O filme tinha acabado, e eu respirei aliviada. Eu gosto de filmes de suspense, mesmo sabendo que eu vou ficar com medo depois. Aliás, eu assisto pela metade, porque eu tampo o rosto com a almofada, e fico perguntando o que está acontecendo. Sou medrosa? Sou mesmo! Melhor ficar com medo agora, do que ter pesadelos à noite. Enquanto o Nathan estiver aqui para me proteger, eu assistiria aos filmes, mas sempre ao lado dele. Por falar nele, ele estava um pouco tenso ao meu lado. Será que o eu medo tinha passado para ele? O filme nem era tão feio assim.

— Ainda bem que acabou, né? Eu não conseguir ficar muito tempo por aqui. – levantou-se, e pegou o controle da televisão. – Quer assistir outra coisa?

— Não. – respondi, achando aquela atitude muito estranha. – Está tudo bem?

Ele me olhou como se eu tivesse chifres, e sorriu em seguida.

— Eu estou ótimo, Sophie. Porque eu estaria mal?

— Sei lá, Nath. Você ficou tenso quase o filme todo, e disse que não conseguiria ficar muito tempo por aqui. É algum problema comigo? Eu fiz alguma coisa? – segurei a sua mão, que estava gelada.

Meu Deus! Será que ele estava com a pressão baixa? Ok! Eu deveria correr com ele para o hospital, né? Claro que sim! Se eu não levá-lo, ele pode desmaiar, se ele desmaiar, há perigo de morte, se ele morrer, eu sofro, se eu sofrer, eu morro. Ai, o que eu faço? Respira, Sophie! Respira!

— Claro que não, meu anjo. Você nunca me fez nada. Você só me dá sentimentos bons. Tudo em você é bom, Sophie.

— Ufa! Eu achei que teria que usar a cartilha de piadas do meu pai, só para te fazer rir. – ou levá-lo ao hospital. Deus me livre! — Eu não gosto quando você fica tenso desse jeito. – sorri, beijando a sua bochecha. – Quando você fica tenso, seu pescoço fica cheio de brotoejas, e você fica vermelho. Tão fofo!

— Eu fico?

— Sim. – sorri. Não que eu ficasse reparando nisso, mas depois de tantos anos de amizade, é impossível não saber de certos detalhes. Acho que ele nunca tinha reparado que ficava desse jeito. – Vem aqui, e me deixa assoprar para que você não coce, e fique pior.

Ele ficou tenso ao meu lado, se olhar para mim. Tem alguma coisa acontecendo por aqui. Meu faro não me engana. Será que ele estava de rolo com alguma peituda siliconada? Não quero nem imaginar ele de braços dados com qualquer coisinha que tenha vagina. Eu vou descobrir, nem que eu tenha que fazer a minha cara de choro.

Eu me levantei, ficando de frente para ele. Nathan teria que me dar uma explicação para essa reação dele. Desde quando ele fica todo sério ao meu lado? Nem quando nós nos beijamos quando eu fiz 15 anos ele ficou desse jeito. Ele tem o jeito sério dele, mas perto de mim ele é outra pessoa. Ele brinca, sorri e faz até piadinhas.

— Ok! Eu cansei disso! Quem é a garota? Olha aqui, Nathan Adams, se você estiver me escondendo alguma coisa, ou pior, algum romancinho por ai, eu acabo com você, ou pior, eu mando o meu pai acabar com você. Você sabe que ele entrou para o clube de tiro, e é o primeiro da turma, hein! Então, você vai me dizer o que está me escondendo?

Sim, eu usei o meu pai, mas é por uma boa causa. Ele falaria agora, porque ele sabe conhece muito bem o meu pai.

— Sophie, pelo amor de Deus! – gente, ele está branco! Será que vai ter um ataque! Cadê a circulação dele? Sangue, querido, faça o favor de circular por ai.

— Você não vai desmaiar, né? É brincadeira, Nathan. Pode respirar de volta.

Ele concordou, e soltou a respiração que estava presa.

— Está melhor? – perguntei, e ele assentiu. — Ótimo! Agora eu quero saber o que está acontecendo com você.

— Eu estou bem, meu anjo. – sorriu.

Ele acha que eu sou boba? Ele se esqueceu de quem eu sou filha? Meu paizinho lindo me ensinou a perceber quando a pessoa está fingindo. Primeiramente você ameaça, se a pessoa continuar com a mentira, você faz drama. E quando a pessoa está mentindo, as pupilas dilatam. Pois é, meu pai me disse que dilatam, e que a pessoa não consegue olhar diretamente em seus olhos, e tenta sorrir, mas os cantos da boca tremem. Papai Gabe e os seus ensinamentos.

— Tudo bem! – olhei pra cima, fingindo segurar as lágrimas, e tremendo a boca. Arrumei a minha roupa de cabeça baixa, e passei as mãos no rosto. Tudo encenação de Sophie Campbell Hunter. Meu pai me disse que era para fazer isso, até a pessoa se comover.

— Meu anjo, porque você está assim? – ele está se comovendo.

— Está tudo bem, Nathan. – fingir que está tudo bem também faz parte do plano.

