Eterno Amor
12 Eu sei quem é o inimigo
No cativeiro de Marin e June, a mais nova disse:
– Mana, deve ser dia agora. O que você acha de tentarmos entrar no sono de Durval e assim tentar descobrir alguma coisa dele. Depois podemos tentar comunicação com o Ikki em sonho.
– Grande idéia! Conta comigo, maninha?
Assim as irmãs sentaram-se no chão, deram as mãos e se concentraram. A dedução de June estava certa, pois realmente era dia e Durval dormia em seu confortável caixão.
– “Durval. Durval, quem é você e por que pretende eliminar Ikki? Responda-nos.” – ordenaram as irmãs.
Neste momento o vampiro começou a sonhar com flashes de seu passado: Uma garota linda... Ikki... Um flagrante entre os dois... O coração da garota sendo arrancado... Muito fogo.
O vampiro acordou um pouco assustado.
– Por que sonhei com aquilo tudo? Não sei. Maldito Ikki vou acabar com você! Deixa-me voltar a dormir, é o melhor a fazer.
– Marin, você entendeu alguma coisa?
– Mais ou menos. Mas o importante agora é entrarmos em contato com Ikki.
– Concordo.
Ikki também dormia e nos seus sonhos vieram as mesmas imagens que Durval sonhou. Então, Marin e June contaram que foram raptadas por Durval. Uma conclusão: Ele está vivo e quer vingança.
O Vampiro acordou gritando:
– Nããão!!!
Shun, que passava pelo corredor, escutou o grito de seu líder e entrou no quarto de Ikki assustado.
– O que aconteceu?
– Shun, foi o Durval que seqüestrou a Marin e a June. Elas entraram no meu sono e me contaram.
– Você não tinha matado ele?
– Pensei que sim, mas pelo visto, não.
– O que faremos? – perguntou aflito – Pelo jeito esse cara ter te atingir e não vai poupar as garotas. O pior é que não sabemos onde encontrá-lo.
– Calma, Shun. Vamos conseguir salva-las. Quem sabe Geist e Shina poderão nos ajudem?
Quando Shun saiu do quarto, Ikki pegou uma tiara cravada de pedras brilhantes e ficou pensativo, após alguns instantes, lágrimas escorreram pelo seu rosto.
– Que saudade eu tenho de você Esmeralda, do seu corpo, dos seus beijos, do seu perfume... Que saudade!!
Geist, ainda acordada, dava últimos retoques na arrumação de seu quarto. Quando alguém bateu na porta. Ela abriu:
– Shiryu!
– Seria incomodo eu pedir para entrar?
– Imagina! Entre.
– Sabe estou tão ansioso que não estou conseguindo dormir. – revelou entrando no quarto.
– Ansioso pelos fatos de hoje?
– Por tudo. Pense como minha cabeça esta: conseguimos finalmente reencontro Sarah e Samanta; alguns dias depois elas são raptadas e não temos pistas nenhuma de onde encontrá-las; ai você me aparece totalmente diferente da Geist que conheci, mais firme e madura; ainda me deparo com a oportunidade de encontrar as garotas e salvá-las. Isso tudo esta me deixando louco...
– Realmente é muita coisa!
– Ainda tem mais uma coisa que está me enlouquecendo.
– O quê?
– A saudade de você.
– Eu também estou com saudade. – falou abraçando Shiryu.
– Apesar de não te esquecer, nunca te procurei porque quando nos despedimos, você foi tão fria e dura, pediu para eu te esquecer... Eu fiz o que você me pediu. Contudo, nunca consegui tira você do meu coração. Até me envolvi em algumas mulheres, mas ninguém ocupou seu ligar. Eu te amo!
– Sabe, naquele momento eu queria mesmo não te ver mais, estava com muita raiva. Mas depois, veio o arrependimento, porém você já tinha ido embora. Eu sofri muito! Então conheci a Sabrina e fui vivendo. Mas também nunca te esqueci. Depois que eu perdi a minha amiga resolvi te procura, mas foi muito difícil, afinal você não para em um lugar só. – revelou com lágrimas nos olhos – Como eu pude deixar alguém como você?
