação aguda que escapou dos lábios de Midoriya, pelo toque diferente no sexo dele, e aproveitou a distração para escorregar os dedos mais para dentro, checando se precisaria toca-lo antes de começarem.

— Faz só algumas horas, e já está bem mais apertado...

Angulou os dedos para iniciar a intrusão, porém teve o pulso segurado. Entendeu o recado quando lançou um olhar interrogativo a Izuku, que devolveu um resoluto.

— Não me importo, Kacchan. Preciso de você agora.

— Sem enrolação, é? Ficou com fogo no rabo? Aposto que foi por eu ter imitado aquela foto velha da revista. Deu certo, não deu?

Recebeu foi um gemido lânguido, que o arrepiou inteiro.

— Porra... — Arqueou as sobrancelhas loiras, admirado. — Então senta em mim de uma vez.

Izuku se alinhou com ele, e permitiu que o peso cedesse sobre o eixo de Katsuki. A súbita invasão causou uma careta dolorida, e por um breve momento, arrependimento pela pressa. No instante seguinte, sentiu o corpo se moldar à forma familiar, auxiliado também pelos vestígios de lubrificante da noite anterior.

Agarrou os ombros de Bakugou para se apoiar. Jogou a cabeça para trás quando iniciou os movimentos cadenciados, que também estimulavam sua ereção contra a barriga de Bakugou.

De olhos fechados, não percebeu que cada gesto seu estava sendo assistido. Katsuki contemplava todas as expressões deleitosas e os pequenos espasmos que percorriam o corpo alheio.

Saliva começava a escorrer pelos cantos da boca, conforme os lábios se entreabriram com graça para libertar respirações descompassadas e pequenos ruídos.

Em um momento de pura impaciência, Bakugou cansou de apenas observar, e avançou contra os lábios de Izuku. Recebeu um beijo meio descoordenado, que pareceu apenas aumentar o desejo.

Deslizou a mão ao longo das costas dele, sentindo os músculos em movimento tensionarem sob seus dedos. Desceu para as laterais do quadril e segurou com força, acompanhando os impulsos.

Então os pelos dos braços se arrepiaram, e notou o corpo de Midoriya ser tomado por uma espécie de eletrificação, que aumentou exponencialmente o vigor dos movimentos.

— Está usando seu poder para esse tipo de... — O raciocínio sobre o uso inesperado da individualidade dele se perdeu entre as sensações. — Ah, vai, assim...

Sentiu o corpo pesar sobre a cadeira, e cedeu um pouco a postura para trás, em êxtase.

Não resistiu à urgência de desferir uma palmada forte na nádega de Izuku, que exclamou e cravou os dedos no couro cabeludo dele.

As mãos de Bakugou também fizeram uma demonstração acidental de poder, em meio à perdição. Pequenas explosões arderam na pele de Midoriya, que soltou uma interjeição surpresa.

— Merda! — Katsuki proferiu. — Queimei você?

— N-Não! T-Tudo bem! Na verdade...

Izuku buscou o olhar alarmado do outro, enquanto o seu ostentava pupilas tão dilatadas que era difícil distinguir onde as íris verdes começavam.

O cheiro singular de caramelo, tipicamente exalado pelas explosões, preencheu a cozinha, enquanto a expectativa pelas palavras interrompidas de Midoriya retorcia o estômago.

— F-Faz de novo, Kacchan...eu gostei...

Bakugou viu sua sanidade pular pela janela. Agarrou o outro com força e o ergueu, sem pestanejar pela indagação confusa que atingiu seus ouvidos.

Levou Izuku até a mesa, e o jogou com brutalidade contra a superfície. Escutou alguns dos alimentos caírem ao chão, mesmo assim não se deteve.

— Não é nenhuma dessas coisas que eu quero para o café da manhã. – Anunciou, derramando um olhar animalesco sobre o outro.

Buscou pelos lábios dele com ferocidade, e impulsionou seu sexo para dentro novamente, agarrando-o pelas coxas firmes. Foi apertado com força também, e sentiu as unhas dele se aventuraram por suas costas — certamente ficaria bem arranhado.

