Eu Amei Você.
1 Com todo meu amor.
P.O.V – Mia Rinaldi
Estava frio, e meus pêlos do braço se eriçaram, embora isso, eu estava feliz. André foi o primeiro homem que beijei, me entreguei, amei de verdade, e agora o olhando dormir, tão profundamente, eu sonhava com um futuro ao seu lado.
Descobri-me lentamente, pulando para fora de sua cama, e colocando por cima de meu pijama um casaco pesado para encarar a noite de inverno lá fora, até encontrar meu quarto.
- Eu te amo Andre Dragomir – sussurrei lhe dando um leve beijo na bochecha.
Eu tinha esperanças que ele pudesse dizer a todos que estávamos em um relacionamento sério, queria que ele dissesse que me amava da mesma forma que eu. Que me apresentasse a sua família, e que em um futuro nós pudéssemos trocar alianças, e então termos um lindo bebê com seus olhos verdes jade.
Como resposta a minha declaração, ele respirou profundamente em um sonho, virei-me para sair.
- Mia? Mia? – chamaram-me de volta a realidade, era Jenna Gray, uma garota qualquer... como eu.
- Desculpe, estava apenas pensando em algo – eu disse pressionando meus olhos para não chorar.
- Você nem prestou atenção no que eu estava dizendo.
- Eu prestei sim.
- Certo, ouça de novo, Andre Dragomir me levou ao canto daquela festa que você não foi – seus olhos eram meio sonhadores.
Que eu não fui convidada – eu adicionei mentalmente, sentindo meu coração morrer ainda mais.
- E ele me disse que com você foi só um lance.
- Só um lance? – eu repeti.
- Sim – ela deu de ombros – vocês tiveram só um lance certo?
- Ah... sim – minha voz saiu em apenas um fio.
- Então está tudo bem.
Eu não agüentaria mentir por muito tempo — Claro, eu preciso ir ok.
E andei em passos apressados pra fora do refeitório, sentindo as lágrimas caírem.
— Espera, me diz o que você acha Mia – gritou Jenna agarrando meus ombros.
Não me virei, apenas engoli as lágrimas.
- Eu sinceramente acho que não é uma boa idéia. Eu odeio os Dragomir.
E assim eu a deixei sozinha, alcançando o caminho para meu quarto, mas a paz não ia durar, Andre apareceu em meu caminho.
- Querida?
- O QUE É? – eu gritei.
- Mia? O que há de errado?
Eu parei olhando seu rostinho bonito, e rosnando de raiva – não toque sua mão em mim. Você já brincou comigo o suficiente.
- Eu não entendo.
- Você acha que só porque é da realeza pode brincar com as garotas, VOCÊ BRINCOU COMIGO!
- Eu não..
Eu o cortei – sem essa, eu sei o que você disse para Jenna! Você brincou comigo, você brincou comigo o tempo todo, eu me entreguei a você por amor! E você nunca me amou!
- Mia isso não é verdade, não é assim...
- Não é assim? Como não? É assim Andre, você não me assumiu, você nunca disse que me amava como eu falava, e você deu em cima de outras garotas. Vai brincar com elas também? Por favor!
- Com a criança Rinaldi novamente, Andre? – riu Brad Conta, um amigo dele, enquanto passava por nós.
Assim que Brad se foi, me virei novamente.
- Eu fui tão estúpida.
- Você tem a idade de minha irmã mais nova Mia!
- VOCÊ NÃO PARECEU LIGAR ANDRE, QUANDO ESTÁVAMOS EM SUA CAMA, E VOCÊ DISSE QUE EU ERA O SOL PRA VOCÊ. MAS É SÓ QUANDO NÃO TEM NINGUEM POR PERTO, NÃO É?
- Eu.. eu.....
- Você nada, já chega de brincar comigo, eu te prometo, vou me vingar, você vai ver!
E saí, batendo os pés até meu quarto, e me afogando em meio às lágrimas lentamente.
P.O.V – Andre Dragomir
Eu sabia que tinha errado com Mia.
Eu gostava dela, até achava que a amava, ela era uma garota boa, se preocupava com as pessoas, tão inocente que aparentava ser ainda mais nova do que era. Eu me sentia bem em seus braços, ou através de nossos beijos.
Mas as pessoas estavam sempre falando desde que a conheci. E eu era André Dragomir, eu tinha um nome a zelar, não podia ficar por aí brincando com garotinhas mais novas que minha irmã. E foi por isso que aceitei a aposta de Brad, de chegar em Jenna e dizer aquelas coisas, e em seguida beijar Anne Zeckles, uma garota que era mais velha que Mia e de nossa sala, o tipo certo indicado para mim.
Que droga, eu fui tão idiota, se eu ao menos tivesse me negado, era só esperar mais alguns anos e poder dizer que eu gostava de Mia, apresentar para meus pais e dizer que era a garota com a qual eu queria me unir.
Minha doce e pura Mia.
Mas eu sabia que isso tinha ido embora, quando vi aquele olhar no momento que ela me disse que se vingaria, eu sabia que ela nunca mais seria a mesma. Tudo isso porque um idiota foi lá e machucou seu frágil coração, e esse idiota era eu, e me odiava por isso.
Se eu ao menos pudesse dizer a ela como me sentia, se tivesse coragem de colocar em palavras que a amava, que queria assumi-la não importando as conseqüências, que me sentia mal por magoá-la tanto, que era um completo idiota.
O carro derrapou levemente na estrada escorregadia.
- Pai, você não acha que é uma boa idéia parar e repousarmos em um hotel? – eu disse assim que o susto passou.
- André, já lhe dissemos, temos que chegar hoje, está tudo bem, vai dar tudo certo, se ficar pior, nós paramos, eu juro – minha mãe respondeu, olhando para nós carinhosamente.
- Certo.
E quando chegássemos, e eu pudesse dizer a Mia que tinha me decidido, que queria que ficássemos juntos. Será que ela me perdoaria? Voltaria a ser aquela garota pela qual me apaixonei?
Tudo aconteceu tão rápido que nem tive tempo de pensar, em uma hora estava decidindo o que era certo a se fazer, e em outra tinha batido minha cabeça duramente, ouvindo os gemidos no carro, sentindo a pior dor que eu nunca imaginei existir e apagando completamente.
*
Ela nunca saberia da verdade.
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