— Claro que não está tudo bem. Pode falar comigo.

— Dói saber que você não confia em mim. – coloquei as mãos no coração, e virei o meu rosto para ele. Deixa-me contar um segredinho para vocês. Eu tinha uma facilidade para chorar, e eu usava isso ao meu favor. — Anos de amizade que estão sendo jogados fora. Eu confio em você, mas estou vendo que você não confia muito em mim. Mas está tudo bem. Quando eu estiver doente em uma cama, não precisa vir me visitar, ok?! Nem me mande flores, porque eu não poderei cuidá-las. – olhei para a janela, e só faltou a chuva caindo para completar a minha cena.

Ele me olhou, e eu vi um sorriso brotando em seus lábios. Ele estava rindo de mim? Eu fiz toda uma produção, e ele estava rindo? Agora eu magoei de verdade.

— Você está rindo de mim? – nunca ria de uma garota quando ela está nervosa. Ele te sorte que eu respiro, conto até dez, e só depois eu ameaço.

— Eu? Nunca! Eu não me atreveria a fazer isso. Só achei dramático esse seu jeito.

Eu sendo dramática? Desde quando?

— Eu não sou dramática. Eu sou realista. E não acha que vai me enrolar. Eu quero saber o que há de errado por aqui. – cruzei os meus braços, esperando a explicação dele.

— Eu só estou preocupado com algumas coisas da faculdade. Você vai estar por lá, em um universo todo novo para você. Eu só estou preocupado com você, Sophie. – suspirou. — Eu só quero que você fique bem, só isso.

Eu olhava para ele, e percebi que o Nathan não estava mentindo. Ele sempre foi preocupado comigo e, às vezes, exagerava.

— Sabe que essa preocupação toda é fofa, mas não precisa disso. Eu vou para a faculdade, não para o meu casamento com um homem que vocês não gostam. – ri. — Você, meu irmão e o meu pai têm uma preocupação fora do comum. Eu não sou uma boneca de porcelana.

—Eu sei disso, Sophie. Eu só... Sei lá. – suspirou. — Eu me preocupo com você, meu anjo, porque eu te amo. Eu só quero que você fique bem, só isso. Eu vou cuidar de você, seja em qual lugar você estiver. – Nathan segurou as minhas mãos, e olhou pra mim. — Você é o meu anjo. Eu só quero que fique bem, e seja feliz.

Estão me vendo ali no chão? Sim, eu sou uma gelatina neste momento. Porque ele tem que ser tão perfeito? Ele é atencioso, fofo, sério, engraçado, preocupado, inteligente e meu. Meu melhor amigo, eu quero dizer. E, eu posso confessar uma coisa? Ele beija muito bem. Eu deveria esquecer isso, porque já se passaram muito tempo, mas não é fácil esquecer quando a pessoa beija bem, né? E ele sabe usar a língua... Na hora do beijo, claro. É só isso.

— Eu só fico bem e feliz quando você está comigo. – sorri, beijando a sua bochecha. — E eu estou bem feliz em saber que estamos bem. Não gosto quando você fica sério e tenso. Eu amo o Nathan despojado, que ri, que fica vermelho e sem brotoejas. – rimos.

— Eu também prefiro sem brotoejas. Isso coça.

— Vamos mudar de assunto, e esquecer as brotoejas, senão você vai coçar e vai piorar. Nós podemos pedir o nosso almoço, e aproveitar o meu último dia de férias. Você sabe que vida universitária não é fácil. Depois só serão provas, trabalhos, estudos infinitos e muito mais. Então, o que você acha?

— O que você quer comer? – perguntou rindo.

— O que você quiser. Eu estou faminta. Então, eu deixo você escolher o nosso almoço.

— Tem certeza?

— A maior certeza da minha vida. Eu confio em você. – pisquei, me jogando no sofá.

Ele riu, pegando o telefone, e pedindo o nosso almoço.

***

Acordei disposta, até porque é o primeiro dia de aula. Minha mãe sempre disse que eu e o Lucas só nos animávamos para ir ao colégio no primeiro dia de aula. É tudo muito novo, então é gostoso. Apesar de que eu adorava ir ao colégio, o Lucas era que reclamava mais. Por falar nele, essa pessoa que também é o meu irmão, já está por aqui, reclamando da nossa demora.

— Já está pronta, Sophie? Você só vai para a faculdade, não a uma festa.

Pelo amor de Deus! Alguém quer o eu irmão de presente? Ele é tão chato, que às vezes eu duvido que eu passei tanto tempo com ele na barriga da minha mãe.

— Para de reclamar, Lucas. – fui até a sala, onde ele estava nos esperando. — Foi você que deu a idéia de nos levar, então não reclame. – arrumei a minha bolsa, olhando para ele.

— Você vai com isso? – perguntou, apontando para a minha roupa.

— Isso o que? Com essa roupa? Sim, eu vou com essa saia e esta blusa. Se não quiser, eu vou de calcinha e sutiã. Não vejo nenhum problema.

— Isso está tão...

— Bonito? Eu sei! Comprei para o primeiro dia de aula. – sorri. — Sabe como é, né? Eu preciso estar apresentável.

