Ethanca - Dead Love
11 Bianca no País das Maravilhas - Parte I
Notas iniciais
Não me matem, por favor ç.ç Eu andei realmente muito ocupada, ainda nem estou no ensino médio e preciso estudar das 7h 45 à 17h 15.
Daora a vida, masok. Eu já estava pensando em deletar a fic, mas então eu pensei que eu poderia voltar. O tempo foi passando, as provas foram chegando e eu fui morrendo aos poucos, até que eu voltei a usar o Nyah pra fazer uma fic de Yaoi (url nas notas finais), acabou que a linda da Annie Malfoy Jackson foi perguntar sobre Ethanca, esse capítulo é dedicado à você õ/
Então aqui estou eu, agradeçam à fofa da Annie.
POV Bianca
Escuridão.
Era tudo o que eu poderia ver, ela que me acompanhava naquele estranho lugar, a Escuridão estava de mãos dadas com o Silêncio, eles eram meus únicos colegas de uma cela sem saída.
Mas eu tentei fugir, e como tentei!, mas aquele lugar era como uma caixa preta. Não importava com quanta força eu batia nas paredes negras, não importava o quanto eu berrasse, pois as paredes eram inquebráveis e minha voz não tinha som.
Depois de milhares de tentativas eu fiquei apenas sentada em um canto daquelas paredes daquela maldita caixa.
Abracei meus joelhos e esperei alguma coisa acontecer. Aquilo não era um sonho, eu tinha conciência do que eu estava fazendo, porém era como aqueles sonhos sem conteúdo, que quando acordamos dizemos "Não sonhei com nada ontem".
Então eu vi uma pequena luz, cerrei meus olhos, a claridade me incomodava. Daí eu vi alguém, uma pessoa que estava saindo daquele pequeno fecho de luz.
Ethan.
Mas de orelhas, bigodes e rabo de coelho vestindo um terno. Me levantei bruscamente e comecei a correr em direção ao garoto que se levantava desajeitadamente.
Quanto mais eu me aproximava de Ethan uma dor de cabeça horrível ocoria. Eu ignorava totalmente a dor. Eu precisava vê-lo.
Então eu comecei à ouvir vozes. A dor de cabeça me machucou a ponto de eu cair no chão.
– Ela tá bem? — A voz de alguém ecoou pela caixa
– Ela parece doente ou alguma coisa — essa voz eu reconhecia, Ethan.
– Ela está ótima, né Bianca? — Jake me perguntou
– Não! Não! Ethan, socorro! — gritei, mas ninguém poderia me ouvir.
– Como quiser. Já acabou? — Ethan perguntou irritado.
– Já. — Jake disse — Até mais, Ethan.
– Ethan! — Berrei o mais alto que pude.
Tudo ficou em silêncio de novo, até eu ouvir:
– Bianca, vamos — a voz de Jake soou pela última vez naquele sonho bizarro.
A dor de cabeça passou. Levantei os olhos para procurar o coelho Ethan e ele continuava lá.
– Ethan! — Chamei emocionada
Ethan sorriu calorosamente para mim.
– Oi, Bianca — ele cumprimentou
– Ethan, está tudo bem? — perguntei
– Está tudo bem — ele confirmou antes de tirar um relogio de bolso do terno — Mas, não temos tempo! Estamos atrasados!
– Atrasados para que? — questionei
– Precisamos correr, Bianca! — ele disse — Venha logo!
Ele então, de algum modo, passou pela minuscula abertura branca.
– Mas, como... — eu falei confusa
Olhei para os lados à procura de uma abertura maior, mas nada. Apenas uma mesa que eu nunca notara pela falta de luz naquela caixa.
A luz branca do portal não iluminava o suficiente para que eu saiba o que havia na mesa. Tateei sua superficie plana e logo achei uma garrafa e um biscoito.
– Obrigada, Zeus — agradeci aos céus irônica — Agora sim eu não morro de fome.
Sinceramente, aquilo era inútil, eu não sentia nada naquela caixa, nem fome, nem sede, nem vontade de ir ao banheiro.
Só saudade.
Decidi beber a garrafinha estranha, não antes de colocar o biscoito no bolso. Um semideus normal não beberia, mas eu faria de tudo para sair dali.
Dei apenas um gole.
Logo vi a caixa, a mesa e o portal crescendo. Ou quem sabe eu diminuí.
Ignorei totalmente o fato. O que importava era que eu poder passar pelo portal.
