Notas iniciais
N/A Ju Beija Flor
Meninas!
Casal mistério na área!
E hoje muitas emoções kkkkk
Divirtam-se.
Beijos
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N/A Nilcia
Olá amores, esses é um dos capítulos que mais pega fogo! Em breve mais revelações. Beijos lindas.

CAPÍTULO 13

PDV de Bella

Edward e eu não queríamos voltar da viagem, mas infelizmente nós não podíamos ficar eternamente lá, apesar de esse ter sido o meu desejo para poder tê-lo só para mim, e acredito que de certa forma era o desejo dele também.

Eu o amo tanto!

Assim que chegamos em casa ele foi para a empresa e eu fiquei no escritório lendo e assinando documentos da empresa da defunta. O estranho é que eu achei que isso fosse ser realmente difícil para mim, mas não estava sendo bem assim, na verdade estava sendo até fácil e eu ficava me perguntando o porquê disso.

Na realidade eu estava me perguntando o porquê de um monte de coisas que acontecia na casa dos Cullen. Por que Rose aceitou minhas mentiras tão fácil? Por que, se eu cometia tantas gafes de comportamento, ninguém desconfiava de nada? Se Jasper tinha alguma coisa com a defunta por que ele ainda não havia tentado nada? Longe de mim querer que ele tentasse é claro, na verdade eu andava fugindo e muito dele.

-Entre. –eu disse quando alguém bateu na porta do escritório.

-Com licença senhora Cullen, mas acabaram de chegar essas flores para a senhora. –uma das empregadas da casa me disse antes de me entregar o buquê de flores.

-Obrigada, pode se retirar. –eu disse tentando disfarçar meu aturdimento.

Era um buquê de rosas violetas enroladas em papel negro, o tipo de flores que você mandaria a um velório. Não tinha remetente algum no cartão negro, que só tinha o nome da defunta escrito em letras também cor de violeta.

Aquilo me assustou. Era como se fosse um aviso, um tipo de mal pressagio.

Eu as joguei fora, não ficaria com aquilo mesmo!

-Quem mandou isso para a defunta?-pensei alto, enquanto estava prestes a subir as escadas até o quarto.

-Bella. –parei no meio do caminho ao escutar Jasper me chamar e me voltei para ele relutante.

-Sim?-perguntei.

-Podemos conversar?-ele questionou passando as mãos nos cabelos e parecendo meio constrangido e chateado ao mesmo tempo.

-Não acho que essa seja uma boa ideia, pelo menos não agora. –falei apressada, querendo voltar a subir outra vez.

Ficar sozinha com Jasper era a última coisa que eu queria por medo do que poderia vir a acontecer.

-Será que eu posso saber por que você foge de mim como se eu fosse uma assombração?-a sua pergunta me pegou de surpresa e me fez estancar no lugar.

Que ótimo! Eu não esperava uma abordagem tão direta, mas eu também não tinha como responder isso ali na sala.

-Vamos até o jardim dos fundos. –pedi.

Seguimos calados até o jardim. Havia uma espécie de estufa, onde Esme passava a maior parte do dia, era ali que iríamos conversar. Eu estava muito nervosa, não sabia o que esperar desta conversa. E se ele tentasse algo?

- Acho que aqui podemos conversar com calma. – falei – Onde está sua esposa? – tudo o que eu não precisava era Alice querendo meu fígado por estar conversando com o marido dela

- Ela saiu. Foi à casa de uma amiga. Bella... – Jasper disse quando eu o encarei. – Eu não entendo esta sua hostilidade. Antes da sua viagem a Suíça, você me evitava como seu fosse alguém com uma doença horrível. Por quê? O que eu fiz? Por que não pode ser como antigamente? – ele perguntou parecendo angustiado.

Eu olhei de outra forma para ele. E se por ventura ele tivesse sentimentos pela defunta? Eles poderiam estar apaixonados... não. Sempre que estas duvidas entravam em minha mente eu sempre as espantava. Não importava. Somente Edward era importante para mim. Olhei Jasper que aguardava minha resposta.

- Jasper... isso não é certo... – murmurei.

- Por que não? O que tínhamos era tão bonito. É por Alice? Por Edward? Sabe que ele não se importa. – ele disse.

Como é que é? Edward não se importava que sua esposa tenha um caso com seu irmão? Duvido muito.

- Quanto a Alice... – ele continuou — Sabe que não precisa se preocupar, eu sei lidar com ela. – Porra! Que tipo de homem ele é? Pensei.

Jasper deu um passo à frente e eu recuei derrubando um vaso de orquídeas de Esme.

- Droga! – me abaixei para juntá-lo. Quando percebi Jasper me ajudava. Ele estava próximo. Próximo demais.

Levantei tentando me afastar, mas ele segurou minha mão.

- Bella... eu... não quero que se afaste. Sabe o quanto é importante para mim. – ele disse e acariciou meu rosto. – Você é tão especial.

- Mas que merda está acontecendo aqui?! – saltei ao ouvir a voz de Alice.

Ela nos olhava com fúria. Jasper ainda segurava minha mão. Puxei minha mão da dele.

