Eu Cuidarei De Você.
12 Capítulo 12 - Nem tudo é perfeito...
Notas iniciais
Judy estava na cozinha. As pizzas tinham chegado e a luz tinha voltado. Estava distraída pegando alguns copos quando escutou Quinn se aproximar.
Q: Mãe... [disse cautelosa]
J: Sim? [virou-se para ela]
Q: Eu acho que é a coisa que eu mais tenho feito hoje... E não sei se ainda vale de alguma coisa, mas eu queria pedir desculpas pelo o que eu falei. Eu não sei o que eu faria sem você, e fui injusta em dizer aquilo, pois eu mesma me sucumbi tantas vezes ao autoritarismo daquele homem... [virou o rosto para o lado] Eu não culpo você, você foi a pessoa mais corajosa, você o enfrentou, foi atrás de mim, cuidou de mim, cuida da família agora... E eu amo você, e sinto muito por ter te tratado daquele jeito...
J: Quinnie, eu sei que você está passando por um momento ruim [disse com a voz embargada por tudo o que tinha escutado], eu só, me achei uma covarde por não ter o enfrentado na hora...
Q: Já passou, o importante é o que temos agora.
J: Eu sei [agachou-se na frente da filha]. É claro que eu perdoo você, você me perdoou não foi? [sorriu para ela]
Q: Eu quero te dizer uma coisa... Eu... Senti minhas pernas hoje.
J: Quinnie, isso é maravilhoso! [abraçou as pernas da filha] A fisioterapia está funcionando!
Q: É mãe... [disse com um sorriso, lembrando-se do que tinha acontecido] A fisioterapia...
Voltaram para a sala e depois de comerem a pizza e conversarem, Judy se recolheu para dormir.
Santana aproximou-se de Rachel, que estava mais afastada de Quinn e Brittany que conversavam, mexendo no celular.
S: A Q me contou.
R: É... Eu estranhei você não ter comentado. Imaginei que uma hora iria me procurar... [sorriu para a latina]
S: Eu prometi a ela que não ia fazer piadas... [bufou]
R: Está explicado...
S: Não é só isso... Eu fiquei impressionada. [disse sério]
R: Com o que? [arqueou a sobrancelha]
S: Com o seu controle da situação. Com o fato de você saber o que fazer. Como você sabia o que fazer? Você é Rachel Berry, a irritante e hétero Rachel Berry!
R: Eu não sabia. Eu apenas tinha certeza de que precisava mostrar a ela o quanto a gente precisa uma da outra... Que não é só ela que precisa de mim. Ela estava se sentindo muito dependente, estava com medo de eu me cansar dela. Eu ainda estou atordoada com tudo o que aconteceu, mas não me arrependo.
S: E ela ainda sentiu as pernas [disse com um sorriso estranho]
R: Pode fazer piada Santana, eu deixo... [revirou os olhos]
S: Eu não vou fazer piada. Minha vontade antes era essa, mas isso ter acontecido foi irritantemente romântico! [reclamou]. E eu mato você se repetir isso que eu disse para alguém...
R: É bom conhecer esse seu lado [começou a rir]
S: E é estranho conhecer esse seu lado. Estou acostumada a te ver gritando e fazendo drama.
R: Deixo esse papel para a Quinn... Quando ela estiver se sentindo mais segura quem sabe eu não tomo o posto de volta?
S: Por favor, não! [fingiu desespero]
As duas riram, o que atraiu o olhar de Quinn e Brittany, que ficaram felizes das duas conseguirem manter uma conversa sem a latina matar a pequena ou ameaçá-la.
Depois de um tempo Santana e Brittany foram embora. A latina saiu resmungando o fato de que tinha uma casa para morar e Quinn bateu a porta na cara dela antes que desse tempo dela olhar debochadamente para Rachel, notando o fato de iam ficar sozinhas. A diva olhou para Quinn, revirando os olhos e rindo.
