Eu Faço Casamentos
7 Capítulo 6 - It's Not Unusual
Notas iniciais
–Puta merda... – Exclama a loira. – PUTA MERDA!
–Ok, acabou o drama? – Pergunto para aquela loira maravilhosa que estava de boca aberta.
–Não. – Ela andava de um lado para o outro. – Como você não me disse antes?
–Você esperava o que? – Falo balançando os pés. Eu estava sentada na bancada que tinha na cozinha de Blaine. – “Ah, oi Quinn, sou eu Rachel Berry. A garota que você era apaixonada há doze anos. Sabia que eu vou planejar seu casamento?”
–Mas o jeito que você contou também não foi um dos melhores. – Ela continua a andar de um lado para o outro. – Eu beijei Rachel Barbra Berry! Eu a beijei e estou noiva! Ah meu deus, eu beijei Rachel Barbra Berry estando noiva do Noah!
–Olha, desculpa, mas você que me beijou. – Falo. Ela olha para mim pasma. – Não que eu não quisesse te beijar. Na verdade eu estava me segurando desde quando eu te vi...
–Por que agora? – Ela pergunta encostando-se à parede.
–O que quer dizer com isso, Quinny? – Pergunto.
–NÃO ME CHAMA DE QUINNY. – Ela grita e eu fico paralisada. – Desculpe-me. Mas você sabe muito bem do que estou falando. Por que agora? Você sumiu e voltou agora?
–Eu não te procurei Fabray. – Falo magoada. – Você me contratou para o seu casamento. Eu não quis estragar o seu noivado. Na verdade, eu pensei por um momento em desistir desse emprego. Não queria me magoar de novo.
–Você não queria se magoar de novo? – Ela fica irritada. – E eu, Berry?
–Você vai casar! – Pulo da bancada e vou para frente dela. – Eu te amo, Quinny.
–Eu também te amava. – Ela sacode a cabeça. – Há doze anos eu tinha certeza que você era a pessoa com quem eu me casaria. Mas você parou de responder minhas mensagens. Eu fui a Los Angeles no ano seguinte, te procurar. Achei uma colega sua, ela me disse que você se mudou. Eu tive que te esquecer. Você imagina como isso foi difícil?
–Eu vim para NY naquele ano. – Dou um sorriso bobo. – Eu ia te fazer uma surpresa, Fabray. Mas cheguei a NYU, para te procurar. Mas quando eu te achei, vi você beijar Tina.
Fiquei vermelha de ciúmes ao me lembrar das duas se beijando.
–Você viu aquele beijo? – Ela fica pasma. – Eu ainda mato aquela asiática. Rachel, você só viu o beijo, não viu o sermão que eu dei nela depois. Eu fiquei com raiva, ela sabia que eu te amava. Fiquei sem falar com ela até... Até hoje, sendo mais exata.
–Então você não mentiu para mim? – Perguntei me sentindo um lixo. Eu não dei a chance para ela me explicar.
Eu realmente tenho que reconsiderar algumas ações minhas quando estou com Santana, parece que sempre que estou com ela alguma merda acontece. Se bem, que eu falei quem eu realmente sou para Quinn sem Santana estar aqui. Eu também tenho que parar de culpar San por tudo. Se bem que ela já fez muito isso. Imagino que estejam os quites.
–Eu nunca mentiria para você, Rachel Barbra Berry. – Ela fala colocando meu cabelo atrás da orelha. Fico arrepiada.
Ela me puxa para perto de si e une nossos lábios. Ela pede passagem com a língua e eu permito. Fiquei sem ar e comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço. Ela deu um gemido. Me empurrou e veio em minha direção.
–Ah Rachel, Rachel... – Ela sussurra no meu ouvido. – Você me deixa louca.
Aquele hálito no meu ouvido me fez ovular, digamos assim. Ela me beijou novamente. Já estava indo a loucura quando escuto uma musica.
“It's not unusual to be loved by anyone
It's not unusual to have fun with anyone” escuto essa musica tocas e começo a rir.
Quinn sai correndo e pega sua bolsa, que largou em algum lugar.
“But when I see you hanging about with anyone
It's not unusual to see me cry,
oh I wanna' die” o telefone continua tocando, até que ela consegue atender.
–Alô? – Ela olha para mim e coloca um dos dedos em cima dos lábios. – Não, amor, estou com Rachel na confeitaria do Blaine... Vou chegar mais tarde hoje... Pode ir dormir sem mim... Vou demorar para chegar em casa. Ok, beijos. Também. Tchau.
–Parece que alguém vai chegar tarde hoje em casa. – Falo rindo.
–Parece que alguém vai se arrepender por ter dado risada do meu toque do celular... – Ela fala se aproximando de mim.
–O que eu posso fazer? – Falo sorrindo. – Nunca imaginei que você gostasse do Tom Jones...
