Eu, Lua

4 Novidades na Terra


Notas iniciais
Olá leitores! Mais um capítulo dessa vez trazendo os personagens da Terra!

Domingo, 20 de Janeiro 2082

*POV Narrador*

Não crie tempestades em sua vida se não pode se proteger delas, já dizia o avô de Tarya, Kamekua. Se for preciso das tempestades para proteger algo ou alguém, eu enfrentarei sem medo, respondia Tarya ao avô. Os dois, teimosos, nunca conseguirão se entender neste quesito. Kamekua odiava guerras, achava inútil, e sempre dava um sermão para que os Ean não batalhassem. Tarya sempre gostou de mostrar seu poder para os inimigos, por isso a guerra era importante para ela, desde que a vitória dos Ean fosse garantida.

*POV Susako*

“Para onde foi a Lua?”, dizia o título da notícia publicada no The New York Times. Logo abaixo, a manchete: “Lua desaparece durante 1 hora e meia. Será um fenômeno natural desconhecido por nós?”. E enfim a notícia:

“Neste domingo, 20 de janeiro, ocorreu um fenômeno inusitado para nós, seres humanos. A Lua desapareceu por quase 1 hora e meia, e depois retornou aos céus. O que teria acontecido?

Cientistas da NASA que estavam observando os céus, descreveram o ocorrido...“Nunca avistamos nada igual a isso. No momento do desaparecimento nós vimos a Lua se desmanchar em pequenas partículas, pareciam cinzas. Ficamos observando o céu, até que alguém me chamou para ver que as cinzas estavam se juntando para formar a Lua, uma hora e meia depois do ocorrido. O estranho, é que essa Lua que voltou tem uma tonalidade mais acinzentada e não brilha tanto como a Lua de antes. ”, diz Robert Larson, astrólogo da NASA.

“Foi inesperado, ficamos indignados na hora. A Lua simplesmente sumiu do mapa. Tentamos ver se havia alguma coisa na frente da Lua ou se algo estava fazendo sombra, mas confirmamos que não havia nada. Essas pequenas partículas eram realmente da Lua...a Lua sumiu! ”, completa o cosmólogo da NASA Phill George.

A NASA ainda vai investigar com mais calma o caso. A única confirmação é de que não havia nada escondendo a Lua, ou seja, é verdade que ela própria se desintegrou e reintegrou. ”

— Hiroshi, você leu essa notícia no site do The New York Times? — perguntei surpreso.

— Que notícia? — ele indagou franzindo as sobrancelhas.

— A Lua sumiu por uma hora e meia no céu! Evaporou! — contei apressadamente.

— O que? Você só pode estar brincan...

— Não. — interrompi sua fala — Leia isso! Como a NASA poderia brincar com um acontecimento tão chocante? — abri a página de notícias no computador para ele.

Hiroshi ajeitou o óculos e começou a ler atentamente a notícia. Depois que terminou me olhou surpreso do mesmo jeito que eu estava.

— Co...como? — ele murmurou praticamente sem palavras — E ela voltou mesmo? — ele disse se levantando da cadeira.

— Dizem que sim. Vamos lá fora. — disse correndo junto a ele para a saída do CPA.

O CPA (Centro de Pesquisa Alienígena), era o lugar em que passávamos a maioria do tempo. Madagascar tem poucos habitantes, consequentemente, tem poucos lugares legais para passar o tempo, tirando as belas praias com o mar mais cristalino que já vi. Nós tínhamos tudo que você imaginasse. Equipamentos para examinar o alien, celas especiais com escudo anti-bomba, anti-lazer, anti-tudo, tranquilizantes poderosos, laboratórios para estudar as células e outras coisas, e a sala de tecnologia que fica cheia de equipamentos como o de detecção de aliens. E porque aqui em Madagascar? Enfim...desde 2020 pessoas dizem ver alienígenas, óvnis, ou qualquer coisa do gênero nessa região. Um centro de pesquisa que fica em Nova York financiou então esse centro aqui em Madagascar em 2075 recrutando os melhores ufólogos que trabalhavam na faculdade do Japão para vir trabalhar aqui por um tempo. Eu aceitei na hora, afinal, meu sonho sempre foi ver um alien, mas no Japão eu tinha certeza que nunca iria aparecer um. Aqui é diferente, é um lugar sossegado e com lugares inabitáveis.

— Ali está ela! — Hiroshi disse apontando para a Lua.

— Estranho... — eu disse vendo a coloração dela — Está mais cinzenta...sem aquele brilho bonito.

— É verdade. — ele falou observando ela atentamente.

— Ah, já ia me esquecendo! — murmurei colocando a mão na testa — Hoje é o meu dia de investigação. — falei andando de volta para o CPA.

O dia de investigação era cumprido por todos da CPA. Uma lista era feita, e um membro faria uma análise em todos os locais listados para observar se havia algo de errado ou esquisito no local. Houve um sorteio onde decidimos a ordem dos membros, e então apenas um membro por dia seria responsável por isso, e de preferência deveria ir no período da noite. Hoje, pela ordem, é o meu dia. Tudo que precisávamos levar era um walkie-talkie, uma prancheta com um papel onde marcávamos se houve anomalias ou não, uma arma tranquilizante menor, uma lanterna, e um binóculo.

