Eterno Amor

7 Precisamos nos defender


Notas iniciais
Mais um capítulo... Teremos o casamento de Hyoga e Marin além de algumas coisinhas a mais.

Mais dias se passaram. As irmãs conversavam no quarto de Marin sobre tudo que estava acontecendo nos últimos tempos com suas vidas.

– Sabe mana, eu tenho me perguntando como nós mergulhamos de cabeça numa nova vida sem olha para trás, principalmente você. Uma nova vida totalmente diferente de tudo que pensávamos tudo esta sendo tão rápido! Você já vai casar...

– Realmente, Ju. Esta sendo tudo muito rápido mesmo!

– Você não se assusta?

– Não. Sabe? Algo dentro de mim sempre dizia que aconteceria tudo isso um dia.

– Eu sei, mas eu me assusto, principalmente por sentir que em toda a minha vida, eu esperei o Shun, sem saber que ele existia.

– Também sinto isso em relação ao Hyoga. Mas você tem noção do que isso significa?

– Não.

– Isso são os sentimentos de Samanta e Sarah. Elas vivem em nós, somos um pedaço delas. Somos o presente ligado ao passado.

– O que você esta querendo dizer que elas impulsionam nossos sentimentos e atos?

– De alguma forma, sim.

Ikki aproveitou que as “suas crianças” estavam no quarto de Marin, organizou uma reunião com os outros vampiros.

– Amigos, precisamos tomar cuidado com as garotas, pois estamos sendo perseguidos e não é por caça – vampiros são seres diferentes e como Marin e June são inexperientes, podem cair na armadilha destes facilmente.

– Eles estão realmente por perto, Ikki?

– Sim, Shun.

– Por isso que estamos “fugindo” repetidas vezes?

– Exatamente, Hyoga. – afirmou Ikki.

– O jeito é frequentarmos outros lugares.

– Se fosse tão fácil, Shun. – comentou Ikki.

– Esses perseguidores conseguem nos encontrar, parece que estão em todos os lugares. Precisamos ter cuidado redobrado. – alertou Shiryu.

– Na boa, se esses caros se aproximarem das garotas eu faço picadinho deles, não importa quem seja.

– Por que você tem que fazer isso, Seiya? – interrompeu Marin que chegou na sala com June.

Os vampiros ficaram em silencio.

– Vocês não vão responder? – perguntou Marin.

– Não queremos preocupar vocês. – disse Ikki.

– Ikki, elas precisam saber.

– Shiryu tem razão. – concordou Seiya.

– É bom elas saberem, assim vão ficar mais atentas. – afirmou Hyoga.

– Por favor, o que temos que saber? – pediu June.

– Ikki, explique o que está acontecendo. – exigiu Marin.

– Então se sentem. – solicitou o líder – frequentemente nós precisamos lutar contra pessoas que literalmente dariam tudo para arrancar nossos corações e cabeças, são caça-vampiros, estes cismam que somos ameaças e nós sempre tentamos poupara a vidas deles, mas às vezes não é possível. Mas se o problema fosse só esse, permaneceríamos tranquilos, pois estamos acostumados a lhe dar com eles. Agora surgiu um novo foco de perseguidores que não são humanos. Estes sim me preocupam.

– Sem problema. Não terei medo disso. – revelou June.

– Vocês precisam ficar bem atentas quando saíre. Cuidado com quem se aproximar de vocês.

– Pode deixar, Shiryu, não seremos pegas. – afirmou Marin

######

O dia do casamento de Marin e Hyoga havia chegado e eles estavam empolgadíssimos. A sala principal estava totalmente decorada com fores do campo. O casal estava elegante. Marin usava o conjunto de joia que Hyoga deu-lhe, a grinalda era de flores naturas iguais ao bouquet, seus cabelos estavam cacheados e soltos, seu vestido era perolado, de uma manga só e justo até a cintura. Hyoga estava todo de preto, usado um terno com um botão de rosa vermelho na lapela e o cabelo preso com uma fica preta.

A cerimônia foi do mesmo jeito que foi no passado ao som de uma linda melodia tocada por Shun em seu violão (1).

– Estou muito feliz em realizar essa cerimônia! Sei que este amor é intenso e real, mas o que seria o amor? Pela experiência que os séculos me concederam posso afirmar que o amor é a palavra chave no relacionamento, pois só com amor que nos dar força para enfrentamos tudo. É quando se ama de verdade cuidamos da pessoa amada com todo o selo do mundo, como esse ela fosse a nossa própria vida, o amor verdadeiro faz o bem e não o mal, não sente inveja ou vaidade. E eu sei que o amor de vocês é verdadeiro por isso, sintam e vivam esse amor e sejam felizes sabendo um é à força do outro. Estão cientes disso?