— Eu vi na previsão do tempo que irá chover. Acho que uma calça seria uma ótima opção.

— Imagina. Eu não sinto frio nas pernas. E se chover, não tem problema. – sorri. Como eu adorava irritar o meu irmão.

— Sophie... Lara? – meu irmão arregalou os olhos, me fazendo olhar para trás.

Minha amiga apareceu atrás de mim, e ela parecia uma modelo. Se ele achou ruim a minha roupa, a da Lara então... Meu irmão iria surtar. Seu vestido curto, os cabelos soltos e a sua maquiagem, que favorecia os belos olhos que a minha amiga tem.

— Amiga, você está um arraso! – fui até ela. — Meu irmão vai ter um ataque daqui a pouco. – sussurrei.

Ela me olhou meio se entender o recado que eu estava dando, mas daqui a 3 segundos ela irá entender.

Quer ver o meu irmão dar um treco por causa das nossas roupas? Ele vai reclamar em 3,2,1...

— Lara, que falta de roupa é essa que você está usando? Já não basta a maluca da minha irmã, agora você? – suspirou. — Vocês não têm calça jeans? Se não tiverem, eu compro pra vocês, sem problema algum.

— Eu estou ótima desse jeito. – falei.

— Você é um caso perdido, gnoma. Deveria usar o casco da tartaruga, já que é pequena. – agora ele mexeu com o meu ego.

— Escuta aqui, bigode de mexicano. Eu prefiro ser baixinha, a ter boca fina. Um preenchimento labial seria bom. Botox está na moda.

— Você está falando que a minha boca é fina? – ele me olhou espantado. — E você que não vai crescer. Isso mesmo. Você vai ficar desse jeito para sempre. – sorriu. — Oi, Sophie. Eu estou aqui em cima Está conseguindo me ver?

— Você não vai me atingir, irmãozinho. Dizem que as baixinhas são as melhores. E eu não sou tão baixa assim. – sorri. — Aliás, eu posso usar saltos, e os homens adoram uma mulher de salto alto. É irresistível.

Foi só eu falar isso, que ele ficou branco igual papel. Pior do que isso. Ele está pálido. Meu irmão parece que vai desmaiar a qualquer momento. E eu só falei sobre ser irresistível. Imagina se eu falo outras coisas.

— Sophie, seu irmão vai ter um piripaque bem aqui. – Lara já estava ao lado do eu irmão, que eu sabia que era u pouco de drama. Ele parecia com o meu pai.

— Isso é drama, Lara. Eu conheço o irmão que eu tenho. – sorri. — Sem drama, Lucas. Eu não falei nada de mais.

Ele se levantou do sofá, e olhou para a Lara. Eu nem existia quando os dois se olhavam. Se estivesse em um tiroteio, a Sophie leva o tiro, já que os dois estão se olhando.

— Está escutando, Lara? Essa é a minha irmã. – disse, apontando pra mim. — A pessoa com quem eu dividi a barriga da minha mãe. Que eu dividi brinquedos também. Amor, carinho, atenção, proteção... Isso é injusto! Agora ela acha que eu estou com drama. Isso se chama amor, mas para essa desalmada é drama. Vou te chamar de Rubi agora. Igual aquela moça da novela mexicana que a mamãe assistia. Uma irmã ingrata.

— Escuta aqui, irmãozinho. Eu não sou ingrata, eu apenas disse que você estava sendo dramático. Eu estou mentindo, Lara?

Eu e o Lucas olhamos para ela, esperando alguma resposta. Eu só queria saber de qual lado ela estaria.

— Olha aqui, eu não me meto em briga de irmãos, e eu não consigo pensar sobre pressão. – suspirou. — Acho melhor irmos para a faculdade, porque senão iremos nos atrasar mais. E, sim, nós iremos com essa roupa, Lucas. Se eu quiser, eu vou até pelada, pintura corporal ou vestida de índio, mas eu vou. Então, por favor, levantem as bundas de vocês e vamos embora. – pegou a sua bolsa, abrindo a porta.

— Ela parece com a tia Beck. – Lucas disse, assustado.

— Sem duvida! – falei, olhando para ele.

— Ainda estão ai? Vamos, bundas moles! – gritou.

Às vezes a Lara me assustava. Ela era parecida com a madrinha, e não levava desaforo pra casa. Do nada, ela estava te xingando, e no outro te amando.

Durante todo o caminho, Lucas estava sério, eu estava nervosa com ele, e a Lara estava fazendo a plena. Eu olhava para o campus, e me senti nervosa. Seria um grande passo na minha vida. Estar na faculdade sempre foi um sonho, mas eu quis escolher uma que eu pudesse ficar perto do Nathan. Estar perto dele sempre foi o que eu sempre quis, e eu tinha conseguido realizar essa vontade.

Lucas estacionou na vaga e, assim que eu desci, vi uma das pessoas mais importantes da minha vida parado, bem ali diante de mim.

— Nathan! – corri até ele, e o abracei.

— Meu anjo. – sussurrou em meu ouvido. — Eu já estava preocupado com a demora de vocês.

