Eternidade

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá leitores! Aqui vai minha primeira one shot da vida! o/ Inuyasha é de longe meu anime favorito, e simplesmente não tinha como eu não fazer uma fanfic com essa música linda do Amaranthe. (Link nas notas finais)
Desculpem qualquer erro de ortografia. Espero muitíssimo que gostem!

Não é justo. Simplesmente não é justo. Depois de tanto tempo às cegas, sem perceber o que estava claramente em minha frente... Quando finalmente me dou conta, finalmente enxergo com clareza, a verdade é tirada de mim.

A dor é insuportável. Nunca senti esse sentimento tão forte como agora. Eu daria qualquer coisa por aquele tentáculo ter perfuradomeuabdômen, rompidominhacarne, pondo-meentre a vida e a morte. Por que não posso voltar no tempo? Por que não posso me sacrificar em seu lugar? Por que não posso prevenir que tudo isso tenha acontecido, e ter percebido o que eu sentia muito tempo antes.

É tarde agora. Tarde demais. Só há espaço para lamentações e despedidas.

Valeu mesmo a pena? Sinceramente, não sei responder. A maior forma de terror e maldade dessa era foi derrotada, desfeita, purificada. O item mais cobiçado se desfez em pó, levado pelo vento. Ninguém nunca mais iria derramar sangue pela Jóia de Quatro Almas, pois ela já deixava de existir. Finalmente Midoriko foi livrada de sua eterna missão, lutando por séculos contra as almas dos youkais presos na pequena esfera de tanto poder. E Naraku, nosso maior inimigo, causador do caos, e o ser mais obscuro a andar pelas terras feudais, purificado. Morto. Depois de tanto tempo caçando-o com meus amigos, hoje deveria ser um dia a se comemorar.

Valeu mesmo a pena? Deito minha cabeça em seu peito, sua armadura gelada contra minha testa. Já faz algum tempo que as lágrimas estão escorrendo desesperadas por minha face. Ele tenta me falar algo, confortar-me de alguma forma. Chega a ser ridículo como ele tenta me fazer sentir bem até enquanto estámorrendo! Sempre pensando nos outros. Sempre pensando em sua Kagome, título que eu nunca havia desejado até pouco tempo atrás. Tenta levantar seu braço esquerdo para afagar-me os cabelos, num claro gesto de carinho, para eu não me sentir triste. Porém, ele não possui nem mais forças para levantar esse membro de seu corpo tão judiado.

Consigo decifrar uma frase. “Vai ficar tudo bem.” É difícil de entender suas palavras com sua voz trêmula, quase desaparecendo. Está lutando por ar, e o sangue que escorre de sua boca só dificulta essa necessidade. Valeu a pena? Não há dúvidas, eu voltaria para salvá-lo. Eu trocaria a vida de Naraku que tiramos, pela dele. Eu refaria tudo. Trocava tudo. A vitória sobre Naraku, a destruição da Jóia, nada me importa sem ele.

Time,

(Tempo,)

Is the reason why we fight to stay alive.

(É a razão pela qual lutamos para continuarmos vivos.)

Until the morning comes.

(Até que a manhã chegue.)

It’s a strife,

(É uma luta,)

But the shimmer in your eyes just makes me know

(Mas o brilho nos seus olhos me faz saber)

That you and I belong.

(Que pertencemos um ao outro.)

A raiva sobe em meu corpo. É injusto. Completamente injusto. Um amor que mal começou, despedaçado. Um amor com tanto potencial, com tanta paixão, tanto futuro. Eu ainda não acredito que demorei tanto tempo para perceber. Como fui tão burra, tão cega? Achando que meu coração pertencia a outro que, no final, sempre amou e sempre foi fiel à mesma mulher. Uma mulher que não era eu.

Esse outro e essa mesma estão em pé atrás de mim. Sinto seus olhares de compaixão em minhas costas. Eles já sentiram isso, já passaram por algo assim, mas, ao contrário de mim, tiveram uma segunda chance. É injusto. Eu mereço uma segunda chance também. Nós merecemos. O que faz esses dois serem mais especiais do que nós? É injusto, e eu não aceito esse destino intrépido que me foi traçado.

Soluço alto ao pensar em tanto tempo desperdiçado. Eu podia ter aproveitado seu conforto desde o primeiro dia que o conheci. Eu era pouco mais que uma criança na época, eu não enxergava o amor verdadeiro, o amor além da paixão e do desejo cego. Amor verdadeiro, aquele que foi feito para durar, permanente. A vontade insana de cuidar, a vontade insana de estar perto, a vontade insana de fazer a diferença na vida da outra pessoa. Eu sempre tive tudo isso, amor verdadeiro, mas eu estava olhando para a pessoa errada.

