Eterno
6 Capítulo 6:

Esperanza não havia conseguido esboçar nenhuma reação ao sentir Camus beijar-lhe a boca, muito menos lutar contra a onda de calor e desejo que a possuiu. Parecia que ansiava por tal contato há anos, tornando-se incapaz de resistir. Por isso, entreabriu os lábios e permitiu que o beijo se tornasse mais sensual, entregando-se àquela carícia com ardor, sentindo despertar dentro de si emoções novas e deliciosas.
Enquanto sentia seu corpo ser envolvido pelos braços fortes do cavaleiro, sua mente tentava entender o que estava acontecendo consigo. Considerava Camus, à primeira vista, um homem arrogante. Alguém com que evitaria se envolver, tão diferente dos outros homens com quem já tivera algum envolvimento romântico em sua vida. Contudo, bastara um beijo para fazê-la sentir o corpo, ansiando por mais.
Reunindo forças, Esperanza interrompeu o beijo dando-lhe um empurrão tão forte que por pouco Camus não perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
—Eu... Esperanza... me desculpe.
Camus tentava se desculpar, tão confuso quanto a jovem pelo seu comportamento e pelas emoções que o beijo havia despertado em ambos. Mais confuso ainda em sentir que, se tivesse continuado, teriam ido além dos beijos e se recriminou por isso.
—Isso não é certo! –ela apontou o dedo para ele inquisidoramente, mas furiosa consigo mesma por ter cedido tão facilmente. –Não... me toque novamente!
—Esperanza...
Sem dar chance a Camus de falar mais nada, a jovem pega as suas roupas e sai dali o mais rápido possível. O aquariano se apoia em uma rocha e passa a mão pelos cabelos, como se tentasse recuperar a racionalidade mais uma vez. Os lábios de Esperanza pareciam fogo. Uma chama que tomava conta de seu ser, um êxtase a percorrer suas veias, dando-lhe uma sensação que pensou estar sepultada há anos.
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Atenas.
Shaka dava orientações ao motorista de Saori para chegar ao bairro residencial nos arredores de Atenas. Nunca se acostumou a usufruir do luxo que o status de ser o marido da milionária Saori Kido lhe proporcionara, e somente veio a utilizar o carro que pertencia à esposa, por insistência dela e pela pressa de encontrar aquela pessoa.
Pediu que o motorista parasse o veículo diante de uma casa branca modesta, com um belo jardim de rosas a frente. Desceu e abriu o pequeno portão, entrando e ao se aproximar da porta de madeira tocou a campainha, aguardando em seguida.
Alguns segundos depois a porta foi aberta e um homem de meia idade, cabelos grisalhos e óculos apareceu.
—Friedrich Lehmann?! –o homem disse o nome de batismo de Shaka com euforia, abraçando-o forte. –Meu velho amigo! Há quanto tempo? Sumiu! Cortou o cabelo? Finalmente cortou aquela juba!
—Yannos. –Shaka retribuiu o abraço amigo. –Desculpe ter sumido. Como está Dora? E Melina?
—Dora está bem, está na casa da minha sogra visitando-a por alguns dias. E Melina está estudando em Londres, sabia? Primeiro semestre em medicina! Minha menina quer ser médica! -respondeu com certo orgulho na voz. -Entre, vamos! Vou fazer um chá para nós!
—Um chá seria bem-vindo. –Shaka respondeu, olhando ao redor e vendo que a aconchegante residência de Yannos continuava a mesma desde a sua última visita há tantos anos, depois o acompanhou até a cozinha.
—Ainda casado com aquela linda jovem? Saori o nome dela, não é? –Yannos perguntava ao começar a fazer o chá.
—Sim. Não imagino minha vida sem ela. –Shaka respondeu, sentando à mesa.
—Almas gêmeas, eu lhe disse quando os vi juntos pela primeira vez. –o grego falava, arrumando a mesa e colocando a chaleira no fogo –Então... me procurou agora porque aquela menina começou finalmente a ter lembranças firmes de sua vida passada?
