Notas iniciais
Um pouco de amorzinho Klaroline para vocês, já que eu to bem feliz/triste com o ep da sétima temporada onde rola um telefone Klaroline... O que é o Klaus dizendo que tinha mulheres demais na vida dele... Desculpa pelo spoiler e vamos pro capítulo ♥3

Pov. Klaus

— Um minuto da atenção de vocês por favor. — depois de três tintiladas na taça, Rebekah se cansou de ser sutil ao chamar a atenção dos convidados que pareceram surdos — Iremos começar aquele momento comovente de discurso, e nada como um representante da família de cada para fazer isso. Da parte de meu irmão Niklaus, não serei eu, porque ainda vivemos em um mundo machista e então escolheram Elijah. — ela bufou e se recompôs no instante seguinte — Mas vamos ser cavalheiros, os homens no caso, e deixar que a mãe de Caroline fale primeiro, então Liz já pra cima! — Rebekah fez um sinal nada discreto para Liz. que se levantou sorridente e foi para a frente de todos.

— Sua irmã precisa fazer uma visita com o doutor Botton. — Caroline comentou.

— O psicologo?

— O próprio. — ambos trocamos risadinhas daquele tipo de piada interna.

— Não me é uma má ideia. — sussurrei — Acho que vou cuidar disso quando voltarmos.

— Voltarmos? — ela arqueou uma sobrancelha de um jeito interrogativo — Pode me dizer agora, para onde vamos?

Durante toda a noite eu me desviei das perguntas de Caroline relacionada para onde iríamos ou o que iríamos fazer depois de deixar a festa. Me mantive em silêncio contando com o tempo de Liz pegar o microfone e começar a falar.

Três...

— Nós...

Dois.

— Iremos pra...

Um.

— Boa noite a todos. — salvo pelo gongo, ou melhor por minha sogra. Caroline bufou mas resolvendo felizmente dar de ombros e prestar atenção no que a mãe iria falar — Eu nem sei o que dizer sobre meu bebê estar se casando hoje.

— Mãe! — Caroline reclamou alto pelo "bebê".

— Ah eu sei que você não é mais um bebê Caroline, mas que mãe admite isso? — ela respondeu enquanto todos davam aquelas risadas meramente sociais — Eu esperava minha filha mais um tempo resolvendo sua vida, mas então percebi que mesmo sendo um bebê para mim ela se tornou prontamente uma mulher. Uma mulher independente e forte que encontrou o amor, que encontrou alguém que a faça sorrir assim que ela acordar, que se preocupe se ela comeu bem, está bem agasalhada e se ela esta feliz, alguém que a console quando ela assistir filme tristes ou se decepcionar por alguma coisa. Alguém que a faça rir mesmo quando ela estiver com raiva ou magoada, alguém que segure sua mão quando ela estiver se sentindo sozinha e diga "hey, estou aqui". — ela respirou profundamente, tentando conter suas lágrimas. Não que eu conhecesse muito Liz, mas ela não era de chorar certo? — Caroline toda a felicidade do mundo para você, e quanto a você Klaus, meu novo filho... — se alguém me dissesse que Liz Forbes um dia me chamaria de filho, eu a mandaria diretamente para um hospício sem precisar de diagnóstico antes — Quero que cuide dela e a ajude a ser feliz, e que também você seja. Tenham uma eternidade feliz e plena, porque todos somos eterno até que a vida nos mostre o contrário. — ela deu um soluço e teve que tapar a boca, Caroline se remexeu na cadeira agora eu tive certeza que havia algo errado.

— O que houve? — perguntei baixo para Caroline.

— Não sei — sua voz estava embargada — Mas minha mãe não é de chorar, quem dirá soluçar assim... Teria algum problema em eu ir abraça-la?

— Nenhum.

Ela simplesmente correu em direção aonde a mãe estava e lhe deu um abraço, Caroline a reconfortou até que a xerife estivesse recomposta novamente e a mesma se esquivou de todas as perguntas preocupadas de minha mulher. Minha mulher. Como é bom dizer isso.