Soco o chão ao lado de nossos corpos. Como fui perder tanto tempo? Tempo precioso. O único tempo com ele que eu tinha, mesmo não sabendo. Essas últimas semanas, planejando a batalha final, não foram nem de longe suficientes. Um amor tão puro e sincero merece uma vida inteira para desenrolar, não dias corridos, com apenas alguns momentos roubados aqui e ali.

And you can light the dark all by your own.

(E você pode iluminar a escuridão por si só.)

So let us show the world our love is strong.

(Por isso, vamos mostrar ao mundo quenosso amor é forte.)

- Você não pode ir embora. – Minha voz é quase inteligível por causa de minhas lágrimas e meu corpo trêmulo. – Não é justo.

Ele não podia me deixar sozinha. Como eu iria viver nesse mundo sem ele? Sinto-me como Eva, após experimentar o fruto proibido. Depois de experimentado, precisa-se de mais. E eu preciso dele, preciso de muito, muito mais. Sem ele, temo que não consiga viver. Não vejo motivos. Ele me completa, ele é a luz em minha vida. Sem ele, só há escuridão, só há medo e pavor. Ele é a esperança, ele é avida.

- Não pode ir... – Levanto minha cabeça, olhando no fundo de seus lindos olhos. Mais lágrimas parecem brotar quando eu percebo aquele brilho familiar em seus olhos, o brilho com o qual ele sempre me olhara. Alguns chamariam esse brilho de amor. Um amor que eu deveria ter correspondido há muito tempo. Ele merecia. – Não agora que eu finalmente percebi...

Há um círculo de pessoas ao meu redor, todos nos olhando. Estamos jogados ao chão, mas ninguém pode fazer nada. O corpo dele está destroçado ao ponto de não haver mais concerto. Eu já não aguento mais os olhares de pena, os suspiros de espanto, as lágrimas de simpatia. Sinto-me tão fraca com tanta gente sentindo pena de mim. “Oh, coitada da Kagome!” “O que será dela agora?” “Ela deve estar tão triste!” Tantos comentários sussurrados, que perfuram minha alma como navalhas. Eles até podiam estar sentindo dó de mim agora, mas eu não queria a dó de ninguém! No fundo, eles só pensam neles mesmos, todos eles! Mesmo sendo meus amigos, sei que é verdade. Todas as pessoas agem assim. Dizem que sentem pena, e talvez até sintam mesmo, mas é só inicial. Depois seguem suas vidas, onde tudo está lindinho e certinho, e nós, as pessoas danificadas pelo destino, temos que nos erguer das cinzas.

Eles e suas vidinhas perfeitas, onde todos os problemas já foram resolvidos e não há nenhum obstáculo sequer entre eles e a felicidade. Sango, minha melhor amiga, irá se casar com o Houshi-sama, que finalmente irá abandonar suas atitudes de mulherengo. Inuyasha, a quem eu há tanto achava que meu coração pertencia, e quem eu achava que sentia algo por mim, mas, no fim das contas, apenas me tratava diferentemente porque eu o lembrava de seu único e eterno amor, Kikyou. Ela estava a seu lado, sua mão apertando a do hanyou. Eles também teriam um final feliz. Reconheço que eles lutaram bastante para chegar onde estão, mas ainda assim é muito mais do que eu e ele tínhamos. Pareço egoísta, e talvez seja mesmo. Eu lutei tanto quanto eles, sou uma pessoa tão boa quanto eles. Por que as forças do universo, que traçam nosso caminho, julgaram-me indigna de passar o resto de meus dias ao lado da pessoa que amo? Por que estavam o arrancando de mim nesse momento, sua alma escapando pelos meus dedos?

Soluço alto, e uma leva mais feroz de lágrimas se segue. Eu não queria a pena de ninguém, apenas queriaKougade volta! Ou melhor, queria que ele nunca fosse embora.

Like a sign,

(Como um sinal,)

Like a dream.

(Como um sonho.)

You’re my Amaranthine.

(Você é meu Amaranthine.)

You are all I needed,

(Você é tudo que eu precisava,)

Believe me.

(Acredite em mim.)

Fecho meus olhos e desligo o mundo ao meu redor, esquecendo as injustiças, ignorando os olhares de pena e falsa simpatia. Ao invés de todos esses fatores que transformavam minha vida em um inferno, focalizo minha mente em um momento que, para mim, havia sido o paraíso.

Lembro-me de cada detalhe daquela noite, e nunca a esquecerei pelo resto de minha vida.