Teve os lábios mordidos ao deixar explosões mínimas marcarem em um tom rosado claro naquelas pernas.

— Vou te explodir todo, desgraçado... — Se afastou apenas o suficiente para sussurrar e receber um gemido luxurioso.

Buscou a língua de Midoriya com a sua, no mesmo ritmo intenso das próprias estocadas. O desalinhamento não atrapalhou muito, porque ele se destinou a mordiscar a bochecha ruborizada, beijar a linha da mandíbula e atacar o pescoço.

Sentia uma satisfação quase selvagem ao ouvir a mesa ranger pelas costas de Izuku continuarem sendo impiedosamente chocadas contra ela.

— Filho da puta gostoso para caralho...conseguiu me deixar louco...

Espalmou as mãos quentes sobre as coxas do outro herói, sentindo o poder sob cada dígito afundado na carne.

— E essas suas pernas... — Mencionou enquanto deixava uma trilha de beijos no rosto de Midoriya.

— M-Minhas pernas?

— Me dão um tesão que...

Se interrompeu e trouxe as duas por sobre os ombros, manipulando-as pelas porções posteriores dos joelhos.

Usou a posição nova para se arremeter ainda mais fundo, arrancando gemidos esganiçados do outro e deixando alguns também escaparem. Adorou a forma que o impacto se tornou forte o bastante para fazer a pele arder.

Midoriya exclamou ao sentir as mãos dele agarrarem seu quadril e deixarem novas explosões escaparem.

— Ah! Kacchan!

— Você gostou mesmo disso. — Ele fez questão de salientar. — E está me fazendo perder a linha...

Para comprovar suas palavras, Bakugou levou a mão até o cabelo de Izuku e puxou o com força. O movimento fez uma das pernas sobre o ombro escorregar — não prestou muita atenção nela, e agarrou a outra firmemente contra seu peito.

Midoriya deixou que seu peso recaísse sobre o braço direito, se pondo de lado para facilitar o encaixe.

O orgasmo iminente já se sobressaía dentre as demais sensações mescladas em seu corpo. Levou a mão livre até a própria ereção, tocando-se sob o olhar febril do outro.

— K-Kacchan! Por favor...

— Ainda consegue implorar, nerd maldito?

Izuku se viu perdido ao ouvir aquelas palavras, e antes que pudesse se recuperar, teve seu quadril puxado para fora da mesa e acometido por um par de explosões um tanto mais fortes, que vieram acompanhado por mais estocadas brutais.

O choque mecânico entre os corpos, o som insistente das peles colidindo e a mistura do cheiro de sexo com o caramelado das explosões, tornavam até a atmosfera da cozinha viciante. E a agonia frenética que precedia o ápice acompanhava mesmo ritmo.

Bakugou já se movia sem sequer perceber, e sentiu o orgasmo lhe bater à porta quando o canal do outro o apertou, indicando que ele também tinha chegado, jorrando na própria mão.

Arqueou-se para trás, sentindo uma corrente elétrica devastadora contrair seu corpo. Midoriya, por sua vez, respirou desordenadamente, com a mente leve e uma moleza generalizada o atingindo.

Após alguns minutos de um torpor avassalador, os quadris se separaram com alguma resistência. Na retirada, o estralo molhado e obsceno fez os dois gemerem.

As pernas de Katsuki perderam as forças, e ele se sentou na mesma cadeira. Arfava pesado, com os olhos entreabertos pelo peso das pálpebras, e sem condições de sequer lembrar que precisava tirar o preservativo.

Viu de relance Izuku sentar na mesa, com as pernas pendendo no ar. O peito subia e descia, adornado por um rubor encantador que se assemelhava ao que pintava a feição cansada.

Aquela cena era melhor que qualquer nu artístico.

— Aí, Izuku... — Bakugou chamou, com a voz arranhando a garganta. — De qual outra foto da revista estúpida você gosta? Para eu saber qual imitar da próxima vez.

— Acho que não vamos aguentar outra vez como essa por algum tempo, Kacchan...

