— Seremos parentes da família real, que massa! – o Emmet diz para Rose quando eles adentraram a minha casa.

— O quê?

— Emmet, você prometeu a Marianne em manter a boca fechada.

— Que diferença faz Rose? Se essa notícia já está a caminho.

— Do que estão... — desisti de terminar de perguntar quando vejo Isabella, Marianne( que também pegamos o hábitos de juntar os nomes das minhas filhas), Enhe e seu imprint Juan, e seu filho Enzo se aproximar.

— O que está acontecendo Isabella? Porque o escudo está em volta da mente de todos?

— Porque queremos que você apenas se concentre no que Enzo tem a dizer.

— Sou todo ouvidos. – não consigo evitar em soar irritado, eu odeio quando Isabella usam seu escudo nos outros.

— Senhor Cullen.

— Desde quando me chama assim? Sabe que eu não sou dado a essas cerimônias.

— Sim, mas acho que o momento pede.

— Desembucha garoto, você foi criado em parte aqui na minha casa, já que você e minha filha cresceram juntos.

— Senhor curioso apenas escute o que ele quer dizer.

— Está bem, vou ouvir.

— Agora começa o show de verdade.

Olho para Emmet tentando entender o que ele quis dizer com isso.

— Emmet! – Rose o repreende.

— Qual é ursinha? Você vai me dá razão de ter vindo assistir isso aqui.

— Emmet, calado! – Bella soa autoritária.

— Então senhor Cullen. — Enzo chama minha atenção para si quando Emmet enfim fica quieto- Eu e Gabriel e Marie e Anne acabamos de sofrer o imprint, e queremos tornar oficial nossa união, contando com a sua benção, da Isa e Bella e meus pais em uma cerimônia no início da primavera.

— Escutem bem Enzo e Gabriel (incluí o lobo nessa, afinal eram dois genros que eu teria a partir de agora)- o ouvi engolir a seco pelo meu tom sério e duro- cuidem bem das minhas filhas, ou do contrário não vou me importar nem um pingo de vocês serem da realeza. Vocês vão se ver comigo. Estamos entendidos? – digo me aproveitando da vantagem de ser mais alto que Enzo para intimidá-los ainda mais.

— Sim... Sim senhor.

— Bom... Muito bom Enzo e Gabriel. — dou um tapinha no ombro dele, fingindo camaradagem, eu gosto deles, mas como sogro, o modo pai protetor foi ativado.

— Pensando de novo no pedido de bênção do Enzo Gabriel?- diz Marieanne ao adentrar na sala.

— Como sabem?

— Você sempre fica com uma expressão de poderoso chefão no rosto.

— Ah. — digo simplesmente. Mas realmente me senti assim naquele momento.

— Não acredito que tenha reagido daquela forma papai. Sério ameaçar Enzo Gabriel? Você praticamente criou o Enzo como filho, do tanto de tempo que ele ficava durante a infância e adolescência aqui em casa devido nosso laço de amizade. E conhece Gabriel como ninguém também, já que o conhece desde quando ele apareceu na mente de Enzo. Você testemunhou isso acontecer, a primeira transformação, tudo pai.

— Eu sei Marieanne, mas meu instinto protetor de pai falou mais alto naquele momento, eu tinha de assegurar o bem- estar e a felicidade de vocês. Entenderão isso no dia que forem mães. E agora vem aqui. — abri meus braços- Eu senti saudades de vocês . – eu a abraço apertado.

— Também sentimos papai.

— E onde estão Enzo Gabriel?- digo quando nos sentamos no sofá.

— Foi ver os pais deles. Mais tarde eles aparecem por aqui. E cadê minhas mamães?

— Treinando, sabe que elas amam essa função de comandar a guarda da realeza junto com Jasper, mas não mais do que nos ama, então tenho certeza que logo elas aparecem aqui, quando receber a notícia que com certeza já se espalhou que os príncipes e as princesas Black Romeno voltaram da lua de mel.

Marianne faz uma caretinha, elas não gostavam muita dessa atenção sobre elas, mas eventualmente elas teriam que se acostumarem com o título e os deveres que vem acompanhados do título de princesas dos Quileutes e dos vampiros, recebidos ao se casarem com Enzo e Gabriel.

— E então como foi à lua de mel?

— Quer mesmo saber pai?

— Não essa parte Marianne. — eu sibilo e elas riem- Mas o que acharam da viagem ao Brasil, gostaram?

— Sim, achamos incrível, é tanta diversidade natural! Ao contrário de toda essa neve aqui no Alasca, porque minhas sogras escolheram aqui para estabelecer o reino?

— Por causa dos vampiros. Nossa pele brilha ao sol, e elas queriam um lugar que os vampiros também se sentissem bem.

— Incrível como Ehne e Duena conseguem pensar até nós mínimos detalhes para zelar pelo bem-estar de todos. Nos desculpe papai, fomos egoístas em não pensar nos vampiros como minhas sogras fizeram.

— Está tudo bem, vocês não tem restrição ao sol, então é natural não pensar nisso, fico feliz que também não tenham herdado isso de mim.

— Pare com isso papai.

— Parar com o que?

— De se desculpar por ser vampiro. Você é como qualquer outra espécie desse planeta, que tem suas peculiaridades como todas tem.

— Hum...

— Pai, não é errado ser vampiro. Deixe o estigma que criaram sobre vampiros ir...

— Vocês estão certa minhas filhas.

— Nós sempre estamos certas papai.

— Convencidas! — digo e elas riem.

— Igualzinhas ao pai delas. — rebatem Isabella brincalhonas entrando na sala.

— Mães! — Marieanne diz saltando nos braços de Isabella.

— Saudades de vocês filhas. — dizem Isabella abraçando-as apertado.

— Mamãe Isa vamos fazer papai comer poeira?

— Ei! Eu nunca fico para trás, apenas nos segundos que minhas filhas trapaceiam na contagem.

— Não trapaceamos não papai.

— Trapaceiam sim. – rebati.

— Tal pai, tal filhas, não é senhor curioso?

— Eu não trapaceio Isabella.

— Te conhecemos trapaceiro, não mentiroso.

Eu abro a boca, mas me calo sem argumentos. Pois, eu trapaceava nos jogos.

Saímos de casa e Bella deixa Isa assumir sua forma. Marie dá lugar a Anne, uma loba branca como a mãe, mas se diferenciavam por conta da cor dos olhos serem azul.

— No três. – digo e elas assentem.

—1, 2... – e Anne corre antes do três.

— Não te disse. — Isabella me diz pelo link mental.

Eu apenas ri, Isa começa a correr, começo a correr em seguida e logo nós três estamos correndo lado a lado.

É ao que parece nunca saberemos quem é o mais rápido dos três. Mas realmente não nos importávamos em descobrir isso, apenas curtimos nossos momentos em família e é muito bom saber que teríamos esses momentos para todo sempre.

Notas finais
E aí valeu apena ler essa história?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!