Já estava preparado para partir, então entrei no jipe e acenei para Hiroshi.

— Não esquece que esse acontecimento da Lua sumir pode ter haver com algum fenômeno alienígena. — ele disse enquanto eu pegava a chave do carro.

— Claro. Vou ficar de olho. — falei ligando o motor — Até mais.

Olhei a lista e vi que o primeiro local seria bem próximo da CPA, em uma floresta que costumava ser bem escura e sempre com névoa. Quando cheguei lá desci do carro e liguei a lanterna. Os únicos sons que eu escutava era dos grilos, das corujas e das minhas pisadas nas folhas mortas do chão. Olhei para o céu e vi um ponto amarelo. Acho que era uma estrela cadente. Peguei o binóculo e observei que na verdade esse objeto amarelo estava caindo aqui na Terra, porque ele estava aumentando, e caía numa velocidade absurda. Continuei observando e imaginei que esse objeto cairia no mar...mas chegou a um certo ponto, que ele já estava bem perto de mim. Eu entrei no carro e acelerei do lado contrário. Poderia ser um meteoro? Uma estrela como eu pensava?

Já estava a uma distância razoável quando vi o objeto cair e a terra tremer feio. Uma luz amarela se dissipou por todo o local, foi aí que eu parei o carro e vi a fumaça invadir toda a floresta. Estava tossindo sem parar. Liguei a lanterna novamente e levei a mochila comigo. Quando a fumaça já estava se abaixando, eu consegui chegar no local. Um buraco enorme se abriu no chão. Estava impressionado. Eu procurei pedaços de meteoro no chão, mas não achei nada. Foi quando eu iluminei bem no buraco, e vi um vulto atrás da fumaça. Eu congelei totalmente.

“Estava no meu quarto brincando com um boneco de alienígena, quando minha mãe abriu a porta.

— Filho! Eu já te chamei várias vezes para almoçar! — ela disse me pegando no colo.

— Mamãe...eu já tava indo. Mas esse marciano tava precisando de mim! — respondi colocando ele na prateleira.

— Você e esse boneco...nunca vi alguém gostar tanto de alienígenas. — ela disse me levando para a mesa.”

Aquele vulto era um corpo. Eu não acreditei...seria o primeiro membro da CPA a achar um alienígena?! A realizar o meu maior sonho?!

Quando a fumaça baixou eu pude ver o buraco de quase 4 metros, e um corpo azul. Escorreguei tipo esqui-bunda e olhei para o corpo. Já estava armado, mas pelo jeito o corpo não se mexia, devia o alien devia estar desmaiado. Estava bem ferido, na região do estômago, e ao lado, tinha um pedaço de metal, parecia uma parte de uma armadura. Coloquei uma luva e peguei o pedaço de armadura. Teríamos que levar de amostra para ser examinado. Fechei o saco plástico com o pedaço da armadura e quando olhei de volta percebi os seus longos fios brancos. Podia ser uma mulher...bom, não descartaríamos todas as possibilidades, mas eu entendi que era uma mulher. Ela respirava com dificuldade e eu pensei que era nossa chance de investigar um alienígena, então deixar ela morrer agora ia ser a pior coisa. Peguei o walkie-talkie com as mãos trêmulas.

— Câmbio! Alguém?! É urgente! — eu gritei e esperei algum sinal mais só ouvia chiados — Alguém está aí?! — perguntei novamente mais ninguém aparecia.

Depois de um minuto eu escutei a voz de alguém.

— Câmbio! Aqui é o Tanashi. Está tudo bem por aí, Suzako? — ele disse com a voz de preocupação.

— Câmbio! Olha, é urgente, chame o Hiroshi, depois eu te explico o que está acontecendo! Chame o Hiroshi, entendeu?!

— Câmbio! Tudo bem, vou chamar! Câmbio, desligo!

Enquanto Hiroshi não entrava na linha eu observava a alienígena...parece que seus ferimentos foram graves...e ela ainda aguentou essa pancada na Terra em alta velocidade...ela é realmente forte.

— Câmbio! Hiroshi na linha! O que aconteceu, Suzako?!

— Câmbio! Venha rápido para floresta escura com uma rede de caça. De preferência a mais forte que tiver!

— Câmbio! Porque, o que você encontrou?!

— Câmbio! Uma alienígena! Corra para cá! — eu disse escutando chiados — Hiroshi?! Hiroshi, responda!!

Eu pensei em tão que ele já devia estar a caminho. Me aproximei dela com medo de encostar e ela acordar. Mas a vontade de tocar na pele dela falou mais alto. Quando toquei senti sua pele lisinha com aspecto de porcelana...ela ainda estava desmaiada. Aproveitei que já tinha tocado nela e olhei sua pulsação no pulso. Estava normal na minha opinião, mas daqui a pouco ela iria diminuir bruscamente.

Notas finais
Por favor, não me deixem desistir da fanfic, então comentem e favoritem (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.