Eu Aceito
19 Dia negro,noite tempestuosa e o amanhecer.
Notas iniciais
Tô tão emocionada aqui,vocês nem sabem!
Terminei tudo agora e mal posso esperar para saber o que vocês acharam.Estou surtando aqui!
Ultimo capítulo :(
Mas,especialmente para vocês suas lindas um capítulo bônus,juntinho com o final!
Quero deixar um beijo pra vocês,mais uma vez dever cumprido,com as melhores leitoras do mundo!
Recomendem se quiserem e não deixem de deixar o seu comentário que me faz tão feliz!
Quero convidar vocês pra lerem minha nova fic(vamo lá gente-Pensamento positivo!Se vocês sobreviveram até aqui,não custa dar uma olhadinha)
https://www.fanfiction.com.br/historia/197047/Encontros_De_Amor
Vejo vocês por lá!
Enjoy.
*Para Mandy com amor.
Quererte fue una estupidez total
Un paso mas allá del bien y el mal
Una tormenta de dolor, una historia de terror
Un sueño rosa que hoy es gris, palabras sin valor
Dirigi com total desânimo até parar na entrada principal. Estar ali novamente me desanimava, causava-me dor, como se estivesse revivendo, por isso fazia tanto tempo desde a ultima vez. Sai do carro, estava frio do lado de fora, mas isso não me intimidou.
Meus pés afundavam na neve, estava tudo parcialmente coberto por ela, mas eu encontrei o caminho mecanicamente. Deparei-me com o lugar exato, abaixando sobre ele. Passei a mão, retirando a neve que cobria a lápide, revelando a foto dele. O contato de minha pele com o gelo me fez estremecer um pouco, era isso ou a sensação de estar ali, sozinha, apenas com minhas dores e meus sentimentos confusos. Em minha garganta alojou-se um nó, uma sensação amarga e triste.
Olhei para a lápide escura por alguns instantes, eu gostaria que ele pudesse me ouvir naquele momento.
Sé que fui, ingenua y me senti,
Colgando mariposas en el cielo,
Y hoy estoy temblando al ras del suelo.
Fui, ingenua y te volví, mi aire
Y hoy la vida es un desierto,
Por amarte a corazón abierto.
(Ingenua-Dulce Maria)
–Eu amei você com todas as minhas forças, da melhor forma que eu pude... -Meus dentes tintilavam um pouco pelo frio... -Então Tom, porque isso não foi o suficiente? Eu sofri durante todo esse tempo e a dor não foi embora, nem mesmo quando você se foi pois eu não pude lhe dizer o quanto você me machucou. Eu o odeio pelo o que me fez e eu lamento que você não esteja aqui para que eu possa gritar isso...-Meus olhos passaram a arder, sinal de que as lágrimas viriam logo em seguida...-Eu passei tanto tempo ser sentir nada, além de dor...Até agora...Até que ele me fez sentir felicidade novamente, e agora eu acabei com tudo. Então eu não posso mais Tom...-Minhas lágrimas começaram a pingar sobre a lápide sem que eu ao menos percebesse quando elas iniciaram, embargando minha voz...-Não posso mais esperar que ele haja como você,eu que ele me magoe por que não vai acontecer. Eu não quero vê-lo mais quando olhar para ele...-Com as mãos gélidas sequei as lágrimas...-E para isso eu tenho que deixa-lo para tráz, por isso eu perdoo, de uma vez por todas eu o perdoo. Eu só vim dizer adeus...
Como se algo maior pudesse estar compactuando com aquele momento ,começaram a cair os primeiros flocos de neve ainda sendo dia,como não acontecia a semanas.Alguns deles passaram a cobrir novamente a foto onde ele sorria,como se abençoasse minhas palavras...Eu me sentia livre,como se um peso fosse removido de minhas costas...De alguma forma,ele havia me ouvido.
O frio se tornava demasiado insuportável,precisava de agasalhos,precisava do abraço de Gustav.Me colocava em pé quandoa voz soou atrás de mim,tão familiar que me fez estremecer com a ideia de estra ouvindo coisas.
–Anna?...-Virei-me lentamente encontrando o seu rosto, a mesma barba por fazer, o mesmo olhar,o mesmo rosto. Permaneci imóvel por um momento diante dele...-O que faz aqui ,e com essas roupas?...Bill aproximou-se de mim, tirando dele o próprio casaco, passando sobre meus ombros...-Venha comigo.