Um sorriso debochado se estampou no rosto de Katsuki. Várias ideias lhe vieram à mente, envaidecendo-o pela certeza de que a convicção de Izuku duraria pouco.

*-*-*

E durou mesmo — mais precisamente, o tempo de pararem de adiar o necessário banho.

Foi Midoriya a fechar o chuveiro, por mais que estivessem molhados e cobertos de espuma. Continuariam depois.

A parede de azulejos gelados arrancava exclamações suas sempre que tinha as costas impiedosamente pressionadas contra ela.

Katsuki usava a própria mão para envolver os sexos dos dois, estimulando ambos simultaneamente com os mesmos movimentos.

Ele assistia maravilhado a forma que Izuku se derretia de prazer, moendo o lábio inferior com os dentes, de olhos copiosamente fechados e firmando um enlace firme ao redor de sua cintura.

Não resistiu à urgência de atacar a boca dele. Sobrepôs-se a ele com alguma dificuldade, devido à posição dos dois, — unidos frontalmente pelo quadril — e deslizou a língua sobre a carne mastigada, antes de assaltar aqueles lábios com um beijo feroz.

Sentiu um ofego de aprovação, e logo uma mão do outro herói abraçou a sua, ditando um novo ritmo para a estimulação.

— Estou quase, Kacchan. — Sussurrou, sugando a língua dele em seguida.

Chegaram quase simultaneamente. Apreciaram os minutos inebriação com as testas unidas e as respirações desregulados se misturando.

Somente mais tarde uma percepção finalmente atingiu Izuku: devido aos excessos recentes, tiveram orgasmos praticamente secos.

— P-Pelo menos não precisamos recomeçar o banho, não é? — Ofereceu, com o intuito de contornar a reação irritada de Bakugou.

E ele concluiu que concordava com aquela ideia.

*-*-*

Acabaram deitados no sofá. Midoriya estava com o ouvido rente ao peito de Bakugou, relaxado com os sons emitidos. Katsuki olhava fixamente a tela da televisão apagada, refletindo sobre muitas coisas, apesar do corpo continuar um pouco embalado pelas sensações recentes.

— Se você é nerd, por que não tem um videogame?

— Eu tenho um, até que antigo. — Abriu um sorrisinho de puro embaraço. — É que normalmente fico pouco em casa, então não tenho tempo de jogar. Ele está guardado no meu quarto.

— Caralho, hein! Você me viu mofando esses dias todos e não considerou pegar a bosta do videogame?

— D-Desculpe! Eu esqueci completamente dele! Mas posso trazê-lo depois...

— Por que depois? Está fazendo coisa melhor, por acaso? — Bakugou ignorou o fato dos dois estarem muito confortáveis.

Ouviu-o murmurar quando teve que ir atrás da relíquia tecnológica.

Depois de ler sobre a genética de individualidades recessivas, quase qualquer jogo seria uma alternativa mais agradável.

*-*-*

Estavam jogando o famigerado videogame há aproximadamente uma hora.

Era um universo de ajudantes do All Might em uma zona de guerra. O tema consistia em missões com níveis crescentes de dificuldade, que incluíam entradas em esconderijos, lutas com vilões, libertação de reféns, recuperação de suprimentos roubados da população e desarmamento de bombas.

O melhor: o jogo tinha um maravilhoso modo competitivo para duplas, com um sistema de pontos por mérito, de acordo com a conduta ao longo do nível.

— E só isso que você tem? E eu achando que ficaria impressionado. — Katsuki debochou, se percebendo na frente do outro na missão. — Pensei que você tivesse dito que estava empatado comigo no ranking de heróis.

Izuku lançou um olhar enviesado e acatou silenciosamente o desafio.

Murmurou uma estratégia e entrou no mapa de navegação. Passou algum tempo analisando a arquitetura do local e correu em um destino aleatório.

— Oe, que merda você está fazendo aí? Os reféns estão para o outro lado!

— É que pela fala daquele NPC, desconfio que pode haver outra bomba plantada na cidade. Usei o mapa para avaliar em qual epicentro uma explosão teria maior alcance, e baseado nisso, estou voltando ao primeiro prédio. Se meu palpite estiver certo, faltam três minutos para a detonação, e isso oferece um perigo maior para os civis no momento.

