Notas iniciais
N/Nilcia: Dedico ao meu príncipe amado, que hoje se foi para nunca mais regressar aos meus braços, mas que está bem nos braços de Deus.

Te amarei e te lembrarei para sempre meu menino.

N/Ju: Oi lindonas segredos mais uma vez são revelados e no próximo capítulo um pouco de romance que já estava faltando nessa fic né. Beijos e divirtam-se

PDV de narrador

Emmett entrou em uma sala do hospital trazendo Rose pelo braço. Ali não seria o melhor local para que conversassem, mas esta conversa já fora muito adiada.

Ele sentou-se ao lado da esposa. Ela era muito linda. Emmett não podia acreditar na sorte que tivera por um dia ela ter correspondido aos seus sentimentos.

Era muito difícil contar a ela tudo o que houvera no passado, seu orgulho de macho não permitia, mas ele precisava ser franco e claro com a esposa.

- Rose tudo o que vou te contar é... muito difícil para eu falar, mas acho que chegou a hora de você saber. Só quem sabe disso sou eu, Edward, Isabella e nossa mãe. Claro que minha irmã agora não sabe já que não se lembra e talvez seja melhor que ela nunca volte a se lembrar, pois isto a machuca muito.

Rose nada disse, mas mesmo assim ele começou a contar.

Flashback On

Emmett e Isabella Swan gêmeos e herdeiros da vinícola Vinis eram muito apegados. Aos 14 anos Isabella já estava florescendo como uma linda mulher, já Emmett ainda tinha características adolescentes. Era magro e franzino. Sabia-se que seria um homem alto ao julgar pelo pai, mas por enquanto era somente um menino.

A família Swan era muito unida. O casal mais os dois filhos eram o exemplo de uma família feliz. Charlie Swan havia perdido o irmão há poucos anos e tentava dar carinho e suprir a falta que irmão fazia para a sobrinha, Bree a menina era da idade de seus filhos, mas ele não conseguia muito se aproximar da sobrinha que era envenenada pela mãe diariamente contra o tio e os primos.

Charlie também tinha um grande amigo que contava muito. Marcus Volturi fora seu amigo e conselheiro em relação a sua empresa. Como homem mais velho Marcus sempre fora muito bom conselheiro nos negócios. Marcus era padrinho de Isabella e Alec filho de Marcus era um jovem rapaz que estava se tornando o braço direito de Charlie nos negócios.

Alec era uma agradável surpresa para Charlie o rapaz mostrava jeito para os negócios e assim Charlie podia aproveitar mais tempo com sua família. Alec também frequentava muito a casa dos Swan. Charlie só não imaginava com qual intenção.

- Você podia me mostrar aquela sua coleção de jogos no seu quarto Emmett. – Alec disse.

- É claro vamos lá. – disse o menino animado.

Eles subiram para o quarto do jovem. Emmett colecionava muitos jogos de vídeo game o que era mania entre os adolescentes.

Emmett entretido mostrava os jogos a Alec, sem perceber que o homem, de 25 anos, não estava interessado nenhum pouco em ver jogos.

- Você é um menino bonito Emmett. – Alec disse de repente. Pegando Emmett de surpresa.

O menino corou não sabia o que responder só que sentiu que a situação era um pouco desconfortável.

Alec se aproximou mais do menino.

- Deve ter muitas namoradas na escola. – falou com a voz mansa. Não era de seu interesse assustar sua presa.

- N-não, eu não tenho não. – disse sem jeito o menino.

- Namorados?

Emmett se assustou com a pergunta. Era jovem ainda, mas sabia muito bem do que gostava e era de meninas.

- Não! – disse bravo. – Eu gosto de garotas.

Alec sorriu diabólico.

- É uma pena, seria tão mais fácil se você também gostasse de garotos.

Isabella ou Bella como era chamada pelos mais chegados, chegava em casa aquela hora vindo de sua aula de tênis. Ela amava o esporte diferente de seu irmão que passava mais tempo em casa na frente da TV jogando.

