Eu Me Lembro
13 Capítulo 12 — Preciosa
Notas iniciais
Capítulo 12 — Preciosa
Por Angela Weber
Edward parou a história no momento em que falou do convite, falando que precisava beber água e perguntando se eu queria também.
— Mesmo com a comida queimada, você não achou que aquilo era um azar da sexta-feira 13? — questionei.
Eu não acreditava nem um pouco nessas superstições, mas eu sabia muito bem que haviam vários artistas que tinham superstições. Não seria estranho se Bella tivesse alguma.
Sebastian deu risada.
— Mamãe sempre queima a comida — contou ele.
— Ei, mocinho! Faz meses que eu não queimo nada — respondeu Bella com os braços cruzados. — Eu não sou tão ruim assim. É só que eu sempre faço alguma coisa ao mesmo tempo, ai me distraio e queimo.
— Por isso Edward cozinhou hoje?
— Sim — confessou ela. — Ele também é agitado, mas consegue focar quando está cozinhando.
— Quer continuar contando?
13 de junho de 2007
Bella Swan
Fazia muito tempo que não vinha ninguém diferente no meu apartamento.
Edward além de ser novidade, era ele. Eu queria que gostasse de mim.
Então passei o dia agitada, limpando o apartamento e colocando as coisas no lugar. Porém na hora de fazer o jantar deu tudo errado e eu consegui queimar a lasanha de um jeito que nada se aproveitava.
Ele chegou pontualmente e meu apartamento recém limpo cheirava a queimado, mas ver Edward com um pote que imaginei ser sobremesa e um buquê de tulipas fez tudo ficar em segundo plano. Ele era estonteante e estava aqui na minha porta.
Agradeci as flores, esclareci o cheiro de queimado e guardei a torta que ele havia feito na geladeira, além de abrir todas as janelas do apartamento. Nós descemos juntos para buscar comida e quando subimos, comemos com meu vinho favorito.
Mesmo no conforto de meu apartamento, Edward brilhava. Era tão agradável ouvi-lo falar, não queria que ele fosse embora.
Edward contava sobre uma sessão de fotos que ele tinha feito nessa última semana, o fotógrafo era meio excêntrico e ele achava que as fotos saíram todas engraçadas. Foi quando eu tive um impulso.
— Eu sei que ainda tá cedo pra pensar em um segundo encontro, mas você quer ir no meu próximo show? — perguntei.
O olhar que ele me lançou, fez todas as borboletas no meu estômago dançarem. O sorriso crescendo aos poucos, eu mal conseguia respirar.
— O encontro nem acabou e eu também já quero passar mais tempo com você — confessou ele. — Quando vai ser?
— Na próxima quinta, é um pocket show patrocinado por uma marca de refrigerantes. Só vão os fãs sorteados e uma dúzia de pessoas influentes — contei.
— Eu entro como fã ou como pessoa influente?
— Você entra como meu convidado.
Meu coração não aguentava esses sorrisos.
Edward estava livre no dia do show, então combinou de passar para me buscar para irmos juntos.
Nós terminamos o jantar no mesmo clima e eu sugeri que comêssemos a sobremesa — sua torta e meu sorvete — no sofá.
Ele me ouvia contar sobre a turnê, todo meu sentimento sobre conhecer novas culturas, fãs diferentes, o prazer de cantar para tanta gente. Edward me ouvia com atenção, comentando sobre os países que ele já tinha visitado e os que ele ainda queria conhecer.
A forma como ele prestava atenção em mim era lisonjeira, minhas bochechas estavam coradas pelo vinho, mas eu sabia que sem o álcool eu também ficaria corada daquele jeito. Fazia eu me sentir realmente bonita.
Parei de falar, perdida em seus olhos verdes e ele começou a se aproximar de mim. Por sorte, a sobremesa e as taças estavam longe de nós quando toda a distância entre nós foi embora.
Edward segurou meu rosto com delicadeza, criando expectativa ao roçar seu nariz no meu. Meu coração acelerado pedia por um beijo, mas mesmo assim eu deixei com que ele tomasse a frente.
Quando ele finalmente me beijou, foi suave, delicado e carinhoso. O tipo de beijo que quando acaba, você suspira e se sente preciosa demais.
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