Notas iniciais
Oi meus amores! Sim, a sumida por quase um ano voltou! Pra ser sincera galera, eu tinha abandonado a Nyah e estava respostando essa fanfic na Social Spirit. Mas ontem eu acabei entrando aqui e vi um comentario da Manuh1207, perguntando o porque que eu tava sumida e porque eu não postava mais, também dizendo que tava com saudade. Desculpem mesmo, vocês são minhas melhores leitoras porque foram as primeiras e únicas no meu coração ♥3 Mais uma vez desculpa, e prometo voltar a postar com frequência aqui. Espero que gostem, mesmo que o capítulo não seja o mais feliz. Boa Leitura *0*

Pov. Caroline

Estava bom demais para ser verdade. Perfeito demais para ser real.

E quando Klaus soltou minha mão que acabou de segurar e foi em direção dela, tive a pior sensação da minha vida. Eu ainda não conseguia constatar totalmente os fatos e eu sentia uma imensa vontade de vomitar. Todos seguiram Klaus com o olhar, se é que não estavam já olhando Violet a ex morta.

Porque justo hoje? Porque justo comigo? Será que na minha vida eu nunca teria algo normal?

Será que assim como Elena e Stefan, o destino sempre arrastava Klaus e Violet para o mesmo ponto? E eu era o Damon?

Eu não queria ser o Damon, eu não queria um amor pela metade. Não que ele e Elena não se amassem completamente agora, mas... ah! estava tudo tão confuso.

— Que bom que reconheceu-me. — ela deu um sorriso enviesado — Pensei que nunca mais te veria, mas não poderia deixar de vir a seu casamento.

Eu senti a necessidade de sair dali, enquanto havia tempo e a cada segundo eu senti ainda mais ânsia. Nunca havia vomitado na vida, talvez quando tive virose, mas isso foi quando eu tinha dez anos.

— O-o Q-q-q — Klaus gaguejou, não conseguia falar e estava cada vez mais próximo de Violet e longe de mim. Havia sido abandonada no altar.

— Nunca pensei que você pudesse gaguejar. — ela riu colocando o óculo no decote do sobretudo — Mas tenho que concordar que sempre lhe causei um certo entorpecimento.

Todos olhando a cena, minha mãe, meus amigos, o restante dos convidados e até o padre ali do meu lado. Ninguém se importou com o fato de eu estar aparentemente pálida já que eu estava a ponto de pôr tudo para fora.

— O que faz aqui? — finalmente ele conseguiu dizer, mas sua voz parecia um sussurro agudo.

— Não é óbvio? — ela suspirou — Como eu disse vim para seu casamento, não podia deixá-lo se casar sem desejar as minhas solicitas felicidades e claro lhe agraciar com a minha honorável presença. — disse ela com uma arrogância e falta de modéstia incríveis.

— É impossível que esteja aqui, eu a vi morrer... eu toquei no seu corpo morto.... eu... — ele ia perdendo o dom da fala conforme constatava os fatos mentalmente.

Meu coração estava tão apertado que eu senti que podia ser esmagado pela angústia, eu sentia minhas mãos suarem e meu estômago se revirando, ah eu iria vomitar em breve.

— É uma longa história my love, nada com que você se preocupar agora. — ela tocou rapidamente o queixo de Klaus e eu queria ir lá e vomitar encima dela — Depois nós podemos resolver isso, agora tenho um casamento para ver, que a propósito é o seu! — ela sorriu para ele que mantinha um semblante estupefato diante da falta de seriedade nela devido a situação — Você parece perdido...

— Pareço? — ele perguntou incrédulo, ele apontou o dedo na cara dela — Você sabe quanto tempo eu sofri com seu luto?

— Imagino que por muito tempo, você me amava. — ela disse com a leveza de uma pluma ao vento — Mas acho que superou, alô! estamos no s-e-u casamento. — porque ela ficava repetindo isso toda hora? Era algum teste a sanidade dele?