Shaka fitou Yannos e suspirou antes de responder:
—Quando Esperanza era um bebê, eu sabia quem havia sido antes ao sentir seu cosmo, tão imaturo naquela época. Mas apenas fiquei observando-a crescer, esperando algum sinal de que ela também percebesse. Quando pequena, eu a vi fazendo desenhos em um caderno, que remetiam às suas lembranças passadas, por isso decidi que precisava ficar mais próximo e pedi aos pais que permitissem que eu tivesse Esperanza como aprendiz.
—Lembro do caderno de desenhos. –Yannos foi até uma outra sala, que parecia uma biblioteca e retornou alguns minutos depois com um caderno de desenhos na mão, instantes antes da chaleira começar a ferver. –Ainda me custa acreditar nas histórias fantásticas que me contou naqueles dias, mas... há mais coisas na Terra do que nossas mentes humanas possam conceber. Quando me contou sobre o Santuário, pensei que estava diante de um louco! Mas quando sua esposa me mostrou quem era... me senti afortunado por vivenciar aquele momento.
—Achei que estava enfartando quando soube sobre nós.
—E acho que estava. –Yannos riu e depois ficou pensativo. –Misteriosos e tortuosos os caminhos da vida, meu amigo. Enquanto um caminho leva os homens à luz, outros os jogam no abismo das sombras.
—Ainda me surpreendo com os destinos que os deuses tecem para nós.
—Isso não existe, Friedrich. Nossos destinos somos nós que traçamos com nossas escolhas e os dons que recebemos. Para o bem ou para o mal.
Shaka concordou com um aceno de cabeça enquanto folheava o caderno, vendo as imagens infantis feitas por Esperanza quando era muito pequena, com pouco mais de quatro anos de idade. Cenas de lutas que logo reconheceu terem as guerras passadas como palco, e que somente um cavaleiro de ouro que as vivenciou poderia saber.
Inclusive, havia um desenho em especial entre tantos. O que aparentava ser uma mulher de vestido e cabelos longos segurando a mão de um homem de cabelos longos. Facilmente reconhecendo serem Camus e Milo, durante o último ano de sua vida, seu corpo transformado devido à atribulada aposta entre seres divinos.
—Por que não me procurou mais para falarmos sobre a regressão dela? –Yannos indagou, servindo o chá ao Cavaleiro de Virgem. –Quando a trouxe até à mim pela primeira vez, falei que ela era muito pequena para as sessões, e que deveríamos esperar mais alguns anos. Hoje ela deve ser uma mulher adulta, não é?
—Ela falava que desenhava sonhos. –Shaka comentou, fechando o caderno. –E um dia os sonhos pararam e ela não os desenhou mais. Esperanza era muito pequena e então, aparentemente os esqueceu. Achei que seu espírito havia se acalmado e o destino havia permitido que vivesse essa nova existência como deveria ser vivida.
—Mas algo fez isso mudar. –Yannos sorriu, ajeitando os óculos. –Eu lhe disse que Esperanza veio com uma missão. Eu senti isso quando a vi.
—Começo a crer que tem razão sobre essa missão. –Shaka pega a xícara e dá um pequeno gole na bebida. –Fui ingênuo, sabe? Eu a vi convivendo e crescendo com Nike, e em nenhum momento essa aproximação a perturbou!
—Nem sempre ao conviver com pessoas de nossas vidas passadas torna isso algo perturbador, Friedrich! Sabe, quando conhecemos uma pessoa e logo sentimos uma conexão? Uma ligação poderosa? Algo que podemos definir como uma amizade de vidas passadas? É normal sentirmos essa conexão com pessoas que foram próximas a nós em outras vidas.