Juntos, ele me abraçando de lado, começamos a sair dali, parando diante do carro que só poderia ser dele. Não sabia o que pensar, nossa ultima conversa não foi nada amistosa...Se ele tivesse a intenção de me insultar, que o fizesse, naquele dia não poderia brigar com mais ninguém, não teria forças para isso. Bill abriu a porta do passageiro, sentei. Quando ele entrou ligou o aquecedor na temperatura máxima, calada, deixei-me envolver pela sensação boa de estar aquecida.Bill me encarava, quase incrédulo, o silêncio sendo quebrado por minha respiração pesada. Depois de alguns minutos ele parecia confortável para um diálogo.
–Ainda não me respondeu o que faz aqui...-A voz era tranquila e doce,não podendo ser comparada em nada com a ultima vez que nos vimos em Los Angeles...-Poderia ter congelado lá fora,você se sente bem?
Assenti com a cabeça, embora meu coração estivesse em migalhas por tudo o que acontecia, por mim, por Trina e principalmente por Gustav...Naquele momento Bill se mostrava a mão estendida para mim, tentando retirar-me do poço.
–O que você faz aqui?...-Perguntei finalmente. Ele abaixou o olhar triste.Ele e Tom eram muito mais do que irmãos,eram partes separadas da mesma coisa.Ele não respondeu,apenas deixou que eu tirasse minhas próprias conclusões.O encarava quase involuntariamente, o rosto que eu tanto amei ,estampado em um outro ser, idênticos. Tanto tempo encarando-o fez com que ele se desconcertasse e ficasse sem jeito...-Desculpe-me, é que...
–Eu sei...Eu vim vê-lo...-Disse por fim...-Iria procura-la também, não foi justo a forma com que eu falei com você em Los Angeles...Eu sinto muito.
–Bill...-Ele sinalizou para que eu me calasse,talvez aquele fosse o momento que ele tinha,assim como eu,para aliviar o peso...-Eu sabia como Tom agia com você,e eu sei que não era certo...-Ele parecia realmente sincero de um modo muito decente...-Eu senti raiva, apenas. Quando você me ligou falando do acidente, eu cheguei muito tarde, nem pude me despedir, enquanto Gustav esteve sempre aqui...-Ouvir seu nome doeu-me no peito...-Eu nunca pensei que isso pudesse acontecer, achei que sempre poderia vê-lo uma próxima vez,quando não houve uma próxima vez eu não suportei a dor...Me desculpe, você tem o direito de continuar com a sua vida e não vejo ninguém melhor do que Gustav.
O abracei com força, deixando algumas lágrimas percorrerem por meu rosto. Alguns minutos depois me soltei de seu abraço. Bill olhava-me atento, quase com piedade, de uma forma doce e acolhedora.
–Não vou perguntar de novo o que faz aqui, apenas me diga se quer que eu a leve a algum lugar...-Talvez estivesse claro que naquele momento eu não passava de uma desesperada.
–Não, o meu carro está logo adiante...Eu preciso ir...-Minha voz era um murmúrio.
–Tudo bem. Leve o casaco com você...-Sorri para ele. Ter uma pessoa como Bill por perto era sempre reconfortante. Toquei a maçaneta com uma mão afagando seu rosto com a outra. Estava abrindo a porta quando ele chamou minha atenção... -Anna? Tudo bem para você se eu for visitar o Nick?...-Ele parecia envergonhado e tímido.
–Tudo bem Bill,ele vai adorar ver o tio novamente...-Um sorriso enorme iluminou o rosto...
Hold on!
Hold on!
Don't be scared
You'll never change what's been and gone
May your smile (May your smile)
Shine on (Shine on)
Don't be scared (Don't be scared)
Your destiny may keep you warm
(Stop Crying your heart Out-Oasis)
Sai para neve novamente entrando em meu carro,o casaco pesado de Bill com certeza fizera alguma diferença, mas não aplacava o frio totalmente. Dirigi novamente a produtora, na esperança de que neste meio tempo Gustav tivesse voltado para lá ,ou que pelo menos Agnes pudesse me dar alguma noticia.
