Eternity
1 Seu mordomo, para sempre
Notas iniciais
“O destino gira, e mesmo se o meu mestre andar por um caminho cheio de espinhos, eu caminharei junto a ele.
Sem falhas, eu o protegerei.
Afinal, esta é a minha missão.”
O mordomo perfeito poderia, um dia, arrepender-se pelo destino que traçou para si próprio?
(...)
Sebastian Michaelis. Foi esse o nome designado pelo jovem Ciel para aquele demônio. Na época em que a tragédia assombrava a família Phantomhive, um ser tão enojante surgiu diante dos olhos do garoto, manchados de sangue e de sofrimento.
Estendendo suas mãos para o rosto do garoto, preso sob um ritual de sacrifício, o demônio apareceu como única saída para ele, se esse quisesse sobreviver.
E diante de tudo, um contrato foi firmado.
- Sabe que os portões do paraíso estarão fechados eternamente para você, não é?
- Eu não me importo com isso. Se Ele existe mesmo, já me abandonou há muito tempo.
- Então é isso... Tem a certeza que firmará o contrato com um demônio?
- Se essa é a única maneira de escapar deste sofrimento...
Eu aceito!
O momento que marcou o ressurgir de uma história.
Que outrora, estava morta.
Mas nada no mundo vem de graça ás mãos das pessoas.
Se Ciel achava que estava escapando de um ritual de sacrifício humano, enganava-se.
Pois firmando aquele contrato com Sebastian, mergulhava em um abismo que sacrificaria seu espírito.
O acordo? A proteção de seu jovem mestre diante de tudo...
... em troca da alma do garoto.
"O meu corpo e o meu coração pertencem a você.
E a sua vida me pertence."
Sebastian deveria servir o seu mestre como um fiel mordomo, até que a vingança almejada por Ciel fosse alcançada.
Este não era um contrato de benefícios mútuos.
Servir como mordomo poderia ser uma tarefa fácil para o demônio. Aguentar Bard com seus atrasos na cozinha, Finny a destruir o jardim e Maylene a quebrar toda a porcelana indiana era, de fato, cansativo.
Mas nada que o servo da família Phantomhive não pudesse resolver.
Uma vez vingado a morte de seus pais – o que o garoto tratava como a ‘honra da família Phantomhive’ -, Ciel entregaria sua alma, pra que Sebastian a devorasse. E o mordomo sabia que havia encontrado o mestre perfeito.
Afinal, ele nunca esteve diante de uma alma mais pura e branca do que a do jovem conde.
Apesar de carregar um fardo enorme sobre ela, uma angústia, um sofrimento...
... permanecia na maior pureza que os olhos do demônio jamais presenciaram.
Com certeza, o contrato perfeito.
Mas e agora?
Continuaria perfeito?
Certo de que veria memórias repletas de algo inovador, o shinigami atacou Sebastian com sua foice da morte, fazendo com que dele exalasse o filme de sua ‘vida’.
De sua nova vida.
E nos rolos do filme apareceram apenas servos atrapalhados, risadas infames, comoções diante de pobres gatos indefesos, ordens e mais ordens vindas de uma criança.
Seria essa a vida de um demônio?
Um julgamento patético, de certa forma.
Mas Sebastian sentia-se orgulhoso de viver tudo aquilo.
Pois sabia que o resultado final seria satisfatório.
Mas... e agora?
- Queime tudo, Sebastian!
- Queimar? Mas, bocchan, a rainha não pediu para que trouxesse as crianças sãs e—
- Cale-se! Não deixe nada sobrar! Transforme tudo isso em cinzas! Você esqueceu qual é o seu trabalho?!
Isso é uma ordem!
Revelado aos olhos do garoto a fonte de seu sofrimento. Em suas mãos escapavam-lhe os assassinos de seus pais, mas pereciam aqueles que o marcaram...
E que foram responsáveis pela reescrita de seu destino.
Sebastian nunca deveria hesitar diante de uma ordem de seu mestre.
Ou seria a quebra do contrato.
Portanto, só lhe restava obedecer.
Estavam afinal, presos, um ao outro.
Com uma corrente invisível...
... que se romperia apenas com a morte de um dos dois.
"De mão no coração, com uma lealdade inabalável...
... ele é o meu mestre agora."
