Eu Aceito

9 Los Angeles-Parte 2


Notas iniciais
Continuação do capítulo...

Acordei já pensando que ainda aquela noite ficaria horas a fio em um avião compartilhando com Gustav o mesmo espaço. Um pensamento súbito passou por minha mente. Ali, em casa dormíamos em quartos separados, mas como seria quando chegássemos a Los Angeles?

Pulei da cama indo em direção ao banheiro abrindo a ducha logo em seguida, banho frio sempre me ajudava a clarear as ideias, tudo o que eu não queria era ter isto martelando o dia inteiro em minha cabeça.

Aquele dia passou excepcionalmente mais rápido, no começo da noite Aletta bateu em minha porta perguntando se eu já estava pronta para sair. Convidei para que entrasse no quarto dando a ela ,mais uma vez, sérias recomendações sobre Nicholas, depois a abracei e rumei para a sala onde Gustav já esperava por mim. Eu nunca deixava de me surpreender quando o via fora do terno alinhado. Estranhamente o jeans e a camisa casual o deixavam mais bonito. Tentei não pensar nisso, quase em vão. Convencer meu cérebro de que não era uma boa ideia me declarar para ele foi fácil, difícil mesmo estava sendo convencer o coração que teimosamente acelerava ao vê-lo. Despedi-me demoradamente de Nicholas, que mal me deu atenção de tão encantado pelo cãozinho, e de Aletta para logo depois entrar no carro. Gustav mesmo dirigiria até o aeroporto e depois alguém buscaria o carro. O silêncio entre nós já durava alguns minutos quando por fim foi quebrado por ele.

-Sobre aquela noite, eu queria... -A voz dele propagou-se calmamente, sendo interrompida por mim Eu bem sabia o que ele falaria e sobre o que, ou quem, mas não queria ouvi-lo, ter uma conversa que me faria chorar diante dele. Continuei fitando a rua olhando suas reações de soslaio.

-Sua vida sexual não é da minha conta. Você não me deve explicação alguma... -Pude ver suas mãos apertando o volante com um pouco mais de força embora não tivesse coragem de olhar em seus olhos. Então novamente o silêncio estabeleceu-se entre nós até a chegada ao aeroporto.

Quando me acomodei no avião fiquei satisfeita por ter escolhido o jeans confortável e o sapato igualmente leve, seriam longas horas de viagem, e a vantagem de um vôo noturno seria que eu poderia dormir sem ter que me preocupar em ter que falar com meu marido ao meu lado. Fechei os olhos e tentei fazê-lo.

Um afago morno em minha face começou a me despertar, estranhamente senti-me confortável onde estava, mas mesmo assim abri os olhos. Eu havia dormido profundamente no ombro de Gustav, tanto que ele me anunciou que já havíamos chegado. Recompus-me imediatamente saindo junto a ele.

A chegada ao hotel foi rápida e tranquila, já na recepção eu saberia de algo que ainda me perturbava. Gustav deu o seu nome a recepcionista que imediatamente solicitou que alguém nos acompanhasse ao quarto.

Deparei-me com a porta do sétimo andar com uma tensão instalada nas entranhas que só passou quando a porta fora finalmente aberta. Contrariando todos os meus temores em achar uma única cama de hotel, deparei-me com uma agradável sala de estar, devidamente decorada com duas amplas portas, uma na esquerda, outra na direita. Adentrei o cômodo deixando Gustav para trás familiarizam-me com a nova situação. Ouvi seus passos , parando muito perto de meu corpo, falando baixo atrás de mim.

-São duas suítes conjugadas, pode escolher qualquer uma delas...-Ignorando o tom de vós macio parti em disparada pendendo para o lado esquerdo abrindo a porta e fechando-a com a mesma rapidez. Finalmente meu coração começava a se acalmar um pouco. Fitei o quarto calmamente, um típico quarto de hotel que custava caro. Tirei o casaco leve que vestia deitando-me na cama. Porque tudo que era relação a Gustav tinha que ser tão pesaroso?

Tirei meus sapatos aninhando-me melhor na cama, descansaria um pouco, pois ainda aquela noite teria a tal festa, motivo principal da viagem. Algum tempo depois me levantei, olhando pela janela que tinha vista para o mar. O dia parecia agradável embora o movimento estabelecido na rua fosse algo que não me agradava muito. Mesmo assim precisava sair ou usaria um jeans na tal festa.