Bakugou exibiu uma careta, achando aquilo de um equívoco fora de série, porém não desgostou daquele pensamento estratégico. Raciocínio era algo que ele realmente apreciava — desde que a conjectura não fosse melhor que a sua próprio, é claro.

Em sua metade da tela, o herói chegava aos reféns aflitos. Na de Midoriya, o personagem com traje sem graça dele estava quase de volta ao ponto de partida.

Deu de ombros, feliz pela vitória iminente.

E de repente, viu sua pontuação zerar.

— Ahn?! Mas que diabo aconteceu?

Logo notou que Izuku tinha, de fato, encontrado e desarmado uma bomba.

Em um cenário real, Midoriya poderia sair de lá e salvar os reféns — ao contrário dele, que estaria morto, junto com toda cidade.

— Não estamos empatados. — Aproveitando-se da indignação alheia, Izuku salientou. — Desde terça-feira passada eu estou na sua frente.

O sorrisinho satisfeito na feição sardenta realmente irritou Katsuki, que teve que se contentar com o imenso "GAME OVER" que apareceu para ele e seu personagem de cabelo descolado.

— Vai ficar aí me olhando com esse ar de superioridade? — Replicou, largando o controle. — Foda-se esse jogo de merda!

— O que?! M-Mas eu não...não estou...

— Morre, maldito! Está na cara que o jogo ridículo te deu vantagem!

Izuku suspirou, achando melhor não tocar mais no assunto. Lembrou que o tão orgulhoso Kacchan tomava aquele tipo de competição saudável como uma luta pessoal, e quando perdia tinha a tendência de sentir-se humilhado e se frustrar.

Pensou que seria correto deduzir que a tarde de jogos estava encerrada.

Por isso se surpreendeu quando Bakugou tomou a palavra, aparentemente tentado a amenizar o desconforto trazido pela situação.

— Se somos heróis famosos, algum extra fanático deve ter criado um jogo sobre nós. Tipo um que não dê a melhor para o jogador 2.

— Eu não tive... — Estancou no meio da frase, decidindo que prolongar aquela questão não os ajudaria em nada.

— Talvez tenha até algum compatível com esse seu console velho.

— É claro, Kacchan. Já criaram todo tipo de coisas sobre nós.

— O que quer dizer com "todo tipo"?

— Oh! B-Bem...todo tipo mesmo. — Corou, buscando uma forma de desconversar.

— E como você sabe disso?

— M-Me contaram...

— Te contaram e você não fez nada sobre isso? — Provocou, disposto a arrancar mais rubor das maçãs do rosto dele. — Pegou a informação e enfiou no...

— Tudo bem, Kacchan! Eu estava curioso e pesquisei a respeito! Satisfeito? — Confessou, irritado.

Um sorriso vitorioso e cruel foi sua resposta.

— Satisfeito para caralho. Olha só você...

— O q-que tem eu? — Nem sabia do que se tratava e já começava a se envergonhar intensamente.

Katsuki se inclinou sobre ele, alcançando-lhe o ouvido.

— Paga de santinho mas é um pervertido. — Sussurrou, com a voz rouca e provocativa.

— K-Kacchan!

— Então foi assim que você conseguiu as coisas daquela caixa? — Alfinetou. — Aposto que tudo lá é algum tipo bizarro de homenagem para mim.

— P-Por que você tinha que olhar minhas coisas?!

— Para não perder a chance de descobrir seus podres. Tipo que você tem tantos vibradores que se ligar todos juntos, dá para fazer um terremoto...

Izuku sentiu tanta vergonha por aquilo ser trazido à tona que não teve condições nem de raciocinar. Engasgou e virou o rosto, mortificado — e secretamente excitado.

— Um dia quero olhar tudo que tem naquela caixa, e quem sabe até te dar um trato depois. Mas agora...

Midoriya foi deitado com rapidez no sofá, e mesmo com vergonha, correspondeu ao ser beijado longamente, como sempre sonhou em ser por Bakugou. Estremeceu ao senti-lo explorar cada canto de sua boca com interesse, e aproveitou para fazer o mesmo, entorpecido pelas sensações.