Já fazia algumas semanas que todo o grupo estava se reunindo no vilarejo de Kaede para planejar a permanente destruição de Naraku. Todos estavam lá. Nossa gangue principal mais nosso aliados: Kouga e alguns de seus lobos, Sesshoumaru, Rin, Jaken, e alguns homens do vilarejo que sabiam usar uma espada. Toda ajuda era pouca. Há essa hora, eu já havia percebido que o dono do meu coração era Kouga, não Inuyasha, e nós conseguíamos dar algumas escapadas à tarde para caminharmos juntos e namorarmos. Com o tempo, porém, isso não era mais o suficiente. Nós queríamos mais, queríamos experimentar mais desse novo amor descoberto. Ele queria satisfazer as curiosidades que sempre tivera em relação a mim, e eu queria explorar novas coisas que eu percebi que só podiam ser completamente satisfatórias para mim se fossem com ele. Após muito planejamento, conseguimos sair despercebido de onde todos estavam dormindo e nos encontrarmos na saída do vilarejo.

Ele estava me esperando, suas costas encostadas na primeira árvore que iniciava a floresta e o fim do vilarejo. Parte de seu corpo estava camuflada pelas sombras da madrugada, e parte estava delicadamente iluminada e detalhada pelo luar. Tinha uma expressão pensativa, olhando para as estrelas, mas tinha um olhar sereno, tranquilo, mesmo estando a apenas dias de enfrentar seu mais odiado inimigo.

Eu também estava estranhamente em paz. Deveríamos estar que nem os outros, os nervos nos matando, morrendo de ansiedade e nervosismo. Até um pouco de medo. O que nos diferenciava de todos os outros, porém, era o fato de termos recentemente admitido nossos sentimentos um para o outro, e a sensação de êxtase e leveza que isso nos dava era superior a qualquer outro sentimento.

Assim que o vi, daquele jeito, esperando-me, eu sabia que eu nunca iria achar outro homem como ele. Kouga me amava incondicionalmente. Ele me amava do jeito que eu era, sem ligar para os meus muitos defeitos. Eu não era a moça mais esperta de todas; eu não era a mais corajosa de todas; eu não era a mais habilidosa de todas; eu não tinha o rosto mais bonito de todos, os olhos mais claros, cabelos mais sedosos; eu não tinha os seios mais fartos, não era a mais magra, não tinha o corpo mais bem definido; não era a mais engraçada; não tinha as conversas mais interessantes; mas ele me aceitava e me desejava mesmo assim, acima de todas as outras. Eram justamente os meus defeitos que o faziam me querer. E eu tinha completa certeza que ele nunca mudaria de ideia durante toda sua vida. E nem eu.

Like we drift in a stream,

(Como nós derivamos em um riacho,)

Your beauty serene.

(Sua beleza serena.)

There’s nothing else in life I ever need,

(Não há mais nada na vida de que eu precise,)

My dream, Amaranthine.

(Meu sonho, Amaranthine.)

Dei alguns passos para frente, chamando sua atenção com o barulho das folhas sendo pisoteadas e pela luz da lua capturando minha forma. Assim que me viu, abriu um sorriso grande e sincero. Eu adorava o jeito que ele sorria só para mim. Era como se a fonte de toda a sua alegria era somente eu. Finalmente o alcancei, e ele me puxou para um abrupto abraço. Seus braços grandes e fortes me envolviam, protegendo-me de tudo e de todos. Passei meus braços por suas costas, agarrando-o com força. Eu nunca queria largá-lo. Queria ficar em seus braços para sempre. Sentia como se aquele fosse meu lugar, como se eu tivesse nascido com a única função de ser segurada pelos braços do youkai lobo a minha frente.

Fiquei na ponta dos pés e enterrei minha cabeça na dobra de seu ombro e seu pescoço, inspirando profundamente e sentindo o cheiro de seu corpo e de seus longos cabelos negros. Seu cheiro era especial para mim, mexia comigo de um jeito quase inexplicável. Seu cheiro me transmitia segurança, paz, e a mais divina felicidade. Atiçava-me até, de certa forma, acordando partes de meu corpo que eu jamais pensei que fossem reagir a qualquer espécie de cheiro. Era mais desejado por mim do que o mais requintado perfume.

Delicada e vagarosamente soltou-me. Olhou no fundo de meus olhos, encarando minha própria essência. Passou as costas de sua mão esquerda por minha bochecha, depois seguindo por meu pescoço e parando quando conseguiu empurrar meu rosto um pouco para o lado, deixando meu pescoço a mercê da luz do luar.

- Quer mesmo seguir com isso? – Perguntou, cauteloso. Sua voz era outro fator que me atraía muito e, naquele momento, sussurrando palavras carregadas de promessas para mim, sob o véu de Ártemis, parecia infinitamente mais sensual. – Eu entenderei se quiser voltar. Não quero que você se sinta obrigada a fazer o qualquer coisa que não queira. Temos todo o tempo do mundo para experimentar isso, não precisa ser agora.

Seus orbes azuis como o céu claro de primavera me examinavam de cima a baixo, atentos para qualquer sinal de incerteza, medo e hesitação. Mas eles não encontrariam nada.

Time,

(Tempo,)

Goes by as day and night are turning into years,

(Passa enquando os dias e noites se transformamem anos,)

But I’m lying in your arms.