De volta ao andar de seu escritório ,deparai-me com a porta de vidro fechada, nem ele,nem Agnes.O desânimo finalmente apoderou-se de mim, já não tinha mais coragem ou vontade ,apenas iria embora, já que era o que ele queria, o que eu havia provocado. Ainda sentia-me friolenta, exausta e cansada. Não havia comido ou bebido nada desde a xicara de café daquela manhã, voltaria para casa. Preparava-me para dar meia volta quando uma vertigem me atingiu fazendo com que eu cambaleasse um pouco, a fraqueza dominando-me. Segurei minha própria cabeça entre as mãos esperando que ela fosse embora. Funcionou minutos depois. Realmente precisava voltar para casa. Chamei o elevador, desiludida por não conseguir uma solução. No painel luminoso o numero seis me fez lembrar de algo, meu sorriso refletiu na parede metálica com a ideia, uma esperança embora remota. Apertei o numero cinco, o andar onde funcionava a gravadora.
Todo aquele andar era destinado a um estúdio de gravações, estava silencioso e as luzes em sua maioria apagadas. Parei diante da porta com enorme logo da produtora, tentei a maçaneta e ela se abriu. A ante sala estava sem recepcionista, sem ninguém na verdade, a atravessei chegando ao estúdio.Meus olhos marejaram, ele estava ali. Não poderia dizer se realmente tocava a bateria, parecia que descontava no instrumento todas as suas frustrações, o som era abafado atrás do vidro de proteção. Uma luz precária era a única coisa que lhe iluminava o rosto, abatido e sôfrego. Adiantei-me alguns passos para mais perto do vidro quando ele parou o que estava fazendo. Levantou, andando em direção a uma mesa, acendendo um cigarro. Demorou alguns segundos para que ele notasse minha presença, o olhar era tão frio quanto aquele vidro que nos separava. Me odiei naquele momento, na noite anterior seu olhar sobre mim denotava a mais pura adoração. Indiferente, tragou o cigarro, largando-o no cinzeiro em seguida. Apenas esperei que viesse até mim, desviando o olhar para qualquer lugar que fosse. No sofá atrás de mim, o casaco e o paletó, juntamente com a gravata.
When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you need,
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse
(Fix You-Coldplay)
Tentei não fraquejar, ganharia seu perdão me redimindo e não me pondo a chorar, ele merecia que eu me desculpasse e eu o faria, encontraria a forma de voltar para seu coração, acharia as palavras certas e o teria de volta.
Gustav, afagou a própria nuca, evitando meu olhar.
–Como soube que eu estaria aqui?...-A voz rouca me censurava. Era obvio que ele não queria me ver. Mantive-me firme, embora a magoa me torturasse.
–“Toda vez que briga comigo”, lembra...-Em tempos felizes, onde uma briga não passava de uma discução boba, quando isso, ele havia me contado onde estaria...Tocava bateria, toda a vez que eu brigava com ele. Isso poderia ser em qualquer lugar, mas apostei no estúdio e venci...-Eu fui ver aquela mulher...
–Precisava de uma confirmação dela para saber que eu não estava mentindo?...-O semblante de Gustav endureceu mais uma vez, como em nossa casa. Neguei com a cabeça.
–A única coisa boa que Tom me deu na vida está em nossa casa agora... -Inquieto, cerrou os olhos provavelmente pensando em Nick...-Eu sinto muito por tudo o que eu disse. Você não é como ele...E eu o amo por isso...-Gustav ainda não me olhava nos olhos, o semblante ainda era rígido em uma postura intocável .O Gustav com quem eu havia me casado, nem um sinal do homem que havia me conquistado. Eu o perdi...-Eu sinto muito...-Disse vencida, a ultima tentativa de tocá-lo que havia falhado.
–Eu também sinto...-Foram suas únicas palavras enquanto ficava de costas para mim, voltando os olhos para qualquer coisa que não fosse eu, arrasando meu coração.
Minha garganta parecia obstruída, o ar não alcançava meus pulmões. Ele estava irredutível.
Andei um passo a mais, chegando até ele, desejando que não estivesse de costas para que eu pudesse olhar em seus olhos para dizer o que eu sentia pela ultima vez.
–Eu amo você Gustav...-O esforço que eu fiz para que as palavras saíssem audíveis foi inexplicável.
Mentalmente ordenei meus pés a caminharem, em passos lentos para fora dali. Meus olhos ardiam transbordando em lágrimas. Deixei que elas saíssem à vontade assim que cruzei a antessala, molhando meu rosto. Chamei o elevador, pressionando minha cabeça contra a parede, como se o chão não estivesse abaixo de meus pés, até que ele chegou. Apoiei as costas na parede metálica como se fosse cair ali mesmo se não o fizesse, esperando que a porta se fechasse e me levasse dali.
