Notas iniciais
Oi povo lindo do meu coração! u3u Eu acho que estou me acostumando a escrever muito! hahahahaha Estou escrevendo quase sempre 2000 palavras! E nem sei se esse capítulo passou disso, eu só sei que ele também está gigante! Eu ainda estou meio doente, mas não tanto quanto o Matthew Ç~Ç Boa Leitura!

Francis ficou resmungando internamente durante todo o percurso até a casa de Matthew. E isso não era para menos, afinal, tudo o que queria naquele momento era visitar o menor sem a companhia de Gilbert.

“Eu não acredito que eu concordei em deixa-lo vir...”

Mas Francis estava mais preocupado com Matthew, não só pelo fato dele estar doente, mas por estar levando um possível “agressor” até a sua casa. Gilbert ficava realmente instável quando se tratava daquela maldita flauta.

Ele observava o albino durante todo o caminho. Tentava perceber se ele esbanjava alguma expressão assustadora ou diferente do seu “normal”.

Nada! Gilbert não expressava nada!

“Ele está tão quieto...”

Por que Gilbert estava tão calado? Isso deixava Francis completamente preocupado. Ele não sabia ao certo o que aconteceria. Gilbert era imprevisível! Ele nunca tinha visto o amigo se calar por tanto tempo. Aquela flauta mexia muito com ele, e Francis tinha ciência disso.

“Droga! Eu deveria tê-la pego de volta...”

Não faltava muito para eles chegarem à casa de Matthew, e isso só fazia o coração de Francis ficar mais apertado. Ele sabia que Gilbert não recusaria uma boa briga. Sem contar que se tratava do objeto que ele mais prezava na vida.

Não importava o que Gilbert faria assim que chegasse à casa de Matthew, Francis não deixaria que nada de ruim acontecesse a ele. Matthew era frágil. E Francis cuidaria dele. Matthew era seu, e ninguém faria nada de ruim contra ele, mesmo que esse alguém fosse Gilbert!

“Meu...?”

“No que eu estou pensando?”

Não. Isso estava errado.

Matthew não era um objeto para Francis denomina-lo “seu”. Ele não queria mais pensar dessa forma, mas isso apenas veio em sua mente. O que estava acontecendo?

–- Quanto ainda falta para chegar?

–- O que? – Francis esqueceu de seus devaneios quando Gilbert perguntou aquilo.

–- Na casa desse tal de Matthew! O que está com a minha flauta!

–- Ah! Bem... – Francis olhou a vizinhança — ... chegamos.

Gilbert encarava um pequeno prédio com 3 andares. Pelo visto, não tinha mais de dois apartamentos por andar. Depois ele se virou para Francis dando um sinal de que queria logo entrar.

Francis deu um suspiro, apontou para o último andar e depois guiou o albino pelas escadas até pararem em frente à porta do apartamento de Matthew.

“Espero que nada de ruim aconteça...”

–-- X ---

Matthew estava enfurnado nas cobertas. Não queria levantar para nada. Ele só pensava em dormir ou em como era ruim perder um dia de aula.

Ficava se revirando de um lado para o outro, querendo desesperadamente, dormir logo. Ele não aguentava ficar doente. Ninguém aguentava! Mas para Matthew, ficar doente era a pior coisa do mundo. Ele sempre fora fraco, em vários sentidos.

Ele sabia que não poderia ser meter em brigas, pois sabia que era fraco demais para lidar com uma. Ele não carregava coisas pesadas, pois sabia que era fraco demais para lidar com muito peso. E ele também sabia que não deveria ficar doente, pois seus sistema imunológico era muito fraco!

Ele não gostava de ser fraco, mas tinha que aprender a lidar com isso.

“Me sinto tão pesado...”

Ficar doente era umas das poucas vezes em sua vida que Matthew queria morrer. Pois ele sabia que sempre era nessa fase que ele descobria como era tratado, principalmente por seus familiares.

O máximo que já recebeu foi um “Melhore logo” de Arthur e um “Você não morreria desse jeito” de Alfred quando ficava doente. Seus pais só compravam os remédios e deixavam do lado da cama para que ele pudesse tomar. Eles sempre foram muito ocupados para lidarem bem com os filhos. Então boa parte da criação que Matthew teve veio das coisas que aprendia com a vida.

“Nunca fazer nada que Alfred faz... A primeira coisa que eu aprendi com Arthur...”

“Nunca aprender a cozinhar com Arthur... Era o que Alfred dizia para mim...”

Matthew só obedecia e se silenciava. Nunca fora de responder, mas sempre desejou que dessem uma resposta para ele. Ele realmente não aguentava ser tão... descartável.

Sentia que começaria a chorar. Ele realmente não queria chorar, mas devido aos seus pensamentos e a sua fraca situação de saúde, ele acabou não aguentando por muito tempo.

~TOC TOC~

Matthew tentava raciocinar, mas o barulho incessante da porta de entrada não o deixava. Quem poderia ser?

