Eu Nunca Te Disse O Que Faço Para Viver.

2 Capítulo 2 - Não chego a tomar café


Notas iniciais
O Gabriel leu a fic e gostou, por isso começou a escrever uma também õ/ ele é macabro :P Espero que vocês gostem desse cap.!

Nossos queixos foram ao chão. Todos pararam e começaram a cochichar uns com os outros não entendendo a situação. Imediatamente vieram ao coração uma dor e medo: meu pai. Não contei, mas... eu não me lembro de minha mãe, meu pai disse que ela foi morar na Europa quando eu tinha 2 anos de idade e desapareceu, mas não acredito, pois se ela mora lá ou morou, porque nunca me ligou? Nem deu notícias? Meu pai nunca me contara. E por já ter perdido ela, não gostaria de perder meu pai em hipótese nenhuma. Ele trabalha ou trabalhava na minha escola, mas eu quase nunca via ele, já que a sala dele fica bem adentro da escola, na parte da secretaria. Comecei a pensar se ele estava vivo, não podia perder meu pai. Olhei para Larissa e Gabriel que estavam apavorados, e por incrível que pareça, Gabriel estava mesmo assustado, logo ele que adora coisas envolvidas com morte, sangue, violência e etc, e eu e Larissa também. Mas naquele momento vimos de verdade, e não nos agradou. O que seria aquela mancha? E onde estavam os funcionários da escola? Apenas nós, os alunos do primeiro ônibus a chegar estávamos ali, parados, tentando encontrar uma saída.

Olhei em volta, os poucos 40 alunos mais ou menos que tinham chegado com a gente no ônibus sairam correndo apavorados quando ouvimos um estrondo. Parecia algo se fechando ou batendo, uma porta de ferro talvez... estranho. Olhei novamente em volta e só sobrara ali eu, Larissa, Gabriel, mais uns 2 alunos que pareciam ser do 1º ano do EM que estavam paralisados e, AH!, tinha que ser... os estranhos do fundão: Annabeth, Percy, o que usa muletas qual é o nome dele mesmo... ah, Grover e Carol. Porque raios eles estavam ali, olhando para nós? Dessa vez encarei as duas meninas, não olhei para Grover, pois ele é estranho e nem para Percy, seus olhos são lindos por demais. Quando olhei para as duas pensei Isso com certeza deve ter ligação com vocês, né? Estranhos, sempre junto conosco, eu sei que vocês querem algo! e imediatamente uma coisa surpreendente aconteceu: veio não só uma, mas, duas vozes na minha mente. A primeira disse Não queremos machucar vocês três, somente protegê-los! e a segunda Acredite em nós, podemos ajudar e tirar a dúvida que mata vocês há meses.

Como assim? Proteger nós três? E, espera aí, eu falei com elas pelo pensamento? Ou foi ilusão? O que foi isso? Imediatamente revirei os olhos e disse para Lari e Biel:

–Temos de dar o fora daqui, aqueles estranhos não me cheiram a coisa boa mais... e, tive um momento estranho que explico pra vocês depois. — disse eu, baixo, para os quatro não escutarem.

–Mas, e o seu pai? Precisamos fazer algo, — como eu já disse, sair correndo — já pensou se ele está ferido? — disse Larissa.

–Olhe, sabem que sou pessimista, mas agora estou falando sério, os quatro estão vindo em nossa direção e... e... é melhor a gente dar o fora daqui... AGORA! — não esperamos Gabriel nos convencer, fomos atrás dele.

Os quatro vieram correndo nos seguindo, e nós atravessamos a rua, quase sendo atropelados pelos carros que passavam a toda velocidade nas duas pistas, ida e vinda, mas, graças a Deus, assim que atravessamos a rua, viramos à direita e depois à esquerda, fazendo com que Carol, Grover, Annabeth e Percy nos perdessem de vista. Eu ainda pensava na conversa, telepatia, que tive.

Foi ótimo, mas, só foi mesmo. Assim que viramos a esquerda e paramos para descansar, fomos encurralados, sabe por quem? Isso mesmo. Eles. Cara, como eles conseguem? Tem um rastreador em mim ou algo assim? Enfim, eles nos encurralaram e eu só torci para acabar logo, pois estava com fome, já que não teve o café da manhã na escola. Olhei para Larissa e Gabriel, estávamos achando muito estranho aquela situação.

–O que vocês querem? — Disse eu.

–Olha, vocês correm um grande perigo, todos os três, precisamos dar o fora daqui para um lugar seguro, onde possamos conversar melhor. — Disse o menino dos olhos verdes, Percy.

–É, e não tentem fugir, vamos seguir vocês até podermos conversar. — disse Annabeth.

–Okay, que tal entrar nessa cafeteria? Estamos mortos de fome, assim vocês nos contam logo o que querem. — disse eu com cara de desinteressada, afinal, estava com fome.

Todos concordaram, assim, entramos na cafeteria e pedimos café, leite e sanduíches. Enquanto aguardávamos, Grover batia os pés no chão ansioso, eu achava ele estranho, não sei, mas, sempre mexia as pernas, devia ser pelo fato de usar muletas... Carol olhava para nós e sorria, timidamente, porém, ansiosa. Percy olhava para o teto e para a rua, sempre assim. E Annabeth, observava tudo ao seu redor, com medo de algo. Então, Gabriel iniciou a conversa:

–Falem logo o que querem, não temos o dia todo! Vocês sabem sobre o fato ocorrido na escola hoje? Sabem, não é? Contem-nos, precisamos saber! Vocês sabiam que eu posso machucar vocês se não me contarem? — disse ele no estilo metralhadora.

Os estranhos do fundão riram e Percy disse:

–Ai ai.. — abafando o riso — okay, digamos que você possa me machucar, mas não será necessário. Vamos contar tudo. Bem, vocês tiveram nesses dias, grandes perigos ao redor, e muitos outros virão. O mais importante de tudo agora é que vocês tem que ficar conosco, sabe, é uma situação delicada, sei que não vão entender, mas já passei por isso — disse ele rindo, mas a situação foi interrompida.

Dois homens fortes entraram no café acompanhados de uma garota, ela tinha pintinhas no nariz e bochecha, cabelo grande castanho e era bem bonita. Imediatamente olhou para nós, e Annabeth nos olhou com uma expressão de precisamos sair daqui, urgente. Nos olhamos e no mesmo momento saímos delicadamente da cadeira e fomos na direção que estava escrito "Banheiros". Saímos como se fossemos mesmo ao banheiro, porém, os homens nos viram indo pra lá, e vieram com a garota.