- Alice, por favor... – Jasper disse tentando acalma-la.

- Calma o caralho! Então é aqui que o casalzinho se encontra? Que romântico. – disse mordaz.

- Deixe de besteira Alice. – Jasper disse. Eu não falei nada. Não sabia o que dizer.

Alice olhou para mim e então sua fúria se duplicou.

- Sua vadia ordinária! Por que não deixa meu marido em paz?! – sangue de barata tinha limites né.

- Eu não fico atrás de ninguém. Ele que veio atrás de mim. – falei.

Então ela avançou para cima de mim sendo segura a tempo pelo marido. Ela espumava de raiva.

- Sua falsa. Eu te conheço e não é de hoje Isabella. Se faz de santa, mas não passa de uma vadia dissimulada que dá em cima do marido das outras. Nem desmemoriada deixou de ser vadia. — ela gritava.

Estaquei. Como é que é? O que ela sabia sobre minha perda de memória?

- Cala a boca Alice! – Jasper disse tenso.

- O que você disse? – perguntei com o coração aos saltos.

Ela sorriu. Um sorriso cínico.

- Ah peguei no seu ponto fraco, não é? Como é que eu sei que você perdeu a memória?- ela dizia não escondendo sua satisfação por minha confusão.

- Vamos sair daqui Alice. – Jasper tentou arrasta-la, mas ela se soltou dele e ficou a minha frente.

- Sabe como eu sei? Assim como eu sei que você é Isabella Swan. – arregalei meus olhos.

Então ela começou a gargalhar. Muito. Muito mesmo. Eu já estava desconfiando que ela tinha algum problema de cabeça.

- Sua estúpida. Acha mesmo que pode existir duas pessoas tão parecidas no mundo e ainda com o mesmo nome? – falou.

- Já chega Alice! – Jasper gritou.

- Não! Eu vou falar. Vou falar tudo. – ela sorriu para mim.

- Não de ouvidos Bella. Alice está descontrolada. – Jasper disse nervoso. – Vamos Alice. Não faça algo que possa se arrepender depois.

- Eu quero ouvir. O que tem a dizer Alice? – perguntei.

- O óbvio, mas que só você, sua idiota, não percebeu ainda. Não existe esposa morta do Edward coisa nenhuma. Sabe por quê? Por que “ela” é você. Você é a esposa do Edward que supostamente “morreu”. – ela disse fazendo aspas com as mãos. Senti minha boca seca e meu corpo mole.

- Isso é... mentira. – sussurrei.

- Não sua imbecil, não é. Você é tão burra assim ou que? Não tem possibilidade de duas pessoas tão parecidas a ponto de outra se passar por ela. Você perdeu a memória há três anos, não é? Então você é a esposa do Edward. Mas vendo agora você continua a vadia igual a antes do acidente, e pode ser até que não tenha perdido a memória coisa nenhuma e nós estejamos fazendo papel de idiotas. – ela disse.

Não. Não podia ser verdade. Era tudo uma loucura. Era isso, Alice havia enlouquecido.

Comecei a rir.

- Sua maluca. – falei – Está com tanto ciúmes do marido que surtou de vez. Olha Alice eu não quero nada com o Jasper pode ficar com ele todinho pra você. – falei.

- Acha que eu acredito nas suas palavras doces Isabella. Não acredito não. E tudo o que eu falei é verdade, é só juntar as peças meu bem, mas tem uma coisa que pode te fazer ter certeza do que eu digo. Você tem dupla nacionalidade. Americana e italiana, por isso fala tão bem italiano. Com a perda de memória não nos esquecemos de outra língua. Vamos lá, fale em italiano e então verá que o que eu digo é verdade. – ela estava pirada. Só podia.

- Eu não falo italiano. – disse convicta.

- Sua vadia mentirosa. Você só mente Isabella. Você não presta. – ela gritou quase me meu rosto.

Empurrei-a.

- Para de me insultar Alice.- avisei. Eu já estava de saco cheio das acusações e loucuras dessa mulher.

- Eu vou falar tudo para o Edward. Tudo. Que você não vale nada, que é uma puta que está fodendo com irmão dele não respeita nada e nem ninguém. – ela gritou.

Não. Ela não iria envolver Edward nesta sujeira. Minha mão foi certeira no rosto delicado dela. A marca vermelha se formou e furiosa gritei.

- Cagna maledetta, non capisci che non voglio il tuo marito, io ... *(1) — parei subitamente.

O que eu havia dito? E que língua era está?

Então como um terremoto a compreensão tomou conta de mim. Eu havia falado em italiano, como a própria Alice havia dito que Isabella Cullen falava.

Engoli em seco e lagrimas começaram a rolar. Comecei a juntar as peças.

- Bella? Só pra você saber, minha esposa também gostava de ser chamada de Bella.- ele disse e se afastou entrando em seu volvo.

É claro, pois era apenas uma Bella.

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-Estou com medo, e se sua família desconfiar?

-Eles não vão, confie em mim. Tome. – ele me entregou vários papéis em uma pasta.

Claro que não, pois todos sabiam que eu e a defunta éramos a mesma pessoa.