Ele apenas levantou da cama com uma certa dificuldade e saiu em direção à porta de entrada. Matthew só queria que a pessoa fosse embora logo, que deixasse ele sozinho com seus pensamentos. Nem cogitou a possibilidade de ser alguém legal, afinal não recebia a visita de ninguém mesmo.

Ainda meio tonto, ele se apoiou por alguns segundos na porta antes de abri-la, e sem olhar para cima, ele apenas perguntou o que a pessoa desejava.

–- AH! Então é você esse tal de Matthew!

Quando Matthew tentava reconhecer aquela voz que parecia tão familiar, ele levantava a cabeça, e a primeira coisa que viu foi um par de olhos escarlates bem à sua frente.

–-- X ---

Gilbert ficou encarando o rosto vermelho e os olhos inchados do menor. Ele estava chorando? Aquilo, mesmo que não fosse certo, era estranhamente adorável. O que ele estava pensando?

“NÃO OLHE! NÃO OLHE! NÃO OLHE!”

Isso se repetia inúmeras vezes na cabeça de Gilbert.

Francis encarava tudo com um olhar confuso. Por que seu amigo tinha virado o rosto tão de repente? E por que não perguntou logo da flauta? E por que Matthew tinha abaixado o rosto?

Isso estava estranho. Muito estranho!

Francis tentou se aproximar mais de Matthew, e logo ficou vermelho ao olhar como ele estava vestido. Aquilo era muito inapropriado!

Matthew apenas usava uma camisa extremamente grande, e estava descalço, e em sua face ele não usava os fofos óculos de armações vermelhas. Francis só conseguiu identificar uma vermelhidão vindo do rosto do pequeno.

–- A-Ah... O que v-você gostaria...? – Matthew não estava com vergonha, estava assustado! Ele realmente tinha desenvolvido um medo do albino.

–- B-Bem... E-eu queria a minha incrível flauta!

–- Nós queríamos pegá-la logo... Gilbert não aguenta ficar tanto tempo sem ela... – Francis respondia virando o rosto para que não pudesse encarar o menor.

Depois que percebeu que Francis estava ali, Matthew levantou o rosto e conseguiu erguer um pequeno sorriso, e sem saber ao certo, ele foi em direção ao loiro para dar um abraço.

“Abraçar ele é tão bom...”

Francis ficou vermelho com a ação repentina do menor, mas retribuiu o abraço surpresa fazendo cafunés na cabeça de Matthew. Por um tempo, ele até se esqueceu que Gilbert estava vendo isso, mas depois disso ele ficou extremante preocupado.

Matthew acabou que não aguentou ficar em pé por muito tempo, e acabou caindo no chão. E no desespero, Francis pediu para Gilbert ajudar a erguer Matthew e colocá-lo em sua cama.

Entraram no pequeno apartamento, fecharam a porta, e saíram procurando o quarto de Matthew. E não demorando muito, conseguiram achar e ajeitá-lo em cima da cama.

–- Não sabia que ele ficava desse jeito quando doente...

–- Não se preocupe Francis! Ele logo melhora. KESESESESE~

–- E você? Você só queria a sua flauta, certo?

–- Sim.

–- Bem, eu a vi na entrada. Você pode pegá-la e ir para casa. Eu cuido dele.

–- Mudei de ideia.

–- O que?

–- Eu quero ficar.

Francis ficou um pouco irritado com aquilo. Gilbert não cuidava nem dele mesmo! Imagina cuidar de outra pessoa!? Sem contar que ele queria “matar” Matthew a algum tempo atrás! O que ele planejaria ficando lá?

Gilbert apenas ficava olhando o menor respirar com certa dificuldade em cima da cama. Talvez ele pudesse fazer algo para que ele se sentisse melhor.

“Ele é muito fofo dormindo...”

“Me lembra ele...”

Ele não cansava de olhar para ele, talvez aquilo pudesse significar algo. Talvez ele finalmente conseguisse esquecer aquela pessoa. Será que a vida ajudaria ele finalmente?

“Esses olhos violetas... Me fazem lembrar daqueles outros pares de olhos violetas...”

Era visível o desconforto que Francis sentia com Gilbert olhando tão fixamente para Matthew. Ele, pela primeira vez na vida, queria realmente matar o amigo. Sim, ele estava com ciúmes. Mas não queria admitir.

–- Gil... Você teria um lenço?

–- Tenho. Por que?

–- Molhe esse pano e traga-o para cá. Vou colocar na testa dele. – Francis tocava gentilmente a cabeça de Matthew – Ele está ficando febril.

Sem pensar duas vezes, Gilbert foi correndo em direção à cozinha. Isso fez com que Francis ganhasse algum tempo sozinho com Matthew. Ele não queria ter visto o menor tão doente, mas por saber do estado em que ele se encontrava, ficou feliz por ter indo até ele. Ele fazia alguns cafunés na cabeça do menor quando percebeu que o mesmo abria um pouco os olhos. Ele virou a cabeça para saber quem é que estava no quarto.

–- Francis... Que bom que você veio... – Matthew conseguiu expor um pequeno sorriso.

–- Melhor você descansar um pouco... Você ainda está muito ruim.