(Mas estou em seus braços.)

It’s the place where I know that I am closest to your heart,

(É o lugar onde eu sei que estou mais próximo de seu coração,)

And the dark is torn apart.

(E a escuridão é dilacerada.)

- Não tenho dúvidas, Kouga. – Afirmei, minha voz firme. Nada me faria voltar agora.

Ele sorriu, seus olhos traçando o caminho de meu pescoço com desejo. Fechou-os, concentrando-se, e pegou minha mão, levando-me para as profundezas da floresta.

Rimos como dois bobos enquanto fazíamos nosso caminho por entre as árvores, ele sempre guiando por causa de sua visão mais aguçada. Éramos um casal perdidamente apaixonado, bêbados com a ideia de experimentar algo novo juntos.

Finalmente, ele pareceu estar satisfeito e nos parou. Havíamos chegado a uma clareira, mas longe o suficiente do vilarejo que, se alguém notasse nossa ausência e viesse nos procurar, não nos achariam. Poderiam nos achar se tentassem seguir nosso cheiro, mas se fizessem isso pegariam também o cheiro de nosso desejo, e com certeza achariam mais prudente deixar-nos em paz.

Meus olhos marrom-escuros acharam os dele, cheios de expectativa. Senti meu coração já acelerando. Kouga lentamente deu os passos que faltavam para estar confortavelmente próximo a mim, e pôs uma mão em minha nuca, seu polegar afagando minha bochecha. Era agora, era assim que iria começar. Uma pequena faísca que se transformaria num fogo ardente e imenso. Aproximou seu rosto do meu até eu poder sentir sua respiração quente em minha pele. Hesitou por meio segundo, tempo o suficiente para eu poder ver o brilho em seus olhos, e logo os fechou, encostando seus lábios nos meus com uma ferocidade que quase me fez perder o chão.

Confesso que eu esperava um beijo mais calmo, mais romântico, saído diretamente dos contos de fadas. O típico beijo que acordaria a princesa adormecida e a livraria de sua maldição. Kouga me surpreendeu completamente. Seu beijo era dominante e territorial, ousado. No segundo seguinte ele já estava explorando meu interior. Sua língua audaciosa nem pediu permissão, apenas quebrou minhas barreiras facilmente e me invadiu. Fiquei atordoada pelos primeiro segundos. Era meu primeiro beijo dessa espécie, eu não sabia o que fazer. Logo, porém, minha mente foi parando de se preocupar e começou a ser invadida pela ótima sensação que era ter Kouga me beijando. Aos poucos fui imitando seus movimentos, profundos, suaves, e lentos, porém cheios de ardor. Ele ardia por mim, e eu por ele. Ele ardia tanto por mim que a intensidade de seu desejo foi transmitida pela brutalidade do beijo.

Minha mão enterrou-se em seus cabelos, desfazendo o típico rabo-de-cavalo e deixando seus fios caírem soltos e selvagens. Sua mão que não me segurava pela nuca e me empurrava contra si achou seu caminho até minha cintura, levemente empurrando minha blusa do uniforme para cima. Sua mão causou-me um arrepio gostoso, e nos soltamos do beijo por falta de ar.

I know you feel the same as I inside.

(Eu sei que você sente o mesmo por dentro.)

It feels like in a dream where we can fly.

(Parece como em um sonho onde podemos voar.)

Minhas bochechas estavam quentes e eu provavelmente estava corada. Kouga me olhava com uma expressão de puro desejo. Ele queria mais, e eu daria mais para ele com todo o prazer.

Preenchi o espaço entre nós de novo, atacando seus lábios. Ambas suas mãos voltaram a minhas costas, explorando a pele embaixo de minha blusa, um território onde nenhum outro homem havia me tocado. Era quase enlouquecedora a sensação que ele me proporcionava apenas passando os dedos de leve naquela parte de meu corpo. Parecia que ele estava me provocando, e meu corpo gritava por mais. Achei os fios que amarravam sua armadura e comecei a puxá-los, desfazendo os nós e laços que a mantinha presa a seu corpo. Senti-o sorrir contra mim, e mordi e puxei seu lábio inferior como resposta.

Encarou-me com uma sobrancelha arqueada, visivelmente satisfeito com minhas iniciativas. Soltou suas mãos de meu corpo, causando uma terrível sensação de abandono em mim, e tirou a parte de cima de seus trajes. Aquela visão de Kouga, peito descoberto, cabelos soltos, olhos cheios de uma necessidade insana que somente eu poderia satisfazer, mexeu comigo de uma maneira que eu nunca havia imaginado possível. Eu nunca havia querido nada de maneira tão primitiva assim. Euprecisavade Kouga. Naquele exato momento. Precisava senti-lo tocando-me, explorando-me, acariciando-me. Precisava saber que ele estava me aproveitando, e com isso eu atingiria certo nível de satisfação pessoal.