— Diga isso para os irmãos patetas. – Lara riu. — Estavam com aquela briguinha de sempre, e tudo por causa das nossas roupas.

Nathan me olhou de cima para baixo, e me olhou daquele jeito sério que só ele sabia fazer. Essa cara dele é tão... sexy! Não! Isso não, Sophie! Pensa em comida. Comida. Comida. Não na cara dele. Só em comida.

— Ei, tire os olhos das pernas da minha irmã, olhos famintos. – o ciumento do meu irmão já está fazendo as suas cenas. — Se quiser ver pernas, eu mostro as minhas.

— Eu não estou fazendo nada, Lucas. – Nathan se defendeu.

— Nem liga pra ele. – ignorei a careta do meu irmão. — Então, podemos ir? Eu estou tão ansiosa.

— Claro, meu anjo. – ele sorriu.

—Eu preciso ir, senão eu mesmo mostraria a sua sala, maninha, mas os estudos me chamam. – meu irmão era bipolar, só pode. Minutos atrás estávamos quase nos matando, e agora ele estava bonzinho.

— Sem problemas, Lucas. Eu a levo. – Nathan se prontificou a e ajudar.

Meu irmão olhou para nós como se o Nathan tivesse falado algum absurdo. Ele só iria e ajuda, e o meu irmão iria dar uma de papai.

— Tudo bem. Eu preciso mesmo ir. – olhou para a minha amiga, e sorriu. — Lara, você vem comigo.

— Eu posso achar a minha sala, e...

— Nada disso. Eu faço questão de te ajudar. – se eles fossem namorados, não seriam tão melosos desse jeito. — Bem, estamos indo. Qualquer coisa você me liga, Sophie. Até mais tarde, Nathan.

— Até, Lucas.

Meu irmão e Lara se afastaram de nós, e eu me virei imediatamente para o Nathan.

— Desculpe-me pelo o meu irmão. Não sei o que deu nele essa manhã. Eu o amo muito, mas eu quero esganá-lo ao mesmo tempo. – rimos, enquanto entrávamos no prédio. — Você acredita que ele implicou com a minha roupa? Ele ainda acha que eu sou criança. E eu tenho certeza que ele vai dedurar para o meu pai. O senhor Gabe Hunter vai me ligar, e reclamar também.

Nathan ouvia tudo e silêncio, e fechou a cara quando eu disse da minha roupa.

— Convenhamos que o seu irmão tenha um pouco de razão, Sophie. Não que eu seja machista, mas essa roupa está mostrando as suas pernas, e...

— Nem venha concordar com ele, Nathan. – disse, nervosa. — Amanhã eu virei de roupa de academia, biquíni ou nua, assim vocês param de ficar falando da minha roupa.

Ele parou de andar, e segurou o meu braço, fazendo-me trombar nele. Meu Deus! Nathan anda malhando, porque esse peitoral duro... Que bobeira, Sophie!

— Nunca mais diga umas coisas dessa, pelo amor de Deus! Eu não consigo respirar só de imaginar nessas possibilidades.

— Então me deixem usar a roupa que eu quiser, ok?

Ele me olhou por alguns segundos, e acabou concordando comigo. Eu sei que ele vai implicar igual ao meu irmão, mas eu nem ligo pra isso.

Enquanto andávamos pelos corredores, Nathan cumprimentava alguns alunos, e muitas meninas olhavam para ele. Que atrevidas! Não gostei disso!

Já que ele olhava para as mulheres, eu olhava para os homens. Que homens! Faculdade é um antro de beleza. Alguns me cumprimentavam, e eu acho que sabiam que eu era a caloura. A novata no antro da universidade. Era bom estar aqui. Uma nova vida.

Nathan parou em frente a uma sala, e se virou para mim, com uma cara séria. O que raios estão acontecendo com os homens. Começou com o meu irmão, agora o Nathan. Santo Cristo para agüentar tanta testosterona.

— A sua sala é essa. No primeiro dia é mais tranqüilo, dependendo do professor. – sorriu. — Eu sei que você vai arrasar no seu primeiro dia de aula. Você é inteligente, durona e obstinada.

— Obrigada por ter me ajudado até aqui. – suspirei. — Bom, eu preciso entrar e enfrentar o primeiro dia da minha vida universitária.

— Ah, eu venho te buscar para comermos algo.

Concordei, e o abracei. Saber que ele estava li, junto comigo, era o eu maior alívio. Eu não conseguiria sem ele. Não existe Sophie sem Nathan.

— Vai lá e arrebenta, minha caloura preferida.- sorri , e entrei na sala de aula.

***

O meu primeiro horário de aula foi ótimo. Fomos recepcionados por alguns alunos. O professor fez a gente nos apresentar, e eu e senti tão adulta. Era tão novo esse mundo, e eu estava gostando muito. Assim que a aula terminou, respondi a mensagem que o Nathan havia me enviado. Eu estava o esperando para almoçarmos. Ele já estava a caminho. Coloquei meus cadernos dentro da bolsa, e sai da sala, digitando uma mensagem para a Lara. Queria saber com estava sendo o primeiro dia dela.

