Eternamente Sua
24 Eternamente Sua
Notas iniciais
Olá meus amores, infelizmente este é o último capítulo, mas quase sempre nessa vida tem de chegar ao fim. Espero que gostem, foi um prazer mais uma vez estar com vocês meus amores. Amo vocês!
Muito obrigada por cada comentário e muito obrigada as lindas que recentemente recomendaram.
Beijos e até em breve.
N/A Ju Beija Flor
Oi lindas... então mais uma fic chega ao fim. Foi maravilhoso escrever ela pra vocês. Desculpe a demora para o último capítulo. Agradeço a todos os reviews e recomendações. Beijinho e até a próxima.
Capítulo 24
PDV de Edward
Bella observava nosso filho correr pelo gramado da mansão como toda mãe olha para o filho de 5 anos. Ele sendo um espoleta a deixava mais temerosa.
Austin não tinha medo de nada. Ele corria o tempo todo. Parecia ter uma energia inesgotável dentro de si.
- Austin! Longe da piscina. Ouviu meu amor! – Bella gritou preocupada.
Nosso filho ainda não havia aprendido a nadar e Bella morria de medo que ele caísse na piscina.
Eu não gostava quando ela ficava assim nervosa. Ainda mais agora grávida de nosso segundo filho. Filha na verdade, iríamos ter uma menina.
- Vamos Debby, vamos correr. – Austin disse puxando a mão da prima. Ela era uns meses mais velha que ele, no entanto não era tão animada quanto ele.
Os dois saíram correndo rindo. Era lindo a inocência das crianças.
Afastei meus olhos das crianças e focalizei minha mulher. Ainda tão linda. Havia se passado cinco anos desde que eu recuperara minha Bella. E eu agradecia por cada dia. Ela nunca recuperou a memória do passado, mas para nós isso pouco importava. Agora fazíamos novas lembranças. Éramos muito felizes. Ela não precisava se lembrar do todas as coisas dolorosas por as quais passou. Eu a queria feliz e ela estava feliz agora.
Bela, Rose e Alice tomavam sol enquanto mantinham os olhos atentos aos filhos. Alice quase não precisava disso já que o pequeno Nicolas tinha apenas 1 ano e ficava mais no colo dela do que no chão.
Eu cheguei próximo de minha mãe a beijando no rosto. Ela estava lendo um livro. Ela devoradora de livros. Brincávamos muito sobre isso. Ela sorriu para mim e a deixei lendo e fui ao encontro dos homens da casa.
- Quero só ver quando a Debby crescer você vai surtar Emmett. – meu pai disse rindo juntamente com Jasper.
- O que foi? — perguntei interessado.
- Emmett já está tendo crises por conta dos namorados de Debby. – Jasper disse.
Eu ri.
- Namorados? Você pirou? Minha filha não terá um namorado quem dirá namorados. – cuspiu.
- Isso é algo impossível de você prever ou impedir Emmett. – falei.
Ele bufou.
- Você vai ser pai de uma menina agora quero ver você dizer isso depois. – disse.
Cocei a cabeça.
- Pensando por este lado...
Meu pai e Jasper começaram a rir. Saí de perto deles quando vi Bella agitada indo atrás de Austin.
Cheguei até ela. Que somente observava ele brincando no pequeno parquinho que criamos para as crianças.
- Amor... — a chamei.
Ela sorriu lindamente para mim.
- Oi. – disse.
- O que foi? Você não pode ficar assim tão agitada. – falei colocando minhas mãos em seus ombros e lhe fazendo uma pequena massagem.
- Eu sei. – disse suspirando — É que eu me preocupo com ele.
- Amor, eu entendo, mas...
- E se ele se machucar? Lembra-se do ano passado quando ele quebrou o braço? Não quero que isso aconteça de novo. – disse.
- Eu entendo amor. Mas você não pode impedir todas as coisas. – falei a abraçando. – Ele é garoto saudável e isso é o que importa.
Eu a beijei logo senti uma mão entre nós. Sorri nos lábios de Bella. Era o senhor ciumento.
Austin não podia me ver beijando ou abraçando Bella que ele vinha tirá-la de mim.