Ele percebeu, porém, a chama que se acendeu em meus olhos, e abriu seu famoso sorriso convencido. Seu sorriso apenas alimentou meu fogo. Quem é que resiste a um homem assim tão confiante? Levou suas mãos até minha cintura novamente, mas dessa vez delicadamente puxando a barra de minha blusa para cima, expondo minha barriga e logo depois passando a peça de roupa por meu pescoço, sendo jogada em algum canto da clareira.

Se existia alguma maneira dos olhos azuis de Kouga ficarem de um tom ainda mais eletrizante, foi nesse momento. Um choque de êxtase pareceu percorrer seu corpo, e suas mãos foram automaticamente de encontro aos meus seios, cobertos por um tecido estranho a ele. Ajudei-o, levando meus dedos ao fecho do sutiã, abrindo-o em um piscar de olhos e libertando os itens de maior desejo a Kouga. Abaixou-se, maravilhado, e lentamente passou sua língua de meu umbigo até meu seio direito, contornando sua curva e indo de encontro com meu mamilo, finalmente.

Um rouco gemido escapou de meus lábios e eu me assustei. Não tive muito tempo para pensar nisso, porém, pois seus dentes e língua habilidosos não me deixavam pensar com clareza. Era inebriante. Involuntariamente, vi-me levando uma mão até sua cabeça, pressionando-o contra meu corpo ainda mais. A sensação era quase divina, essa que Kouga estava me causando. Sentindo que meu outro seio precisava de cuidados, levou sua mão direita a seu encontro, fazendo movimentos leves com o polegar.

Senti meus joelhos enfraquecerem, e acabei cedendo, desmoronando em sua frente.

Like a sign,

(Como um sinal,)

Like a dream,

(Como um sonho,)

You’re my Amaranthine.

(Você é meu Amaranthine.)

You are all I needed,

(Você é tudo que eu precisava,)

Believe me.

(Acredite em mim.)

Agora ajoelhada em sua frente, Kouga avançou para meus lábios novamente, levando-me em mais uma viagem de prazeres. Deitou-me delicadamente na grama, ficando por cima de meu corpo significativamente menor que o seu. Seus cabelos cascateavam por seus ombros, emoldurando o rosto escultural do príncipe dos lobos. Era como um sonho, para mim, vê-lo dessa forma sobre meu corpo, prestes a me mostrar um mundo completamente novo.

Enquanto travávamos uma batalha com nossas bocas, acabei roçando minha perna contra a sua lentamente. Eu gostei da sensação, e decidi que queria envolvê-lo com ambas as pernas. Assim o fiz, pernas entrelaçando sua cintura, arrancando um gemido dele. Uma de suas mãos achou o caminho até minha coxa exposta, primeiramente traçando sua extensão com os dedos e depois a agarrando com firmeza. Foi minha vez de gemer.

Rocei de leva minha cintura na dele e senti sua masculinidade forte e imponente contra mim. Isso causou uma onda de calor pelo meu corpo, e fiquei ainda mais impaciente. Comecei a empurrar com os joelhos suas pelagens para finalmente poder vê-lo por inteiro. Ajudou-me, tirando o que restava de suas vestes com sua mão livre, e, em seguida tirando minha própria saia e calcinha em um único e rápido movimento, mas eu tendo que desfazer o laço em sua cintura de minhas pernas.

Eu agora estava como vim ao mundo, sentindo-me, de repente, vulnerável e envergonhada. Kouga não tirava os olhos de meu corpo, examinando cada centímetro com uma atenção que quase parecia que iria fazer uma obra de arte onde eu seria a modelo. Percebeu, porém, minhas bochechas agora rosadas e meu olhar hesitante. Abaixou seus lábios até meu ouvido, mordendo meu lóbulo de leve e depois sussurrando.

- Você é perfeita. – Sua voz, rouca por paixão, afirmou. Causando meu coração a acelerar ainda mais e o rubor em minha face intensificar-se. – Seu corpo é tão lindo. – Passou uma mão por toda a extensão de minha cintura, e depois posicionando seus joelhos entre minhas pernas, separando-as.

Foi aí que vi seu corpo pela primeira vez. Afastou-se de mim, seu corpo agora ereto, mas de joelhos. Seus cabelos negros iam quase até a cintura, dando-lhe uma beleza quase angelical. Seu torso bem definido chamava minhas mãos para tocá-lo, mas o que mais me impressionava não era isso. Senti-me um pouco intimidade por seu atributo, definitivamente preparado para tirar de mim minha inocência. Era, ao mesmo tempo, intimidador e sedutor. Eu queria que ele me preenchesse como nunca quis nada na vida. Se ele não o fizesse logo, eu derreteria em angústia, desespero, e necessidade.

