Por Nina.

Na verdade, eu nunca entendi. Toda a minha família morava no Brasil e meu irmão morava em Londres, eles sempre deram a liberdade para Louis que nunca me deram. Tudo bem, Louis era mais responsável, mais certinho.

– Queremos que você vá morar com seu irmão – decidiu meu pai – vai ser bom para você passar uns meses.

– Como assim, eu vou pra Londres? – bufei – vocês sabem que eu não gosto de lá. Não há nada para fazer lá.

– Eu sei que você e seu irmão arrumarão algo, querida – disse mamãe confiante – faça suas malas, seu voo está previsto para amanhã.

Bufei, reclamei, fiz pirraça, gritei, chorei. Mas não tinha outra volta, ela teria que ir pra Londres. Ela teria que aturar o meu irmão reclamando, dando dicas desnecessárias sobre a vida e falando o quão perfeito ele era, ou quase isso. Louis sempre foi o queridinho, tudo era dele, tudo erapraele. Ele nunca houvera elogiado a menina, eram apenas exigências, fúteis e desnecessárias.

Arrumei as malas, colocando as roupas necessárias para aturar o frio de Londres. Logo, peguei no sono.

Acordei no dia seguinte aos berros de minha mãe, e faltavam apenas meia hora para meu voo. Pulei da cama, literalmente forçada, e fui fazer minha higiene matinal. Tomei um banho, coloquei minha roupa e fui até a cozinha beber um suco.

– O Louis estará te esperando no aeroporto – disse meu pai

– Grande coisa – bufei — então, vamos ou não?

Silêncio. Este predominou ao caminho do aeroporto, chegando lá abracei meus pais. Ambos falaram que me amavam, retribui e entrei no avião para destruir totalmente a minha vida.

Doze horas depois. Eu não aguentava mais ficar sentada, assim que o avião pousou logo parti para a saída, e peguei minhas malas. Finalmente pude esticar as pernas e pisar em terra firme. Acho que não seria tão difícil encontrar meu irmão... num aeroporto lotado, apesar de não saber a fisionomia de meu irmão depois de seis anos e meio.

Senti uma mão tocar em meus ombros e virei pra trás, meio que no susto.

Como minha pequena cresceu – disse o Louis sorrindo – senti sua falta todos esses anos.

Sorri e pulei em seu colo.

A verdade era que o Louis tinha o sorriso mais bonito que ela conhecia, ele era dono de um verdadeiro senso de humor, e o único da família que adorava cenouras, vai entender. Por mais que eu tivesse muitos ciúmes dele, era um ótimo irmão, e a confortava como ninguém. Eu o amava, e por mais que meus pensamentos fossem de extremo ódio, me dava muito bem com esse coelho gigante.

Vamos pequena – disse Louis– eu tenho muito o que te contar. São tantas coisas que aconteceram comigo desde que eu me mudei pra cá – sorriu o menino, super empolgado – e agora, você vai poder viver esse sonho comigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.