- A mamãe é minha. – disse possessivo.
Bella se abaixou e o abraçando.
- É claro que sou sua. – disse o beijando.
- Hei campeão não pode dividir ela comigo? – perguntei brincando.
Ele negou, e eu ri. Seria um problema quando a irmãzinha dele nascesse.
-Você já tem a mamãe à noite toda papai. Ela dorme na sua cama. – ele disse.
Ele tinha razão. Bella me olhou escondendo um sorriso.
E o tempo passa...
As crianças cresceram e já não são tão crianças assim. Nora nossa menina hoje aos 12 anos já é uma pré-adolescente cheia de atitudes, uma cópia fiel de Bella em todos os aspectos e isso deixa a de cabelo em pé! Austin é o típico adolescente em seus 17 anos, muito parecido comigo e segundo Bella este é seu maior desespero. Segundo ela, o fato de nosso filho ser muito parecido comigo faz dele um rapaz encantador e um rapaz muito bonito, o que na opinião dela atrai muitas oferecidas e alpinistas sociais. Mas em minha opinião esse “desespero” de Bella se trata mais de ciúme pelo fato de Austin está crescendo e ela tê-lo que dividi-lo com outras mulheres do que qualquer outra coisa. Sim eu disse outras mulheres, nosso filho está em uma fase meio complicada, ao que aprece ele ainda não encontrou a garota certa, mas sei que assim como um dia eu encontrei sua mãe, ele também encontrará aquela que tocará seu coração e que será sua para todo o sempre.
Semanas depois...
-Eu acho que não ouve direito Austin. –Bella falou baixo, mas parecendo que iria explodir a qualquer instante. –Você disse que quer se casar, é isso?
-É. –ele respondeu baixinho, porém firme.
Apenas Nora, Bella, eu e ele estávamos em casa nesse dia.
-Você enlouqueceu meu filho, só pode ser isso!-minha esposa exclamou exasperada. –Até há alguns semanas você nem tinha namorada.
-Na verdade, eu tenho há alguns meses, só não contei para vocês porque tinha medo da senhora que pirar com a ideia. –Austin revelou e os olhos de Bella se arregalaram surpresos.
Eu não fiquei tão surpreso, pois já vinha desconfiando disso há alguns dias.
-Das duas uma ou eu estou ouvindo mal ou você acaba de me chamar de louca!
É ela estava nervosinha.
-Mãe, eu só disse que...
-Austin cala a boca antes que as coisas piorem para você. –Nora o interrompeu.
Finalmente eu decidi me meter, mas era melhor ter ficado quieto.
-Amor você tinha a mesma idade que Austin quando se casou comigo.
-Não se meta Edward Cullen antes que as coisas piorem para seu lado. Aposto que já sabia algo sobre isso e não me contou, então pode esquecer sua festinha de mais tarde.
-Mas Bella!
-A conversa ainda não chegou ai Edward e Austin a louca aqui não vai dizer nada, afinal você é mais teimoso que uma mula como o seu pai, mas garoto se você me fizer avó antes dos 50 anos eu te castro, eu te castro!
E depois disso meu filho colocou as mãos nos país baixos, enquanto a mãe saiu da sala batendo o pé, Nora ria como louca e eu bem observava tudo bestificado.
Bella estava em seu estúdio quando a encontrei. Tínhamos um estúdio dentro de casa. E era onde quando Bella não estava comigo ou com as crianças, já não tão crianças assim, se escondia.
Ela estava concentrada em algumas fotos. Quando cheguei mais próximo percebi se tratar de fotos de Austin e Nora quando eram pequenos.
- Amor... – disse a abraçando por trás. – Não fique assim.
- Como não Edward? Meu bebê quer se casar. – disse triste.
- Na verdade Nora é o nosso bebê amor.
Ela me olhou atravessado.
- Você entendeu o que eu quis dizer.
- Sim eu entendi, mas não podemos prendê-lo. Você não pode tê-lo pra sempre na barra da sua saia. – falei divertido.
- Você está realmente tentando me irritar, não é? – perguntou.
- Não. Estou somente tentando fazer você ver que a vida segue seu caminho e não podemos fazer nada.