– Sim. – respondeu os dois.

– Então, eu farei a pergunta padrão nesse momento: Hyoga, você aceita Marin como sua esposa?

– Sim, mais do que tudo. – sorrindo.

– Marin, você aceita Hyoga como seu espoco?

– Sim. – sorrindo.

– Podem trocar as alianças.

Hyoga tirou do bolso uma caixinha, abriu, pegou a aliança (ouro branco) e colocou do dele de Marin. Beijando o dedo anela da vampira declarou:

– Ninguém tem a capacidade de me fazer tão feliz. Minha vida não é nada sem a alegria que você me dá. Não há nada mais especial, para mim, do que esta contigo. O meu amor é uma toxa que nunca se estiguirá. Eu prometo que sempre estarei ao seu lado e velarei por você por toda a eternidade. Te amo!

A vampira não sabia se ria ou chorava, pois apesar de ter um lindo sorriso em seus lábios, lágrimas escorriam por sua face. Ele pegou a outra aliança e colocou no dele de Hyoga falando:

– Eu também te amo! Você é o caminho certo, a loucura mais doce, o sonho lindo que se torna realidade a cada dia. – e também beijou a dedo anela dele.

– Chegou a hora de selarmos essa união com o sangue de ambos.

Assim Hyoga deu uma leve mordida no pulso de Marin e bebeu um gole de seu sangue e ela fez o mesmo.

– Agora sim, eu os declaro marido e mulher! Podem ser beijar.

Os labios de ambos se tocaram delicadamente e todos aplaudiram. Após, houve uma pequena comemoração, estouraram champanhe e dançaram uma valsa tocada por Ikki (2). Em seguida, o líder comunicou ao casal:

– Meu presente de casamento e uma noite de núpcias perfeita. Então aluguei um iate que esta a espera de vocês no píer aqui perto. Vão e aproveitem! Mas não se esqueçam de voltar antes do sol nascer.

O iate estava todo arrumado com levas iluminando o ambiente, pétalas de flores sobre todo o chão, uma garrafa de vinho tinto e outra de sangue fresco, junto de duas taças. A noite foi especial e o casal aproveitou todos os momentos, tudo que o amor poderia dar a eles.

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Posteriormente ao seu casamento Marin estava pensativa, ela sabia que tinha nascido com o dom que vinha de sua outra vida. Ela era uma bruxa e podia ajudar a proteger seu grupo, mas não sabia como desenvolver seus poderes, então comprou alguns livros para lhe ajudar. Uma noite chamou June para conversar sobre isso. A irmã mais nova não gostava desse assunto.

– Por que esse assunto agora? Você sabe que tenho pavor de magia, desde quando previmos, através de uma brincadeira mágica, a morte de nossos pais. Nossa avó proibiu que voltássemos a brincar ou falar sobre isso de novo.

– Esquece a proibição da nossa avó, ela não entendia nada sobre isso. Ela queria nos proteger, pois achou que éramos culpadas, que a nossa brincadeira levou ao acidente e acabou nos fazendo acreditar que nunca mais deveríamos usar a magia. Hoje eu entendo que poderíamos ter feito alguma coisa para evita a morte deles, mas éramos pequenas para tal coisa. E eu sei que poderemos nos proteger do nosso perseguidor, mas pra isso preciso da sua ajuda. Leia esse livro vai te auxiliar em como podemos agir. Ele apresenta um resumo das ideias da teosofia, que é uma teoria que junta científico, filosófico e religioso.

– “A Doutrina Secreta”.

June vai para o seu quarto e começou a ler e a entender como funcionava a magia assim como sua irmã havia dito.

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Na noite seguinte haveria um recital de Ikki em um teatro da cidade. O grupo na estava querendo se expor, mas esse concerto estava marcado há algum tempo e não podiam cancelar. Lá estariam algumas pessoas importantes da cidade.

No quarto June lia a livro que sua irmã havia lhe emprestado e Shiryu bater na porta.

– Pode entrar.

O vampiro entrou e beijo a testa da irmã.

– O que esta lendo?