A loira puxou-a para seu colo, colando seus lábios nos dela.
Q: Eu preciso de um banho... [disse baixinho no ouvido da morena, mordendo levemente seu lóbulo em seguida].
R: Quinn Fabray! [arregalou os olhos para ela] Temos uma coisa chamada aula amanhã...
Q: Eu sei... Mas eu não posso deixar você ir embora agora. Não sem antes retribuir tudo o que tem feito por mim... [olhou de forma intensa para a morena]
E as palavras então se fizeram desnecessárias. A morena a carregou no colo até o segundo andar. A blusa das duas já no chão, Rachel desabotoou a calça da loira pela segunda vez naquele dia. Ela beijava aquelas pernas em adoração, começando no tornozelo e subindo até a parte interna das coxas da loira. Quinn suspirava, mesmo que a sensibilidade não estivesse completa ela podia sentir ao ponto de lhe causar prazer... A morena se despiu e retirou a calcinha e o sutiã de Quinn. Não a levou para o banho. Não ainda... Precisava provar a loira de novo. Sentir o gosto daqueles seios em seus lábios e ouvir os gemidos da namorada. Não se importava se ainda era muito cedo para esse nível de intimidade ou se faltava muito ainda para se descobrirem. Aquele dia elas se pertenciam de tal forma que não podiam voltar atrás...
R: Eu amo o gosto da sua pele... [sussurrou sobre os lábios da loira depois de uma sugada e um gemido mais forte dela]
A levou para a banheira, os olhos fixos nos dela, encarando-se carinhosamente, a respiração pesada. Ligou a água em seguida e entrou, deitando-se de costas sobre a loira. Aquele momento era de Rachel, afinal. Logo sentiu as mãos de Quinn sobre seus próprios seios, apertando-os e estimulando os mamilos com os polegares. Arqueou as costas, pressionando-se contra Quinn que beijou seu pescoço. Sentiu quando uma mão da loira desceu, traçando o caminho de sua barriga...
Q: Posso continuar? [perguntou de forma doce sobre o pescoço moreno]
Rachel virou o rosto para olhar para a loira e nunca tinha visto os olhos de Quinn tão verdes. Elas se beijaram e a loira entendeu por aquele beijo que tinha permissão para prosseguir. As pontas de seus dedos encontraram o feixe de nervos da morena e passaram a se mover sobre ele. Rachel se separou do beijo por necessidade de se sustentar e segurou com as duas mãos na borda da banheira. Ela ofegava, seu rosto colado no de Quinn. Sentiu quando a mão da loira se moveu para a sua entrada e ela a penetrou com o dedo médio, dando início aos movimentos calmos que logo levariam a morena à loucura. Ela beijava toda a extensão do pescoço e do ombro de Rachel e sussurrava o quanto a amava em seu ouvido. Conforme mais um dedo se juntou ao primeiro os movimentos foram ficando mais intensos e Quinn passou a chupar e a morder a pele da morena enquanto ela se descontrolava em seus braços.
Q: Você está bem? [sussurrou no ouvido da pequena] Eu estou fazendo certo? [perguntou diminuindo os movimentos]
R: Es...tá... Por favor... Não pare... Oh, Quinn! [sentiu-a colocar mais pressão nos dedos]
Nunca havia sentido um prazer como aquele. Na verdade nunca tinha sentido um orgasmo... Finn não se preocupara em saber se ela tinha chegado ao ápice. Sempre que ele chegava parava os movimentos, puxando-a para se deitar com ele. Ela nunca se importou, pois sempre o achou muito carinhoso na cama. Agora via que ele não chegava nem perto do quanto Quinn se importava com ela, do quanto a loira era atenciosa. Quinn a estava proporcionando um prazer sem igual. A morena sentia seu seio ser acariciado enquanto Quinn gemia junto com ela, sentindo seus próprios seios sendo apertados contra o corpo de Rachel. Um movimento mais intenso da mão da loira e Rachel não aguentou. sentiu o orgasmo lhe atingir e apertou a borda da banheira com tanta força que suas mãos doeram. Mas ela não se importava, o prazer era infinitamente melhor. No momento em que sentiu os tremores da morena diminuírem e a sua tentativa de voltar a respirar Quinn a abraçou, entrelaçando seus braços com os dela.
