Ethan e os meio-sangues.

1 Tenho a minha morte garantida.


Notas iniciais
Err, foi mal o capítulo sair pequeno e mal feito, até eu reconheço que isso tá um lixo -.-

Era apenas um dia normal, mais um na rotina, com coisas comuns..

Exceto o fato de ser perseguido por enormes criaturas nojentas durante toda a tarde e ser proclamado um "metade-deus".

Se você abriu isso com a esperança de ler uma história juvenil com adolescentes que passam o dia todo desabafando e reclamando da vida difícil, eu te aconselho a fechar agora mesmo.

Calma, calma, é melhor explicar tudo do princípio.

Estava dormindo, provavelmente, ou talvez não, era bem confuso ter consciência dentro de um sonho. Era um de meus sonhos super-hiper-mega normais, que me apresentavam como um unicórnio voador tomando sorvete e dançando break em Júpiter, ou coisa do tipo.

No entanto, estranhos sons começaram a ecoar pelo meu sonho, apagando por completo o ânimo e acabando com o som que vinha de algum lugar do espaço que eu não fazia ideia. Aquilo passou de um animado "F.D.B — Young Dro", para um monte de gritos que me lembravam a voz de uma das pessoas que eu mais odiara durante toda a minha vida.

- Ethan, Ethan! — Ecoavam os gritos com uma voz feminina de uma idosa, logo, os unicórnios ao meu lado se desintegraram por completo.

Acreditem, eu preferia estar sendo jogado dentro de um mar de ácido borbulhante do que presenciar uma cena daquelas.

Uma idosa com várias rugas no rosto e pele velha, cabelos grisalhos curtos que chegavam até os ombros e um olhar que expressava algo como "Você está muito ferrado, jovenzinho" vinha daqueles olhos castanho escuros.

Vocês ainda não sabem o pior.

Uma tiara prateada com alguns detalhes dourados se projetava sobre a cabeça dela e tinha lábios de cor dourada. Uma roupinha infantil rosada e um decote levemente enfeitado com glitter estavam ao corpo dela, nas costas estavam presas asas prateadas tortas e mal colocadas, nos pés, sapatilhas também prateadas, segurava uma varinha branca com uma estrelinha no alto dela, era uma fantasia de fada que a professora usara para encenar uma peça educativa que pelos olhares que os alunos tinham ao observar ela parecia estar péssima.

Tudo bem que fadas até poderiam ser fofas, mas aquilo projetaria na mente de quaisquer pessoas um trauma dessas criaturas.

- Ethan, isso já está passando dos limites! — Falava em um tom de voz alto com a voz extremamente irritante, que já havia me deixado muitas vezes irritado, e desta vez não estava sendo diferente.

Ela estar gritando comigo atraiu a atenção de quase todos os alunos da sala, dos nerds mais excluídos até os mais irritantes valentões, todos olhavam para mim.

Porém, diferente de todos, a visão de uma pessoa da qual eu odiava — acreditem, qualquer um pode odiar alguém como ele — demonstrava, de alguma forma, felicidade por estarem gritando comigo, em sua boca se projetava um sorriso de canto. Era Mike Williams. Seu cabelo era castanho escuro e ligeiramente encaracolado, seu tom de pele era bronzeado, usava um moletom preto e calças escuras, com os tênis esportivos de cores azul e vermelha, seus olhos eram azuis e o sorriso amarelado.

Essa descrição se encaixaria perfeitamente com uma pessoa excluída, baixinha e fraca. Mas acreditem, ele é totalmente o oposto disso. O seu tamanho, quando estava sentado na carteira, era de mais ou menos dois de mim, aquele era o maior valentão — e também o mais irritante do mundo — do colégio.

Levantei os meus braços e os usei para esfregar os olhos, tentando esquecer o ódio que sentia pelos dois — o que era mais difícil do que sobreviver ao se jogar do alto do Empire State Building e sobreviver intacto — e ignorar o fato de que todos prestavam atenção em mim, esclareci a minha visão e olhei para baixo, o centro da minha carteira de cor branca que já havia pegado o tom cinza e ficado suja de pessoas que escreviam palavrões com caneta, sobre ela tinham folhas espalhadas e algumas amassadas, sujas de baba e nojentas.

Em uníssono, todos da sala começaram a rir quando viram a minha cara de bobo encarando a minhas tarefas de casa sujas de baba. O que me deixou ainda mais envergonhado.

- Eu vou chamar o diretor, já estou farta de tudo que você vem fazendo! — Gritou a velha, que apesar de ser a minha professora de ciências há anos, nunca haviamos nos dado bem nem se quer uma vez.

Eu tinha uma explicação plausível — pelo menos para mim — por estar dormindo em sala de aula. Eu tinha meus motivos, quer dizer, eu passei a madrugada inteira fazendo as lições que ela havia passado e não posso nem tirar um cochilo como prêmio? Que injustiça.

A professora em passos pesados e barulhentos saiu da sala de aula com uma fechada de porta brutal, impressionante para uma pessoa velha como ela.

- Muito bem, Ethan! Vejo que está tendo ótimas noites de sono. — Falou Mike Jones, com um sorriso de canto. A sala toda foi-se a rir em uníssono.

Esperei que os risos parassem para poder responder àquilo.

- Muito obrigado. Mas como vai sua família, senhor titã? Acredito que a casa de vocês deva ser muito grande, sabe, se não você teria várias marcas na cabeça. — E então, as altas risadas voltaram.

Ah, tudo bem, eu falei aquilo sem pensar, mas agora tinha acabado de ganhar uma passagem VIP para o Show: Minha morte.

Ele me dirigiu um olhar assustador e fechou o punho da mão direita, provavelmente algo como "Prepare-se para a sua morte, nerd". Ouviram-se passos e logo todos se calaram. A porta foi fortemente aberta, e na sala entrou um homem careca — a cabeça era reluzente, a luz que vinha da janela deixava aquela carequinha brilhante — de estatura média, um bigode parecido com os daqueles vilões dos filmes antigos, usava um terno e sapatos pretos, segurando uma folha na mão. Atrás dele veio a fada demônio — também conhecida como professora Louise.

Tá bom, com aquela briga oral, eu tinha esquecido completamente o que me esperava, o homem, bateu bruta e fortemente na mesa da professora e um som ecoou na sala toda.

- Ethan Walker, está na detenção, até as seis horas! — Falou com uma voz grossa o homem — também conhecido como diretor Scott -.

Todos se mantiveram calados e assustados, mas Mike não conseguiu se segurar e deu uma risada.

- Você também! — Falou com uma voz que era o bastante para que todas as pessoas do bairro escutassem, só isso, enquanto apontava para Mike.

Tá bem, eu já estava irritado, agora com isso? Além de irritado estava ferrado, tanto com a minha mãe quanto por ficar preso com as duas pessoas mais irritantes que eu conheço, sendo que uma delas está pronta para me torturar.

Agora sim, todo mundo se calou, incluindo Mike, o diretor saiu da sala com passos fortes e pesados, e os alunos, que pareciam estar em choque, mantiveram-se calados. Mike e a professora Louise me fuzilaram com o olhar.

É, eu estava completamente ferrado

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.