— Que se dane o meu casamento! — ele falou firme e senti minhas forças sumirem por um momento, minha garganta se fechou e meu olhos arderam, como assim "que se dane o meu casamento?", ele estava mandando a mim e a todos os nossos sonhos juntos irem pro inferno?

Ele não podia fazer isso comigo, eu não merecia.

— Bem você está transtornado e realmente perdido, pude constatar agora. — ela sorriu — Pensei que o noivo esperava a noiva e não o contrário, já que a sua está no altar e você aqui no início do tapete. — ela olhou rapidamente para o tapete — Devia ir lá na frente, sua noiva deve estar o esperando...

— V-v-vo-c-cê... — Klaus havia perdido o dom da fala de vez, e eu nunca pensei que pudesse presenciar esse momento.

Na verdade, nunca pensei que o que estava havendo ali pudesse de fato acontecer.

— Eu também senti sua falta. — ela olhou para ele com uma ternura incorrigível e o abraçou.

Abraçou Klaus. Meu Klaus. O cara a quem eu passei horas pensando para escrever meus votos. O cara que agora eu não sabia se era realmente meu. O cara que disse "dane-se esse casamento".

De forma lenta ele ergueu seu braço gradativamente até indicar que ele estava retribuindo, e aquilo doeu imensamente, mas a dor não durou muito em meu peito porque o meu estomago me avisou do vômito.

— Ah que nojo! — Violet disse realmente enojada, eu havia corrido para trás de um enorme arbusto florido que estava do lado do altar e colocado os canapés que comi antes da cerimônia todos para fora. Segurei minha barriga e tossi quando a primeira "remessa" se foi, eu estava arcada evitando ao máximo sujar meu vestido.

Eu não conseguia ver mais ninguém, porém eu sabia que todos estavam olhando em direção ao arbusto na esperança de ver mais do que as flores.

— Você está bem, minha jovem? — o padre correu em meu auxilio pondo sua mão atrás de mim e olhando enojado também, quando outra vez eu soltei meus fluídos no gramado.

— Só preciso sair daqui. — sussurrei sentindo meu estomago revirar-se, o que estava havendo comigo?

— Deixe ela conosco. — Elena e Bonnie apareceram do outro lado do arbusto, desviando da poça de vomito e vindo até mim. Quando ela passaram suas mãos por minhas costas eu não contive o choro.

— Ei, não chora! — Bonnie também estava querendo chorar, mas ela se manteve firme.

— Eu quero sair daqui. — pedi em meio aos soluços e o abandono da ânsia de vomito.

— Você não pode...

— Ah, ela pode sim! — minha mãe surgiu ao meu lado — Se aquele patife se importasse não estaria com aquela mulher, estaria aqui socorrendo a sua noiva. — percebi a ironia de minha mãe, ela me puxou para longe da poça enquanto Bonnie e Elena segurava a cauda do meu vestido para que não "limpasse" a poça de vomito.

— Maldito é esse casamento. — falei amargurada — Maldito o dia que conheci Klaus, maldito o dia que Katherine me transformou em vampira, maldito o dia em que eu não aceitei morar com meu pai! — chorei desesperada soluçando como uma uma criança que perdeu o brinquedo favorito, por um momento o abraço que minha mãe me deu bastou para me trazer um pouco de paz, mas no seguinte eu já podia sentir o mundo desabando novamente a minha volta.

— Quero sair daqui. — falei para minha mãe.

— Só há um jeito. — ela me disse piedosa. O único jeito de eu sair dali era passar por todo mundo, no centro do tapete por onde entrei toda feliz, iria passar por cada convidado, por cada padrinho e finalmente por Violet e Klaus. Ah! Eu jurava que se eles ainda tivessem abraçados eu iria vomitar em cima deles.

Limpei meu olhos borrados, respirei fundo, eu queria desabar e chorar até não me restar lágrimas mas enquanto eu passasse em frente daquela .... mulher, eu não derramaria uma lágrima. Incrível como ela com apenas um segundo, conseguiu destruir uma história que poderia ter dado certo.