Apenas pararam quando os lábios estavam formigando.

Estavam cansados demais para cuidarem das ereções despertadas, então apenas voltaram ao silêncio anterior, com uma mornura gostosa crepitando no peito.

Uma exclamação radiante escapou dos lábios de Midoriya, retirando Katsuki de sua bolha de pensamentos.

— Tem uma loja de games aqui perto!

— E daí? — Retrucou, sem mover o olhar desinteressado.

— Vamos comprar um jogo novo? Você pode escolher!

Aquilo resolveria o problema do tédio facilmente.

*-*-*

Midoriya observou os dentes de Bakugou praguejar bem no meio da loja de games, estudando as capas dos últimos lançamentos relacionados ao Wonder Duo.

— Heroes Rising? Two Heroes? Que droga de nomes de quem está no começo da carreira são esses?

— Estamos no começo da carreira, Kacchan. — Lembrou. — Não faz nem cinco anos que somos heróis profissionais.

— Tanto faz. Quero um que tenha um monte de bobagens memoráveis, do tipo que os extras irritantes devem adorar comentar.

Um turbilhão de memórias veio à tona em Izuku. E quantas bobagens memoráveis! Quantos resgates incríveis, quantos sorrisos agradecidos, quantos momentos inesquecíveis e...

Um flash de luz repentino os assustou, seguido de risadinhas vindas da sessão ao lado.

— Que porra foi essa?! — Katsuki indagou, cessando os sons abafados com seu tom de voz ameaçador.

— Ah, provavelmente fomos fotografado. Isso acontece o tempo todo quando uma figura pública sai em sociedade, Kacchan.

— Fama de merda! Os personagens secundários querem tirar foto do meu cu também ou só a minha cara distraída está de bom tamanho?

Izuku estava bem ao lado dele, e não deixou de corar com os olhares alarmados de um grupo de adolescentes perto da entrada, e de alguns vendedores.

Todos sabiam quem eles eram, mas a reputação de estourado que acompanhava Ground Zero — e não apenas Bakugou — intimidava um pouco os fãs. O linguajar também não ajudava muito.

E ainda por cima, os civis estavam se perguntando acerca do andar peculiar do, sempre acima de qualquer suspeita, herói Deku — que segurou no braço do loiro enfurecido e afastou-o discretamente das mocinhas apavoradas que tinham os fotografado.

Contrariado, Katsuki escolheu um jogo.

Os heróis se dirigiram à fila do caixa, onde Midoriya tagarelou sobre as aventuras que inspiraram aquele jogo em particular.

Sem prestar atenção a uma única palavra, e ostentando o mesmo olhar descontente, Katsuki percebeu que seu braço continuava sendo envolvido por Izuku, mas não se desvencilhou do toque afetuoso.

Aquilo chamou a atenção dos espectadores, que aproveitaram para fotografa-los mais um pouco — desta vez, sem flashes.

*-*-*

Houve tempo, apenas, de trancar a porta. O magnetismo entre os corpos não deixou margem para outras considerações.

Ambos ainda estavam quase inteiramente vestidos, a não ser pelas peças que atrapalhariam.

Prensado contra a parede da sala, Izuku rodeava o quadril do outro com as pernas, e se apoiava nos ombros dele.

O aperto forte que nunca abandonava suas ancas provavelmente deixaria marcas bem definidas dos dedos de Bakugou.

— Me viciei em você, está satisfeito agora? Não consigo parar de te foder...

Midoriya gemeu. O que as palavras de Katsuki — normalmente grosseiras, ameaçadoras, ofensivas ou, recentemente, obscenas — tinham de tão especial, ele não sabia, mas o efeito era ridiculamente imediato: o excitavam demais. E quando eram proferidas em tom rouco, era pior ainda.

— E você quer mais, não quer? Que mesmo depois de se recuperar do tanto que estou te arrombando, ainda dê para sentir uma fisgada por dentro toda vez que for resgatar algum figurante...nerd pervertido de merda...