– Não chore. – pediu impando as lágrimas da vampira – O que importa é que estamos juntos agora e para sempre. Depois que minhas irmãs voltarem, quero me casar com você.
– Serio! Serei a mulher mais feliz do mundo.
Os dois começaram a se beijar.
– Quero matar minha saudade, meu amor. – disse Geist.
– Eu também.
A partir daquele instante somente o amor conduziu os dois.
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No dia seguinte Shiryu foi à saleta de pintura de Hyoga chamar o vampiro para uma reunião com Ikki. Chegando lá encontro o loiro sentado num canto em frente à pintura que havia feito de Marin, estava todo sujo de tinta, com os braços cruzados e seus olhos umedecidos.
– Hyoga, Ikki esta chamando todos.
– Já vou... – respondeu com um fio de voz.
– Amigo, você não sei desse atelier para nada, nem para dormir.
– Não tenho sono, a única coisa que eu quero é a Marin de volta.
–Venha então, mas apesar de tudo, acho que a noticio tem o seu lado bom.
Na sala principal.
– Chamei todos vocês para dizer que eu sei quem é o meu inimigo. Digo assim, porque o sequestrador de June e Marin é o Durval.
– Como, Ikki?
– Pelo jeito, Hyoga, não o destruí como pensei e ele voltou para cumprir com sua palavra: acabar comigo.
– Posso perguntar uma coisa? Por que alguém teria tanta cede em acabar com você? – indagou Shina.
– Vou contar minha história para você e Geist.
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Século XI época em que o feudalismo ditava ordens no mundo ocidental.
Neste “palco” Ikki “atuava” como um corajoso cavaleiro medieval, um dois cavaleiros mais admirados. Houve um dia em que ele voltava para o castelo de seu suserano (1). Já era tarde e o campo estava deserto. Seu cavalo se assustou com algum que Ikki não identificou, o animal se empinou para trás, derrubando o cavaleiro e saiu em disparada.
Ikki levantou-se e sem alternativa, resolveu voltar caminhando. Nesta caminhada foi abordado por três homens, um deles atirou-se em cima de Ikki e com um movimento muito rápido enfiou seus dentes afiados no pescoço do rapaz que, apesar de ser muito ágio, não teve tempo de reagir.
Ao acordar estava em um caixão e era observado por uma belíssima garota de cabelos loiros e olhar meigo.
– O que aconteceu? Quem é você?
– Seja bem vindo. Você é o mais novo vampiro do nosso “bando”. – revelou a garota.
– Como?
Neste momento chegou um homem alto, bem apessoado, com cabelos grisalhos e olhar frio.
– Meu caro rapaz me chama Durval e está é minha esposa Esmeralda. Sou líder de um grupo de vampiros. Eu decidi transformar você em um de nós pela sua valentia e subordinação.
Como nada poderia ser mudado, Ikki passou a viver com este grupo que era formado por cinco mulheres e dez homens. Esmeralda e Ikki tornaram-se muito amigos e ficavam a maior parte do tempo juntos. Ela tocava muito bem piano e ensinou ele a tocar também. No inicio ele pensava que nunca conseguiria aprender, mas Esmeralda sabia que ele tinha sensibilidade para isso e ela esta certa, pois em pouco tempo ele tocava lindamente. O vampiro estava apaixonado, mas sabia que este amor era impossível, já que ela era esposa de seu líder, então Ikki decidiu abafar esse sentimento dentro de seu coração.
Um dia, porém, Esmeralda se declarou para ele e os dois se entregaram ao amor que sentiam. Durante um bom tempo eles ficaram juntos e ninguém imaginava que a amizade deles era na realidade uma grande paixão proibida.