Segurei meu vestido e sai detrás do arbusto ao lado de minha mãe e seguida por minhas amigas , todos os olhares se voltaram para mim, vi todos os meus amigos me olhando com pena, Elijah fez menção de vir até mim mas eu fiz que não com a cabeça. A piedade nos olhos de todos só me deixava mais envergonhada.

Klaus ainda estava de frente para ela e de costas para mim, aquilo era como ter uma faca entrando e saindo em uma ferida aberta. Mais ânsia.

Violet me olhou de soslaio e eu percebi um mínimo sorriso nos lábios dela, quase imperceptível mas não para alguém que acabou de ter a vida destruída por essa vaca. Passei por eles.

E me detive centímetros depois, virei-me e olhei para Klaus que ainda olhava fixamente para Violet, ele esperava uma resposta.

Minha vida desabava sobre meus olhos, ele não se importava mais comigo e aquilo doía tanto que pensei não conseguir mais respirar. Minha mãe me deu um leve puxão em meu braço, mas eu o puxei de volta e foi quando Klaus finalmente olhou para mim. Ele estava transtornado, e sentia uma dor que nunca pensei que ele sofreria, ele estava perdido, como uma criança que se perde da mãe em uma multidão: amedrontado, sem saber o rumo para onde ir. Talvez ele estivesse arrependido de começar uma história comigo, sendo que o que ele sempre aspirou estava agora diante de seus olhos, vivinha da silva.

— Por favor Caroline, é melhor irmos. — minha mãe tinha pena na voz e eu fechei os olhos por alguns segundos, porque Klaus não se moveu em minha direção ou ao menos me disse algo? Pensei que eu significasse algo para ele.

Suspirei cansada e corri largando minha mãe e minhas amigas para trás, elas não correram para me seguir já que eu fui em direção ao hotel. Sim, o casamento estava sendo realizado naquele enorme jardim.

Não fui para meu quarto e muito menos para qualquer outro lugar seguro, fui para o ponto mais terrível para quem tem medo de altura: o terraço.

Meus pés doíam por causa do salto, subir vários lances de escada de um prédio com mais de trinta andares não era fácil e eu ainda não entendi como pude fazer aquilo com tanta eficiência. A ânsia ainda me atormentava, porque eu estava tão enjoada?

Já havia passado por coisas piores, não podia negar, e nunca havia vomitado. Acabei soltando mais um pouco de meus fluidos estomacais no chão, segurando minha barriga e tendo uma crise de tosse no fim. Meu peito subindo e descendo misturando o mal estar, ao cansaço de ter subido pelas escadas e um choro desesperado.

— Aaaaah! — gritei indo em direção a ponta do prédio que não tinha proteção, a não ser um pequeno degrau que o rodeava — Uma catástrofe! Eu sou uma, porque minha vida não seria? — arranquei meus sapatos e joguei de cima do prédio.

Como eu era infeliz, fui do céu ao inferno, com intervalos separados por uma aparição "abençoada" de Violet.

— E esse enjoo que não passa — falei amargurada — O que há de errado! — estava realmente na ponta, em cima do degrau do prédio olhando para o horizonte e não me permitindo olhar para baixo, eu não pretendia me matar é óbvio não era burra.

Apenas queria ver se o meu pânico de altura poderia me fazer esquecer um pouco a dor do coração, abandonada no altar. Porque isso não está me surpreendendo como eu deveria estar surpresa?

— É porque você está grávida. — uma voz disse fazendo com que eu me virasse subitamente com o susto, e consequentemente me desequilibrasse e provavelmente meu próximo destino, seria cair de cara no chão.

Claro que, morta.

Pov. Klaus

Eu estava inteiramente perdido no meio do caos de meus sentimentos, lembranças e a beira da loucura. Ela não podia estar na minha frente, não podia estar agindo comigo como agia na década de oitenta, não podia chegar ali e ser sarcástica comigo no meio do meu casamento, não podia me abraçar e dizer que sentia minha falta... ela não podia estar viva!