A virei de frente para mim. Ela ainda era tão bonita.
- Você é linda. – falei e ela pareceu amolecer um pouco.
Sorriu.
- Você também é. – ela disse.
- O que podemos desejar é que Austin encontre o amor assim como nós o encontramos. Um amor puro e verdadeiro. Um amor capaz de passar por todas as dificuldades. – falei suspirando parecendo uma garotinha apaixonada – Eu apenas desejo que Austin tenha a metade da sorte que tive... Pois tive a sorte de uma mulher maravilhosa como você, se apaixonar duas vezes por mim.
Os olhos dela brilhavam. De amor, paixão.
- Não foi difícil me apaixonar novamente por você. Eu não lembro como foi a primeira vez, mas da segunda eu me lembro bem. Você é tão maravilhoso e encantador que eu seria louca senão o amasse. E o mais importante... — colocou suas mãos no meu rosto – Eu fui e sempre serei Eternamente Sua.
-Minha. –sussurrei a erguendo em meus braços e tomando seus lábios nos meus.
[***]
-Pai posso falar com o senhor?-Austin perguntou colocando a cabeça para dentro do meu escritório na Cullen.
-Claro. –respondi com um pequeno sorriso nos lábios. –E ai já se acertou com sua mãe?
Ele suspirou.
-Não. Eu ia tentar, mas hoje ela decidiu ir trabalhar na Vinis. Quem sabe a noite?
-Filho sua mãe não morde. –falei quando ele se sentou em uma das cadeiras.
-Eu sei pai, mas a mamãe não gostou nem um pouco da ideia de que eu vou me casar.
-Filho não é que ela não tenha gostado, mas é que seu envolvimento Maria foi muito rápido. Antes você... É você...
-Eu era um galinha. Pode falar pai. Eu sei disso, mas Maria não entrou em minha vida. Eu já a amava há algum tempo só que em silêncio e ao que parece ela também, então não hesitamos em decidir nos unir quanto finalmente tivemos coragem de nos abrir e falar dos nossos verdadeiros sentimentos.
Eu sorri. Meu filho falava de um jeito tão seguro e maduro que me senti orgulhoso.
-Então diga isso a sua mãe, filho. Eu a conheço Austin e sei que ela só reagiu daquele modo quando você contou porque tem medo de perder o bebê dela. –falei.
-Pai, eu já tenho 17 anos há algum tempo.
-Para uma mãe idade nunca importa, seus filhos sempre serão eternos bebês, e para os pais também. Ou você acha que dona Esme e seu Carlisle deixaram de se preocupar com os filhos só porque já somos adultos?
-Obrigado por me apoiar pai. Vou falar com ela e pai... –ele começou meio encabulado antes de sair. — Não importa que eu tenha 50 anos ou mais sempre serei o bebê de vocês. –suas bochechas coraram.
-Eu te amo. –falei.
-Eu também.
-O quê? Também se ama?-brinquei.
Austin rolou os olhos.
-Engraçadinho. Amo você.
[***]
-Papai.
E lá vem o furacão Nora. Pensei ao escutá-la me chamar ainda nos corredores da Cullen.
Bella PDV
A vida se encarregou de fazer com que tudo se ajeitasse. Não precisei lembrar-me dos anos que esqueci para ter uma vida plenamente feliz ao lado de Edward e sua família. Construímos nossa própria família também. Meus amados filhos eram tudo pra mim.
Eu sei que muitas vezes pareço ciumenta demais principalmente com Austin, mas fazer o que? É mais forte que eu.
Edward fica rindo quero ver quando for Nora e os namorados com certeza ele vai dar um piti. E ai serei eu a rir.
[***]
Alejandro, meu professo de dança entrou na sala da mansão, que era reservada para nossas aulas de dança. Eu já havia passado dos 40 anos e meu médico descobriu um problema na lombar, e eu precisava de exercícios. Como nunca fui fã de academia optei por algo que eu queria muito, aprender a dançar.
Edward era um exímio dançarino, algo que nasceu com ele eu acho, e eu vivia fazendo feio quando íamos dançar. Então contratei um professor de dança de salão. Era muito divertido e Alejandro apesar de jovem e bonitão era respeitador ao extremo.