– Ikki, eu te amo. Você deu luz a minha existência. Eu me sentia tão triste e não tinha ninguém para me entender. Nunca amei Durval, ele só me tem como um objeto para diverti e eleva seu ego, ele não liga para mim, para o que penso ou sinto. Sempre me sentia tão sozinha no meio de todos, afinal ninguém aqui, nesse bando, repare em mim, só me olham como a linda mulher de Durval. Agora eu tenho você, que me enxergar além de minha aparecia, você vê dentro do meu coração, por isso que te amor. – ela contava isso entre carícias e beijos intensos.
– Somos loucos em viver essa paixão, mas eu quero arder nesse fogo até o fim, porque quero te fazer feliz e de dar todo meu amor.
Mas uma noite, a verdade veio à tona. Durval flagrou os dois juntos no quarto de Ikki. O ódio foi tanto que Durval arrancou o coração de Esmeralda na frente de seu amante, ele conseguiu fugir e se esconder em uma caverna. Ikki sofreu muito, não conseguia tirar a cena da morte de sua amada da cabeça.
– Isso não vai ficar assim. – gritava e chorava muito – Querida Esmeralda, vou vingar sua destruição. Eu juro!
Ficou uma semana criando seu plano de revanche.
Voltou para ao castelo de Durval e colocou fogo em tudo. Ikki somente observou de longe o incêndio, as labaredas de fogo destruindo tudo e os vampiros como tochas vivas gritando e correndo de dor.
– Esta tudo pago, meu amor. – falou com os olhos cheios d’água.
Mudou-se para outra cidade e por muito tempo viveu sozinho. Após um século, bateram em sua porta. Ikki atendeu. Era uma noite fria em que dois mendigos pediam abrigo. O vampiro com piedade os abrigou.
Ikki descobriu que os dois não tinham ninguém no mundo e eram como ele, sozinhos. Resolveu trazer os rapazes para serem companheiros dele. Com isso viraram vampiros também. Estes rapazes eram Hyoga e Shun.
– Em meados de 1500, trouxe para o meu lado Shiryu e Seiya e o resto vocês já sabem.
– Esmeralda... Nunca ouvi você falar nela.
– É, Geist. Eu não falo muito nela, mas ela esta gravada tatuagem em meu coração, não tem como esquecê-la jamais... – algumas lágrimas encheram os olhos de Ikki.
– Mas por que você nunca mais procurou alguém?
– Não adiantaria, Shina. Ninguém seria como ela. Eu até já tive um pequeno envolvimento com uma mulher incrível, mas não seguimos ir à diante. Eu não consegui esquecer a Esmeralda e não me entreguei a um sentimento verdadeiro. Eu procurei na Pandora uma segunda Esmeralda e não encontrei. Ai, descobrir que nunca acharia a acharia em nenhuma mulher. Então desisti do amor, não seria bom nem para mim, nem para ninguém. Pelo menos nenhuma mulher até hoje despertou em mim o sentimento que eu tinha pela minha eterna Esmerald. Um dia, quem sabe...
Todos ficaram quietos por alguns momentos. Mas Shina quebrou o silêncio:
– Então este tal de Durval é um covarde. Afinal o assunto é somente com você e ele sequestrou as garotas só para te atingir.
– Por isso que temo tanto por elas. – revelou Ikki.
– Ikki, posso perguntar uma coisa a você. – perguntou Geist.
– Claro.
– Quando você trouxe o Hyoga e o Shun para o seu lado, foi porque eles não tinham ninguém na vida, não é?
– Sim.
– Mas por que você transformou o Shiryu e o Seiya em vampiros se eles tinham uma família tão unida e uma vida sem problemas?
– Creio que você ira me entender, foi uma sensibilidade fortíssima. Nós cinco unidos formamos um equilíbrio perfeito. Já escutou falar nisso?
– Sim.
– Vocês possuem realmente este equilíbrio. – afirmou Shina – Eu sinto claramente um poder perfeito emanando dos cinco. Eu percebi isso desdo primeiro momento que entrei nessa casa.
– A sua sensibilidade é incrível mesmo! – espantou-se Shiryu.
