Eternamente Sua
6 Apaixonada
Notas iniciais
Oi meninas
Casal mistério chegando.
Aproveitem o capítulo.
Ah a Nilcia mandou um super beijo a todas e agradece a todos os comentários. Ela não pode se manifestar hoje estou passando o recado.
Logo os mistérios começam a ser revelados ok. Capítulo 8 não esqueçam.
Beijos
Capítulo 6
Pov. de Bella
Chegamos à Carolina do sul e o dia estava lindo. Ficamos hospedados em uma espécie de chalé. Que ficava de frente ao mar. Um lugar muito bonito. No chalé havia dois quartos conjugados e uma pequena saleta.
Observei a paisagem enquanto Edward dispensava o carregador que trouxera nossa bagagem. Olhei o mar e tive uma sensação estranha. Era lindo e tão... Imenso.
- Bella? – Edward chamou-me. — Eu tenho uma reunião em 20 minutos. É no salão principal do hotel então você pode descansar quando eu voltar conversamos sobre os negócios da sua... da empresa.
- Claro. Eu vou ficar bem. — dei um sorriso singelo a ele. Que presentiou-me com seu sorriso torto. Um sorriso que eu estava começando a ficar viciada.
Suspirei.
Ele foi para a reunião e me vi sem nada pra fazer. Bom havia uma praia em frente. Por que não dar uma boa caminhada? Procurei na mala uma roupa de banho. Coloquei uma saída de banho por cima do biquíni azul que escolhi, e fui caminhar.
Sentir a brisa do mar em meu rosto e o sol em minha pele foi algo agradável. Sair para caminhar foi uma boa ideia e me fez pensar um pouco em tudo o que estava acontecendo.
Assumi o lugar de uma mulher que era igual a mim, ou eu igual a ela. Com isso assumi o lugar de esposa de um homem... que não há palavras para defini-lo. Lindo. Maravilhoso e ok eu tinha que admitir estava muito atraída por ele. Mas é só olhar pra ele. Quem não estaria? Eu sou humana afinal. Mas o problema maior não era esse. Ele não me via como sou. Ele via a esposa dele, em mim.
Arg! Que confusão.
Perdida em pensamentos não percebi que estava caminhando de encontro ao mar e quando senti a água em meus pés entrei em pânico.
Olhei para aquele mar imenso, e é como se fosse me afogar ali em plena terra firme. Minha respiração se acelerou. Fiquei em pânico. Uma vontade louca de chorar. Lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Eu queria fugir, mas não consegui sair do lugar.
- Bella?
Ouvi alguém me chamar, mas não conseguia ouvir e nem pensar direito.
- Bella você está bem?
Reconheci a voz de Edward.
- Por favor, me tira daqui. – pedi a ele num sussurro.
O que senti depois foi ele me carregando em seus braços.
Permaneci de olhos fechados agarrada a ele até entrarmos no chalé. Ele colocou-me no sofá e senti sua mão fazer um carinho em minha face, meus cabelos. A vontade de chorar voltou com força. Não me lembrava de ser tratada com tanto carinho.
- Está tudo bem querida. Já vai passar. Quer um chá? Uma água? – o carinho era nítido em sua voz.
- Eu... Eu acho que... que um chá seria bom.- ele sorriu.
- Pode deixar comigo. – ele se afastou e quase me vi pedindo que ficasse ao meu lado.
Ele pediu ao serviço de quarto o chá, e logo eu saboreava uma xícara de chá de camomila.
Edward sentou-se a meu lado.
- Desde quando tem pânico do mar Bella? Se eu soubesse não a teria trazido aqui.
- Eu não sei Edward... Eu não me lembro de ter pânico do mar... – falei desviando os olhos. Não queria falar sobre o passado. Não o passado anterior aos 3 anos que vivi em Nova Iorque.
- Mas quando era criança? Lembra-se de brincar no mar? Esses pânicos vêm de criança. – ele disse.
- Edward eu não gostaria de falar do... da minha infância. Não... Não quero falar do passado.
Ele ficou me olhando de um jeito estranho, mas depois pareceu se recuperar, seja lá o que ele estava pensando, e sorriu.
-Tudo bem. Vamos falar sobre os negócios então. Está melhor para conversarmos sobre isso?
Eu estava? Acho que não, mas não tinha muita escolha.
- Claro. –respondi hesitante.
Edward então colocou uma pasta em minha frente e começou a discorrer sobre a vinícola da família de sua esposa.