Liguei rapidamente para casa e depois de ouvir que tudo estava perfeitamente bem desliguei. Parti para a sala que separava ambos os quartos a fim de pegar minha mala, depois de um banho sairia a procura do vestido. Minha única mala já estava ao lado de minha porta, em cima dela um bilhete com a letra de Gustav: “Estarei em reunião, mas volto logo”.

Levei a mala para o quarto remexendo nele a procura do que usaria. Tomei um banho breve e sai.

As ruas de Los Angeles eram animadas e barulhentas, sentindo fome comi alguma coisa em um agradável restaurante a beira mar. Graças as minhas visitas anteriores a cidade, junto de Tom, sabia exatamente onde encontraria uma roupa adequada para a noite.

Mal entrei na loja e meus olhos pairaram sobre um belo vestido preto chamou minha atenção. Depois de prova-lo com a sandália adequada da mesma cor tive certeza de que seria aquele.

De volta ao hotel percebi que já passava das cinco da tarde, sendo que as oito eu deveria estar pronta. O ambiente era silencioso, presumi que Gustav ou ainda não havia chegado ou estava em seu quarto. De qualquer forma trataria de me arrumar, então fui diretamente para meu quarto.

Depois de um banho comecei meus preparativos pelos cabelos. Apenas os sequei ondulando as pontas com a ajuda do baby-liss ,eu gostava do efeito de tê-lo liso pela metade.Somente neste processo, já tinha gasto um bom tempo. Maquiei meu rosto com cuidado e paciência,saliento o castanho de meus olhos com uma sombra escura. Por ultimo,depois de calçar as sandálias altas e delicadas, passei o vestido pelo corpo com cuidado. Admiti para mim mesma ao olhar-me no espelho que a produção completa tinha ficado melhor do que eu esperava. O vestido parecia algo muito simples a primeira vista ,era de um comprimento comportado ,e as alças faziam um desenho bonito ao cair nos ombros. O maior detalhe era o enorme decote nas costas, deixando boa parte nua. Peguei uma bolsa de mão depois de usar meu perfume favorito. Suspirei uma vez antes de abrir a porta, do lado de fora estava extremamente silencioso, esperaria por Gustav ali.

When I see your smile

Tears run down my face I can't replace

And now that I'm stronger I've figured out

How this world turns cold and breaks through my soul

And I know I'll find deep inside me I can be the one

(Your guardian angel-The red jumpsuit apparatus)

Meu coração começou a bater em um ritmo frenético quando o vi sentado a minha espera. Prontamente ele levantou-se da poltrona ficando diante de mim.

-Você está muito linda... -Sorri de leve diante do elogio dele, sentindo meu coração palpitar mais rápido. Naquele instante fiz um acordo comigo mesma, esqueceria por um momento que fosse tudo o que havia de errado entre nós.

-Você também... -A pele dele parecia um tom mais clara, contrastando com o terno escuro. Ele apenas sorriu... Um sorriso doce e sincero ofereceu-me o braço e então saímos.

Gustav nunca foi de falar muito de seus negócios, mas naquela noite, durante o percurso que nos levaria a festa, me explicava pacientemente a importância da reunião que fizera e o quanto ela havia sido promissora.Era a primeira vez que conversávamos em par de igualdade e com tanta espontaneidade, por vezes ele me fez sorrir e eu a ele. Quando chegamos ele ofereceu-me a mão para ajudar-me a sair do carro.

O salão estava repleto de gente que eu sequer havia visto uma vez na vida.Em sua grande maioria magnatas da indústria da musica assim como Gustav.Um casal que outro chamavam a tenção geralmente porque a moça teria idade para ser filha de seu acompanhante.Instintivamente apertei o braço de Gustav, sabia que cedo ou tarde ele se afastaria de mim para conversar com algumas daquelas pessoas, mas por enquanto eu o queria comigo.

-Posso dizer que estou acompanhado da mulher mais bonita da festa... -Sorri para ele lisonjeada.

-Se você se afastar de mim serei obrigada a procurar uma companhia... -Passei os olhos pelo local parando-os em cima de um senhor de cebelos grisalhos... -Aquele parece uma boa opção...-Gustav tombou a cabeça para trás divertindo-se ao sorrir.

-Com certeza ele gostaria.

A noite estava sendo agradável. Algum tempo depois Gustav me apresentou ao casal, um dos pouco como nós, casados realmente. Mary era uma mulher muito agradável e logo me simpatizei com ela, foi uma boa companhia enquanto meu marido conversava em um pequeno circulo de homens, incluindo o marido dela.

