Eterno Amor
10 A fase do inimigo
Notas iniciais
Marin acordou meio atordoada, olha em seu redor, estava em um quarto todo revestido de madeira. Sentou-se na cama e logo viu sua irmã deitada em outra cama. Aproximou-se dela e a chamou:
– Ju, Ju... June acorda!
– O quê?...Marin!... Onde estamos?
– Não sei, mas pelo menos estamos bem...
Então a porta do quarto foi aberta e apareceu um homem alto, bem apessoado, com cabelos grisalhos e olhar frio.
– Olá garotas, tudo bem com vocês?
Não obteve resposta, somente olhares desprezíveis.
– Por que não me respondem? – perguntou com um ar de cinismo.
– Você quer que respondamos? Fomos trazidas aqui a força, estamos em cativeiro, não sabemos que é você e o que quer com a gente. – respondeu June.
– Não se preocupem. Não farei nada com vocês. Enquanto isso, aproveitem a estadia, vocês estão em um quarto confortável e logo receberam seus alimentos.
– Sem comentários. – ignorou Marin — Se não quer nada com a gente, por que nos trouxe aqui?
– Vocês são minhas iscas para chegar ao seu líder.
– O que você quer com o Ikki? – perguntou June.
– Saberão em breve. – respondeu retirando-se do quarto e deixando dois copos com sangue em cima de um móvel.
– Diga pelo menos quem é você. – indagou June.
– Meu nome é Durval e daria tudo para arrancar a cabeça e o coração de Ikki.
– Nunca conseguirá. – afirmou Marin com um olhar de ódio.
– É o que veremos.
Logo após Durval ter saído do quarto, as irmãs se abraçaram.
– Estou estatelada, Marin. Por que alguém iria odiar tanto o Ikki? O que ele pode ter feito de tão grave?
– Não sei. Mas qualquer coisa que o Ikki tenha feito estarei apoiando-o totalmente.
– Eu também.
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Na mansão, Geist chegou e já havia arrumado suas coisas em seu quarto. Descendo as escadas para encontrar Shiryu no jardim, encontrou Ikki subindo.
– Geist, que bom que você aceitou o convite do Shiryu em ficar aqui em casa.
– Não poderia deixar está oportunidade escapar.
– Fez bem, não só por você, mas para o Shiryu que sempre te leva no coração. Já pedir perdão a ele, agora devo pedir a você.
– Perdão de que?
– Por ter separado vocês.
– Isso não é culpa sua, é minha. Eu que fui imatura e ciumenta. Eu sempre soube a importância que Samanta e Sarah tinham para vocês, quis testa o amor do Shiryu... E perdi...
– Ele só seguiu minha ordem, mas o coração dele ficou com você.
Os dois seguiram seus destinos.
No jardim, Geist chegou e os dois apaixonados ficaram abraçados suavizando a saudade que sentiram um do outro.
Seiya entrou em seu quarto e encontrou Shina acabando de se arrumar.
– Olá, minha querida! Acordou mais cedo do que o esperado. Como está se sentindo agora?
– Muito bem. É bem melhor do que eu imaginava, é demais!
Os vampiros de aproximaram e se beijaram e depois ele perguntou:
– Você vai ficar aqui comigo pra sempre, não vai?
– Você realmente quer isso?
– É o que mais quero... Não sei o que você fez comigo, mas não quero ficar sem você na minha vida.
– Eu também! Mas tem um problema, eu só estou com está roupa. Preciso pegar minhas coisas.
– Isso não é problema. Buscaremos suas coisas e também compraremos roupas para você. Mas agora é hora de apresentá-la ao meu chefinho. Venha!
Seiya saiu puxando Shina. No corredor, eles esbarraram com o próprio Ikki, saindo do seu quarto.
– Ikki, eu iria te procurar! Esta é a minha amada, Shina.
– Muito prazer e seja bem-vinda a essa casa! Espero que se sinta bem e feliz aqui, neste lar.
– Obrigada, Ikki. — Shina sorriu — Acredite, já estou me sentindo muito bem.
– Agora que estão apresentados, venha querida, vamos buscar suas coisas. Posso, né chefinho?
– Pode. Só não demore.
Quando Seiya e Shina voltaram para casa encontraram na sala Geist e Shiryu. Quando Geist viu Shina, estremeceu de susto e alegria.
– Sabrina! – exclamou a abraçando.
– Não, sou Shina. – respondeu sem ação.
Os vampiros também não estavam entendendo nada e Seiya explicou:
– Está é a minha namorada. Você a conhece?
– Desculpe, Shina... é que... – uma pausa.
– Diga Geist. – pediu Shiryu ansioso.
– Eu vou contar o que aconteceu quando comigo nos separamos, Shiryu.
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