Meu coração passou a bater na garganta quando o vi correr em minha direção, o suficiente para que impedisse, por pouco, que a porta se fechasse com a ajuda do próprio braço. Tentava ter alguma reação que simplesmente não vinha enquanto sentia um misto de pavor e esperança. Ele não dizia nada nem ao menos se aproximava, ao contrário, afastou-se da porta dando-me passagem. Cheguei até ele, ainda esperando por qualquer reação.
Ele passou a mão de forma nervosa pelos cabelos, como se sua própria atitude o desagradasse. Parei diante dele, dando-lhe algum espaço, para que raciocinasse.
–Apenas diga de novo... -Disse ele encarando-me.
–Eu amo você... -Não hesitei ou tremulei, apenas as palavras fluíram de minha boca.
Seu abraço tomou-me em um baque. A boca dele encontrou a minha desesperadamente, enchendo-me da mais pura felicidade.
–Eu queria ser mais forte para ficar longe de você, mas apenas não consigo... –Ele me abraçava com mais força, revezando-se entre falar e beijar meus lábios. A sensação do corpo morno ao meu me fez perceber o quanto ainda sentia frio. Fora tempo demais exposta ao inverno, parecia que nada me aqueceria naquele momento. Tentava me concentrar em Gustav e seu abraço mas a vertigem me impedia...-Deus, como está fria, como saiu assim de casa?...-Queria responde-lo dizendo que não importava, mas não conseguia...-Anna?...-O rosto dele foi ficando vago para minha visão ,meu corpo amolecia em seus braços enquanto ele me segurava. Queria pedir que não se preocupasse por que eu estava bem, que só me sentia cansada, mas não pude, não conseguia dizer nada, apenas sentia a necessidade de deixar o negro total me envolver, e eu cedi a ele.
O bip irritante não me deixava mais dormir mesmo assim não queria abrir os olhos ainda. Me remexi um pouco na cama sentindo uma ardência na mão. Quis coçar com a outra mão, talvez parasse, quando alguém me deteve.
–Não toque amor, precisa disso por enquanto... -Aquela voz, a que eu mais amava, se diria a mim com ternura, afastando as más memórias do que mais parecia um pesadelo. Abri os olhos vagarosamente, o frio havia passado embora eu estivesse usando apenas uma camisola hospitalar e por cima de mim uma manta fina. Quis lembrar o exato momento em que parei ali, nada. Aturdia olhei para a direita, identificando de onde vinha o bip que não parava, me senti perdida. A mão segurou na minha com mais força encorajando-me, Gustav. Virei para ele encontrando um rosto mais pálido do que o normal, com olheiras arroxeadas debaixo dos olhos. Ele não havia dormido o que me fez pensar a quanto tempo estava ali... -Você quase teve hipotermia. Não deveria ter saído de casa...-Ele suspirou pesadamente...-Eu não deveria ter saído de casa...-Entrelacei meus dedos aos dele, sentindo arder um pouco mais onde uma agulha levava soro para minha veia.Precisava que parasse antes que se culpasse.
– Que horas são... -Perguntei enfraquecida, tentando localizar-me de alguma forma.
–Está quase amanhecendo... -Gustav apertou um botão um pouco acima de mim...-O doutor pediu que eu avisasse quando acordasse...-Havia passado ali praticamente uma noite inteira, Nicholas foi a única coisa que consegui pensar. Me senti estúpida por ter saído daquela forma de casa, o que seria de meu filho se alguma coisa tivesse me acontecido?
–E Nicholas... Precisamos voltar...
–Está tudo bem amor....-Gustav afagava minha testa,tentando me acalmar embora ele próprio parecesse prestes a ter um ataque...-Ele está bem.
Neste instante passou pela porta um doutor de meia idade,observando atentamente a planilha em suas mãos.
–Finalmente acordou Senhora Schäfer, nos deixou muito preocupados...-Anotou alguma coisa na planilha direcionando sua atenção a mim...-Como se sente?
Pensei por um momento, sob o olhar atento do médio e principalmente de Gustav.A resposta era simples, e sentia bem,descansada e aquecida.
–Me sito muito bem...-Respondi por fim.
Novamente ele anotou alguma coisa,falando ao mesmo tempo.