- Bella é... Era apaixonada pela empresa. — ele disse parecendo perdido em lembranças.
Ele me olhou e percebeu minha cara de espanto.
- O que foi?- indagou.
- É que... você a chamou de Bella... é...só... é estranho.
-Eu disse a você quando nos conhecemos que minha esposa também gostava de ser chamada assim, mas se isso a incomoda eu...
-Não, tudo bem. –eu interrompi constrangida não me achando no direito de lhe exigir isso mesmo que a situação me incomodasse um pouco. –Continue, por favor. –pedi.
-Como eu estava dizendo minha esposa tinha uma grande paixão por sua empresa, era a “menina” de seus olhos, ela só confiava em mim para tomar qualquer decisão da empresa que não fosse dela. A grande matriz da Vinis fica em Milão na Itália, mas há alguns anos que Isabella vinha comandando a empresa através da filial de Chicago. –tinha uma coisa que eu não estava entendendo.
-Mas você disse que ela estava em uma viagem de negócios a Milão quando morreu. –murmurei.
-Verdade, acontece que algumas vezes ela precisava ir à matriz para resolver certas coisas que só eram possíveis pessoalmente.
De repente comecei a imaginar um cenário nada agradável para mim... E se eu tiver que viajar a Milão como Isabella Cullen? Como sairei dessa saia justa? Eu não falo italiano!
-Edward e se algum dia eu tiver que ir até Milão, além de não entender nada de negócios eu não falo italiano. –falei meio que em desespero.
-Acalme-se, ok? Não vamos nos preocupar com isso agora, se isso acontecer eu sempre estarei ao seu lado. –ele sorriu para mim.
-Ok.
Edward e eu continuamos falando sobre a empresa da defunta por mais de duas horas com ele me explicando tudo até que suspirei cansada e fizemos uma pausa.
-O que acha de bebermos um vinho enquanto assistimos a um bom filme?-Edward me perguntou.
-Me parece uma boa ideia. –falei mesmo temendo que o vinho me subisse à cabeça e eu fizesse alguma besteira, eu nunca fui exatamente fraca para a bebida, mas nunca se sabe.
-Ótimo, eu vou ligar para a recepção e pedir, você pode ir escolhendo o que vamos assistir enquanto isso. –eu assenti e me dirigi para onde estavam alguns DVD’s.
Na estante havia cerca de 30 opções para a escolha, mas sem usar meu bom senso escolhi um de meus filmes favoritos, “O Último Tango em Paris” e somente mais tarde eu descobriria isso.
Estava nos créditos iniciais quando Edward sentou-se a meu lado para assistir o filme. Ele me entregou uma taça de vinho.
- Então? Qual filme escolheu? – ele disse simpático.
Corei até a raiz dos cabelos ao me dar conta de que o filme era bem... Erótico. Era um filme muito bom, mas nem por isso deixava de ser erótico.
-“O Último Tango em Paris”- falei sem olhar para ele.
- Não conheço. – ele disse calmamente, eu arregalei meus olhos.
- Serio? – perguntei não escondendo a surpresa.
- Nunca fui muito de filmes, e quase nunca tive tempo. – Edward disse sorrindo.
Era minha oportunidade de mudar de filme antes que a situação ficasse verdadeiramente constrangedora.
- Vou trocar de filme.
- Por quê? Se escolheu este, é porque deve ter algo especial. Vamos assistir.
Ai Deus!
O filme começou e logo Edward se deu conta do conteúdo do filme. Ele pigarreou algumas vezes. Mexeu-se desconfortável. Ai como eu sou burra! Estou querendo o quê? Oferecer-me pra ele?
- Estranha esta relação deles não acha? — ele perguntou.
- Só deu certo por que era assim, no momento que as coisas mudaram já não deu mais certo. – respondi olhando pra ele que me encarava intensamente.
Senti meu corpo esquentar com reações inesperadas. Desviei o olhar e levantei para tirar o DVD que já estava em seus créditos finais, mas ao passar próximo a ele me desequilibrei e caí em seu colo.
E por alguns segundos fiquei presa em seu olhar, tão intenso que me fazia queimar. Não sei exatamente quem começou, mas em um instante apenas nos encarávamos e no outro nossos lábios estavam colados um ao outro.
Meus braços se prenderam ao seu pescoço quando Edward nos ergueu do chão com um de seus braços em volta da minha cintura e o outro na curva de meus joelhos.
As reações do meu corpo ao seu eram inexplicáveis, eu jamais as havia sentido com outro homem.