Ela sorriu quando foi a cozinha pegar um copo de suco. Não havia movimento algum, não devia ter ninguém em casa somente seu irmão devia estar enfornado no quarto num dia de sol tão lindo. Resolveu então ir até o quarto dele para convencê-lo a ir a piscina com ela. Seu namorado Edward também deveria vir para a piscina assim que saísse da faculdade.

Ao chegar próximo ao quarto do irmão ouviu uns barulhos estranhos parecia alguém chorando. Abriu a porta e estacou.

Alec estava com o corpo por cima de Emmett que estava preso por baixo e parecia fazer força para se soltar. Eles estavam nus na cintura para baixo e lágrimas rolavam dos olhos de Emmett.

Deus! O que ela estava vendo era a coisa mais horrível e repugnante que já vira em toda sua vinda! Alec era bem mais forte que Emmett e estava claramente se aproveitando disso para tentar abusar de seu irmão, mas no que dependesse dela ele não iria conseguir.

Por um instante ela viu os olhos do irmão baterem nos dela e ela levou o dedo indicador da mão direita aos lábios para que ele fizesse silêncio.

Perto da porta havia uma cômoda e em cima dela junto a outras coisas um antigo vaso de porcelana maciça. Bella o pegou e se movendo o mais silenciosamente possível caminhou até a cama parando bem atrás de Alec e erguendo os braços atirou o vaso contra a cabeça dele.

No mesmo instante Alec caiu inerte aos seus pés depois de empurrá-lo para longe de si. Emmett ajeitou-se o mais rápido e maneira que pôde. Ambos tremiam pelo nervosismo da situação e seus corações batiam fortes agora cheios de alivio, mas este alivio durou pouco.

Edward, um jovem de 19 anos, alto e com o físico de um homem formado tinha chegado à mansão Swan em busca de sua namorada, Bella. Eles estavam juntos há pouco mais de dois meses, mas se a amavam há muito mais tempo. Um tipo de amor raro entre os jovens. Um amor verdadeiro e incondicional. Edward tinha visto todo o fim da cena e foi impossível não entender o que se passou ali.

Com assombro os olhos de Bella e Emmett bateram sobre Edward. Emmett tentou encontrar nos olhos do cunhado qualquer centelha de nojo, mas ali só havia compreensão e apoio. Bella esticou uma das mãos na direção dele sem jamais soltar o irmão e Edward prontamente foi até eles abraçando, não só Bella, mas também Emmett.

Depois de um tempo Edward se abaixou e tocou o pulso daquele maldito praticante de pedofilia com certo nojo, estranhado Alec ainda não ter acordado e por um milésimo de segundo seu coração perdeu uma batida... O pesadelo havia acabado de começar.

Alec estava morto, a pancada dada por Bella o havia matado.

Flashback off

Rose estava estupefata com tudo o que havia escutando.

- Foi isso o que houve. – Emmett disse.

- Emmett ele conseguiu...? Você sabe... – ela não conseguiu dizer as palavras que machucariam seu marido.

- Não. Bella chegou bem a tempo. – ele disse.

- E o que houve depois?

- Bom ligamos para papai e Marcus. Contamos tudo a eles antes de eles chamarem a policia. Marcus nos acusava dizendo ser mentira, mas éramos três contando a mesma versão. Papai conseguiu que este caso nuca viesse a publico e a morte de Alec foi dada como um acidente na piscina. — ele respirou fundo. – Papai e Marcus nunca mais se falaram. Isso marcou a vida de todos nós. A minha e principalmente a de Bella. Ela tinha pesadelos terríveis com tudo isso e logo depois...

- O quê? O que houve? – Rose perguntou assustada.

- Minha irmã tem um carma, eu acho. Um ano depois ela saiu de lancha com nosso pai. Os dois eram muito apegados e amavam velejar, mas houve um acidente e ele morreu afogado na frente de Bella. Mais uma tragédia para a cabecinha dela. Nunca percebeu que Bella não tem medo de água, tipo da piscina, mas morre de medo do mar? – perguntou a esposa.

- Sim, agora você falando eu me recordo sim.

- Depois ainda o que aconteceu em Milão com ela e nosso Tommy... por isso mesmo sem querer as vezes tenho que concordar que essa amnésia fez foi bem para ela. Não se lembrar de todas estas tragédias, às vezes creio que seja o melhor realmente o melhor.