R: A gente pode só ficar assim pra sempre? [murmurou cansada]
Q: É o que eu mais quero...
Rachel estava andando distraidamente pelos corredores do McKinley enquanto arrumava alguma coisa na mochila, ao virar o corredor, avistou Finn do outro lado, refez seu caminho, pensando que teria que dar uma volta enorme para chegar ao refeitório só pare ter que fugir do garoto. Não sabia por que continuava fazendo isso. Achava agora que estava sendo infantil, afinal ele tinha sido seu noivo e o namoro ia bem não fazia muito tempo. Ela não podia se comportar como se nada estivesse acontecendo. Ele mandava mensagens e ligava para ela. Mas ela não respondia, nem atendia. Percebia que Quinn ficava incomodada e algumas vezes até irritada quando seu celular tocava e o nome do rapaz aparecia na tela. Eles teriam que conversar, mesmo que a loira não gostasse muito da ideia.
Pensou no quanto estava feliz ao ver o progresso de sua namorada na fisioterapia, Quinn conseguia mover os pés e se sustentar por um tempo. Voltaram ao hospital para alguns exames e o médico estava impressionado com o avanço dela. Inexplicavelmente a sensibilidade de suas pernas estava voltando. Quinn parara de surtar e de ficar melancólica em seu próprio quarto... Estava mais carinhosa também, o que as aproximou ainda mais... Ao virar mais um corredor, perdida em pensamentos, a morena trombou com Kurt, que estava mexendo no celular.
R: Kurt! [ralhou] Vê se mexe menos no celular e olha mais por onde anda!
K: Essa sua convivência com a Santana não está te fazendo nada bem Rachel, você decididamente era mais amável... [disse ainda olhando para a tela do aparelho].
A morena rolou os olhos para o teto, rindo.
R: O que você mexe tanto nesse celular? Só te vejo com ele...
K: É um garoto... [hesitou]
Rachel franziu o cenho.
R: Um garoto? Mas... E o Blaine?
Kurt suspirou, finalmente bloqueando o celular e guardando-o no bolso.
K: É exatamente isso que venho me perguntando: “E o Blaine?” [disse chateado].
Antes que a morena pudesse dizer alguma coisa Finn apareceu do lado deles, olhava fixamente para Rachel, que não conseguiu encará-lo ao perceber sua presença.
F: Oi, Rach. [disse calmo]
R: Oi... [murmurou]
F: Por que você está fugindo de mim? De novo? Eu sei que você disse que precisava ficar sozinha... Mas me ignorar desse jeito é cruel [disse triste]
O coração de se apertou. Ela queria poder evitar a dor do rapaz, queria não ter se envolvido com ele e não ter começado essa história. Sentia agora que a pessoa que sempre quis sempre esteve ao seu lado e as duas eram muito infantis para compreenderem esse sentimento. Kurt deu um sorriso fraco para Rachel e se afastou, deixando os dois sozinhos.
R: Me desculpa Finn, mas eu não sei como agir agora [disse sincera]
F: Eu só queria entender como as coisas podem ter mudado tanto. [desviou o olhar dos olhos castanhos, colocando as mãos no bolso do casaco] Eu pensei muito de uns dias pra cá... E sei que tem um monte de coisas enchendo sua cabeça, como a audição para NYADA. Eu sei que você está estressada...
R: Eu não terminei com você porque estou estressada, eu só... Não consigo mais...