Like we drift in a stream,

(Como nós derivamos em um riacho,)

Your beauty serene.

(Sua beleza serena.)

There’s nothing else in life I ever need,

(Não há mais nada na vida de que eu precise,)

My dream, Amaranthine.

(Meu sonho, Amaranthine.)

Ele ainda me examinava lá do alto, meu corpo frágil e pequeno jogado na grama úmida pelo sereno. O canto de seus lábios se levantou, ele percebendo minha específica atenção e reação ao seu membro.

Abaixou-se novamente, beijando-me devagar e aos poucos aumentando o ritmo do beijo, esquentando nossos corpos e almas. Minhas mãos fizeram o que queriam há um bom tempo: exploravam cada milímetro de seu peitoral com uma vontade feroz. Logo foram para seus braços, contornando os músculos e ocasionalmente apertando-os.

Quando, mais uma vez, nos faltou ar, ele afastou seu rosto do meu.

- Eu vou começar agora, tudo bem? – Alertou e perguntou-me, sua respiração irregular. – Vai doer no começo, Kagome, mas prometo que logo ficará tão maravilhosamente bom... – Sua voz se arrastou nas últimas palavras, como se lhe causava uma dor física em estar falando nisso, mas não o executando ainda.

Engoli em seco, mas assenti. Minha mente estava receosa, mas meu corpo estava impaciente. E, além do mais, eu confiava em Kouga. Amava-o.

Entrelacei novamente as pernas por sua cintura e ele posicionou-se em minha entrada. Arregalei meus olhos com a sensação, mas estava mais assustada por minha vontade de empurrá-lo contra mim de uma vez. Encarando-me direto nos olhos, seu rosto refletindo o mais puro sentimento de amor, entrou delicadamente em mim, rompendo-me.

It’s a strife,

(É uma luta,)

But the shimmer in your eyes just makes me know.

(Mas o brilho nos seus olhos me faz saber.)

You’re my Amaranthine.

(Você é meu Amaranthine.)

Arfei, meus dedos se apertando contra seus bíceps. Voltou e entrou novamente em mim, causando novamente aquele choque de dor. Repetiu mais uma vez, arrancando de mim um grito abafado, mas rompendo-me por completo.

Começou a ir mais rápido e fundo, e meus olhos, que estavam fechados em consequência da dor, se abriram e olhavam para ele com desejo. Ele ainda me olhava, preocupado. Minha cintura logo começou a se mexer em harmonia com a sua e beijei-lhe para sinalizar que estava tudo bem. O som de minha respiração danificada pelas pontadas de dor gradativamente foi substituído por gemidos, primeiro contidos, depois simplesmente liberados.

Seu corpo esquentava o meu de forma mágica, e a sensação de tê-lo dentro de mim, moldado por meu interior, perfeitamente encaixado como peças de um quebra-cabeça, fazia-me gemer e gritar cada vez mais alto.

Ele também gemia contra meus lábios ocasionalmente, causando uma reação muito forte de meu corpo. Eu gostava de ver e ouvi-lo aprovando-me. Dava-me enorme satisfação, fazia-me sentir poderosa, como se eu pudesse fazer qualquer coisa no mundo.

Sua mão esquerda pegou ambos meus braços – que, há essa hora, já haviam feito vários arranhões em suas costas, deixando várias marcas vermelhas e quase rompendo sua pele – e os levantou acima de minha cabeça, prendendo-os nessa posição. Sua mão direita agarrou minha coxa, e ele começou a dar estocadas ainda mais fundas, rápidas, e violentas. Nosso beijo contínuo foi quebrado por meu espanto, e mais uma vez meus gritos dominavam o ar.

Joguei minha cabeça para trás, a intensidade de suas estocadas proporcionando-me um prazer tão grande que eu temia que não fosse aguentar por muito mais tempo.

Like a sign,

(Como um sinal,)

Like a dream.

(Como um sonho.)

You’re my Amaranthine.

(Você é meu Amaranthine.)

You are all I needed,

(Você é tudo que eu precisava,)

Believe me!

(Acredite em mim!)

Sua boca achou meu pescoço, e sua língua alternava entre acariciar o lóbulo de minha orelha ou meu pescoço, ocasionalmente mordendo e chupando-os. Do fundo de sua garganta, ouvi um baixo rugido subindo, mas ele estava o contendo. Minhas pernas automaticamente se apertaram contra ele, reagindo instantaneamente às ações do lado animal de Kouga.

Ele deu uma última mordida em meu pescoço e descansou sua cabeça sobre minha testa, seus olhos azuis foscos pelas sensações que estava sentindo. Fechou seus olhos e soltou o longo rugido que estava preso em sua garganta. Chegamos ao ápice juntos, com uma bruta e profunda estocada. Gritei seu nome, meus dedos fincando-se nas palmas de minhas mãos presas.