-Vocês formam um casal muito bonito... -Ela disse enquanto meu olhar encontrava o dele os poucos metros de mim... -Têm filhos?

Sorri diante da pergunta.

-Sim. Um menino.

Depois de algum tempo de conversa extremamente agradável com Mary, Gustav aproximou-se de nós junto com um senhor de mais idade e do marido de Mary.

-Carter, esta é minha esposa, Anna... -O senhor tinha uma fisionomia brincalhona enquanto lhe estendi a mão. Sorria equilibrando o charuto no canto dos lábios.

-Quando eu quiser me casar pela sexta vez, procurarei uma mulher alemã! Como vai minha linda... -O bom humor dele fez todos rirem animados com seus gracejos... –Gustav...Se não começar a dançar com esta linda mulher agora, terá um concorrente.

-Bom, eu não quero correr o risco... -Disse Gustav pegando-me pela mão, me guiando em direção à pista de dança. Enrolei meus braços suavemente em seu pescoço ao som da musica lenta.

I'll sing it one last time for you

Then we really have to go

You've been the only thing that's right

In all I've done

(Run-Snow Patrol)

Um arrepio passou por mim quando suas mãos encontraram a parte despida de minhas costas. Um rubor na face me fez sorrir para ele.

-Carte é um velho bobo... Mas não duvido que fale sério quando diz que seria seu sexto casamento... -Ele se movimentava junto a mim ao som da musica.

-Bom ele tem o direito de tentar... -Respondi ainda sorrindo... -Você faria o mesmo.

Por um momento seu olhar passou a ser mais doce, se ainda era possível, fazendo-me encara-lo boquiaberta.

-Eu sei que você não confia em mim... Mas eu estou com a única pessoa que eu gostaria de compartilhar minha vida...-Sustentei os olhos castanhos nos meus por longos segundos até vê-lo vindo em minha direção depositando um beijo leve em meus lábios,permanecendo neles enquanto dançava-mos.

--Bem que me falaram...Mas me recusei a creditar...-A voz fez passar por meu corpo um arrepio sombrio,como se fosse uma lâmina penetrando em meus ouvidos.Virei meu rosto para encontrar o de Bill parado ao nosso lado,os olhos ardendo de pura raiva com o maxilar rígido fechando a boca em uma linha reta.

Convivi muito pouco com Bill Kaulitz ,irmão gêmeo de Tom, apenas poucos meses entre uma ida e outra dele até a Alemanha. Ele sempre se mostrou um irmão carinhoso e feliz por Tom ter finalmente “sossegado” segundo ele. Da ultima vez que o vi, havíamos acabado de enterrar Tom, sequer havíamos nos falado no ultimo ano até agora.Antes de partir ele me confessou que era demasiado triste olhar para Nick, afirmando que era como ver o rosto do irmão paralisado pelo tempo.Por um lado entendia sua dor,por outro sentia raiva por ele por negar sua presença ao próprio sobrinho.

-Como vai Bill?... -O cenho ainda franzido que ele mantinha me impedia de ser alguma coisa além de cortês. Neste momento Gustav segurava em minha cintura em postura protetora.

-Não tão bem como você pelo que posso ver...-Ele dirigiu seu olhar para o homem ao meu lado...-Como vai Gustav?

-Muito bem Bill...-Gustav tinha o semblante rígido de quase sempre ao ver a pouca simpatia vinda do amigo.

Um minuto de silêncio constrangedor se estabeleceu entre nós três, sendo quebrado por Bill.

-Meu irmão deve estar se retorcendo na cova, vendo que a sociedade de vocês se estendia a todos os bens Gustav...-Ele proferia as palavras olhando diretamente para mim, atônita diante do que ele havia dito.Abri a boca para rebater suas insinuações,mas Gustav me interrompeu adiantando-se um passo a frente.

-cuidado Kaulitz...Vai acabar insultando minha esposa.

-Esposa?...-O escarnio em sua voz era evidente.Vi Gustav enrigidecer ao meu lado, pronto para continuar com aquela discução falida. Antes que as coisas pudessem ficar piores dei as costas para os dois, indo em direção a saída. Gustav me encontrou logo em seguida, meu olhos lacrimejando contra minha vontade.

-Podemos ir agora?...-Perguntei assim que ele parou ao meu lado.

Sem dizer sequer uma palavra entramos no carro e partimos dali.