F: Não consegue mais nem conversar comigo? Rachel, você tem que admitir que eu não estou querendo nada demais. Você é a garota que eu amo, até onde eu sabia você me amava também, ia se casar comigo e morar comigo. Você não pode me culpar por querer conversar depois de terminar tudo isso do jeito que terminou [encarou o chão]. Eu quero te pedir pra pensar em tudo isso, pensar na gente.
R: Não existe mais a gente, Finn... [disse cautelosa]
F: Eu sei que existe. Porque eu te conheço. Você é sincera e guiada por suas emoções. Eu sei que o que você sente por mim não acabou. [disse firme]
R: Se eu sou guiada pelas minhas emoções você devia entender melhor o que o fato de eu terminar com você diz sobre o que eu estou sentindo. [encarou o rapaz, não querendo deixar dúvidas no olhar].
F: O que você sentiu por mim foi além disso. Você está sendo impulsiva agora, por qualquer que seja motivo que teve pra ter terminado comigo, porque eu sei que não foi só aquilo que você falou... Mas eu sei que você sempre vai voltar pra mim. Eu só queria te dizer que eu estou te esperando. E que a gente pode manter um relacionamento, mesmo se seguirmos caminhos diferentes, eu não vou pressionar você. [encarou a morena por alguns segundos]... Boa sorte na audição! [sorriu]. É a sua chance eu sei que você vai conseguir.
O rapaz afagou o rosto da morena, sorrindo de forma sentida para ela. Colocou um beijo no topo de sua cabeça e se afastou. Rachel fechou os olhos por alguns segundos e quando os reabriu seu olhar estava perdido. Demorou para ver Quinn no final do corredor, olhando-a com uma expressão séria no rosto. A loira rodou a cadeira de rodas para sair dali fazendo o coração da morena se apertar pela segunda vez naquele dia. Ela saiu atrás da garota.
R: Quinn [chamou baixo, segurando a cadeira de rodas].
Q: Rachel, solta. [disse no tom frio familiar]
R: Ei, conversa comigo [agachou-se na frente dela, impedindo-a de sair].
Q: A gente está no colégio, levanta... [olhou para os lados, nervosa].
R: Isso não parecia importar pra você há alguns dias... [arqueou a sobrancelha]
Q: Não tinha ninguém no corredor.
Rachel se levantou, um nó em sua garganta.
R: A gente não vai conversar agora por causa disso?
Q: Eu não quero conversar agora... Mas não é só por causa disso.
R: Eu não fiz nada Quinn... [fechou os olhos]
Q: Você está... Confusa. [sussurrou com um sorriso triste]
R: Não estou! [elevou a voz, atraindo alguns olhares].
Quinn se remexeu incomodada.
Q: A gente não vai conversar agora. [disse sem encarar a morena]
Com os olhos marejados, Rachel engoliu qualquer impulso de chorar. Suspirou, colocando as mãos na cintura e deu as costas para Quinn. Era frustrante. Estava tudo tão perfeito, que ela quase se bateu por acreditar que iria continuar assim. A mulher com quem compartilhou um momento tão íntimo e intenso, que a olhara em completa adoração e a abraçara com extrema necessidade dizendo palavras doces em seu ouvido quando a levou a loucura era a mesma agora que não queria conversar com ela e a tratava friamente na frente dos outros com medo do que eles podiam achar.
Estavam prestes a se formar. Quinn tinha dito para irem devagar, que as coisas iam acontecendo aos poucos. Mas ela via o medo no olhar da ex-cheerio, o receio de que descobrissem sobre as duas. Sentiu-se uma idiota. É claro que Quinn Fabray não iria assumir o namoro delas antes de saírem do colégio.
Sentiu falta de ar. Elas iam se formar. A loira iria para Yale e ela para NYADA. Tudo era muito mais complicado do que parecia quando estavam juntas, e Quinn a deixara insegura com sua atitude. Seguiu seu caminho pelo corredor, não andava mais para o refeitório, perdera completamente a fome...
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