– Ainda existe mais um fator importante em relação ao Shiryu e Seiya, além do equilíbrio. Eles eram meus amigos quando eu era mortal, nos três lutávamos juntos para o mesmo Senhor. Consumávamos dizer que erramos impartíveis. É erramos mesmo...
– Agora estou entendendo melhor. – disse Geist – Bem, agora é hora de ajudar vocês. Vamos ao jardim Shina? Temos um trabalho a fazer.
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Geist e Shina sentaram-se no jardim para se concentrarem e descobrir o resto do mistério. Mas antes Shina fez um comentário abrindo seus sentimentos:
– Eu achava que minha vida não tinha mais jeito....que eu estava fadada a infelicidade e o sofrimento, mas agora é tudo diferente, de um dia para o outro eu me sinto feliz como nunca fui. Sei que de alguma forma sempre serei feliz nessa casa, com cada pessoa que aqui vive. Parece que a partir de agora tudo vai fazer sentido na minha vida.
– Sei como você se sente. Esses rapazes são muito especiais e nos fazem nos sentir importantes. E mais, tenho certeza que tudo ficaram melhor com o retorno de Marin e June. Vamos tentar entrar em contato com elas?
– Sim. Vamos resolver logo isso. Explique-me como posso te ajudar.
As duas acenderam velas perfumadas em envolta delas, deram as mãos e se concentraram invocando a forma da natureza para as guiarem.
Uma carta foi colocada na caixa de correio da mansão e Seiya viu. Era um envelope escrito de letra vermelho: “Para: Ikki”. O vampiro entregou a carta para seu líder que dizia:
“Se quiser ver Marin e June salvas, me encontre hoje a meia noite no cemitério da cidade. SOZINHO! Ou adeus vampiras.”
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Marin e June estavam tentando se comunicar com seus queridos vampiros. Então uma outra força as interrompeu. Era Shina e Geist:
– June? Marin? São vocês? – perguntou Shina.
– Sim, mas quem é você? – falou Marin.
– Eu me chamo Shina.
– E eu, Geist. Somos namoradas do Seiya e Shiryu e queremos ajudar.
– Namoradas! Não sabia que eles tinham namoradas. – comentou June.
– Vocês saberão sobre a gente mais tarde. Mas agora digam: vocês sabem onde estão? – perguntou Geist.
– Não com certeza, pois estamos presas em um quarto todo revestido de madeira maciça. – contou June.
– Mas temos uma pista. Nós conseguimos hipnotizar um dos vampiros daqui, quando ele veio trazer nossa refeição e descobrimos que estamos numa casa colonial ao lado do cemitério da cidade.
– Acho que vocês ajudaram bastante. – afirmou Geist – Fiquem atentas desde já. Nós podemos salvá-las a qualquer momento.
– Ok. – disse June.
Geist e Shina entraram em casa e encontraram uma pequena discussão.
– Não, Ikki, não é justo você ir sozinho ao encontro do Durval. Sabemos que ele é assunto exclusivo seu, mas este covarde pode te “matar”. – discordou Seiya.
– O que importa. Se “minhas crianças” forem salvas... Não tem importância.
– Claro que tem. Você é o nosso líder. – afirmou Hyoga – E temos que defender você custe o que custar. E a segurança das garotas também é assunto nosso.
– Exatamente. – falou Shun – O que será de nós sem a sua liderança? Até porque, qual garantia temos que Marin e June ficaram realmente salvas se você for sozinho a este encontro?
– Está decidido. Você não vai sozinho. Iremos com você, você querendo ou não. – decidiu Shiryu.
– Bem, desculpe interrompe, mas temos que contar uma coisa a vocês. – interrompeu Geist.
– Conseguimos conversar com as garotas por telepatia. Descobrimos que elas estão aprisionadas perto do cemitério da cidade.
– O quê?
– É isso mesmo, Ikki. – confirmou Shina.
Ikki mostrou a carta que recebeu e todos resolveram ir juntos criado um plano para enfrentarem os seus inimigos.