– Um livro de magia que Marin me emprestou. Sabe, é bem interessante! Mas eu ainda tenho receio. Não sei se saberei usar um poder mágico.

– Tenho certeza que saberá. Samanta e Sarah conheciam o poder mente e utilizavam os elementos da natureza como auxiliador. Elas tinham a capacidade de curar os corações feridos das pessoas. Minha querida, você já tem o dom e só o deixar fluir de dentro de você.

– Estou tentando.

– E vai conseguir. Agora se arrume senão irá se atrasar para o recital de Ikki, ele foi mais cedo, mas esta esperando por nós.

O teatro onde acontecia o recital de Ikki estava lotado, os seus amigos se encontravam na primeira fileira. O vampiro tocava lindamente, além de esta elegantíssimo com um belo fraque. Porém, Marin inquieta, se mexendo o tempo todo, olhando para trás. Quase não esta prestando atenção na apresentação. Hyoga perguntou baixinho em seu ouvido.

– O que você tem, amor?

Ela olhou dentro dos olhos azuis de seu marido e segurou forte sua mão.

– Eu estou me sentindo incomodada, pois eu sei que tem, no mínimo, três pessoas aqui dentro querendo fazer alguma coisa com a gente. Posso sentir uma energia muito pesada.

– Fique calma e não se afaste de mim.

Ikki terminou a apresentação bastante aplaudida. Posteriormente foi saudado, no camarim, por seus amigos e algumas pessoas admiradas por seu talento.

– Estou encantado! Você foi magnífico.

– Obrigado, senador.

– Esperamos você e seus amigos na festa em nossa casa, semana que vem. Gostaria de nos presenteasse com seu talento.

– Será um prazer, senhora.

O pianista tentou atender a todos o mais rápido que pode e se apresou em ir para casa. Na sala os sete vampiros conversavam.

– Superficialmente, pelos meus cálculos, além do recital ter sido um sucesso, foi melhor ainda pra nossas financias.

– Finanças é com você, Shiryu. – retrucou Ikki – Confio no seu talento com os números.

Aproveitando que todos estavam juntos Marin contou de sua sensação ruim dentro do teatro. Ikki disse que também sentiu, mas precisou se concentrar em sua apresentação para não errar. Mas ficou atento a qualquer movimento estranho. Por isso que eu quis vir logo para casa.

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Passaram-se uma semana. Todos estavam preocupados, pois as investidas dos perseguidores eram mais frequentes, agora eram poucos os lugares que os sete podiam ir e não entendiam porque não eram logo atacados.

June ficou mais confiante após ver o livro sobre magia e Marin aproveitou para chamar sua irmã ao seu quarto e tentarem descobrir algo. Acenderam incenso, velas coloridas, queimou aromas e meditaram. Até que surgiu uma “voz” dentro de suas mentes.

– “Eles são muito fortes. Cuidado! É no passado que se encontra a resposta”.

As vampiras se olharam e neste momento Hyoga entrou no quarto.

– O que é isso, garotas? Para que tantos incensos e velas?

– Meu amor, usamos nossos poderes para descobrir o tipo de inimigo que poderemos enfrentando.

– E então?

– Estamos confusas com a resposta dada, sabemos que são fortes e que no passado que esta resposta. – contou June.

– No passado?

– É difícil ter resultado muito satisfatória quando não se tem evidencias sobre o que procuramos. Ou seja, não sabemos, quem são, de onde vem, nenhum objeto que deles temos. — falou Marin – Mas continuaremos tentando.

– Tenho certeza que vocês conseguiram. Vocês estão aprendendo agora a usar o poder de vocês.

– Bem, depois pensamos nisso. – disse June — Vamos nos arrumar, pois estamos atrasados para a festa do senador.

Quando acabaram de ser arrumar, Hyoga elogiou sua esposa que estava com um vestido azul royal de cetim, longo e trançado nas costas:

– Você esta lindíssima!

– Obrigada querido! Vocês também esta muito elegante com esse smoking. – falou beijando o marido – Estou indo nessa festa pelo pedido de Ikki, mas não queria sair hoje.

– As festas do senador são ótimas. Você vai gostar. Lá não tem perigo, afinal só então pessoas convidadas.

Notas finais
(1) Música de Vinicius de Moraes: EU SEI QUE VOU TE AMAR - Vinicius de Moraes y Maria Creuza. (2) Valsa do casamento DANUBIO AZUL Próximo capítulo o que eles mais temiam vai acontecer. Não deixem de acompanhar.