-Eu concordo Emmett. Deve ter sido muito doloroso para ambos, Bella carregando o peso de ter matado alguém e te conhecendo como conheço mesmo sem ter culpa você se culpa pelo que passou. Estou errada?- ela perguntou aproximando-se dele e o abraçando em sinal de conforto.

-Não, você está certa. Eu realmente me culpo, se eu não tivesse sido tão bobo de confiar em Alec nada disso teria acontecido, Bella e Edward não viveriam todo esse martírio. – Emmett se lamentou.

-Você não foi bobo meu amor apenas inocente e isso não é crime tão pouco pecado. Você não tem culpa de nada, você era apenas pouco mais que um menino e não este homem formado que é hoje.

-Eu sou um fraco Rose! Se não fosse Bella não teria de passar a vida toda me protegendo, tão fraco que até mesmo sem memória ela faz isso. –Emmett grunhiu soltando-se da esposa e balançando a cabeça.

Um homem atormentado.

-Emmett, por favor, não diga besteiras. Se Bella te protege é porque isso sempre foi da natureza dela e não porque é um fraco. Vocês só tem modos diferentes de lidar e ver a vida.

-Você diz isso por ser minha esposa. – ele falou sentindo os braços dela outra vez a sua volta.

-Digo isso porque sempre fui amiga de Bella e sei como ela é. Digo porque te conheço e sei homem valoroso que você é, se não fosse assim eu jamais teria me casado com você.

-Como pode dizer isso depois das coisas que eu te disse? Depois de eu ter de tratado tão mal?- Emmett questionou encarando a esposa.

-Porque mesmo tendo doído muito eu sei que tudo o que você disse foi por puro medo de perder este bebê como perdemos nosso Tommy. Eu também estou com medo, mais nós lidamos com a situação de modo diferente porque você é mais sensível e eu sempre soube disso e isso é uma das coisas que mais me fazem te amar.

Emmett não se deu conta sobre em que momento começo a deixar cair lágrimas, mas de uma coisa ele tinha certeza: ele havia sido um idiota com a mulher que há tantos anos não fazia outra coisa senão amá-lo.

-Me perdoe Rose, eu... – mas, Emmett não completou a frase porque sua esposa o beijou com ardor.

[***]

-Hei querida, o que há? Você parece tão longe. – Emmett disse a Bella.

-Não é nada, é só que de repente comecei a lembrar da primeira viajem que fiz com Edward antes de eu saber quem realmente era.

-E por que isto está te deixando tão inquieta?- ele começava a se preocupar com o estado dela.

-Porque sem querer lembrei que enquanto Edward não estava fui caminhar na praia e quando a água do mar tocou meus pés entrei em choque. Edward me encontrou e cuidou de mim. Ele foi tão cuidadoso, tão atencioso. – uma lágrima rolou pelo rosto de Bella.

-Será que nós podemos conversar?- Emmett perguntou colocando as mãos sobre os ombros da irmã, enquanto ela observava o marido.

-Claro. – Bella disse se afastando um pouco e indo se sentar em uma das cadeiras do corredor. – É sobre Rose? Se for não se preocupe, eu já até me acostumei a ser atacada e no fundo eu mereço, não é mesmo?- ela deu de ombros tristonha por toda a situação que estava vivendo.

-Não, não merece. Querida, eu preciso te contar uma coisa. – Emmett murmurou aconchegando a cabeça da irmã em seu peito.

-O quê?

-É sobre o nosso pai.

-O que tem ele?

Emmett havia tomado a decido contar ao menos como Charlie partiu, ela tinha o direito de saber porque este medo do mar a atormentava, afinal ela teria de conviver com isso pelo resto da vida.

-Quando você tinha 15 anos papai e você saíram de lancha e fora velejar. Tudo estava bem até que em um movimento bobo papai tropeçou em uma corda, ele estava muito na beira da lancha e caiu em alto mar. Ele começou a se afogar, enquanto tentava voltar para a lancha, você tentou salvá-lo, mas não sabia nadar, então o viu morrer bem na sua frente e desde então tem verdadeiro pânico do mar.