—Sim, mas não imaginava que a chegada de uma pessoa ao Santuário e sua consagração como amazona de Escorpião a fizessem ter lembranças confusas de sua outra vida. Acredito que isso a está atormentando, e antes que a situação se agrave, gostaria que continuasse de onde parou com ela.
—Tudo bem... Gostaria que eu a visitasse no Santuário ou a trará até mim? Ah, uma outra pergunta: Quem chegou ao Santuário?
Shaka abre novamente o caderno e aponta para a imagem do casal de mãos dadas feita por Esperanza há tantos anos.
—Ele. Seu nome é Camus.
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Décima Terceira Casa.
Olesya se encontrava nos Jardins de inverno do Templo do Grande Mestre, observando do alto a paisagem do Santuário, não conseguindo disfarçar em seu rosto o asco de estar naquele lugar. Quando partiu anos atrás, se sentindo humilhada por não ser forte o suficiente para alcançar um espaço entre os cavaleiros mais poderosos, jurou nunca mais colocar os pés ali novamente.
Enquanto relembrava os motivos que a fizeram deixar aquele lugar, a russa acariciava o anel com um rubi em sua mão direita com cuidado extremo.
Vagou por vários países procurando em vão um meio de tornar-se mais forte. Esteve com mestres habilidosos e nenhum deles conseguiu ajudá-la a alcançar o poder que desejava.
“—Não será forte enquanto seu cosmo permanecer morto.”
Foram as últimas palavras de um velho monge que conheceu no Japão, enfurecida pela ousadia o atacou, mas o homem mesmo aparentando ter mais de cem anos, a venceu com um cosmo poderoso e a expulsou de seu templo. A russa precisou amargar todo o seu ódio pela maneira que fora tratada.
Até que sentiu que a chamavam.
Seu cosmo cheio de ódio havia por um momento despertado o de outro ser ali selado. Se guiando pelo cosmo, encontrou um santuário próximo ao templo do monge e uma caixa selada. Olesya reconheceu imediatamente que era o Selo de Atena, e mesmo assim não hesitou em rompê-lo e abrir a caixa. Dentro dela havia um anel com uma gema da cor de sangue.
Hipnotizada pela beleza da joia, ela imediatamente a colocou em sua mão e então, tudo mudou.
O anel guardava o pedaço da alma de um deus poderoso, um antigo rival de Atena. Seu cosmo imediatamente se manifestou e comunicou-se com a alma da russa e ela pôde ver as imagens da última batalha entre ele e Atena. Viu seus soldados fiéis tombarem diante dos Cavaleiros Dourados daquela época, que empunhavam as Armas de Libra.
Foi testemunha do golpe final de Atena sobre o corpo de seu adversário, utilizando seu báculo para dividir a alma de seu inimigo em duas partes, para enfraquecê-lo e selá-lo em dois objetos. Em seguida, a deusa ordena a dois cavaleiros dourados de sua confiança que escondessem os objetos em pontos extremos da Terra, para que aquele deus maligno jamais retornasse a esse mundo.
Um dos cavaleiros chegou ao Oriente centenas de anos atrás, e entregou o anel selado numa caixa aos monges, que prometeram guardá-la com a vida. Em seguida, Olesya viu que o segundo cavaleiro, o Grande Mestre daqueles tempos, guardou o objeto com o fragmento da alma de um deus embaixo de seu trono na Décima Terceira Casa.
A voz lhe prometeu poder e uma posição de honra quando fosse libertado e Atena, destruída. A loira, seduzida pelas promessas, concordou. E para selar o compromisso entre ambos, com o poder recém adquirido com o anel, matou os monges do Templo com enorme facilidade.
Semanas depois, encontrou um cavaleiro com quem tinha parentesco em sua terra Natal. Precisava recuperar a confiança no Santuário para retornar. Olesya não era tola de subir sozinha as doze casas e enfrentar seus guardiões, mesmo com o poder que agora possuía. Sabia que seria facilmente derrotada caso se unissem para impedi-la.