Continuei gemendo por alguns segundos depois, e ele lutava para fazer sua respiração normalizar. Ele deitou ao meu lado na grama, e eu rolei para apoiar minha cabeça no sei peitoral, minha perna amarrada à sua cintura e meu braço desenhando pequenos corações em sua pele. Ainda estávamos com certa dificuldade para respirar, então apenas nos olhamos e sorrimos, imensamente contentes.

- Eu amo você, Kagome. – Ele disse por fim. Virei meu rosto para olhá-lo, mas ele olhava para o imenso céu estrelado que nos cobria. – E eu quero ter você ao meu lado para sempre. – Fechou seus olhos, completamente sereno, dando-me um leve cafuné.

Continuei a estudar seu rosto, percebendo o quão sortuda eu era por ter um homem tão nobre, leal, guerreiro, e sincero como Kouga. Não haveria futuro melhor para mim e, naquele momento, também percebi que, se não fosse com ele, eu não queria um futuro. Se eu não pudesse ter Kouga, eu não queria mais ninguém, mais nada.

- Eu também amo você. – Sorri. — Desculpe a demora para perceber.

Ele apenas deu uma curta risada.

- Por você, eu esperaria eternidades.

Um calor reconfortante se espalhou pelo meu corpo, com essas suas lindas palavras, e acabei adormecendo em seus braços. O sono mais pacífico que eu já tive.

Like a sign,

(Como um sinal,)

Like a dream,

(Como um sonho,)

You’re my Amaranthine.

(Você é meu Amaranthine.)

You are all I needed,

(Você é tudo que eu precisava,)

Believe me.

(Acredite em mim.)

- Kouga... – As lágrimas já escorrem descontroladas a esse ponto, e eu já desisti de tentar contê-las ou limpá-las. Da para ver em seu rosto. Ele está morrendo, sua respiração está cada vez mais lenta, mais sofrida.

Pego-me pensando se não seria melhor ele partir de uma vez. A dor que ele deve estar sentindo deve ser insuportável. Talvez eu devesse ser menos egoísta, pedindo para ele ficar, forçando-o a lutar, e apenas confortá-lo, deixá-lo ciente de que está tudo bem. Deixá-lo ir em paz. Ele nunca vai me abandonar, eu sei disso. Ele sempre estará com seus lindos olhos azuis em mim, protegendo-me, observando-me lá dos céus.

Eu não teria coragem de deixar de viver propositalmente quando ele se for. Daí eu estaria matando o espírito dele também, pois sei que tudo que ele quer é me ver seguir em frente, viver, ser feliz. É por isso que ele lutou tanto, para eu poder viver. Eu nunca vou conseguir viver feliz sem ele, mas não posso simplesmente jogar fora o que ele conseguiu conquistar após tanto esforço.

E agora eu já estou pensando nele como alguém que se fora, sendo que ele ainda está olhando direto nos meus olhos. Soluço alto e mais lágrimas ainda caem. Eu já desisti dele, já me conformei que ele não tem salvação. O que eu posso fazer? Nada. Ele está morrendo em minha frente e não há poder de cura nenhum que eu conheça que possa privá-lo dessa tragédia prematura.

- K-Kagome... – Ele chama, usando suas últimas forças para levantar o braço. Antes ele não conseguira, mas agora ele segura minha mão firme na sua. Suas últimas forças. Ele a traz, lentamente, até sua boca e a beija. – Esperarei... Eternidades... Para lhe ter de novo...

Não tenho tempo para respondê-lo, pois noto que ele deu sua última respiração, e seu corpo relaxa. Sua mão se afrouxa contra a minha e logo cai em cima de seu peito, que não mais sobe e desce com suas respirações ou seu coração batendo.

Seu coraçãonão estámais batendo.

Like we drift in a stream,

(Como nós derivamos em um riacho,)

Your beauty serene.

(Sua beleza serena.)

Jogo-me em cima dele, chorando barulhentamente.Eternidades. Ah, Kouga... Eternidades.

- Nããão!! — Grito com todas as minhas forças. – Nãão! – Toda minha dor é refletida em minha voz, que soa alta pela planície, na vã esperança que ela assuste as forças da morte e elas tragam meu Kouga da volta. – Por favor, não!

Ouço alguém se aproximando, mas tento bloquear o som. Se eles pensam que vão me tirar do lado dele, estão terrivelmente enganados! Eu preciso ficar ao lado dele... Eu, preciso...

- Mexa-se, humana. – Diz a voz grossa e gélida do inuyoukai completo. Sua voz ainda me causa calafrios. – Saia de meu caminho se quer vê-lo novamente.

Levanto a cabeça confusa para Sesshoumaru. O que ele queria? Qual direito ele tinha de me perturbar e ser grosseiro até no meu momento mais baixo? No meu momento mais delicado e frágil?