Mal comecei a escrever, quando eu bati em algo forte, me fazendo cair no chão. Merda! Minha bunda está doendo, e vai ficar um belo roxo. Olhei para cima, pronta para xingar a pessoa, quando eu me deparo com um belo homem. Forte, alto e com um belo par de olhos, que me olhavam intrigado. Ele ofereceu a sua mão, e eu aceitei rapidamente. Foi em um impulso, e ele me levantou tão rápido quanto ao meu tombo.

— Desculpe-me, eu não te vi. Machucou-se? – que voz era essa? Meu pai amado!

— Eu estou bem. – sorri, mas com uma puta dor na bunda.

Ele sorriu de volta, e pegou a minha bolsa do chão. Olhou para o meu caderno, e leu o meu nome.

— Sophie? – assenti. — Belo nome para uma bela garota.

Porque raios eu tenho que ficar vermelha bem agora?

— Sou o Leonard. – me segurou, estendendo a sua mão.

Leonard é realmente lindo, e me olhava de um jeito carnal. Se o eu irmão e o Nathan já estavam pirando quando viram a minha roupa, imaginem se eles soubessem desse Deus grego chamado Leonard. Essa vida universitária vai ser boa!

Nathan

Sentir a Sophie tão próxima de mim daquele jeito, e por quase duas horas, estava me sufocando. Não sei o que merda deu em mim. Eu a conheço desde bebê, e agora estou começando a ficar tenso perto dela? Meu Deus! Eu não sei o que estava acontecendo comigo. Eu não era assim! Eu não sou assim! Porque agora eu estou ficando tenso com isso. Só de ficar perto dela, meu coração quase sai pela boca. É vontade de sempre a querer perto e mais perto de mim, mas isso não pode acontecer. Não do jeito que eu já cheguei a imaginar. Olhei para ele, e decidi acabar com esses pensamentos.

— Ainda bem que acabou, né? Eu não conseguir ficar muito tempo por aqui. – levantei-me, e peguei o controle da televisão. – Quer assistir outra coisa? – algo que ela não precise ficar grudada comigo.

— Não. – respondeu, me olhando de um jeito que eu sabia que iria me questionar ou perguntar alguma coisa. — Está tudo bem?

Não falei? A Sophie tinha um instinto quando se tratava de mim, ou de nós. Ela sabia quando estava acontecendo alguma coisa, ou quando eu estava tenso demais. O melhor seria eu despistar qualquer idéia que ela pudesse ter.

— Eu estou ótimo, Sophie. Porque eu estaria mal?- perguntei, sorrindo, ou tentando sorrir. Sophie era esperta, mas ao mesmo tempo tão frágil, doce, meiga... A melhor pessoa da minha vida!

— Sei lá, Nath. Você ficou tenso quase o filme todo, e disse que não conseguiria ficar muito tempo por aqui. É algum problema comigo? Eu fiz alguma coisa? – segurou a minha mão, que estava gelada.

Como ela pôde pensar nisso. Sophie é um anjo. O meu anjo perfeito, que apareceu na minha vida. Nada que ela faça irá e fazer ficar bravo. Mas eu parecia assustado no momento. Eu não sei dizer o que estava passando pela minha cabeça.

— Claro que não, meu anjo. Você nunca me fez nada. Você só me dá sentimentos bons. Tudo em você é bom, Sophie. – sorri. Ela é boa em tudo. Ela é meu tudo!

— Ufa! Eu achei que teria que usar a cartilha de piadas do meu pai, só para te fazer rir. – dou risada, mas eu me lembro da cara do eu padrinho olhando pra mim. — Eu não gosto quando você fica tenso desse jeito. – sorriu, beijando a minha bochecha. Eu devo estar igual ao Hellboy de tão vermelho. — Quando você fica tenso, seu pescoço fica cheio de brotoejas, e você fica vermelho. Tão fofo!

Malditas e traidoras brotoejas que me entregam desse jeito. Sempre quando eu fico tenso, nervoso ou ansioso demais, essas coisas irritantes decidem aparecer no meu pescoço. E ela achando fofo. Ai, Sophie...

— Eu fico?

— Sim. – sorriu, com aquele jeito meigo e que me encantou desde a primeira vez que eu a vi. Eu amo esse sorriso. — Vem aqui, e me deixa assoprar para que você não coce, e fique pior.

Ela me puxou, e começou a assoprar o meu pescoço. Sentir o hálito dela tão perto de mim iria me deixar arrepiado, e ela perceberia que algo estava acontecendo comigo, ou dentro de mim. Como eu iria explicar o que eu tentava esconder?

Fiquei parado por alguns segundos, até que ela se levantou rapidamente, ficando de frente para mim. A sua cara não era boa e, do mesmo jeito que ela era meiga, Sophie era um furacão quando ficava nervosa.

— Ok! Eu cansei disso! Quem é a garota? Olha aqui, Nathan Adams, se você estiver me escondendo alguma coisa, ou pior, algum romancinho por ai, eu acabo com você, ou pior, eu mando o meu pai acabar com você. Você sabe que ele entrou para o clube de tiro, e é o primeiro da turma, hein! Então, você vai me dizer o que está me escondendo?

