Eu Até Posso Te Amar
19 Capítulo 19
Acordei cedo no dia seguinte. Eu praticamente nem dormi. Não por ansiedade, mas pela saudade que eu sentia de todos que eu deixara. Entrei no twitter e twittei:
Últimas horas aqui em Londres... Ás 10 tô indo pro Aeroporto. e.e
Me desconectei e tratei de tomar um banho. Me vesti e desci até a Sala de Jantar. Hillary tomava café. Ela me olhou por alguns instantes e continuou a comer.
Lizzie: Bom Dia.
Eu disse e ela me respondeu secamente:
Hillary: Bom Dia.
Me sentei á mesa e comi. Votei ao meu quarto e arrumei uma outra mala com roupas, porque já que eu iria pro Canadá, não daria pra mandar roupas pra mim a toda hora. Olhei para o relógio, 9:45h.
Lizzie: Jaaaaaaaaaaaaaaames!
Eu gritei e ele apareceu á porta.
James: Sim, senhorita Ryan?
Lizzie: Me ajuda com essas malas, por favor?
James: Sim, senhorita.
George estava parado na porta, encostado ao carro.
Ele abriu a porta para mim e eu entrei. Olhei para aquela mansão mais uma vez e então George acelerou. Chegamos no Aeroporto exatamente ás 10:00h. Eu corri para embarcar. Por sorte, o vôo havia atrasado 15 minutos. Fiz o Check-In. Esperei um pouco até que anunciaram:
Vôo 857 Londres-Canadá. Última chamada, por favor se dirigir ao Portão 2 de Embarque.
Eu olhei pra trás por alguns instantes, segui em frente. Não, ninguém foi atrás de mim. Ninguém implorou para que eu ficasse em Londres. Eu simplesmente entrei no Avião. E agora estava indo para o Canadá. Algumas horas depois e eu desembarquei. "My Beautiful Bitch ♥" era o que estava escrito em uma plaquinha, na qual duas garotas, uma loira e uma ruiva, altas e lindas seguravam. Corri em direção ás duas e as abraçei.
Lizzie: Suas vadias, me fazendo passar vergonha no Aeroporto com essa placa.
Mariana: Chata.
Ela fez biquinho. Nós fomos com o motorista da Jenn até o meu novo colégio. Era totalmente estranho, diferente do que eu já vira. Era moderno.
Jenn: Gostou?
Lizzie: Aham.
Eu menti. Eu gostava muito mais do antigo colégio. Dos meus antigos amigos. Que raiva! Porque eu sou tão burra?
~Uma Semana Depois~
Eu já havia me acostumado com aquele lugar. Até que era legal. Fiz novas amizades, não tão verdadeiras quanto as de antes. As aulas havia começado, e eu estava me saindo bem... Acho que melhor do que eu havia planejado. Eu não podia mentir. Lembrava deles todos os dias. Eu escutava suas músicas, usava pulseiras e colares deles, lia sobre eles. Sim eu acho que agora era uma Fã, uma Directioner. Eu chorava todos os dias, nem que fosse por alguns segundos. Aquilo realmente doía. Ficar longe de quem se ama.
~Um semestre depois~
Eu ainda estava na mesma situação. Eu não podia me enganar. Aquela altura e eu ainda não havia esquecido quem eu mais queria esquecer. Isso era tortura. Mesmo. Estávamos de férias e os pai de Jenn me deixaram ficar em sua casa.
Jenn: Amiga, você nunca vai esquecer eles, né?
Eu assenti enquanto uma lágrima descia pelo meu rosto. Estávamos no quarto de Jennifer. Ela me abraçou.
Jenn: Não seria o caso de você voltar? Você tá se torturando com isso.
Por um momento pensei que ela falasse dos meus cortes, tão recentes no pulso, da bebida, do cigarro. Mas, não, ela não sabia disso. Ninguém sabia.
Lizzie: Não, eu não quero voltar. Agora não. Talvez no próximo ano. Considere isso como férias. De toda aquela minha família. Idiotas.
Eu falei.
Jenn: Que é isso, garota? Porque você odeia eles?
Lizzie: Eu não odeio eles. Eles que me odeiam. Me querem longe. Estou fazendo um favor pra todos.
Jenn: Nossa. Ok então, né...
Eu sequei as lágrimas.
Jenn: Quer ir na festa da Giulia, hoje?
Giulia era uma garota do nosso colégio. Ela era uma boa pessoa. Eu gostava dela.
Lizzie: Não tô animada pra isso não...
Jenn: O Math vai estar lá.
Ela me olhou com malicia, e eu ri.
Lizzie: Você sabe que eu não gosto dele, né?
Jenn: Mas ele gosta de você...
Lizzie: Ah, por favor. Ele é um mimado. Deus me livre.
Jenn: Você que sabe.
Lizzie: É, eu que sei... Você vai na festa?
Jenn: Claro. Sabe que eu não perco balada nenhuma. A Mari vai também...
Lizzie: Hum... Se forem ficar com alguém, por favor, que seja gatinho.
Nós rimos.
Não que eu não gostasse de ir a festas. Era uma das coisas que eu mais gostava na minha vida. Mas, cá entre nós, aquele não era uma ano muito bom na minha vida. Na verdade, até agora era o pior de todos os meus anos. Eu rezava todos os dias pra algo de bom acontecer na minha vida. Mas não, nada bom o bastante pra me alegrar acontecia... Nada, simplesmente nada. E doía, machucava, torturava... E a maneira que eu encontrei pra me auto consolar, foi as drogas e a auto-mutilação. E só eu não conseguia ver que aquilo só me torturava mais e mais...
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