Logo após, Shina sentou no jardim e ficou pensativa. Seiya foi ao seu encontro.
– O que foi minha paixão?
– Estou pensando na história que o Ikki contou. – seus olhos encheram d’água — É muito triste você perder alguém que ama da forma que ele perdeu. E guardar esse amor por toda a eternidade.
– É... Toda vez que Ikki fala sobre Esmeralda ficamos tristes, pois sentimos a toda a dor que ele sente. Já tentemos apresentar algumas mulheres, mas ele nunca se interessou muito. Uma delas, a Pandora, a qual ele mencionou, é minha amiga. Eles ficaram juntos por um tempo, a Pandora é uma vampira linda e delicada bailarina, tenho certeza que eles seriam felizes juntos. Mas no final ele desistiu dando a justificativa: “Ela é uma pessoa maravilhosa, mas não quero machucá-la”.
– Cada um sabe o que trás no coração.
– Eu sei, mas mesmo assim, eu acho que ele podia ter tentado mais. Sabe? Até tivemos um discussão por conta disso. Mas vamos mudar de assunto. Tenho uma ideia para você se sentir melhor.
– Qual?
– Vamos ao cinema?
– E o confronto de hoje?
– Mais um motivo para sairmos e arejarmos nossas cabaças. Senão vou enlouquecer de ansiedade e preocupação.
– Então tudo bem... Sabe, é incrível como você é gentil comigo!
– Sou assim porque te amo muito, de verdade! E esse sentimento é muito novo para mim, afinal nunca havia me apaixonado antes e estou feliz que meu primeiro amor seja alguém tão especial como você.
– Você é maravilhoso, sabia?
Os dois se beijaram profundamente e saíram.
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Em seu quarto Ikki procurava uma partitura, queria tocar uma música que há muito tempo não tocava, assim tentaria se acalmar. Foi quando um envelope caiu no chão com a seguinte frase: “Com todo carinho: Pandora”. O vampiro pegou o envelope e abriu, dentro tinha uma foto antiga, de uma mulher vestida com uma linda roupa de balé, em uma posse de dança.
– Pandora...Você foi importância para mim, apesar do pouco tempo de nossa história. Você foi a única mulher que despertou em mim um interesse, depois da partida de minha Esmeralda.
Então Ikki lembrou-se da ultima vez que viu a linda morena:
– Pandora, não posso levar nossa história adiante. É melhor nos acabarmos tudo, pois não posso enganar meus sentimentos nem você. Eu não consigo me entrega e não quero te magoa.
– Eu não estou te cobrei nada. Sei que seu amor por Esmeralda é real e eu não quero mudar isso, apenas quero viver algo bonito junto a você, agora, sem pensar no futuro.
– Você pode disser isso hoje, mas com o tempo acredito que essa situação te incomodará, afinal, deve ser horrível ter um parceiro apenas pela metade. E quanto mais tempo ficarmos junto, mais ficara seria nossa história e provavelmente te entristecerei mais.
– É uma pena, mas tudo bem... Até porque, não posso te obrigar a ficar comigo. Mas, espero um dia te encontrar e quem sabe continuar aonde paremos.
– Espero que sim, pois eu estava gostando de sua companhia.
– Ikki...
– Diga?
– Quero o ultimo beijo, pois o guardarei para sempre dentro de mim.
Os dois se beijaram.
– Você é um grande homem, me sinto feliz por ter feito parte de um pedaço se sua existência. Seja feliz!
– Você também, Pandora.
Um leve sorriso formou no rosto de Ikki. Mas logo lembrou-se dos problemas presente e de como salvaria suas crianças e ainda eliminar seu grande desafeto. Sua fisionomia mudou. Então buscou uma caixa retangular e tirou de dentro uma espada de aço envolvida por uma bainha de couro. Ele viu sua imagem refletida no objeto.
– Sim, minha companheira de lutas, depois de tanto tempo parada, chegou a hora de entramos em ação novamente. – falou ilustrando a arma.
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