O que? De onde ela tirou essa idéia? Eu não estou fazendo nada disso, muito menos escondendo um romance. E eu nem quero um romance com alguém, só com... Ninguém! Eu não quero isso! E ela ainda fica me lembrando que o pai dela entrou para o clube de tiro. Ótimo! Bela lembrança, Sophie. Estou bem calmo agora.

— Sophie, pelo amor de Deus! – de onde ela tirou isso? Será que eu estou passando alguma informação de eu estou apaixonado por alguém? Acho que todo o sangue sumiu do meu rosto, porque ela está me olhando de um jeito bem estranho, e com a cara de preocupada.

— Você não vai desmaiar, né? É brincadeira, Nathan. Pode respirar de volta.

Eu nem sabia que a minha respiração estava presa, quando eu respirei fundo, me deixando relaxar.

— Está melhor? – perguntou, e eu assenti. — Ótimo! Agora eu quero saber o que está acontecendo com você.

— Eu estou bem, meu anjo. – sorri. Eu não estava mentindo. Eu realmente estava bem, só preocupado com algumas coisas, principalmente com ela. Amanhã ela vai estar na faculdade, e eu sinto que muita coisa vai mudar. Não sei se pra bom ou pra ruim.

— Tudo bem! – meu Deus! Ela olhou pra cima, e depois passou as mãos pelo rosto. Ela está chorando! É sinal de choro, ou esta brava comigo. Eu odeio quando ela fica desse jeito. Eu a quero sempre sorrindo.

— Meu anjo, porque você está assim? – perguntei preocupado.

— Está tudo bem, Nathan.

— Claro que não está tudo bem. Pode falar comigo. – eu quero que ela não me esconda nada, principalmente o que estiver sentindo.

— Dói saber que você não confia em mim. – mas eu confio. Confio nela cegamente. — Anos de amizade que estão sendo jogados fora. Eu confio em você, mas estou vendo que você não confia muito em mim. Mas está tudo bem. Quando eu estiver doente em uma cama, não precisa vir me visitar, ok?! Nem me mande flores, porque eu não poderei cuidá-las. – ah, espera ai. Como que eu não pude perceber que era o seu famoso drama. Sophie era mestre nisso. Quando brigava com o irmão, ela usava dessas armas, mas ela se esquecia que o irmão também usava dos dramas.

Eu olhei pra ela, e sorri. Ela era tão engraçada, e me fazia rir e acreditar nessas loucuras dela. Eu amo o meu anjo.

— Você está rindo de mim? – senti um raio laser sair dos olhos dela. Nunca ria dela quando ela está desse jeito.

— Eu? Nunca! Eu não me atreveria a fazer isso. Só achei dramático esse seu jeito.

— Eu não sou dramática. Eu sou realista. E não acha que vai me enrolar. Eu quero saber o que há de errado por aqui. – cruzou os meus braços, esperando a minha explicação.

Sophie era tão teimosa, e quando queria explicação de algo, era melhor dizer, senão era possível ela amarrar a pessoa na cama até saber o que queria ouvir. Uma vez ela trancou o Lucas no quarto ate ele dizer em qual lugar tinha escondido a saia que ela iria usar. Ele quase estava chorando de medo de ficar trancado, até que decidiu dizer, e ela abriu a porta, sorrindo ainda por cima. Era melhor eu dizer algo, senão ela me tranca aqui, e eu estou ferrado.

— Eu só estou preocupado com algumas coisas da faculdade. Você vai estar por lá, em um universo todo novo para você. Eu só estou preocupado com você, Sophie. – suspirei. — Eu só quero que você fique bem, só isso.

E era verdade o que eu estava dizendo. Eu só estou imaginando aquele antro de homens dando em cima dela. Eu vou pirar com isso! Sophie é minha! Minha melhor amiga!

— Sabe que essa preocupação toda é fofa, mas não precisa disso. Eu vou para a faculdade, não para o meu casamento com um homem que vocês não gostam. – riu, mas eu não achei nenhuma graça. — Você, meu irmão e o meu pai têm uma preocupação fora do comum. Eu não sou uma boneca de porcelana.

—Eu sei disso, Sophie. Eu só... Sei lá. – suspirei. — Eu me preocupo com você, meu anjo, porque eu te amo. Eu só quero que você fique bem, só isso. Eu vou cuidar de você, seja em qual lugar você estiver. – segurei as mãos dela, e olhei em seus olhos. Deus como eu amo os olhos dela. — Você é o meu anjo. Eu só quero que fique bem, e seja feliz.

Eu quero que ela sempre seja feliz, e sempre ao meu lado. Quero a Sophie para sempre na minha vida. Ela é a parte mais essencial do meu ser. Ela é a minha respiração, e a melhor pessoa que eu conheci em toda a minha vida.

— Eu só fico bem e feliz quando você está comigo. – sorriu, beijando a minha bochecha. — E eu estou bem feliz em saber que estamos bem. Não gosto quando você fica sério e tenso. Eu amo o Nathan despojado, que ri, que fica vermelho e sem brotoejas. – rimos.

— Eu também prefiro sem brotoejas. Isso coça.- disse, irritado com essas malditas brotoejas.