A revelação pegou Bella de surpresa e aquilo lhe causou uma dor imensa no peito, mas ela fez de tudo para ocultar esse fato do irmão.

-Mas, então como agora eu sei nadar? Digo, a piscina nunca me causou medo, eu sempre entrei e nadei nelas naturalmente.

-Vem comigo. – Emmett a puxou pela mão até a vidraça do quarto de Edward. – Eu passei um ano inteiro tentando convencê-la a aprender a nadar comigo, mas você não cedeu um milímetro se quer, no entanto bastou ele te pedir para você confiar nele uma única vez e entrarem juntos na água para você ceder e em poucos meses graças a ele você nadava como um peixe.

Bella suspirou.

-Ele fez tanto por mim e eu só errei com ele.

-Isso não é verdade. Bella em setembro nós completaremos trinta anos e vocês se casaram quando você tinha apenas 17 anos, então tenha a certeza que durante muitos anos você o fez o homem mais feliz da face da terra.

-Obrigada Emmett. – ela disse de repente pegando o irmão de surpresa.

-Pelo quê?

-Por não me julgar. – Bella respondeu.

-Eu seria a última pessoa a poder fazer isso querida, só quero que me prometa uma coisa. – Emmett beijou sua testa.

-O quê?

-Não obrigue Edward a te falar sobre o passado quando ele despertar. Edward e eu sempre fomos muito amigos, mas nós brigamos muito nesses três anos porque com o fato de ele ter afastado você de nós, no entanto eu começo a compreendê-lo.

-O que quer dizer com isso Emmett?- Bella indagou.

-Edward te ama mais do que a própria vida Bella, às vezes acredito que ele te ame mais do que eu mesmo. – Emmett falou recordando-se que para proteger Bella caso do que aconteceu com Alec viesse à tona Edward estava disposto a se acusar no lugar dela.

-Por que está me dizendo tudo isso Emmett? – ela começava a se impacientar.

-Porque eu tenho consciência de que te contar sobre o passado causará uma grande dor no meu cunhado e em você, porque a sua dor é a dor dele Bella. Eu não posso te dizer porque, mas uma coisa eu posso te garantir: o passado só te machucaria, só te traria lembranças horríveis que não valem a pena ser relembradas. Só machucaria Edward porque se ele tiver que te machucar também se machucará. Pense nisso. – Emmett disse e a deixou sozinha com seus pensamentos.

Continua...

Notas finais
N/ Nilcia: Ontem meu sobrinho mais velho faleceu após um ataque do coração e hoje o vi pela última vez, pela última vez toquei meu menino amado, então, por favor tenha paciência se eu demorar a postar. A dor que sinto não se pode explicar jamais.

*****************************************************

SPOILLER:

*****************************************************

Fui até o quarto em que antes costumava dormir com Edward e entrei no closet olhando algumas das peças que deixei ali e pela primeira vez eu consegui de fato me ver dentro delas, consegui visualizar a mulher da qual eu tenho certeza é minha verdadeira essência.

Uma mulher que eu só teria de olhar para dentro de mim e ter paciência para trazê-la de volta, no entanto sem as amargas lembranças do passado, porque mesmo sem recordar de nada tenho certeza que muitas delas não são lembranças doces e sim coisas a serem enterradas para sempre.

Tentando me controlar para não voltar para hospital antes do previsto e totalmente inquieta eu comecei a mexer nas roupas minhas que ainda deixei ali e nas dele sentindo seu cheiro até ser surpreendida por uma parte oca do armário.

Mexi na madeira do armário abrindo um vão e lá encontrei uma grande caixa de veludo azul.

Curiosa eu a abri e notei que se tratavam de diários, meus diários, então recordei que um dia desejei que a defunta tivesse diários e justo agora eu os encontrei.

Que ironia.

Não olhei verdadeiramente o conteúdo dos diários, mas fui com eles até o jardim e antes de ir até lá peguei na cozinha um balde de metal, álcool e fósforo.

Joguei cada diário dentro do balde e em cima deles álcool, ascendi dois fósforos e os incinerei.

Loucura? Talvez, mas eu já não queria nada do meu passado. A vida me levou por caminhos distintos e eu sabia o que ela estava gritando para mim agora é hora de começar do zero.