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- Edward parece tão feliz por que voltou. Fico feliz. – ela disse. – Todos nós ficamos felizes por que você voltou Bella. É claro que sabíamos que estava em Milão a trabalho, mas...

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-Como você está? Faz tanto tempo que não nos vemos, você...

-A Bree não exagera! Bella só ficou fora dois meses. –Rose a cortou.

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- Senti tanto sua falta minha irmã. – ele falou tão triste que meu coração se apertou.

Ele realmente sentiu falta da irmã. A irmã dele era eu.

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- Eu tive um sonho... muito estranho. Acho que estou impressionada. Por que não me falou que Emmett e Rose tiveram um filho? E que este filho morreu?

- Tommy estava sob minha responsabilidade e de Isabella quando morreu. – meus olhos cresceram com minha surpresa – Então, por favor, não toque mais neste assunto.

O sonho que tive não foi um sonho, foi uma lembrança.

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- Haviam me falado que você estava diferente, mas não imaginei que fosse tanto. – ele disse analisando-me. Engoli em seco. – Está muito melhor assim querida. Gosto desta nova Isabella. Os anos que passou fora lhe fez muito bem.

Anos. Sim. Foram anos. Três anos.

Meu peito ardeu com a confirmação.

Eu era Isabella Cullen.

Eu era a esposa de Edward.

Não havia defunta porcaria nenhuma.

- Ahhh! – gritei dor me rasgando por dentro.

- Eu disse. Viu não estava mentindo você é a esposa do Edward. E todos nós sabíamos disso. – Alice disse cravando o punhal ainda mais em meu coração.

- Chega Alice! Já não causou mal demais?! – Jasper falou, mas eu não consegui prestar atenção no que ele dizia. – Bella? Bella você está bem? – ele perguntou.

Então de repente Emmett entrou com uma cara assustada.

- Eu ouvi gritos. O que está acontecendo aqui? – perguntou e então olhou em meu rosto. Meu irmão. Ele era meu irmão de verdade. – Bella? O que houve?

- Ela já sabe Emmett. – Jasper disse – Já sabe de tudo.

Emmett me olhou.

As lágrimas me segavam, mas o ódio e a raiva misturada com a magoa era mai forte que minhas lágrimas.

- É bugiardo, traditore!*(2)- gritei.

A dor em meu peito era quase insuportável.

Emmett tentou se aproximar.

- Calmati cara. *( 3) – Emmett disse.

Vi Carlisle, Esme e Rose ali. Eu nem havia percebido que eles estavam ali. Todos sabiam. Todos eles sabiam de tudo.

- Ela está falando na língua que falava quando ficava irritada? – ouvi Carlisle perguntar sussurrando.

- Bella... – Rose tentou falar comigo, mas meu olhar a fez parar.

- Perché hanno fatto questo? Perché? *(4) – choraminguei.

- Non ho mai voluto mentire, ho ... — *(5) – Emmett disse.

- Non mi merito questo! — *(6) falei sentindo minha mente nublar.

Então o rosto daquele que meu coração pertencia apareceu em meus pensamentos. Ele sabia. Ele sempre soube. Ele me enganou.

Olhei para a família que aprendi a gostar.

- Voi siete tutti traditori. Tutti. — *(7)

Então a escuridão tomou conta de mim.

***

Eu estava em uma espécie de sonho sem rostos. Sentia meu corpo exausto. A escuridão queria me dominar. Eu queria sair dela, mas não conseguia. Forcei-me a abrir os olhos.

Eu estava deitada em uma cama. Era o quarto. Meu quarto. Ao me sentar vi Edward sentado na poltrona ao lado.

Meus olhos se prenderam aos dele.

Continua...

*1( Maldita! Não percebe que não quero seu marido, eu...)

*2 (Seu mentiroso, traidor)

*3( Calma Querida)

*4(Por que fizeram isso?
Por quê?)

*5(Eu nunca quis mentir, eu...)

*6(Eu não merecia isso!)

*7(Vocês são todos traidores. Todos.)

Notas finais
Spoiler

-Bella, por favor, não fale assim, me deixe explicar. ele pediu com os olhos suplicantes.

-Para quê? Para que você me diga mais mentiras? Para que você tente enganar a tonta aqui outra vez?-questionei desdenhosa.

-Eu não menti por querer, foi para o seu bem. Edward falou quase como se estivesse em desespero.

-Imagina quando for para o meu mal! O que vai fazer? Me matar? -nem mesmo o ácido ou uma bala teria sido tão potente quanto minhas palavras foram sobre Edward.

Seu olhar era uma mistura de dor e magoa.

-Me acha tão monstruoso assim?-ele questionou quase como se não tivesse forças para pronunciar as palavras.

-Eu não sei. Eu achei que conhecia você, mas já vi que me enganei. murmurei, saindo da cama.

-Como pode me julgar se nem mesmo sabe por quê?-eu pude escutar a pura dor em sua voz, mas a essa altura das coisas isso não me importou.

-Tem razão, eu não sei então me diga: por que mentiu tanto? Por que foi tão hipócrita ao ponto de mentir tão descaradamente?