–Digamos que sou uma grande fã de “Um Maluco no Pedaço”... – Ela me da um selinho. – Eu te perdoei Berry.
–Eu te perdoei no momento em que me beijou. – Falei e ela riu. – Posso te perguntar uma coisa?
–Pode perguntar quantas coisas você quiser. – Ela disse me dando um selinho.
–Como não me reconheceu? – Falo segurando suas mãos.
–Sendo honesta, eu também não sei. – Ela ri. – Acho que quando estava com você só conseguia pensar em como eu queria te beijar...
Ela leva uma das mãos no meu rosto e outra na minha cintura. Puxou-me para perto. Fingiu que ia beijar meus lábios e foi direto para o pescoço. Soltei um gritinho, o que a animou para continuar os beijos sobre o meu colo.
–Acho que não devia estar fazendo isso. – Ela para bruscamente e senta em uma daquelas cadeiras giratórias.
–O que acontece agora? – Pergunto. Fala serio, devo estar agindo igual a uma adolescente.
–Eu continuo com o meu casamento, você me ajuda e nós superamos essa tensão que existe entre nós. – Ela fala decidida.
–Você realmente pretende continuar com esse casamento, Quinny? – Fico a encarando. – Por falar nisso, desde quando você é hétero?
–Desde que você sumiu. – Ela falou triste.
–Espera, você está com o Noah há doze anos? – Pergunto. – E pensar que nesse tempo meu maior relacionamento durou dois meses e depois muito sexo casual...
–Na verdade estou com ele há dez anos. – Ela olha para mim. – Rachel Berry fazendo sexo casual?
–Dez anos? – Dou risada. – Faz quanto tempo que ele te pediu em casamento?
–Um dia antes que eu te ligasse. – Ela falou. – Mas me diga mais sobre o sexo casual que você fazia... Ou faz.
–Ele demorou dez anos para te pedir em casamento? – Ignoro a segunda coisa que ela falou. – Francamente, se eu fosse você já teria acabado com esse relacionamento há muito tempo.
–Mas eu não posso, entende? – Ela fala.
–Como não pode? – Pergunto.
–A vida do Puck é muito instável. – Ela suspira. – A mãe dele está internada em um hospital psiquiátrico há quase vinte anos. O pai dele foi morto por traficantes. A irmã dele é prostituta. Eu sou o único apoio que ele tem. Eu e Beth.
–Mas ser infeliz pela felicidade de outro? – Seguro suas mãos. – Quinn, isto não está certo.
–Mas também não é certo acabar com esse casamento. – Fala a loira.
–Espera quem é Beth? – Pergunto.
–Beth é minha filha e do Noah. Na realidade, a gente ficou junto porque eu engravidei. Era para ser só sexo. – Ela olhou para baixo. – Não era para eu engravidar. Mas quando o fiz, quis que minha filha tivesse uma boa vida. Então fiquei junto com Puck.
–Você tem uma filha?
–Tenho. Ela tem dez anos. – Ela sorri. – Parece muito comigo, ela é um amor. Você ai se dar bem com ela.
Fiquei um pouco pasma, não sabia que ela tinha uma filha... Mas se bem que sempre quis ter uma família...
–Então o que devemos fazer? – Pergunto. – Eu não sei se consigo ficar longe de você.
Ela sorri e segura minha mão, brincando com meus dedos.
–Talvez você não precise ficar longe de mim. – Ela deu um sorriso malicioso.
–Eu sei que vou ficar perto de você, afinal vou ajudar você a organizar esse casamento todo. – Respiro fundo. – E pensar que acharam que eu sou sua mãe... Eu não beijaria a minha filha.
–Não, Rachel Berry. – Ela ri. – Estou falando que nós podemos fazer isto...
Ela me da um beijo delicado, passando a mão no meu cabelo, que ainda tinha farinha.
–E o seu casamento? – Pergunto me arrependendo por ter tirado meus lábios dos lábios dela.
–Digamos que vou me casar. – Ela fala envergonhada. – Mas no momento não quero pensar que estou traindo Noah.
–Você pensa que está fazendo o que? – Sussurro em seu ouvido.
–Beijando uma judia gostosa. – Ela responde em meu ouvido, me fazendo arrepiar toda.
Ela me beija novamente, desta vez, um beijo profundo e quente. Eu levo por impulso a sua mão esquerda em meu seio e ela o aperta. Dou um gemido. Ela leva minha mão em sua coxa nua. Eu a aperto, subindo até um pouco dentro de seu vestido. Ela se apóia em mim, eu tropeço em alguma coisa e Quinn cai em cima de mim.
–E os bolos? – Falo rindo.
–Depois a gente termina, temos a noite inteira. – Responde a loira, me beijando novamente.
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