Eu, Lua
1 Capítulo 1 - O começo de um fim?
Notas iniciais
Boa leitura! XD

*Narrador*
Desejo...uma falta, carência, vazio...um estado negativo a ser satisfeito. A vida é gerida por um constante fluxo de desejos. Muitos desejos nos levam para o abismo, pelo simples fato de que desejos são inimigos da valentia e da inteligência. Desejos não são necessidades. Eles nos cegam. Isso porque certos povos não dão valor ao que tem. Eles dão valor ao que se deseja.
*POV Tarya*
Estava trançando uma mecha de cabelo branco, como sempre fazia toda manhã. Assim que terminei, corri em direção ao armário. Vesti meu colã bege de manga comprida, minhas botas brancas que vinham até o joelho, minha armadura de ferro por cima e meu cachecol rosa antigo.
Assim que lembrei fui a procura do meu colar na gaveta. Tirei ele de lá e vi o brilho dele atingir todo o quarto. Tinha um pingente de meia lua, já meio desgastado por conta do tempo, e uma corrente de prata um pouco enferrujada. Coloquei ele do lado contrário, pois o colar só fazia efeito se estivesse do lado certo. Os mitos dizem que esse colar surgiu desde a época da Eywa'eveng, mulher que deu origem ao nosso planeta Ean. Somente herdeiros da Eywa'eveng conseguem usar este colar. Ele tem o poder de te transformar na Welun (Lua). Toda vez que você não está usando este colar, alguém encaminhado para te substituir vira a Welun. Porém dá para diferenciar a Lua original da substituta. Essa Welun (Lua) substituta é mais escura e não é tão brilhosa quanto a Welun original. Mais não é só isso que o colar faz. Quem tem esse colar garante sua imortalidade após cumprir a vida lunar, geralmente de 30 anos. Ou seja, se eu utilizar meu colar um pouco por dia até completar 30 anos (262.980 horas), me tornarei imortal. É como se eu tivesse que cumprir o destino que Eywa'eveng traçou para mim, para ganhar uma recompensa da mesma. Esse é o objeto mais precioso de Ean, por isso nós protegemos este colar a qualquer custo.
Tive a ideia de esconder o colar embaixo do cachecol e do colã, acho que assim seria difícil alguém perceber que eu estou usando ele. Aproveitei que estava próxima a minha penteadeira e coloquei minha coroa. É totalmente banhada a ouro 16 quilates (ou seja, tinha 16 partes de ouro puro das 24), diferente da coroa da rainha, banhada a ouro 24 quilates (uma coroa totalmente de ouro puro). Coloquei também minha tiara na testa que todas as mulheres da realeza usavam, na maioria dos planetas. O que diferencia a tiara de planeta para planeta é apenas a cor da gema, no meu planeta, a gema da tiara é azul, simbolizando o ideal, o sonho e a delicadeza.
Já estava quase pronta, só faltava uma coisa...a minha arma lazer que não usava a alguns meses. Ela era uma das melhores que existiam, por isso só usava ela em ocasiões extremas. Abri meu armário puxando uma caixa branca que estava no fundo da última gaveta. Abri a caixa branca encontrando um baú com um cadeado. Peguei a chave que escondia em um dos meus sapatos e abri o cadeado. Levantei a tampa do baú vendo a luz verde da arma bater sobre o meu rosto.
Depois de alguns minutos cheguei na sala de comando do meu pai, Talion, o rei de Ean.
— Ava'yorn, opsola Talion. Si mi krathin. [ Olá, pai Talion. Estou pronta. ] — falei assim que cheguei na porta.
— Si tir ti vucot svabol astahii tuor. Naktada irthos halkvri jaka. Vur sjek astahii tuor dout tahwak? [ Não sei o que eles querem. Mantiveram segredo até agora. E se eles quiserem nosso colar? ] — ele perguntou apreensivo.
— Wer tahwak ui trelkvi shivia. Si tuor ekess slathalin vur show batobot pamon geou clax batobot mojka de udoka! [ O colar está muito bem guardado. Eu quero lutar e mostrar que ninguém vai tirar isso de nós! ] — respondi confiante.
— Si tir ti vucot, yth zhaan vern rik. [ Não sei, corremos sérios riscos. ] — ele disse, ainda preocupado com a guerra.
— Opsola, si inglata wux! Pamon geou itrewic nomeno tahwak! Ilfis! [ Pai, eu lhe prometo! Ninguém vai pegar esse colar! Ninguém! ] — falei depositando um beijo na testa dele — Enel ve. Si geou tir wer posile vur wer inposile. [ Confie em mim. Vou fazer o possível e o impossível. ] — terminei olhado para a janela para ver se havia algum sinal de inimigos.
— Kruth, sia hianag. Si enel wux. [ Ok, minha filha. Eu confio em você. ] — ele diz segurando minhas mãos geladas.
Ouvimos algumas batidas na porta.
— Confn persvek. [ Entre. ] — meu pai murmurou se levantando da cadeira.
— Jacida majesty daar talion, wer irlymi re aprchi. Mobi tepoha coanwor dtect. [ Vossa Majestade Rei Talion, os inimigos estão se aproximando. Já foram detectados. ] — um guarda disse se ajoelhando na porta.
— Vinxa. Kepla'nas wer shaltic persvek wer comen ugyoti. [ Obrigada. Prepare as tropas nas posições combinadas. ] — ele ordena saindo da sala junto comigo — Wux confn mrith ve, Tarya. [ Você vem comigo, Tarya. ] — Talion diz se direcionando a base mais alta do nosso palácio, aonde se localizava uma enorme varanda com os equipamentos de guerra necessários.
Subimos as escadas rapidamente pois o inimigo poderia chegar a qualquer momento. Quando chegamos no topo haviam três naves grandes se direcionando para cá.
— Re astahii!! Wer Nasir! [ São eles!! Os Nasir! ] — berrei descontroladamente.
As naves pararam e ouvi um silêncio desagradável. Respirava ofegante por subir as escadas muito rápido. Foi quando eu percebi que as três naves inimigas acionaram mísseis que estavam se direcionando para a minha base...fechei os olhos...e segurei o colar com força.
Notas finais
Por favor, não deixem de favoritar e comentar, é muito importante o comentario de vcs (:
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