Alice e Rose sempre que podiam vinham babar pro ele. Alejandro era alto e moreno. De descendência cubana. Edward , Jasper e Emmett sabiam que eu vinha tendo aulas, porém nunca haviam visto eu e Alejandro dançando.
- Olá Bella. – disse sorridente.
-Olá Alejandro. E então que ritmo você vai começar a me ensinar? Voce não me disse o que seria na última aula e estou gostando tanto de aprender que hoje estou ansiosa. –tagarelei.
-Que bom que está tão animada, então vamos começar logo. Hoje o ritmo será caliente. Salsa.
Sorri animada.
[***]
-Esse é passo cambré Bella. –Alejandro disse, enquanto segurava uma de minhas pernas no de modo provocante.
Logo suas explicações básicas foram substituídas pelo som caliente e sensual começou a ecoar pela sala. Em vários momentos Alejandro e eu dançávamos separados, mas muitas vezes juntos também. O ritmo agitado era cansativo, mas muito divertido e como o próprio Alejandro disse sensual e exatamente por isso, enquanto o professor me fazia rebolar eu pensava em Edward que para mim sempre foi a pura sensualidade.
-Vamos lá Bella. Você está ótima, mas é hora de esquentamos um pouco as coisas.
E dizendo isso Alejandro girou nossos corpos ficando atrás de mim e colocando os braços entrelaçados na minha cintura nos fazendo rebola no ritmo caliente da música e enquanto rebolávamos as mãos dele deslizaram provocantes por minhas coxas, enquanto eu continuei rebolando sem me importar com a atitude porque fazia parte da coreografia. Alejandro girou nossos corpos nos separando, mas sem perdemos o contato visual durante o movimento. Quando girei outra vez com a intenção de outra vez encontrar seus braços não foram os braços de Alejandro que me agarram. Esses braços eram muito mais quentes e conhecidos por mim. Eram os braços do meu marido e sua pegada havia sido possessiva, sensual. Seu olhar agora conectado ao meu enquanto nossos corpos estavam grudados em pura provocação, sedução, desejo e ciúme. Ciúme puro e em seus movimentos, enquanto bailávamos diziam: Você é minha!
Nem sei onde foi parar Alejandro e tão pouco me importava, somente sentir essa sedução do meu marido estava me deixando maluca.
Edward era um exímio dançarino bem mais sensual e ousado do que eu imaginava. Apesar da dança ser sensual quando eu dançava com Alejandro ele não ultrapassava limites. Era profissional. Dançando com Edward agora era outra história.
Ele me tocava de forma sexual. Não havia nada de profissional.
Eu arfava em busca de ar.
-Está bem meu amor? – perguntou debochado e sarcástico.
Eu sabia. Ele estava me punindo por estar dançando com Alejandro.
-Não pode ter ficado com ciúmes... – falei.
Ele deu um sorriso torto. Um sorriso sedutor, mas eu percebia seu maxilar tenso. Ele estava sim com ciúmes.
-Amor... – tentei falar.
-Vamos dançar Bella. Não é o que queria?- perguntou.
Ele me virou de costas para ele, pressionado sensualmente seu quadril contra minha bunda nos fazendo rebolar.
Nossa! Ta calor aqui!
- É assim Bella?- disse se remexendo ainda mais com seu corpo colado ao meu. – É assim que gosta de dançar com seu professorzinho?
Eu mal consegui falar.
-Não... Assim eu gosto de dançar somente com você. – falei me virando de frente para ele e ataquei sua boca com meus lábios.
Ele não renegou meu beijo. Beijamo-nos de forma intensa ainda sob o ritmo quente da música.
-Só comigo? – perguntou.
-Somente com você. A esquecida aqui sou eu amor... você esqueceu que sou eternamente sua?
O sorriso que fez eu me apaixonar por ele, surgiu nos lábios de Edward.
-Minha...
-Ai! – dei um grito quando Edward me ergueu em seus braços.
-Vamos minha linda esposa, vamos para quarto para você me mostrar que é minha.
-Sua. ETERNAMENTE SUA!
FIM.
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