Eternidade Infernal
2 Dragão Infernal
– Duzentos e cinquenta e dois elefantes incomodam muita genteee... Duzentos e cinquenta e três elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam...
– CHEGAAA!!!
– ...Incomodam, incomodam, incomodam...
Sherlock não aguenta mais. Ele já se arrependia de ter matado Molly por conta dos idiotas de seus amigos. Ele pula sobre ela, tampando sua boca com a mão.
– SE VOCÊ NÃO PARAR AGORA, VAI MORRER DE NOVO! — Ok, ele estava MUITO arrependido. Podia estar agora deitado com ela em Baker Street, depois de terem dormido juntos. Ela podia o estar paparicando. Mas não, ela estava estourando os tímpanos dele, mesmo. E a culpa era de quem? (da Nanny)
– Hmmmm!
– Eu vou destampar sua boca, mas se você falar essa palavra de novo...
Ela assentiu, concordando. E Sherlock retirou devagar a mão da boca de Molly, que não perdeu a chance de cravar os dentes em seus dedos. O inocente Sherlock ainda confiava na mulher que ele acabara de matar para defender um amigo inútil. Ele percebeu que não sabia de nada quando ouviu:
– Incomodam, incomodam, incomodam...
– Eu vou te pegar agora, Molly. E não vai ser no bom sentido!
Ele sacudia a mão que estava vermelha e com marcas dos dentes dela. Droga, mas que merda eu fui fazer!
Sherlock partia para cima de Molly, mesmo com a mão dolorida, precisava calar aquela louca de qualquer jeito. Foi nesse momento que ouviram um estrondo que fez até com que ela parasse de cantar e Sherlock agradecesse aos céus. O que quer que tivesse acontecendo, devia estar vindo lá de cima. Ou não.
– O que foi isso?
– Como você quer que eu saiba, idiota? Estou até surdo de ouvir você "cantar".
Sherlock faz aspas com os dedos quando diz a palavra "cantar". E Molly retorna mostrando a língua para ele. Dois adultos.
Eles olham pela grade da cela onde se encontram e veem um vulto andando pelo inferno.
– Molly? O que é aquilo?
– Como você quer que eu saiba, idiota?
– Não é hora para gracinhas... Eu... Eu não estou me sentindo bem, Molly.
Ela olha pela grade com mais atenção, conseguindo vislumbrar a imagem da camiseta do indivíduo e segura uma gargalhada.
– Ah. Sherlock, querido. Mais uma penitência para você. Não sei o que ele fez para estar aqui embaixo, mas deve estar te procurando. Talvez para agradecer.
– O que? Molly? Do que você está falando?
– Você precisa usar óculos. Não consegue enxergar a camiseta? Isso é tudo culpa sua, Sherlock... — Ela ri abertamente agora. — Você é um idiota mesmo. Ai, minha barriga está doendo.
– Pare de ser retardada, Molly. O que você está vendo?
– Você e sua mania de proteger o Chatson! Olhe agora Sherlock! O inferno, o INFERNO, está sendo invadido por fãs do casal mais lindo de Londres.
– Nossos fãs?
– Não, seu cretino infeliz. Fãs seus e de John! — Lágrimas escorrem dos olhos de Molly. E ela ri ainda mais.
– Eles acham que nós somos um casal?
Molly quase não aguenta a cara espantada de Sherlock.
– Sim. E olha, pelo o que posso ver na imagem da camiseta, eles imaginam cenas quentes. Mas, devo dizer em seu favor que nós já fomos mais criativos que aquilo. Nossa, e olhando bem, não é só um que está vindo...
– Molly, não estou me sentindo bem.
– Oh... Pare de ser froux... Sherlock? O que é isso aparecendo no seu corpo? Ai meu Deus!
– Eu... Eu não sei...
Sherlock começa a passar por uma transformação. De repente suas mãos não são mais mãos, e sim garras. Assim como seus pés. Sherlock está sobre quatro patas? Deus, isso é estranho. Ops, Deus de novo, nada de chamar por Deus aqui.
Aquilo cobrindo a pele dele eram escamas? Molly para de rir agora e se encosta na parede. Os olhos arregalados.
– Sherlock... Você está... Virando... Um... DRAGÃO!
Mal ela terminou de pronunciar a frase e a transformação se completou. Fogo saiu de seu nariz. NOSSA! Sherlock ficava quente assim!
Com um rápido golpe, ele retirou a grade que fechava a cela.
– EU VOU DESTRUIR QUEM PENSA QUE EU E JOHN SOMOS UM CASAL!
Fale com o autor