Eu Ficarei Ao Seu Lado
5 Capítulo IV- Confusos.
Notas iniciais
Pov de Edward
— Bella eu... eu sinto muito,com licença!
Saí de lá praticamente correndo, se ficasse mais um minuto naquele local pequeno tendo-a tão perto, sentindo o calor do seu corpo, não conseguiria me controlar, iria agarra-la e faríamos amor em cima daquela pia ou grudados na parede.
Controle-se Edward, dizia a mim mesmo.
Não queria assustá-la, já não foi fácil convencê-la a vim morar comigo. Não queira afugentá-la.
Será que ela percebeu que eu estava excitado? Mas como não ficar, com aquela visão?
Eu tive vontade de beijar todo seu corpo, senti inveja da água que o percorria, que descia por seu alvo pescoço e colo, caminhando entre a fenda de seus cumes, tocando seus seios rosados, me vi enlouquecido de desejo, queria passar minha língua em suas dobras para prová-la.
Céus ela era tão pequenina.
Tão... Gostosa... A visão do paraíso.
Droga!!
O que estou pensando, devo ser mesmo um pervertido.
Não devo e nem quero pensar nisso, não agora.
Mas não consigo expulsar os pensamentos que me dominam minha mente e comandam meu corpo, só consigo me imaginar todo enterrado dentro dela, sendo premiado com seus gemidos.
Céus!!!
Que inferno por que isso foi acontecer logo hoje?
Seu primeiro dia aqui.
Resolvi colocar uma água no fogo para fazer um macarrão, tentaria ocupar minha mente com alguma coisa que não fosse Bella nua embaixo de mim.
Logo ela sairia do banheiro e eu não queria demonstrar o quão afetado estava,o apartamento é pequeno, não teria como ficar me esquivando dela.
Oh merda, teria que me esforçar muito quanto a isso, tê-la tão próxima de mim, seria uma tortura.
Ocupei minha mente com o preparo da nossa refeição.
Não demorou muito, ela saiu do banho, me atingindo em cheio com seu cheiro de morango, fazendo-me fechar os olhos com força para tentar recuperar o último fio de controle que me restava.
— Terminei Edward, pode ir tomar seu banho.
Foi em direção ao quarto.
— Já vou, deixe-me terminar nosso jantar.
— Pode deixar que eu termino, tome logo seu banho e jantamos juntos.
Não pensei duas vezes, Vi ali a oportunidade de fugir de seus encantos.
— Certo,estou indo.
Vou tomar um banho gelado para aplacar o fogo que você colocou em mim e vou sentar nessa mesa e jantar com você, enquanto fingimos que nada aconteceu,completei em pensamento.
Peguei minhas coisas pessoais que estavam no sofá e fui para o banheiro.
Tomei um banho gelado sentindo a água fria desfazer os nós de tenssão, e diminuir o tesão que tomava meu corpo... Foi difícil, pensei em mil e uma maneiras de fazer amor com ela naquele banheiro, embaixo do chuveiro, na sala, cozinha. Tive que ficar embaixo d'água por muito tempo, não demorou muito para que com o desejo acalmado, percebesse que estava com fome, e sono.
Ela estava na cozinha terminando o jantar quando sai do banho. Fui ao quarto e me troquei.
Quando cheguei à cozinha, a mesa já estava devidamente posta para dois, tinha uma fina toalha de linho, cor de vinho e a porcelana parecia de uma ótima qualidade, ela tinha bom gosto. Bom, essas coisas deveriam ser de sua mãe, então a mãe dela tinha um bom gosto.
Apreciava isso em algumas mulheres, minha mãe sempre foi bem refinada e bem instruída a cuidar de uma casa.
Acho que a mãe da Bella também era assim e consequentemente ensinou tudo a filha.
Tinha arrumado o resto das roupas de mesa no armário, as louças e eletrodomésticos já estavam todos organizados na cozinha.
Era rápida, ou eu que demorei no banho?
— Quer ajuda?
Assustou-se com minha presença.
— Escorre o macarrão, por favor? O molho já está pronto.
Escorri e coloquei o macarrão na travessa indicada, Ela despejou o molho por cima,depois o queijo ralado.
Pega o suco Edward, por favor.
— Suco?
— Sim, eu fiz suco, tá na geladeira.
— Nossa eu devo ter demorado um século no banho não é?
— Não... kkk... Eu comprei polpa de fruta lembra? È só bater no liquidificador.
— Ah tá, vamos jantar?
— vamos sim
Sentamos à mesa e nos servimos.
Jantamos em silêncio, volta e meia Bella me pegava olhando-a, e eu a pegava olhando pra mim também. Nenhum dos dois tocou no assunto "quase pegada no banheiro"
Apaser do silêncio, o clima era agradável.
Quando terminamos, ela levou os pratos para a pia e eu retirei a mesa, limpei tudo e recolhi o lixo.