— Algo errado? — questionei Caroline enquanto ela voltava a se sentar do meu lado.

— Ela só disse que se emocionou. — Caroline franziu o cenho — Não consigo acreditar que seja só isso, mas resolvi não ficar a pressionando.

Segurei sua mão e a apertei percebendo que Caroline ficou preocupada com a possibilidade algo estar errado com sua mãe.

— Uma ótima noite à todos, felicidade aos noivos. — meu irmão como sempre estava elegante, seja com as roupas ou com as palavras — Eu e Liz vamos pelo mesmo caminho, primeiro falando daquilo que já conhecemos a muito tempo, ou seja, eu falarei do meu irmão — ele deu um leve sorriso — Klaus é uma pessoa difícil de lidar devo dizer, não é de sacrifícios, boa conduta e amores frívolos e superficiais. Quando crianças até boa parte da adolescência e devo dizer, o resto de nossas vidas, Klaus nos colocava em grandes enrascadas e cabia a mim o tirar. Seja aborrecimento de nossos pais que não estão aqui infelizmente — ele me olhou com um olhar que significava "graças a Deus não estão mesmo, mas eu devo manter as aparências" — ou o aborrecimento das demais pessoas. Ele é do tipo que não se arrepende do que faz, seja ela a coisa mais horrível do mundo e confesso que cheguei a pensar que Klaus, com exceção da própria família, nunca viria a amar absolutamente ninguém. Mas Caroline conseguiu algo que eu julgava impossível, fez com que Klaus se apaixonasse e mudasse para melhor. Não que ele tenha deixado de ser egoísta, ciumento, arrogante e possessivo como minha cunhada disse em seus votos — ele deu uma piscadela para Caroline que soltou uma breve risada — Mas ele a ama de uma forma tão incondicional que seria capaz de dar o mundo a ela e a própria vida se a mesma pedisse, ele será o cara que vai querer sentimentos recíprocos e pra isso vai a conquistar todos os dias como se fosse a primeira vez. Então minha cunhada, se prepare para nunca enjoar desse cara do seu lado e por fim, seja bem vindo aos Mikaelson.

Agora ele piscou para mim e se retirou do palco. Não sei como ainda me surpreendia com o tato incrível de Elijah relacionado a mim, não duvidava muito se ele conseguisse saber o que eu pensava nesse exato momento. Caroline me olhou, inspecionando meu rosto e principalmente meus olhos.

— Você está impassível de novo. — ela disse frustada.

— Anos de prática. — ri enquanto ela revirava os olhos, naquele dia eu me permiti soltar lágrimas durante os votos. Porque não?

— Elijah foi muito caridoso em me dar a liberdade de puxar o brinde destinado aos noivos. — Rebekah disse como se ela tivesse ganhado um grammy — A felicidade, amor e união dos noivos. — ela levantou a taça e todos fizeram o mesmo, em seguida bebendo o conteúdo.

E então resolveram que seria um momento oportuno para a tal dança noivos, que no caso puxaria o restante da noite em danças.

— Ensaiamos três meses para esse momento. — Caroline disse como se aquilo fosse um desafio.

— Será que estamos aptos? — disse zombeteiro.

— Tenho quase certeza. — paramos frente a frente no centro da pista de dança, todos os olhares voltados para nós.

— Que música eles tocarão?

— Não tenho a mínima noção — ela arqueou minimamente o corpo em minha direção e murmurou — Estou mais perdida que a maioria dos convidados aqui.

— Esse sentimento deve ser desesperador se tratando de você.

— E é. — posicionei uma mão em sua cintura e a outra segurei sua mão. — E adivinhe o que me conforta?

— O fato de eu esta no mesmo barco?

— Você me conhece tão bem. — ela fingiu um falso orgulho.

Música >> https://www.youtube.com/watch?v=-SZER2nNY7U

— Como elas descobriram? — questionei de imediato ao dar o primeiro passo.

— Mesmo que eu não recorde agora, devo ter dito em algum momento. — confessou a loira enquanto olhava com censura para Rebekah — Ela me traz lembranças boas, consegue se lembrar desse dia?