Mas ela estava e fez tudo o que eu disse, me fez abandonar Caroline no altar e ir atrás de respostas me fazendo não agir com racionalidade ou sentimento que eu tanto tinha por minha Car. Me fez praguejar e dizer "dane-se" para o casamento que eu tanto esperei.

Eu estava sendo frigido, totalmente e intensamente frigido. Caroline não merecia aquilo, mas eu não estava conseguindo agir como agia, eu só estava vivendo e procurando a resposta para a minha interna confusão mental.

Eu não consegui olhar para Caroline depois que fui até o início do tapete, eu não consegui ajudá-la quando ouvi sua tosse após vomitar, eu não pude dizer para ela ficar quando ela pediu para tirarem-na dali. Eu não pude me mover e segurar seu braço quando ela passou por mim, e não pude fazer nada além de olhar seus olhos cheios de lágrima quando a olhei correndo do nosso casamento.

Eu estava travado e não conseguiria resolver nada, a mãe dela foi atrás dela enquanto Bonnie e Elena resolveram ficar caso acontecesse algo ali, mesmo com todos a nossa volta. Eu havia feito Caroline passar a maior vergonha de sua vida, a feito chorar novamente, a magoado e talvez traumatizado, eu nunca me perdoaria e sabia que a própria não iria me perdoar.

Mas eu iria casar com ela, eu iria a abraçar e dizer que eu a queria mesmo se ela não me quisesse, que Violet apenas me deixou paralisado devido a confusão mental que me apossou. Nunca pensei que pudesse um dia agir como estava agindo, mas eu simplesmente não estava sabendo o que fazer ou como agir direito.

Sai de meus pensamentos de repente e me fixei a mulher a minha frente, com seu ar de deboche monótono. Talvez ela estivesse mesmo debochando de mim, eu estava, eu era um fraco.

Queria saber o que aconteceu, confirmar que eu fui um imbecil por ter sofrido tanto por sua morte, por ter enganado Caroline no começo, por ter feito Caroline passar tudo que passou porque ela... Ah!

De súbito eu queria a matar, queria fazer pior do que ela esta fazendo Caroline sentir, queria fazê-la pagar por surgir justamente hoje e estragar aquilo que para mim e Carol era o que mais importava.

— Porque não foi atrás de sua noiva? — seu sarcasmo era irritante, mas eu não me movia, meu corpo ainda estava em choque mas minha mente felizmente estava se ligando.

— Como você pode estar aqui, você estava morta. — afirmei com firmeza, mais uma reação de que já recobrava meus sentidos verdadeiros.

— Durante a festa podemos nos sentar e conversar, agora estou ansiosa pelos seus votos. — ela deu um leve tapa em meus rosto, daqueles que as tias chatas de filmes dão nos sobrinhos — Agora vou ocupar meu lugar la na frente, para ter uma ampla visão.

— Não. — segurei seu pulso com força e ela soltou um baixo gemido.

— Bruto. — ela colocou a sua outra mão sobre a minha, a fim de que eu a soltasse- Gosto assim, mas a sua noiva não deve gostar que você faça isso com outras damas. — eu não soltei o apertão e acho que apertei mais ainda.

— Como você ousa...

— CAROLINE! — um berro vindo de Rebekah foi o suficiente para que eu e todos se virassem em sua direção, e depois olhassem para o mesmo ponto que ela.

Em cima do hotel em que estávamos hospedados, estava uma loira vestida de noiva: Caroline. A maluca estava na ponta, pronta para pular. Ela jogou um sapato e depois jogou o outro, eu soltei Violet e comecei a observar o que ela faria.

— Nick ela vai cair! — Rebekah disse se aproximando de mim. — Vá atrás dela agora!

Nesse mesmo instante ela começou a abanar as mãos, havia se desequilibrado, e agora tentava se estabilizar mas não obteve sucesso pois ela começava a arquear muito para a frente e em questão de segundos cairia em queda livre.