Enquanto ouvia de seu parente qual era a sua missão, uma ideia foi sussurrada em seu ouvido por seu aliado divino. Entraria no Salão do Grande Mestre sem causar alardes, sem denunciar suas reais intenções, de braços dados com o futuro Patriarca.
E, quando o Santuário percebesse, já seria tarde demais. E Atena enfrentaria a fúria de um poderoso e furioso inimigo. Cujo ódio e a infâmia de ter sido aprisionado só alimentava seu anseio de arrancar a cabeça de sua irmã divina e enfiá-la em sua lança de batalha.
E então, o mundo tremeria diante da ressurreição do Deus da Guerra mais uma vez!
—Olesya?
A voz de Camus retirou a russa de suas lembranças, que virou-se e sorriu ao revê-lo parado na entrada dos jardins.
—Camus, meu amor. –ela aproximou-se e beijou seus lábios. –Saiu antes que conversássemos melhor. Queria me desculpar pelo meu comportamento terrível de ontem. Não agi como deveria com todos.
—Tudo bem.
—Pedirei desculpas aos demais também. Me sinto horrível com isso tudo! –ela acariciava o peito másculo de Camus com a ponta dos dedos. –Senti sua falta ontem à noite... senti falta do seu calor. Que tal irmos para nosso quarto e fazermos as pazes?
—Olesya, agora não. Eu... estou com dor de cabeça. –Camus afastou-se do toque da russa. Normalmente apreciaria o convite e passar as horas daquela manhã fazendo sexo com sua fogosa companheira, mas não sentia a menor vontade naquele instante.
—Dor de cabeça? –ela estranhou.
—Só indisposição. Não se preocupe. –disfarçou.
—Já sei. Ainda está bravo porque falei daquela menina daquele jeito, não é? Prometo não falar mais nada sobre aquela franguinha dourada de ontem, está bem? Apesar de achar que ela deveria ser ao menos repreendida por ter te agredido daquela maneira diante de todos! –dizia abraçando-o e depositando um beijo ardente em seus lábios.
Camus de início correspondeu ao toque íntimo. Queria no fundo saber se sentiria as mesmas sensações que o beijo de Esperanza haviam despertado nele. E embora Olesya soubesse como ninguém como despertar o desejo e a luxúria em um homem, desta vez Camus não sentia nada. Sem jeito, ele interrompeu o beijo segurando a loira pelos ombros e a afastando com gentileza.
—Vamos conversar melhor mais tarde, está bem? Agora vou tomar um banho e esperar que essa indisposição vá embora. –depositou um beijo na testa de Olesya, que não conseguia entender por que ele não cedia aos seus toques como antes. –Até depois.
Muda, observou Camus se afastar rapidamente, como se quisesse manter-se distante dela. A russa cerrou os punhos, contendo sua fúria. A joia vermelha brilhou por um breve instante refletindo sua ira. Havia algo errado com Camus, e ficaria de olho.
Se por acaso essa mudança representasse um obstáculo aos seus planos, trataria de removê-la da face da Terra... sem ter piedade alguma com quem ousasse se colocar em seu caminho.
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Eram pouco menos de duas da tarde, e Esperanza estava no Coliseu, treinando arduamente sob o sol forte daquele horário, aproveitando que o local estava vazio. Pela primeira vez em anos, estava sem saber o que fazer, dominada por uma estranha agitação, descontando nas enormes rochas trazidas ao local toda a sua ansiedade.
—O que a pobre rocha lhe fez para ser tão castigada? –a voz de Hyoga chama a atenção da garota, que ofegante observava o Cavaleiro de Aquário se aproximar, vestindo sua reluzente armadura de ouro. –Está desferindo golpes a esmo. Não está muito concentrada.
—Desculpe. Não estou mesmo.