Outro gemido, e um bem arrastado e vergonhoso. Bakugou adorava aquele som, e se arremetia nas penetrações com cada vez mais brutalidade.

E Izuku gemeu mais alto, ao ser atingido pelo orgasmo.

Katsuki prosseguiu movendo seu quadril no mesmo ritmo, indiferente à hipersensibilidade do corpo em seus braços. Buscava desesperadamente o próprio prazer, que não tardou a chegar — auxiliado pelas caretas deliciadas do outro, aflito pelo excesso impiedoso de estímulos.

Teve que fazer força para as pernas não fraquejarem, ou acabaria por derrubar os dois. Com cuidado, sentaram no chão.

Trocaram um olhar de pura exaustão. Por aquele dia, tiveram certeza que não aguentariam outra rodada.

*-*-*

Enquanto preparavam o jantar, o celular de Bakugou — que ficava ligado por mera conveniência, já que ele ainda não lembrava a senha — começou a vibrar.

— Atenda, Kacchan! Pode ser importante!

— Um bando de idiotas com apelidos estranhos tem me ligado. Deve ser só mais um deles.

— Apelidos estranhos? — Midoriya ponderou. Quase todos do círculo social de Katsuki recebiam algum tipo de alcunha.

— Tipo “olhos de guaxinim” e “cara de burro”.

— É assim que você chama a Ashido-san e o Kaminari-kun! Eles são seus amigos da U.A.! Devem querer saber como você está, mas talvez não tenham mais meu número.

— Foda-se. Eu não vou falar com um bando de extras de quem não me lembro.

Izuku se dignificou a olhar o nome do contato, ao contrário de Katsuki, que separava pratos como se nada estivesse acontecendo – até exclamações entusiasmadas preencherem a cozinha.

— É o All Might! Ele quer fazer uma vídeo chamada!

Atendeu sem pestanejar, apesar da adversidade de Katsuki, que não queria ser visto de avental sob circunstância alguma.

Os olhos de Midoriya brilharam quando o herói veterano surgiu na tela. Ele nunca deixava de agir como um fanboy incorrigível ao ver o ídolo.

— All Might!

— Boa noite, jovem Midoriya! – Ele abriu um sorriso surpreso ao ver que foi seu sucessor a atende-lo. — Como está o jovem Bakugou?

— Ele está aqui do meu lado! O Kacchan é tão incrível! E só não atendeu porque está um pouco tímido!

A explicação despertou os ânimos naturalmente exaltados de Katsuki, que agarrou a mão de Izuku e virou o celular para si.

— Tímido o meu cu! O que você quer, All Might?

O herói aposentado riu da reação desmedida.

— Vejo que está se recuperando rápido, jovem Bakugou!

— Até você está sabendo da minha amnésia?

— O jovem Todoroki me avisou, e depois o jovem Midoriya me manteve informado.

— Meio a meio fofoqueiro de merda! Por que tem que sair espalhando que eu fui idiota e deixei um extra de merda me atingir?

— Não é bem assim. Foi um acidente com individualidades, o que cedo ou tarde acontece com a maioria dos heróis. Fico muito feliz que a sua foi algo simples!

— Grande coisa. Só quero voltar logo a arrebentar a cara dos vilões!

— E voltará antes do que pensa! Até lá, espero que você e o jovem Midoriya possam contribuir trabalhando juntos na sua recuperação.

— Esse nerd deveria é me agradecer! Parece que só eu sei fazer uma comida decente neste lugar!

Izuku fez uma careta contrariada, mas não deixou de sorrir. Havia uma leveza perceptível nas palavras de Bakugou, que All Might também acabou por notar.

— Fico feliz que estejam se entendendo! — Comemorou. — Desde o incidente com o vilão de lodo, eu soube que esse dia chegaria!

— Vilão de lodo? Não lembro disso.

— Então é uma boa história para o jovem Midoriya contá-lo! Mas se quiser ouvir algumas minhas...

— É, desembucha aí, All Might.