— E como me esquecer? — a rodopiei e juntei nossos corpos — Foi nosso primeiro encontro, tirando que você admitiu estar apaixonada por mim mesmo que nos fundo já soubesse.

— Sou culpada, admito. — ela riu — Consigo me lembrar de tudo... — ela ficou em silêncio por um momento, presumo que listando suas lembranças mentalmente — No dia anterior você havia me dado um vestido de presente, e um cartão dizendo quão você ficou feliz de eu ter ficado com ciúmes.

— O que é uma verdade.

— Não posso negar. — a girei mais uma vez enquanto ela expandia ainda mais seu sorriso, como não amar essa mulher? — Sabia que eu li e reli aquele bilhete pelo menos cem vezes? Tirando que ele estava com o seu perfume... acho que eu tinha que ter ido a um psiquiatra. — minha resposta foi uma risada audível que foi observada com encantamento pelos convidados que já estavam com seus pares na pista a nossa volta — Aquele vestido nem era bonito.

— Não? Ah isso me deixa arrasado — suspirei me fingindo de decepcionado — Mesmo que isso não soe nada másculo, mas, eu sempre tive bom gosto para vestidos.

— Isso é interessante, não irei precisar de um personal de moda. — ela sorriu encostando momentaneamente o rosto em meu peito.

— Não sei porque precisaria de um.

— Coisas femininas. — ela suspirou — E então você me levou no píer, depois no veleiro e me fez aquela proposta de...

— Esquecermos o passado e fingirmos sermos apenas humanos. — completei para ela. — Era o único meio para você baixar a guarda.

— Foi uma excelente tática. E ai você me convidou para dançar, igualzinho estamos fazendo agora tirando que também estávamos tendo uma conversa doida...

— Você disse que eu era perfeito, foi a primeira vez que você me elogiou — sorri com a lembrança — Foi o melhor elogio que recebi até hoje, principalmente porque é vindo de você. — aproximei meu rosto do dela e dei um beijo em sua têmpora.

— Então eu contei o que achava de você desde o primeiro momento que te vi, e no seguinte eu me senti tão fraca por contar meu maior segredo para a fonte do mesmo.

— Não esqueça que foi uma troca de declarações e segredos também já que, eu não havia lhe dito que a amava desde o começo.

— Na verdade você disse que estava apaixonado por mim — ela me corrigiu — Perdidamente apaixonado.

— Disse? Acho que menti.

— Mentiu? — ela arregalou os olhos e fizemos o último passo de dança.

— Sim, eu não estava apaixonado. A verdade é que eu te amava desde sempre. — eu arqueei seu corpo para trás até que ela ficasse deitada no ar apoiada apenas por minha mão em suas costas.

Ela ficou sem palavras, a boca minimamente aberta para que uma brecha de ar passasse e os cabelos caídos para trás, seus olhos arregalados de uma maneira adorável. Sem perder tempo eu a beijei e fui voltando gradativamente nossos corpos até que ficássemos eretos novamente. Ao nos separarmos Caroline ainda tinha os olhos arregalados e eu percebi que era bom ainda poder surpreende-la.

Digo, da maneira boa.

Pov. Caroline

— Quanto tempo se fica em uma festa de casamento? — perguntei a Klaus que levantou os ombros levemente indicando que não fazia ideia — Estou cansada, será que podemos ir?

— Vamos listas o que devíamos fazer.

— Está bem.

— Casamos?

— Confere.

— Comemos?

— Confere.

— Cortamos o bolo?

— Confere.

— Ouvimos o discurso e brindamos?

— Confere.

— Dançamos?

— Também confere. — disse cansada de repetir a mesma palavra.

— Então nós podemos ir. — ele riu me puxando para junto de seu corpo e passando o braço por cima de meu ombro.

— Rebekah cuidará do resto?

— É como perguntar se eu já quero o divórcio. — soltamos uma risada audível até demais.