Adentramos a sala ainda em silêncio,meus olhos encontraram os dele por um minuto e dissemos boa noite quase ao mesmo tempo,indo um para cada lado.Não pude deixar de pensar que talvez aquela noite pudesse ter terminado de uma forma diferente,ainda mais com aquele beijo,enquanto fechava a porta atrás de mim,tirando as sandálias logo em seguida.

Como Bill Kaulitz se atreve? Meneei a cabeça decidida a não pensar mais nele,em nenhum deles.

Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it anymore.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time

(Need you now-Lady Antebellun)

Tirei aquele vestido entrando em um banho para tirar do rosto a maquiagem e do corpo a tensão. Não molhei os cabelos, era demasiado tarde para ativar o secador. Joguei no corpo uma camisola leve e deitei na cama, por cima dos lençóis sentindo algo me perturbar, o fato de ele estar no outro quarto, junto ao meu, tendo apenas duas portas que nos separasse.

Fiquei em pé, colocando sobre o corpo um robe, dando passos confusos dentro do quarto, como se o simples fato de movimentar-me, influenciasse em algo para amenizar minha ansiedade. O beijo e principalmente as palavras ditas por ele não deixavam minha cabeça nem por um segundo sequer. Cheguei até a porta tocando-a com a ponta dos dedos, suspirei e em um ato impensado a abri ,em um rompante atravessando a sala parando diante da dele, abrindo-a com igual agilidade. Tive o pensamento momentâneo de que ele estaria dormindo, e eu fazendo o papel de boba. Este logo se dissipou ao vê-lo parado na janela, fitando por entre as cortinas de modo pensativo, algo que só poderia ser o mar. O olhar confuso dele saiu da janela pairando sobre mim. Eu já não tinha ideia se sabia ou deveria falar algo. Corri meu olhar por ele um segundo, as mangas da camisa dobradas de um jeito qualquer até os cotovelos, aberta pela metade deixando o peito a mostra. Ele estava descalço e mantinha as mãos dentro dos bolsos.

My eyes seek reality

My fingers seek my veins

There's a dog at your back step

He must come in from the rain

I fall 'cause I let go

The net below has rot away

So my eyes seek reality

And my fingers seek my veins

(Low Man's Lyric-Metallica)

Apenas parei de respirar por um instante, tentando não pensar em nada, a não ser meus sentimentos por ele. Desamarrei lentamente o laço do robe deixando-o cair aos meus pés enquanto o via engolir a seco. Ao dar passos lentos em sua direção, implorava internamente que não me rejeitasse. Parei diante dele, mantendo o olhar fixo no seu, sentindo a sua respiração junto a minha. Toquei de leve a parte a mostra do peito, descendo a mão rumo aos botões ainda fechados, abrindo-os logo em seguida. Por um momento o envolvi em um meio abraço, para depois circunda-lo passando a mão pelo abdômen, agarrando uma parte da camisa livrando-lhe um dos braços. Parei atrás dele depositando-lhe um beijo nas costas. Sorri ao ver onde estava a segunda tatuagem mencionada por ele, um par de asas enormes. Meus dedos percorreram-lhe pelo braço, passando pela nuca indo rumo ao outro, livrando-o do que restava da camisa, deixando-a cair ao chão.

-Anna... -A voz dele era rouca e extremamente sensual ao pronunciar meu nome, mas eu tinha receio pelo que viria a seguir.

-Schh... -Encontrei suas costas com os lábios... -Apenas me beije... -Rocei a face na pele macia... -Me pega pra você.

Ele virou-se para mim, engoli a seco tentando encontrar em seus olhos o indicio de que daria continuidade, se me faria dele. As pontas dos dedos dele fizeram o contorno da minha boca, enquanto os olhos mantinham-se nos meus. Aos poucos os lábios dele vieram em minha direção, encontrando delicadamente os meus, passando a movimentar-se de forma convidativa, preenchendo minha boca com o beijo que ambos necessitávamos. Não pude evitar sorrir quando os lábios dele se separam dos meus apenas para explorar meu pescoço enquanto uma de suas mãos passou a afundar-se em minha nuca e a outra estava em minhas costas. Ouvir-me sussurra seu nome enquanto afundava meus dedos em seu cabelo, bastou para que ele me puxasse mais para si, apertando-me contra ele de uma forma que doeria. As mãos agora desenharam a lateral do meu corpo e, em um movimento preciso, ele ergueu-me fazendo com eu me prendesse a ele, tendo as pernas em sua cintura. Em passos lentos, sem separa os lábios dos meus ele sentou-se a beirada da cama. Parou por instante olhando-me nos olhos, tirando uma mecha de cabelo dos meus olhos, sorriu de forma encantadora.