Esperanza suspirou, apoiando ambas as mãos nos joelhos e recuperando a calma, reconhecendo que era impossível concentrar-se em qualquer atividade enquanto não fizesse uma análise fria dos acontecimentos desta manhã, principalmente do beijo inesperado de Camus, do qual ainda não se recuperara por completo.
—Algo me diz que essa inquietação nada tem a ver com o fardo de sua nova posição no Santuário. – o russo concluiu, tentando analisar a amazona que conhecia desde que era um bebê, apesar da máscara em seu rosto evitar uma observação mais detalhada das emoções dela. –Qual o problema?
—Hyoga... –Esperanza ergueu o corpo e fitou o loiro. –Podemos conversar?
—Estou sem nada para fazer agora que mandei seu irmão treinar combate mano a mano com outros aspirantes. –respondeu, sentando-se em um pilar semidestruído sob uma das poucas sombras aconchegantes da arena. –Sobre o que quer falar?
—Queria saber mais sobre meu antecessor. –ela se aproximou, sentando do seu lado e retirando sua máscara. Não via motivos para temer mostrar o rosto para alguém com quem conviveu a vida toda e considerava quase da família. –Me fale mais sobre Milo de Escorpião.
—Milo? –Hyoga parecia pensar no que responder, retirando o elmo e o colocando ao seu lado. –Exatamente o que quer saber dele?
—Tudo o que puder me contar. Meu pai e meu mestre não me falaram muito sobre ele.
—Milo era um cavaleiro formidável! –Hyoga começou a falar. –Tinha muito orgulho de usar a armadura de ouro, de sua posição. Ele nunca mostrava dúvida ou hesitação quando precisava lutar, mesmo que seu adversário fosse um amigo ou alguém que amasse muito. Se isso o fazia sofrer por dentro? Sim, mas raramente demonstrava isso.
—Disse mais ou menos o que meu pai já me contou.
—Eu já o enfrentei uma vez. –Hyoga continuou a falar. –Na Batalha das Doze Casas... te contaram sobre isso, não? –diante da afirmativa da jovem, continuou. –Quase morri naquele dia, mas no fim ele acreditou que eu lutava pela verdadeira Atena e salvou minha vida.
—E como era a... –ela parecia sem graça ao perguntar. –a amizade entre ele e o Camus? Se davam bem?
Hyoga parecia surpreso com a pergunta da garota, depois deu um sorriso triste notado pela morena, antes de responder:
—Eles sempre foram grandes amigos, desde crianças. Mestre Camus me contou que somente quando precisaram aprimorar suas técnicas para herdarem suas armaduras douradas que se separaram. Depois que se reencontraram na adolescência, ficaram muito unidos.
—Entendi...
—Eles se amavam de verdade. –Camus falou em um tom nostálgico que surpreendeu Esperanza.
—Amor? Tipo... de irmãos?
—Amor verdadeiro. Acho que a única vez que vi meu mestre realmente apaixonado, foi por Milo. –Hyoga sorriu, tocando no ombro da jovem antes de levantar-se. –É uma história que não estou preparado para te contar. Desculpe. Bem, preciso ir e voltar ao meu templo. Até mais tarde.
—Tudo bem. Eu entendo. Obrigada pelo que me contou.
A morena viu Hyoga se afastar e depois ficou pensando nas palavras dele. Camus amava Milo e seria correspondido? Mas, se era apaixonado pelo cavaleiro de Escorpião, onde entrava na história a mãe de Nike? Será que Camus foi desleal e o traiu? Depois refletiu e percebeu que Nike nunca falava da falecida mãe, e que os demais cavaleiros também evitavam falar disso. Será que ela morreu de desgosto por não ser correspondida pelo cavaleiro de Aquário? Aliás, ninguém contou como o seu antecessor morreu. Essas dúvidas só a atormentavam e a faziam imaginar coisas terríveis sobre Camus.
—Aí está você. –a voz de Shaka a acordou de seus devaneios. –Preciso lhe apresentar um amigo.
Continua...
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