Izuku entendeu que o momento pertencia aos dois, então retomou o preparo do jantar, enquanto ouvia All Might contar a Bakugou, cheio de orgulho dos ex-alunos, suas aventuras preferidas da carreira dos dois.

Os relatos trouxeram alguns flashes a Bakugou, nos quais lembrava coisas de relance — rostos, vozes, lugares...

Desejou que o herói veterano estivesse certo, e sua memória voltasse em breve. Queria descobrir logo que tipo de pessoa costumava ser.

*-*-*

Se All Might não lembrasse tão bem de toda carreira dele e de Izuku, eles poderiam ter começado a assistir aquele filme mais cedo.

Bocejou pela quinta vez em um intervalo de tempo ínfimo.

— Esse roteiro é um saco! Eles não saem dessa porra de floresta!

Sentiu um sobressalto no ombro, onde seu anfitrião estava discretamente adormecido. O olhar confuso denunciou que tinha acordado com a gritaria.

— Kacchan...aconteceu alguma coisa? — Ele perguntou, espiando os arredores, cauteloso.

O cabelo amassado, o rosto meio babado e a voz sonolenta tornariam impossível levá-lo a sério. E Katsuki não levou mesmo, porque estava muito ocupado se recusando a admitir que o coração falhou uma batida ao ver aquela expressão adorável.

Bufou para si mesmo e envolveu a figura preocupada, trazendo o corpo pesado para mais perto. A proximidade fez seu peito aquecer.

— Acho que eu dormi quando eles estavam na segunda expedição. Desculpa. — Midoriya explicou, se acomodando enquanto também bocejava.

— Vamos dormir de uma vez. Ganhamos mais do que assistindo esse negócio.

Nenhuma réplica depois, e Bakugou levava o outro nos braços. O sono era uma ótima desculpa, mas ele também estava um pouco preocupado com o estado dele no dia seguinte, depois do tanto que abusaram no sexo.

Não deixou de olhar o rosto sardento nem por um instante, com a sensação de que estava sendo ridículo por isso.

Depositou o corpo dele na cama e logo ocupou o outro lado. Foi abraçado, e agradeceu secretamente por isso.

Assistiu por algum tempo o sorriso sereno de Izuku, iluminado pela luz do abajur. Não queria parecer um stalker, e mesmo assim não conseguia desviar o olhar.

De repente as íris verdes surgiram, ainda não completamente visíveis por baixo das pálpebras. Talvez ele tivesse se sentido observado.

— O que foi? — Bakugou questionou.

Quase conseguia ver os pensamentos passearem na mente de Izuku — que parecia estar escolhendo as melhores palavras, um tanto incerto.

— Kacchan...quando sua memória voltar, você promete que vai lembrar de nós desse jeito?

Repentino. Muito repentino.

— De que jeito? – Buscou esclarecer.

— Realmente próximos, podendo mostrar nossos sentimentos sem medo. Com você me deixando estar aqui e me querendo por perto...

— Não faço promessas, perdedor.

— Mas faça essa para mim. Por favor!

Não julgava sensato prometer algo, especialmente porque tudo indicava que em seu estado normal, não se permitiria algo assim.

Porém, entendeu uma coisa: mesmo que Izuku o conhecesse, estava depositando esperança nele. E ele jamais decepcionava ninguém, disso tinha certeza.

— Óbvio que vou lembrar, porra!

Recebeu um sorriso imenso em resposta, e o brilho de algumas lágrimas que davam seus indícios.

— Obrigado, Kacchan!

— Não enche. Agora vê se para de choradeira e vai dormir!

Foi abraçado com mais vigor. Os olhos de Izuku se fecharam, e Katsuki estava tentado a assisti-lo outra vez.

Esticou o braço e desligou o abajur, ou não dormiria naquela noite.

Quando estava prestes a pegar no sono, confortável e relaxado, ouviu um sussurro:

— Eu gosto tanto de você, Kacchan.

Não sabia se o outro herói estava acordado ou também murmurava dormindo, mas adormeceu saboreando aquela declaração.

Jamais diria, mas também gostava muito dele.

Notas finais
Ironicamente, estou sem palavras huehue Até o próximo então xD