— Vamos mudar de assunto, e esquecer as brotoejas, senão você vai coçar e vai piorar. Nós podemos pedir o nosso almoço, e aproveitar o meu último dia de férias. Você sabe que vida universitária não é fácil. Depois só serão provas, trabalhos, estudos infinitos e muito mais. Então, o que você acha?

Eu acho que ela é maravilhosa! Ela é perfeita!

— O que você quer comer? – perguntei rindo.

— O que você quiser. Eu estou faminta. Então, eu deixo você escolher o nosso almoço.

— Tem certeza?- ri.

— A maior certeza da minha vida. Eu confio em você. – piscou, se jogando no sofá.

Eu ri, hipnotizado com ela. Peguei o telefone, e pedi o nosso almoço.

***

Acordei mais cedo, antes mesmo que o despertador tocasse. Eu era todo certinho com horários e sobre a organização da minha vida. Tinha uma rotina certa, e gosto de segui-la.

Fiz toda a minha higiene pessoal, e me arrumei. Olhei-me novamente no espelho e não gostei da minha roupa. Troquei umas três vezes, até que eu achei uma que a Sophie iria amar. Passei o perfume que ela amava, e fui tomar o meu café. Pensei em ligar pra ela, mas nessa hora ela estaria se arrumando. Estou tão ansioso para vê-la, que mal consigo comer. Quero ver o sorriso dela ao estar no primeiro dia da faculdade, porém, algo me preocupa. Sophie é linda, e os caras vão cair em cima dela. Eu prometi que iria cuidar dela, e farei isso. Pelo o meu padrinho, mas, principalmente, por mim. Eu precisava saber que ela estaria fora dos olhares famintos dos predadores da faculdade. Sophie era boa demais para eles.

Olhei para o relógio, e achei melhor ir e esperá-la por lá. Queria ajudá-la no primeiro dia, então chegarei mais cedo.

Assim que eu estacionei o meu carro, desci e fiquei parado ali mesmo. Ela não demoraria tanto. Liguei, mas estava fora de área. Droga! Será que estava tudo bem? Ontem ela estava ótima, e hoje está demorando tanto para chegar. Isso me deixa louco de preocupação.

Olhava em volta, até sentir alguém tocar o meu ombro. Eu me virei, e me deparei com Leonard Davis. O que esse cara quer comigo?

— E ai, Nathan. Esperando alguém? – perguntou, com aquele sorrido de deboche.

Quem é Leonard Davis? Ele é o típico cara popular, que acha que consegue tudo e na hora que quer. É forte porque vive na academia que tem na faculdade, mas na sala de aula é aquele que só enrola, como sempre falam pelos corredores. Filho de pais ricos que acham que o filhinho é um santo. Leonard cursa administração, e está um período na minha frente. Ele me infernizou quando eu entrei, até que precisou da minha ajuda para conseguir notas. Eu acho que ele só cursa administração porque os pais obrigam. Eles têm uma empresa, e ele sabe muito bem que é o sucessor do pai. Jaqueline, a minha ex-namorada ficava com ele e, ele ficou nervoso com raiva de mim quando ela espalhou que nós estávamos namorando. Eu não tenho culpa que aquela maluca disse isso. Eles se mereciam, e eu não sei onde eu estava com a cabeça quando eu decidi ficar com ela, assim que se separou dele. Pois é, meu passado me condena muito. A última coisa sobre ele: Leonard dá em cima de todas as calouras. Ele sempre dá uma de galã pra cima delas.

— Ótima manhã, Leonard. – falei, sarcasticamente.

— Ótima mesmo. Cheia de calouras esse ano, mas nenhuma chamou a minha atenção. Será que até o fim do dia eu conquisto uma?

Deus, por favor, me dê paciência! Eu me lembrei da Sophie, e precisava mantê-la longe dele.

— Tente a sorte. Quem sabe você não consegue. Eu espero que não.

Ele me olhou com a cara fechada. Talvez eu devesse ter medo, mas isso eu aprendi com o tempo, que ele só late, mas não morde.

— Está brincando comigo, seu nerd?

— Eu não, incrível Hulk. – esse era o apelido dele, mas Leonard odiava.

— Vou deixar passar dessa vez, porque eu estou de bom humor. Eu preciso ir, mas sabe que teremos muito tempo pela frente, Nathan.

— Até logo, Leonard.

Ele não olhou mais pra mim, e foi embora. Leonard é uma pessoa que quer chamar atenção a todo o custo. Ele acha que consegue tudo com o dinheiro dos pais. É um babaca!

Foquei a minha atenção na espera da Sophie. Peguei o telefone para ligar novamente, mas parei assim que vi o carro do Lucas. Ela estava aqui! Ela desceu correndo até a mim, e me abraçou.

— Nathan!

— Meu anjo. – sussurrei em seu ouvido. — Eu já estava preocupado com a demora de vocês.

— Diga isso para os irmãos patetas. – Lara riu. — Estavam com aquela briguinha de sempre, e tudo por causa das nossas roupas.