— Vá até embaixo, talvez você consiga a segurar, ela sairá bem machucada mas não será esmagada no chão! — Elena praticamente me empurrou e eu corri.

Dois milésimos de segundos depois eu estava esperando Caroline, e fiquei andando e olhando para cima de um lado pro outro... Onde ela possivelmente cairia? Será que a mãe dela havia lhe salvado? Ou ela mesmo conseguiu arquear o corpo para a direção oposta...

Mais uma boa olhada pro alto e não vi nada,apenas a calda do vestido dela esvoaçando com o vento, ela havia se safado da queda. Subi como um rápido raio até o terraço. A porta estava trancada e Liz berrava por Caroline.

— Arrombe essa porta e salve minha filha, aquele bandido do Marcel está com ela! — a mulher praticamente chorava — Caroline! — berrou novamente.

O que? Marcel estava com ela? Eu nem sequer notei sua ausência devido ao ocorrido.

— Liz, volte e chame os outros, Caroline precisa do apoio deles agora! — praticamente ordenei e ela por um segundo cogitou ficar, mas sabia que era melhor chamar os outros e por isso deu meia volta e desceu. Arrombei a porta em um chute que a fez voar longe.

Diferente do que pensei que iria ver, Caroline estava abraça a Marcel ela estava aterrorizada, nunca havia lhe visto com um semblante tão assustado. Nem quando Clifford a capturou vi Caroline suando frio e com a pupila dilatada tão grandiosamente, ela ofegava sem parar e chorava tanto que eu pensei que talvez ela nunca mais fosse capaz de parar.

— Shhhh, se acalme... — Marcel murmurava para a garota tremula, ele alisava seus cabelos tentando a acalmar e Klaus se perguntava porque não era ele quem havia lhe salvado?

Ah claro! Ele estava ocupado demais sendo frigido e sendo o mais egoísta possível, pensando só no trauma dele, no trauma de ter uma ex noiva retornando do mundo dos mortos. Não ligou para o fato de Caroline estar sofrendo a ponto de tentar se matar.

— E-e-e-eu... — ela gaguejou tanto que não conseguia falar, o pavor em sua voz, agora fechando os olhos tão fortemente que chegava a se verem rugas envolta dos olhos — eu ia morrer, eu senti, eu... eu... — ela quase arrancava o paleto de Marcel de tanto que o puxava, cada vez mais trêmula.

Eu era um infeliz, idiota, ingrato e egoísta. Eu agora assistia de camarote minha noiva, a mulher que eu amava tendo um ataque de pânico e incapaz de tocá-la e porque?

Porque se Caroline o visse em sua frente era capaz de o empurrar e saltar prédio abaixo.

Marcel olhou para trás e me viu, Caroline não havia notado minha presença e eu não pretendia que notasse. O moreno fez um sinal com a cabeça para que eu me aproximasse e trocasse de lugar com ele.

Eu não queria, seria impossível ela não perceber que havíamos trocado. Mas ela estava tão transtornada que se colocassem um bode em sua frente e dissermos que ele era um gato, Caroline possivelmente acreditaria.

Vagarosamente me aproximei, de forma furtiva e cuidadosa. Marcel fez sinal para que o movimento fosse rápido então, em menos de dois segundos invertemos a nossa posição. Marcel apenas saiu andando calmamente, ele não queria presenciar o que iriamos conversar e parecia também estar transtornado pelo aparecimento de Violet.

Quando uma rajada de vento forte nos atingiu fez as mexas de cabelo do penteado de Caroline se soltarem e esvoaçarem contra meu rosto, eu inspirei e soltei o ar pela boca.

— Porque está aqui? — como ela havia me reconhecido — Seu perfume e hálito, sempre, de menta te entregaram. — como se tivesse lido meus pensamentos ela respondeu, ela me conhecia tão bem. Diferente do que pensei, Caroline não me soltou, ao contrário me abraçou mais forte. — Pensei que não se importasse mais comigo. — magoada, ela estava muito magoada.