–Isso é ótimo! Mesmo assim saiba que foi imprudente, ainda mais em sua condição...-Não entendia ao certo ao que ele se referia...-Gestantes tem a imunidade muito baixa,ainda mais no inicio da gravidez.Esteve muito próximo da hipotermia e isso poderia ter prejudicado o bebe.
Queria arrancar aquela planilha das mãos dele, para que parasse de escrever e me desse a devida atenção. Grávida, ele estava dizendo que eu estava grávida. Novamente os olhos dele voltaram-se em nossa direção. Olhou demoradamente para Gustav, estático, e depois para mim.
–A Senhora sabia que está gravida não é mesmo?...-Folheou o prontuário... -Quase cinco semanas pelo que diz aqui...-Não conseguia responder. Não sentia sintomas e jamais pensei que aconteceria tão rápido. Quase cinco semanas significavam apenas duas depois de ter parado com os anticoncepcionais. Olhei para Gustav ,os olhos brilhando em uma intensidade que eu nunca havia visto antes...-Vou deixar-lhes a sós...-Disse o médio, sorrindo para nós pela primeira vez desde que entrara naquele quarto.
Gustav ainda me fitava,quieto e encantador.Dei de ombros na mais total falta do que falar,queria poder dizer qualquer coisa ,a mais imbecil que fosse para expressar o quanto eu estava feliz.Um dia de nuvens negras e noite tempestuosa que amanhecia de uma forma diferente para nós dois.Queria que ele quebrasse aquele silencio,que falasse qualquer coisa.Ele não falou.Em um rompante levantou-se da cadeira que estava,abraçando-me com força beijando minha boca com o maior amor do mundo.
–Você faz de mim o homem mais feliz do mundo...-Sussurrou em meu ouvido ainda abraçando-me com força...-E é por isso que eu te amo...-Voltou a me beijar sem que ao menos eu pudesse lhe dizer o quanto o amava também e como não poderia existir ninguém mais completa do que eu naquele momento.
O sol não poderia brilhar mais ao passar pelas cortinas leves. Espreguicei-me como se a barriga de sete meses não fosse um empecilho acordando Gustav também. Sonolento ele ergueu-se, mirando-me atento.
–Tudo bem?...-Revirei os olhos fazendo-o sorrir.
–Ainda está tudo bem desde a ultima vez que me perguntou há meia hora...-Rindo ele me puxou, cuidadosamente para si, fazendo-me suspirar. Nem a gravidez me fazia querê-lo menos.
–Eu só me preocupo com vocês duas... -Disse ele selando nossos lábios, passando pelo pescoço, indo até a barriga, levantando o pijama leve que eu vestia, exibindo o volume imenso. Apoiou-se no próprio cotovelo para acariciar a barriga com a outra mão. Sorriu vendo o bico que eu fazia, aproximando-se mais como se pudesse cochichar com o pequeno ser que eu tinha dentro de mim...-Sua mãe tem ciúmes de nós Amanda...-Ri mais alto divertida, sentindo nossa filha se mexer, como se entendesse o que o pai dizia. Desde a ultima ultrassonografia, quando soubemos que teríamos uma menina,Gustav sempre a chamava pelo nome, Amanda.Olhou-me profundamente nos olhos antes de continuar...-Vamos dizer que não precisa,que o papai a ama como nunca amou ninguém na vida.
Meu coração enterneceu,a forma com que ele falava me fazia perder o chão.Ele veio até mim,beijando-me.
A porta de nosso quarto abriu-se violentamente,revelando um cheiro forte de café que certamente Aletta preparava no andar de baixo.Nicholas entrou como um raio,seguido por Harry.Os dois pulando em cima da cama enorme,Nicholas mais precisamente para os braços do pai.Tocou minha barriga com a mãozinha sorrindo para mim,enquanto Gustav acariciava seus cabelos.
Minha vida havia mudado.Havia conhecido o amor e me decepcionado com ele.Sofri e me reergui.Havia chorado mas nunca havia sido tão feliz em minha vida.Havia encontrado o homem da minha vida e ele me dera uma família.Amor,felicidade,paixão...Encontrei todas as coisas possíveis ,as melhores coisas do mundo,no momento em que eu disse “Eu aceito.”
Fim*
Notas finais
O que acharam?!!
Sem tortura galera!
Bônus >>>>
Fale com o autor