Eu nem tinha reparado na roupa que ela estava usando, até olhar direito. Meu Deus! Ela estava perturbadora. Incrivelmente linda e sexy! Santo Deus! Essa roupa... Eu preciso respirar fundo para não dizer outra coisa. Essas pernas de fora são um espetáculo. Nathan, pense em outra coisa.

— Ei, tire os olhos das pernas da minha irmã, olhos famintos. – a voz do Lucas chamou a minha atenção, e tirando desses pensamentos. — Se quiser ver pernas, eu mostro as minhas.

— Eu não estou fazendo nada, Lucas. – me defendi, mesmo sabendo que eu estava pensando muitas coisas.

— Nem liga pra ele. –Sophie disse. — Então, podemos ir? Eu estou tão ansiosa.

— Claro, meu anjo. – sorri, já querendo mostrar tudo pra ela.

—Eu preciso ir, senão eu mesmo mostraria a sua sala, maninha, mas os estudos me chamam.

— Sem problemas, Lucas. Eu a levo. – falei, já me prontificando, mesmo que eu chegue atrasado.

Lucas nos olhou, até perceber que eu teria que ajudá-lo.

— Tudo bem. Eu preciso mesmo ir. Lara, você vem comigo.

— Eu posso achar a minha sala, e...

— Nada disso. Eu faço questão de te ajudar. – esses dois... Ainda acho que darão um bom romance. — Bem, estamos indo. Qualquer coisa você me liga, Sophie. Até mais tarde, Nathan.

— Até, Lucas.

Eles saíram, e Sophie se virou pra mim.

— Desculpe-me pelo o meu irmão. Não sei o que deu nele essa manhã. Eu o amo muito, mas eu quero esganá-lo ao mesmo tempo. – rimos, enquanto entrávamos no prédio. — Você acredita que ele implicou com a minha roupa? Ele ainda acha que eu sou criança. E eu tenho certeza que ele vai dedurar para o meu pai. O senhor Gabe Hunter vai me ligar, e reclamar também.

Eu entendo o Lucas. Entendi perfeitamente o ciúme dele. Eu estou com ciúmes dessa coisa chamada roupa. Sophie era linda demais para os olhos dos outros.

— Convenhamos que o seu irmão tenha um pouco de razão, Sophie. Não que eu seja machista, mas essa roupa está mostrando as suas pernas, e...

Ela me olhou como a menina do exorcista. Socorro! Sophie nervosa em ação!

— Nem venha concordar com ele, Nathan. – disse, nervosa. — Amanhã eu virei de roupa de academia, biquíni ou nua, assim vocês param de ficar falando da minha roupa.

O que? Nem em outra vida que isso irá acontecer. Jamais que ela pensará em vir desse jeito. Olhei bem nos olhos dela, e quase implorei para que ela parasse com isso.

— Nunca mais diga umas coisas dessa, pelo amor de Deus! Eu não consigo respirar só de imaginar nessas possibilidades.

— Então me deixem usar a roupa que eu quiser, ok?

Sophie é tão teimosa, que usaria mesmo se tivesse uma lei proibindo o uso. Ela testa os meus limites e a paciência. Ela me queima, e eu terei que conviver com essas idéias dela.

Estávamos chegando perto da sala dela, e alguns alunos me cumprimentavam, até as garotas. Eu cumprimentava por educação, porque nenhuma delas chamava a minha atenção.

Parei em frente à sala dela, e me virei. Agora seria com ela. Sophie entraria por aquela porta, e eu estaria torcendo por ela.

— A sua sala é essa. No primeiro dia é mais tranqüilo, dependendo do professor. – sorri. — Eu sei que você vai arrasar no seu primeiro dia de aula. Você é inteligente, durona e obstinada. – e eu quis pedir para que ela ficasse longe dos homens, por favor.

— Obrigada por ter me ajudado até aqui. – suspirou. — Bom, eu preciso entrar e enfrentar o primeiro dia da minha vida universitária.

— Ah, eu venho te buscar para comermos algo.

— Vai lá e arrebenta, minha caloura preferida.- sorriu , e entrou na sala de aula.

Ela me abraçou, e entrou na sala de aula. Fiquei parado um tempo, pensando em como ela estava feliz em estar ali. Sophie sempre sonhou com isso, e agora ela estava realizando um dos sonhos dela. E eu estava fazendo parte disso.

***

Após o primeiro horário de aula, conversei com o professor, mas me apressei a chegar à sala da Sophie. Iríamos almoçar juntos, como eu havia prometido. Mandei uma mensagem pra ela, dizendo que já estava chegando. Ela e respondeu, dizendo que estava me esperando em frente à sala dela.

Todos os alunos estavam indo para as lanchonetes que tinham pela faculdade, e isso me fez chegar até um pouco mais rápido. Virei o corredor, quando eu me deparei com a pior cena da minha vida. Meu pai amado! Sophie estava nos braço de Leonard. O filho da puta ousou tocar na minha garota. O meu anjo estava ali, todo sorriso para o senhor músculos. Merda! Mil vezes merda! Eu não iria suportar essa cena. Meus olhos estavam ardendo de raiva, e eu teria que fazer alguma coisa. Leonard não terá a Sophie em sua lista de conquistas, ou eu não e chamo Nathan Adams.