Ela não entenderia o que havia acontecido comigo, nem eu mesmo entendia e não iria cobrar o entendimento dela, acontece que ver Violet bagunçou muita coisa na minha cabeça. Na minha cabeça, não no meu coração.

— Você vomitou? — perguntei sentindo o terrível cheiro e olhando a barra de seu vestido.

— Porque você está aqui? — ela respirou profundamente, os olhos ainda fechados de forma intensa, sua voz cobrando uma resposta e seus braços envolta de meu corpo como se eu fosse abandoná-la e ela tentasse impedir isso.

— Porque você é importante para mim e eu nunca deixaria você ir, está bem que eu fiquei fora de mim... você não conseguiria entender o que estava havendo lá embaixo, eu...

— Entendo. — ela murmurou.

— Entende? — perguntei surpreso — Então deve saber que eu em algum momento iria vir atrás de você.

— Confesso que achei que não — ela afundou sua cabeça em meu peito — Sério, eu estava muito mal, como se você houvesse escolhido ela.

— Jamais trocaria você por qualquer pessoa — eu apertei o abraço para que ela se sentisse um pouco mais relaxada, e percebi que surtiu efeito — Eu amo você, minha coelhinha assustada.

— Não sou uma coelhinha assustada. — ela levantou os olhos para mim, a boca franzida.

— Esta parecendo com uma. — ri nervoso mesmo sabendo que ela não retribuiria — Essa sua boca franzida entrega que você está irada comigo.

— Oh meu Deus! — ela falou de repente e eu arregalei os olhos — Como será que você chegou a essa conclusão? — senti uma onda de alívio, ela estava sendo irônica e aquilo se tratando de Caroline, era um bom sinal.

— Está com medo? — rocei meu nariz no dela.

— Estava. — confessou fechando os olhos para sentir a caricia — Mas quando você me abraçou, incrivelmente não senti.

— Isso é bom, você ainda me ama? — nunca pensei que temeria uma resposta tanto assim na vida.

— Muito mais do que deveria. — ela suspirou me dando um rápido selinho.

— Deveria guardar esse beijo para me dar depois do sim. — disse e ela abriu os olhos se afastando e me observando com intensidade.

— Não posso me casar.

— O QUE? — estava chocado diante dela, como assim ela não podia se casar?

— Calma — ela conseguiu rir e eu me senti mais feliz — Eu vou me casar com você, mas agora não sei quando, não irei me casar cheirando a vomito, com o vestido sujo do mesmo e a maquiagem borrada.

— Nada que nós não possamos resolver. — Rebekah apareceu de repente junto de Marie, Elena e Bonnie.

— Ah, suas fadas madrinhas chegaram. — sorri para ela — Agora você não tem como fugir.

— Você tem certeza que quer assumir um compromisso, com a aparição súbita da morta? — ela tinha um leve toque de veneno na voz, minha doce e cruel Caroline estava retornando.

— Sem sobra de dúvidas. — sorri me levantando e estendendo minhas mãos para ela. — Ainda quer se casar comigo, minha doce, venenosa e sarcástica Caroline?

— Obviamente, não vejo a hora de ser oficialmente uma Mikaelson e aprender o oficio de manipular.

— Isso deveria ser um elogio?

— Se você considera como um.

Pronto, estava tudo resolvido e eu me casaria.

E Violet, a maldita intrusa, iria se arrepender de ter retornado para a minha vida.

Notas finais
E ai gostaram? DEIXANDO CLARO QUE A CAROLINE NÃO QUIS SE MATAR GENTE! KLAUS APENAS INTERPRETOU DAQUELA MANEIRA. Enfim, e ai ansiosos pela continuação do casamento? Será que sai ou Violet apronta outra? O que foi o Klaus paralisado feito um otario? CADE O KING QUE AMA A QUEEN DE SEMPRE MEU POVO? Gente, quero comentários para saber se ficou bom, se não ficou, desculpem eu viu coisinhas *0* Até o próximo capítulo de Irreal, aqui mesmo, na Nyah. Um beijo, um queijo e até lá!