-Linda... Tão linda... -Novamente seus lábios eram meus. Sua boca era minha da forma mais macia e completa, já havíamos nos beijado antes, mas nada tinha comparação a aquele toque, o encontro perfeito, o beijo mais intimo de toda a minha vida.

As mãos mornas de Gustav desceram de minha cintura, passando o seu calor através da seda fina, parando em meu quadril, apertando de leve o volume macio. Ele encontrou a barra da camisola e passou a puxa-la para fora do meu corpo, sem pressa alguma, fazendo com que o contato do tecido somado ao roçar de suas mãos por minha pele, me provocasse arrepios que nasciam nas costas e explodiam em minhas extremidades. Meus braços se ergueram diante dele e a seda foi jogada ao chão, deixando meu corpo a mostra, diante de seus olhos atentos. Ele salivou, selou meus lábios e encarou-me novamente, fechando a mão envolta de meu pescoço em um gesto de posse, prestando a mais severa atenção as minhas reações enquanto ela se soltava, descendo com a face dos dedos em direção ao meu seio. Gemi baixinho deixando que a cabeça tombasse para trás quando sua boca sugou a pele macia do mamilo. Ele me pegou novamente pela cintura, pondo-se em pé ainda comigo enrodilhada em seu corpo.

Gustav colocou-me na cama fofa, pondo-se sobre mim delicadamente, minhas mãos passaram por suas costas, as unhas encontrando de leve a pele, parando na fivela de seu cinto. Ele se pôs de joelhos, os olhos fixos em mim, apenas para abrir o zíper da calça deixando que ela se afrouxasse em sua cintura. Voltou para mim, a boca na minha, enquanto minhas mãos desciam a calça .Eu o queria mais do que tudo, um sentimento sem precedentes vindo a tona de forma avassaladora. Os seus lábios e suas mãos tornaram-se íntimos de meu corpo. Delicadamente ele livrou-se da minha única e pequena peça de roupa, logo em seguida da sua. Não haviam mais barreiras entre nós. Ele aninhou-se sobre mim com um beijo enlouquecedor, aos poucos cedi a ele o encaixe perfeito em meu corpo. Então estava acontecendo suavemente, aproveitando o momento de nossa primeira vez, ele uniu-se a mim, deslizando seu corpo para dentro do meu. Um encontro que fez cada terminação nervosa de meu corpo responder ao prazer que ele estava me proporcionando.

A primeira investida suave fez com que meu corpo se arqueasse diante da satisfação de tê-lo em mim, enquanto ele abafou um gemido em meu pescoço, passando a movimentar-se de forma enlouquecedora. Tudo naquele momento era prazeroso e perfeito, a forma como ele me possuía, o brilho em seus olhos, o perfume que emanava de seus cabelos e sua pele, eu prolongaria aquele momento pra sempre se assim eu pudesse.

Minha respiração saia ofegante em meio a gemidos, meus e dele, os movimentos sincronizados me preenchiam com intensidade, por vezes ele sussurrou meu nome enquanto afagava meu rosto, a cada investida em mim. Por fim quando ambos pareciam não aguentar mais, em mais um movimento prazeroso ele fez com que tivesse meu momento de puro prazer, fez com que eu chegasse ao ápice da nossa primeira vez, fazendo meu corpo estremecer de leve debaixo do dele. Um segundo depois e foi a vez dele. Abafando um gemido longo em meus cabelos, o corpo dele relaxou satisfeito, no meu.

Gustav procurou meu rosto com os olhos, afagando minha face rubra com a ponta dos dedos, e selou nossos lábios, em um ato apaixonado. Afastou-se, relutante, de mim deixando as costas encontrarem a cama, me puxando para si, oferecendo-me o peito para que eu me aninhasse nele. Sorri bobamente quando meu rosto encontrou a sua pele, meus dedos subiram para sua nuca e ali ficaram afundados no cabelo loiro. Adormeci exausta e plenamente satisfeita, com a sensação de estar renovada dominando o meu peito.