Porém, quando os caminhos de outro jovem e de seus fieis servos cruzaram com o caminho de Ciel e Sebastian, novamente a história transformou-se. Estando a vingança do jovem Phantomhive aparentemente completa, estava na hora de cumprir as pequenas letras do contrato.
Mas uma aranha teceu uma teia que prendeu Sebastian e alma de seu mestre a um destino mais cruel.
Dessa vez, para os dois...
"Então, é hora de acordar, jovem mestre."
E com todas as memórias anteriormente perdidas, Ciel estava diante de um jovem garoto, Alois Trancy, que almejava a ele próprio.
Enquanto seu fiel servo, Claude Faustus, queria eliminar a existência de Sebastian...
... para sempre.
Assim, mesmo não tenho completado sua vingança, os caminhos de Ciel tomaram um rumo inesperado.
Um terceiro demônio estava atuando sob os panos desse espetáculo vital.
Hannah Anafelous, a ‘bainha da espada demoníaca’ era a verdadeira protagonista dos desejos de seu mestre.
E ela era a maior prova de que demônios também podem arrepender-se pelos contratos firmados.
Este seria o caso de Sebastian?
Mesmo convicto de que aquela jovem alma era o ‘jantar’ mais delicioso existente...
... poderia ele se arrepender de ter entrado na vida de Ciel Phantomhive?
Hannah amava seu mestre, Alois. Ser enganado com doces palavras, arrastando-se para a escuridão. Para não notar o poder oculto de um demônio... docemente, habilmente, silenciosamente...
Alois e Ciel foram presos àquele demônio mergulhado no remorso.
Sebastian não poderia deixar que seu mestre fosse tomado de suas mãos. Faria de tudo para trazê-lo de volta.
Porém, o egoísmo que permeava o coração do jovem Trancy foi maior do que qualquer desejo de salvar Ciel...
Estabelecido outro contrato, Alois pediu a Hannah que em troca de sua vida, transformasse Ciel em um deles.
Em um demônio.
E assim foi feito.
Sem acreditar nas palavras daquele ser, Sebastian mergulhou em busca de seu jovem mestre.
Mas já era tarde demais.
Os olhos em rubro provavam que Ciel era um deles.
- O que foi, Sebastian? Por que faz essa cara? Eu vi que você tentou me matar enquanto estávamos no fundo do lago. Queria provar se eu morreria mesmo?
O jovem profanou aquelas palavras, que atravessaram o corpo de Sebastian como facas afiadas. Em uma ironia incrível, o garoto que outrora era indefeso, totalmente dependente de seu mordomo, a mercê de suas vontades, agora estava no mesmo barco que o demônio.
O sorriso sarcástico que Sebastian sempre demonstrou desapareceu rapidamente, como uma rosa branca a murchar no final da primavera.
Com o contrato ainda ativo e com a nova ‘existência de seu mestre’, o mordomo sabia o que lhe aguardava.
Estaria preso a Ciel...
... para sempre.
Não poderia devorar a sua alma, pois o garoto era imortal.
E deveria servi-lo, por toda a eternidade...
"Sem você perceber, eu o observava, silenciosamente.
Sua alma sempre exalou um perfume delicioso. E isso me atraiu.
Só deveria esperar a hora certa para me mostrar diante de seus olhos.
E naquela noite, naquela mansão, eu era o único demônio presente.
O contrato perfeito.
Mas... e agora?
Se me pergunta se eu já tive vontade de matá-lo, a resposta será ávida e direta.
Sim.
De fato, os humanos são muito interessantes...
Minhas mãos estão manchadas com o seu sangue. E o de seus pais.
Não, eu não os matei. São apenas marcas do que o seu destino fez com o meu.
Então, o que me resta?
Sim, se alguma coisa acontecer, pelo bem do meu mestre, vou trabalhar até ficar exausto.
Por favor, esteja consciente do seu humilde servo.
Então, deixe-me dizer em voz alta:
Yes, my Lord.
Por toda a eternidade..."
Notas finais
Mesmo assim eu espero que tenham gostado -Q
Esse é mais um one que eu inclui na série "Dilemas de um jovem conde". Quem quiser ler as outras fics~~
E eu também recomendo que vocês leiam o mangá de Kuro, porque ele é divo demais ~~b29;
Whatever~~
Reviews? Recomendações? /morre
Tks a todos
Nandah~~
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