Bella brigou comigo porque eu não queria que ela lavasse os pratos, então ficou combinado que cada um lavaria um dia, e aquele dia seria dela “a teimosa”.
Fui para sala, liguei a TV, mas não prestei atenção no que passava, sentado no sofá fiquei pensando como a minha vida mudou de uns meses para cá.
Passei por situações emocionais das mais diversas.
Mas naquele momento eu estava feliz, pois eu tinha um anjo em minha vida.
Sorri involuntariamente, percebi que em pé, encostada ao batente da porta, Bella me observava.
— Que foi? Vai ficar aí, senta aqui.
Sentou-se ao meu lado.
— Agora é sua vez Edward Cullen, me conte sua história. Você é um homem bem educado, tem bons costumes e princípios, não me parece ser um nativo desse local, o que te trouxe até aqui?
Perceptiva. Olhei em seus lindos olhos verdes.
— Vou te contar tudo meu anjo.
Ela corou e eu não me importei. Era isso que ela era para mim. Era assim que eu a via. Era assim que ela merecia ser chamada E era assim que eu a chamaria.
Vamos lá,preparada para grandes emoções? Sorri timidamente.
Confirmou com a cabeça e virou seu corpo totalmente em minha direção.
Comecei a contar a minha história de vida. Assim como ela confiou em mim eu também confiaria nela.
Quando contei que minha mãe havia morrido, e eu não estava lá porque estudava feito um louco para satisfazer as vontades do meu pai, ela chorou. Também chorou quando falei que Carlisle tinha me colocado para fora de casa porque decidi fazer faculdade de música.
Eu já estava constrangido em estar fazendo-a chorar.
— Você é mais lindo do que pensei Edward.
Isso me pegou de surpresa. Lindo eu? Não Bella, você que é linda.
— O que? Porque diz isso?
— Porque digo isso? Porque mesmo com todos esses problemas, com toda essa situação ruim em que se encontra, ainda assim se preocupou comigo e atravessou aquela rua correndo para me salvar.
— Bella, eu não poderia deixar nada de mal acontecer a você, simplesmente não poderia.
Algo surgiu rapidamente em seus olhos e na mesma rapidez sumiu, não pude distinguir o que era.
— Eu sei, você é uma boa pessoa, eu entendi. Você faria isso por qualquer um que precisasse.
Como ela poderia pensar que eu faria isso por qualquer um? Eu fiz por ELA.
— Não, quer dizer acho que faria, mas eu fiz porque era você.
Ela, meu anjo. A mulher que eu observava a dois meses, que me deu inspiração para compor.
Já estava cursando a faculdade de música antes mesmo de falar com meu pai, mas não tinha tido coragem de dizer isso a ele.
Eu tinha que apresentar uma composição minha na faculdade e toda aquela situação a qual me encontrava, não estava me ajudando em nada.
Não conseguia compor, acabei me mudando para cá e já estava desesperado, quase voltando atrás em relação a minha decisão, quase pedindo desculpas ao meu pai, quando ao olhar pela janela, eu a vi. Triste, cabisbaixa, melancólica.
Era linda, mas ao mesmo tempo triste.
Encantei-me com sua beleza, mas sua tristeza me intrigava.
A partir desse dia não conseguia ficar sem olhá-la.
Todos os dias eu a via da janela do meu quarto.
Parecia um anjo.
E assim eu passei a chamá-la. E comecei a compor.
Isso me fez lembrar da letra escrita por mim, guardada na gaveta da estante. ainda faltava a melodia.
Fui tirado dos meus pensamentos quando a ouvi dizer:
— Edward... Edward está me ouvindo?
Vou dormir, estou cansada, amanhã preciso pensar no que fazer, mais uma vez obrigada por tudo e tenha uma boa noite.
Levantou-se apressada e foi em direção ao quarto.
O que foi que eu fiz?
— Bella?!!
Não olhou para trás.
— Certo, boa noite.
Fui até a estante, peguei o rascunho com a letra da minha canção.
Descreve perfeitamente o que sinto por ela, e o que ela representa para mim.
Decidi ir dormir, não sei o que deu nela pra sair correndo.
Mulheres!
Já estava tarde, eu estava cansado e amanhã teria que dar um rumo à minha vida.
POV Bella.
Quando Eduard saiu correndo do banheiro, tive vontade de agarra-lo.
Eu queria que ele me pegasse, me beijasse e...
Deus do céu!!
Tinha que me controlar, não queria que ele pensasse que eu era uma garota fácil, que o agradeceria por ter me ajudado, me entregando a ele sem pudores.
Mas eu queria me entregar sem pudores.
Esse desejo era como fogo me consumindo até os ossos, e meu baixo ventre contorcendo-se denunciava isso.
Pare Bella, está parecendo uma vadia, minha mente gritava.
Acabei tomando um banho gelado para aplacar o fogo que me consumia.
Edward estava na cozinha, pelo cheiro delicioso,estava fazendo algo para comermos.