A claridade passando pelas cortinas mal fechadas, foi me convidando aos poucos a acordar. Abri e fechei os olhos, deitada de bruços, pelo menos duas vezes tentando acostumar-me com a luz forte. Por fim consegui mantê-los aberto para encontrar o rosto de meu marido, fitando-me com ternura. Gustav tinha a cabeça aninhada no braço, no rosto a expressão mais serena do mundo, sorrindo ao ver-me despertar. Por alguns segundos fiquei apenas a observa-lo, com um sorriso insistente em meus lábios. Não havia nenhum resquício do vinco em sua testa, nenhum sinal de sarcasmo ou mesmo de que alguma coisa o perturbasse nada a não ser algo que pudesse ser chamado de felicidade. Contrariando tudo que eu temia nos últimos meses, eu não sentia nenhum sinal de arrependimento ou temor, a única coisa que pulsava em mim era o desejo de recomeçar, de esquecer-me das vezes onde fomos grosseiros um com o outro, virar esta pagina mal escrita da minha vida e começar a preencher uma nova, totalmente em branco, com oque seria de nós daquela noite em diante. Poderia dizer que o amava naquele momento, mas talvez não fosse o certo, começaria de novo, mas com cautela.

-No que está pensando?...-Perguntou ele diante do meu silêncio persistente. Logo em seguida fechou os olhos e levou a mão ao meu rosto... -Só, por favor, não use a palavra arrependimento.

Sorri de volta ao ver como as conclusões dele sobre mim, geralmente eram equivocadas. Afaguei sua face ao perguntar.

-Eu pareço com alguém que se arrepende de alguma coisa?...-Ele sorriu mais abertamente, depositando um beijo em minha mão, depois fechando-a na sua.

-Não... Parece simplesmente a mulher mais linda do mundo ao acordar.

Fiquei mais alguns minutos, de volta ao seu peito, onde parecia ser o meu devido lugar. A contra gosto levantei-me da cama ,passando um dos lençóis em volta do corpo enquanto ele apoiava a nuca nos próprios braços com um sorriso travesso nos lábios. Parei na porta do banheiro ao ouvir sua voz ,olhando para ele.

-Não me diga que tem vergonha de mim... -O sorriso de canto, que eu começava a gostar vendo que só aparecia quando queria me envergonhar, estava presente. Desafiadoramente deixei o lençol cair ao chão e entrei no banheiro.

I don't know how to let you go

I've given to you all of me.

All that will ever be,

We share the same heart and soul

I want you to believe in me

See through my eyes and you will know

I'll take my chance that you will come home to me

Even if it takes some time for you to work it out

I'll be there

(Find my way-P.O.D)

Enquanto escovava os dentes liguei o chuveiro checando a temperatura da água com a mão. Terminei de escova-los e me olhei no espelho me perguntando como ele podia elogiar-me de manha com aquela aparência, meus cabelos faziam lembrar feno de tão emaranhados. Como já estava nua, entrar debaixo da água morna foi o que eu fiz. Lavei meus cabelos e o aroma doce do xampu tornava o banho mais relaxante. Passei a mão na coxa, examinando a pequena marca avermelhada onde Gustav apertara com um pouco mais de força na noite anterior. Fechei os olhos deixando a água cair sobre meu rosto, no pensamento fragmentos de memória da noite anterior se faziam presentes. A minha atenção só voltou ao momento atual quando percebi o Box de vidro sendo aberto por ele. Com forma que me olhava, malicioso, dos pés a cabeça e totalmente nu, a minha reação instantânea seria tentar cobrir pelo menos parte do meu corpo com as mãos, no entanto apenas sustentei seu olhar sedutor, vendo-o aproximar-se mais e mais de mim, tomando-me pela cintura, colando meu corpo ao seu de forma despudorada. Beijou-me um canto da boca, depois o outro para depois mordiscar de leve meu lábio inferior. O primeiro contato de minhas costas com a parede fria causou-me um arrepio, era isso ou a sensação arrebatadora da mão de Gustav entre minhas pernas. A boca dele sugava e mordia, horas sem muita delicadeza, meu pescoço e meus seios. Pressionando-me contra a parede ele passou possuir o meu corpo, fazendo-me gemer seu nome enquanto minhas unhas marcavam um caminho avermelhado por onde passavam. Em minutos, diante do mais intenso prazer, ambos estávamos satisfeitos, eu explodindo em mim, no meu momento auge, ele apertando-me mais contra seu próprio corpo enquanto tinha o dele.

Notas finais
Espero que tenha valido a pena!
reviews?Pedradas?Qualquer coisa?
Beijo