–- Não se preocupe tanto... eu vou melhorar logo...

–- Mas mesmo assim descanse.

Matthew confirmou com a cabeça, e virou a cabeça para tentar descansar um pouco. Mas acabou sendo meio impossível sabendo que Francis estava logo ao seu lado. E Francis também não facilitava! Ele queria porque queria ficar fazendo carinho nos cabelos de Matthew. Mesmo que fosse uma ação tão involuntária, ele precisava fazer isso.

–- Francis...

–- O que?

–- Não consigo dormir...

–- Não se preocupe. Daqui a pouco você pega no sono.

–- Eu não queria estar doente...

–- Ninguém quer. Mas as vezes acontece.

–- É que eu não quero te dar trabalho... – Matthew tentou esconder o rosto em baixo das cobertas.

–- Haha! Você não dar trabalho nenhum. Eu gosto de cuidar de você.

“Algo para cuidar...”

–- Você não precisa fazer isso...

–- Claro que eu preciso! Você é importante para mim.

“Algo que fosse importante...”

–- Mas eu só sou uma pessoa fraca que dá trabalho para os outros... e quando não é isso, os outros nem me enxergam...

Francis acabou ficando emotivo com aquilo tudo. Será que era por causa da febre que ele estava falando aquelas coisas? E mesmo que fosse, era muito triste aquele modo de pensar. Francis não suportava ouvir essas palavras sendo pronunciadas pelo seu pequeno Matthew.

–- Eu te enxergo! – Francis chegou quase a gritar com o menor.

Matthew encarou Francis por um tempo ao ver que ele se exaltou com aquela frase. Ele queria chorar, mas seus olhos já estavam inchados por causa da seção de choro mais cedo. Ele realmente queria segurar tudo aquilo que estava sentindo naquele momento. Mas até nisso ele era fraco.

–- Por que você está chorando...? Eu disse algo que você não gostou...? – Francis abaixou o tom de voz.

–- N-Não... não é isso...

–- Então o que aconteceu...?

–- Eu estou... feliz...

Matthew estava tão feliz que não conseguia se expressar bem. Ele só ficou chorando, mais nada. Francis queria abraçar o menor, mas devido a sua situação, ele só ficou a seu lado, contendo também os seus sentimentos.

Mas chegou um momento que ele não aguentou mais, ele precisava dizer o que estava sentindo, e antes que pudesse falar qualquer coisa, ele percebeu que Gilbert estava voltando para o quarto.

–- Francis! Aqui está o lenço umedecido que você pediu.

–- Ok. Obrigado. – Francis pegou o lenço e colocou na testa de Matthew.

–- Será que ele vai ficar bem logo?

–- Sim. Eu espero que sim.

Matthew encarava Gilbert com um olhar assustado, e o albino percebeu isso. Porém ele não sabia o por que daquele olhar. Então ele perguntou e quem respondeu foi Francis. E ao entender o que o menor estava sentido em relação a ele, Gilbert pediu desculpas e disse que ele não causaria uma briga por uma coisa tão ridícula como aquela.

Francis só fez dar um pequeno riso, como se aquilo fosse uma mentira descarada, e depois voltou a encarar Matthew tentando pegar no sono.

“Será que eu digo para ele...?”

–-- X ---

–- Você tem certeza que vai ficar aqui hoje?

–- Sim. Ele não tem ninguém que cuide dele, e se eu for embora, pode ser que alguma coisa aconteça.

–- Se você quiser eu vou em casa e pego umas coisas para você. Afinal, eu como sou tão incrível assim, faria uma coisa dessas para meus amigos. KESESESES~~

–- Pode ser. Desde que você não fique encarando tanto ele. – Francis bufou.

–- Ohh!! Você está com ciúme! KESESESESE~~

–- Não estou! – Francis ficou vermelho – E pare de falar tão alto. Ele está dormindo!

–- Ok! Eu entendi. KESESESESE~~

Gilbert pegou a sua flauta, colocou nas costas e foi se dirigindo até à porta de saída. E antes de sair correndo do apartamento, ele disse:

–- Não ataque-o durante a noite! KESESESESE~~ — então ele começou a correr antes que Francis perde-se a cabeça com ele.

Francis estava começando a ficar cada vez mais irritado com Gilbert. Já não bastava aquele pássaro logo de manhã cedo? Mas uma coisa era certa, ele acabara se metendo em um situação extremamente complicada.

“Eu preciso me controlar... Isso vai ser difícil.”

Notas finais
~CONTINUA~ Pois bem, eu vou aproveitar e escrever logo o capítulo 8 e se eu estiver tão entusiasmada, eu posto ele hoje também! ÇuÇ Eu espero que não fiquem putos com o pseudo PruCan que eu criei (até porque, eu realmente pensei em fazer uma cena PruCan que deixaria o Francis muito puto com o Gilbert). Mas eu repensei melhor a cena e descobri que eu não conseguiria lidar com isso pelo resto da história se realmente acontecesse, e por causa disso eu coloquei PruAus hahahahaha! (genius!) Então vou começar a escrever logo o cap.8~~ Até o próximo capítulo!