XX
O lugar do outro lado da abertura era um jardim muito colorido e muito lindo. Cheio de flores, principalmente Rosas brancas. Eu gosto de Rosas, principalmente Rosas brancas.
Mas nenhum sinal do Ethan.
De repente avistei algo vermelho caído no chão, um liquido de cor rubra. Sangue?
– Droga! Droga! Droga! — ouvi uma voz feminina — Eu vos disse que deveriam ser Rosas vermelhas, mas não! Vós sois teimoso e encomendais brancas.
– Você disse brancas! — disse uma masculina — "Rosas brancas para o casamento do rei", você disse, "Não se enganeis na cor!"
– Luke, faleis menos e pinteis mais! — a garota disse — A última coisa que queremos é o Rei Vermelho a cortar nossas cabeças.
– Eu sei, Zoë, eu sei! — Luke repetia com raiva
– Zoë!! — chamei minha amiga
Avistei a caçadora pintando as rosas com tinta vermelha junto com Luke. A abracei animadamente.
– Zoë, que bom que você está aqui, nesse mundo louco é muito bom que você está normal! — parei de falar para verificar seu rosto — Dois olhos, um nariz, uma boca e nenhum bigode de coelho! Perfeitamente normal!
– Oh céus! A noiva nos flagrou, Luke! — ela disse preocupada — Sem falar que ela ainda não está vestida!
– O que? — perguntei incrédula — Noiva? Você está brincando, Zoë? Sou eu! Bianca!
– Perdoais minha rudeza, Vossa Alteza, eu deveria ter vos arrumado logo — ela disse nervosa — Siga-me srta Di Ângelo.
Ela me pegou pela mão e me dirigiu até um castelo totalmente vermelho, gigante e muito bonito.
– Zoë, por favor! — pedi — Me diga onde está Ethan!
– Quem? — ela perguntou confusa
– Ethan Nakamura
– Você diz aquele conselheiro do Rei? — Zoë indagou incrédulo — Por que quer saber dele?
Elas entraram em um quarto cheio de coisas de costura, muito bem decorado e, assim como os outros aposentos do castelo, todo vermelho.
– Porque eu o amo, Zoë e você sabe muito bem disso — eu expliquei
Ela abriu um armário e começou a fuçar lá dentro.
– Vossa Alteza, vós não deveis dizer estas coisas, pode ser que o Rei ouça — ela avisou — Vós sois muito gentil, não quero que vós se machuqueis.
Ela me trouxe um vestido branco de noiva.
– Não vestirei nada antes de falar com o Ethan — decidi teimosa.
As vezes ser teimosa fazia bem.
– Não trarei o sir Nakamura antes de vois vos vestir — ela cruzou os braços.
Em um sonho ou não, Zoë ainda era ótima em argumentos.
– Jura pelo Rio Estige? — perguntei
– Sim, juro pelo Rio Estige, seja lá o que for — Zoë concordou — Vista-se srta, chamarei sir Nakamura.
Suspirei e concordei com Zoë em me vestir. O vestido até era bonito, branco, cheio de detalhes e muito bem trabalhado. Quando coloquei o véu ouvi o barulho da porta se abrindo.
Saí do provador e me deparei com Ethan, ainda com seus traços de coelho.
– Srta. Bianca Di Angelo, como posso vos ser útil — ele disse se ajoelhando
– Já não basta a Zoë? Todos precisam falar assim comigo? — perguntei
– Perdão, Vossa Alteza, não era minha intenção vos irritar — ele me olhou com olhos arrependidos, sinceramente tive vontade de dar-lhe um abraço muito apertado
Enrubesci.
– Ethan, onde estou? Por que todos me chamam de "Vossa Alteza"? — perguntei
– Estás no castelo do Rei Vermelho, o líder suberano de todo o País das Maravilhas — ele respondeu sorrindo — E nós vos chamamos de Vossa Alteza, pois em poucos minutos a srta. irá se casar com nosso líder.
– Mas como assim me casar? — eu me desesperei — Eu recuso! De jeito nenhum! Afinal quem é esse Rei Vermelho?
Ethan me olhou de um jeito curioso, como se me estranhasse.
– Jake Maupassant Bridgeford III, O Rei Vermelho — ele respondeu.
Jake...
Notas finais
É isso, vão ter duas partes de Bianca no País das Maravilhas. Só parei agora porque amanhã eu tenho aula e eu vou dormir.
Beijos pra todos, obrigado por lerem Ethanca ^^
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