— Só vou me despedir de minha mãe então, ainda não engoli o que ela me disse. — mordi o lábio preocupada — Afinal meu marido lindo, para onde nós vamos?

— Será uma surpresa para você — ele virou seu corpo fazendo com que sua boca ficasse colada em minha orelha — Mas adianto que viajaremos a noite toda.

— A noite toda? — perguntei estupefata — Pelo menos adiante algo a mais...

— Será nossa nova casa.

— Como assim nossa nova casa? — praticamente gritei, sei que ainda não havíamos escolhido uma casa, faríamos isso depois do casamento... mas ele fez isso sozinho, como ele ousava!

— Gostando da festa pombinhos? — minha mãe chegou, novamente salvando Klaus de me dar explicações.

— Sem dúvidas uma das melhores que já estive. — Klaus apertou minha cintura para que eu fechasse minha boca escancarada.

— As organizadoras ficaram feliz com esse elogio. — ela riu — Algum problema Care?

Desviei o olhar de Klaus e a olhei.

— Estou ótima mãe, só um pouco cansada.

— E quem no seu lugar não estaria? Seu dia foi cheio e bem... — ela procurou a palavra certa mas não encontrou, com certeza pensando no fato ex noiva morta de Klaus ter voltado e a atual quase ter batido as botas.

— Vamos pegar a estrada daqui a pouco. — resolvi por fim ao silêncio que se estendeu, parece que a indireta atingiu Klaus.

— Irão para onde?

— É Klaus, para onde iremos? — virei meu rosto para ele.

— Será surpresa loiras. — ele deu um sorriso enviesado — Quando chegarmos Caroline lhe mandará uma mensagem com a nova localização.

— Ele disse que será nossa nova casa. — minha mãe de repente ficou espantada.

— Nova casa? — ela perguntou, a voz perdendo um pouco da firmeza- Você irá embora então?

— Espero que não para muito longe... mãe — me desvencilhei de Klaus e me aproximei dela — Você está pálida.

— Não é nada demais. — ela sorriu — Só espero que não vá para muito longe... eu...

— O que houve mãe? — minha preocupação ficando bem nítida.

— Nada que seja de real importância, estou me acostumando a ter uma filha casada... você saiu do ninho Caroline.

— Eu sei. — sorri reconfortante para minha mãe — Ainda é estranho e tenho um certo medo, mas um dia isso chegaria não é?

— Isso será bom, daqui um tempo ambas iremos nos acostumar. — minha mãe me abraçou e ficou em silêncio por um tempo, só sentindo o momento. — Estou prendendo vocês afinal...

— Nunca mãe. — era verdade, mas claramente eu não diria isso a minha própria mãe — Mas ele disse que iremos viajar a noite toda, então provavelmente chegaremos lá pela manhã.

— Isso mesmo. — Klaus concordou.

— Existem tantas possibilidades para a futura cidade. — minha mãe falou pensativa.

— Realmente existem — Klaus concordou com um sorriso, já que ele estava feliz em me deixar com expectativa — E se a senhorita quiser chegar lá antes do almoço deveríamos fugir dessa festa e ir.

— Pensei que devíamos nos despedir...

— Posso cuidar disso. — minha mãe nos tranquilizou.

— Muito obrigada mãe. — falei a abraçando mais uma vez antes de partir para minha nova casa... era estranho dizer isso e até mesmo ruim para meus ouvidos.

Mas dali para frente eu teria que me acostumar, minha vida era do lado de Klaus, meu marido e eu teria que acostumar com isso. Mesmo que no início seja algo difícil de lidar.

— Te mando a mensagem quando chegar xerife.

Foi a última coisa que disse a minha mãe antes de subir com Klaus, me trocar e pegar a estrada.

Notas finais
E ai gostaram? O que há com a xerife? Gostaram do remake do primeiro encontro Klaroline dessa fanfic? Gostaram de um pouco de romance? Próximo capítulo promete uma breve passagem de tempo *0* Essas e mais perguntas serão respondidas no próximo capitulo de Eternidade Irreal, isso mesmo, aqui na Nyah Um beijo, um queijo e até lá!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.