Fiz questão de terminar nosso jantar enquanto ele tomava banho, queria demostrar que estava tudo bem, mas não estava.
Demorou no banho e eu nem queria imaginar o porque.
Tive tempo de guardar todas as coisas no lugar e ainda fazer um suco para nós.
Foi quase impossível não sentir seu cheiro gostoso quando ele chegou na cozinha querendo ajudar.
Eu tinha que me controlar.
Já tinha posto a mesa para nós dois, tudo ornamentado com as louças da mamãe, percebi que não passou despercebido por Edward. Ele com certeza era um homem refinado, e percebeu os valores das peças usadas, mas além dos valores financeiros, também eram de valores sentimentais inestimáveis. Por isso não conseguir me desfazer de nada.
O jantar correu entre um silêncio aceitável e troca de olhares.
Após terminar de lavar os pratos, fiquei observando-o em frente a tv, mas totalmente desligado do que estava acontecendo à sua volta. Eu não conseguia tirar meus olhos dele quando sorriu involuntariamente e meu coração pulou uma batida com seu lindo sorriso, fiquei lá paralisada, até que me chamasse pra sentar ao seu lado.
Eu fui, queria saber, queria conhecer sua história, sua vida, seus motivos para estar ali. Porque era notório que ele não pertencia aquele lugar.
Peguei-me várias vezes contendo o impulso de me jogar em seus braços, de falar sobre o que aconteceu no banheiro, e quando ele me chamou mais uma vez de anjo,corei.
Ele que era meu anjo, ele que me salvou e que nesse exato momento me ajudava.
Será que não percebia?
Começou a contar-me sua história de vida.
Uma história comovente, triste, igualmente a minha, chorei.
Por ele ter perdido a mãe, por não ter tido apoio do pai quando ele mais precisava, por ter sido humilhado, despezado, apenas por querer fazer aquilo que lhe dava prazer, música.
De repente lembrei-me de tê-lo visto tocando violão, e de como achei linda aquela visão.
As palavras saíram da minha boca, sem que eu pudesse controlar:
— Você é mais lindo do que pensei Edward.
Isso pareceu pegá-lo de surpresa. Claro. O que mais ele sentiria, a não ser surpresa pela minha fascinação idiota?
Minha boca parecia estar sem freio.
Foi aí que eu percebi que o que ele fez, faria por qualquer um que precisasse, que eu não tinha nada de especial aos seus olhos, que agiu naturalmente, que era um anjo, mas um anjo disposto a ajudar a todo mundo. Não era apenas o meu anjo. Senti uma pontada de decepção, mas não quis deixar transparecer.
Fiquei triste de repente, não queria que ele percebesse. Estava tão imerso em seus pensamentos e eu no mos meus, que mesmo quando disse que fez tudo por mim, não me causou alegria. Eu sei que estava apenas sendo gentil.
— Edward já vou dormir.
Não me respondeu, então falei mais alto:
— Edward... Edward está me ouvindo?
Vou dormir, estou cansada, amanhã preciso pensar no que fazer, mais uma vez obrigada por tudo e tenha uma boa noite.
Levantei-me apressada,indo direção ao quarto.
Antes de entrar no quarto ouvi me chamando, mas eu não queria falar,não queria ouvir mais nada. Estava sendo egoísta, eu sei.
A verdade é que eu queria que ele tivesse feito isso por minha causa.
POR MIM, por mim e não porque faria por qualquer um, porque ficou com pena.
Fechei a porta, encostando-me nela, e chorei.
Chorei porque sou uma idiota.
Uma idiota que está apaixonada por um cara desconhecido que a salvou, mas que não vê nada nela, além de um ser humano frágil e patético.
Percebi que ainda sou uma menina carente, mas que queria ser uma mulher forte.
Deitei na cama ainda chorando, o travesseiro tinha o cheiro dele.
E foi o que embalou meus sonhos.
Seu cheiro, o cheiro do meu anjo.
Não queria mais ser uma menina frágil, queria ser uma mulher, forte e determinada, porque a vida exige isso, porque eu precisava disso, porque devia isso a minha mãe e porque eu queria Edward.
E eu seria essa mulher, por mim e para ele.
Eu não sou uma garota, ainda não sou uma mulher
Eu costumava pensar que tinha respostas para tudo
Mas agora eu sei
Que a vida nem sempre segue meu rumo
Sinto como se tivesse sido pega no meio
Isso é quando percebo
Não sou uma garota, ainda não sou uma mulher
Tudo que preciso é tempo, um momento que seja só meu
Enquanto ele não chegar
Eu não sou uma garota
Não é preciso me proteger
É tempo de
Encarar tudo isso sozinha
Eu já vi muito mais do que você possa pensar agora
Então não me diga para fechar os olhos
Mas se você me olhar de perto
Você vai ver em meus olhos
Essa garota vai sempre achar sua trilha
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