- Sesshoumaru, o que vai fazer? Deixe-a em paz, esse momento é dela. – Interfere Inuyasha, sua voz muito protetora em relação a mim.

- Cale-se, Inuyasha. – O youkai ignora o meio irmão e vem até mim, puxando-me impacientemente para trás.

- O quê...? – Grito em espanto, ralando-me na grama. Meu rosto manchado de lágrimas olhavam para ele de forma assassina.

- Não seja tola, humana. Eu vou salvá-lo.

Salvá-lo? Kouga? C-como? Era impossível, ele já estava morto.

- E que fique claro que não estou fazendo isso por você, nem por ele, nem por qualquer outra pessoa. – Ele leva sua mão a uma de suas espadas. – Estou fazendo isso porque não aguento mais esse seu choro irritante e todas essas pessoas idiotas que não pensaram em pedir minha ajuda ainda. Não que eu fosse ajudá-los se pedissem, lógico.

Sua expressão está como sempre, séria e sem demonstrar nem um minúsculo traço de sentimento. Tira da bainha a espada, e eu quase caí para trás. Tenseiga. A segunda espada forjada pelo canino de Inu no Taisho. O oposto da Tessaiga.

- A espada do céu. – Murmuro e ele me olhou de canto de olho.

- Sim, a infeliz espada que me pertence. Ela cura as feridas e ressuscita os mortos. – Ele levanta Tenseiga no ar. – Você já deveria saber disso, e se lembrar dela.

Ele tem razão, eu deveria ter me lembrado dela! Como ninguém pensou nisso antes? Eu estava em um estado de desespero tão grande assim para não perceber? E os outros estavam tão chocados e tomados de pena que não se lembraram?

Ele desce sua espada com uma força e rapidez alarmantes, provavelmente matando os vários demônios que acorrentavam a alma de Kouga e tentavam levá-la para o outro plano. Após alguns cortes no que, para todos nós, aparentava ser o ar, ele embainha Tenseiga e se distancia do grupo.

- Rin, Jaken, vamos. Peguem Ah-Un.

Engatinho até Kouga novamente. A última coisa que se passa em minha mente é agradecer a Sesshoumaru, que já caminhava para sabe-se lá onde. Esqueço completamente do youkai, minha atenção já focada no único youkai que realmente importa para mim.

Todos ao redor pareceram ter prendido suas respirações, ansiosos para ver se o poder da Tenseiga realmente funcionou com Kouga. Encosto minha cabeça em seu peito de novo, para tentar ouvir seu coração batendo. Nada. As lágrimas voltam a cair à medida que o desespero toma conta de mim. Não deu certo. A Tenseiga falhou.

Toda nossa vida pela frente… Todo um futuro ao lado dele…

Tun tun... Tun tun… Tun tun. Tun tun.

Sinto um leve afago em minha cabeça e a levanto violentamente. Com olhos arregalados, enxergo o que meu coração tanto queria.

- K-Kouga! — Grito em alegria e alívio. Ele estava ali! Respirando, vivo, em minha frente! Ele estavabem. — Ah Kouga!

Ele se levanta parcialmente, conseguindo me abraçar. Passo meus braços por ele também, puxando-o para o mais perto de mim que nossos corpos permitiam. O calor retornava ao seu corpo e eu esperava, de qualquer forma que fosse, ajudar ele a se recuperar com meu abraço, dando meu próprio calor.

- Shh. — Ele tenta me fazer parar de chorar. — Vai ficar tudo bem agora. Eu estou aqui com você, Kagome. Eu lhe amo.

Levanto meu rosto para encará-lo. Pequenas lágrimas também escorrem de seu rosto moreno, lágrimas de alívio. Ele me puxa para um beijo e eu entrelaço meus braços por seu pescoço. Um beijo para ele ter certeza que eu realmente estava ali, queelerealmente tinha voltado. Ele era tudo. Tudo que eu precisava.

There’s nothing else in life I ever need,

(Não há mais nada na vida de que eu precise,)

My dream, Amaranthine.

(Meu sonho, Amaranthine.)

- Uma eternidade. Temos uma eternidade para passarmos juntos agora, Kagome. — Sussurrou contra meus lábios, e eu gritei de felicidade, deixando toda a alegria que eu estava sorrindo transparecer.

Realmente, seríamos eu e Kouga, para toda a eternidade, e nada mais me separaria dele.

Notas finais
Deixem suas opiniões por favor! É meu primeiro hentai sobre o anime, e minha primeira one shot desse casal. Agradeço de coração por terem lido! *-* Vocês fazem toda a diferença.

Se gostaram, sugiro que deem uma lida em Cego Coração, também minha, também desse casal. Acho que vocês adorariam. :3

http://www.youtube.com/watch?v=D8lV1To-_fU
Amaranthine por Amaranthe

Obrigada!
~ Aella-san
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!