Enquanto nos beijávamos meu lado racional gritava que tudo isso era loucura e que deveríamos parar, mas o meu lado emocional não estava nem ai para isso, simplesmente queria se entregar a ele.
Edward me deitou na superfície macia da cama e cobriu meu corpo com o seu. Quando o ar nos faltou os lábios dele passaram para a área sensível de meu pescoço onde ele distribuiu os primeiros beijos ardentes, e depois pequenas mordiscadas excitantes.
Arqueie meu pescoço para trás desejando aproveitar melhor suas caricias, enquanto ele explorava meu pescoço uma de suas mãos desceu para a lateral da minha cintura e a outra estava apertando deliciosamente minha coxa esquerda.
Sua pegada era firme, dominante, faria qualquer mulher sucumbir a ele, o aroma de Edward era outra coisa que me enlouquecia nele enquanto eu mantinha os olhos fechados o sentindo.
-Sempre tão cheirosa, tão entregue e linda. –ele sussurrou ao meu ouvido.
Eu nada disse, apenas suspirei e deslizei minhas mãos para suas costas largas onde comecei a fazer movimentos circulares.
Ele começou a desabotoar minha blusa, eu estava sem sutiã e sem cerimônias ele tomou meu mamilo em sua boca. Meu corpo pareceu flutuar eu sentia como se ele fosse o dono do meu corpo.
Por um momento minha razão parcial voltou. Eu estava praticamente transando com o homem que me “contratou” para fingir ser sua esposa que há pouco morreu. Ele provavelmente estava aqui comigo neste momento pensando ser ela, mas no fundo eu não estava me importando com isso. Não quando reconhecia meus sentimentos por ele. Eu estava me apaixonado. Não! Eu já estava apaixonada por ele. Como aconteceu tão rápido? Eu não sabia. Uma voz dentro de mim disse: você vai se machucar. Mas eu precisava arriscar. Se ele me confundia com a defunta tudo bem, eu podia usar isso e fazê-lo se apaixonar por mim. Eu iria viver intensamente isso. O que havia acontecido há 3 anos não mais importava.
Pensei em tudo isso por uma fração de segundos e quando dei por mim eu já havia retirado a camisa de Edward. Aquele peito musculoso na medida certa me deixou sem ar. Lambi e mordi levemente sua pele. Minha resolução tomada. Eu iria fazer esquecer a defunta. Eu iria enlouquecê-lo. E ele iria se apaixonar por mim.
Edward gemeu quando o toquei intimamente por cima da calça. Ele pareceu acordar do transe. E ver que era eu, e não sua esposa.
- Bella, eu... – ele tentou dizer ofegante.
Ele iria me rejeitar?
- Eu quero muito, mas... não precisamos fazer...- coloquei meus dedos sobre seus lábios.
- Edward aqui e agora, somente eu e você. Eu quero muito, mas se você não quer eu vou... – fui silenciada por seus lábios urgentes sobre os meus. Um beijo apaixonado, selvagem e sensual.
Não demorou muito para que nossas roupas sumissem do caminho e Edward começasse a nos guiar ao paraíso.
Suas mãos eram macias e sobre minha pele se tornavam como fogo em brasa, na verdade todo seu corpo era assim sobre o meu.
Seus lábios percorreram minuciosamente cada pedacinho de meu corpo sem presa, sem pensar no mundo lá fora que nos aguardava e mesmo insegura, sobre como agir com ele, sem ter conhecimento sobre o que Edward gostava eu fiz o mesmo com ele.
Ali naquele quanto eu comprovei que nunca estive enganada em meus pensamentos, Edward era realmente um homem incrível em todos os sentidos.
Ele me amou com uma virilidade e ao mesmo tempo com um carinho e delicadezas impressionantes.
-Bella... –ele gemeu meu nome. –Minha Bella... –meu coração perdeu uma batida com suas palavras e por um momento eu me permiti achar que era a mim que Edward chamava, mas eu precisava ter consciência que, na verdade ele chamava por sua esposa, ela também gostava de ser chamada assim ele havia me dito desde o inicio.
O beijei ardentemente em resposta as suas caricias e suspirei chamando por ele em um sussurro.
-Edward...
Nossos corpos moviam-se em uma dança única e magnífica, ele me fazia sentir nas nuvens, eu nunca havia me sentido assim, mas não nego que imaginei que se um dia acontecesse seria exatamente assim... Indescritível!
-Eu te amo. –a voz aveludada de Edward soou ao meu ouvido.
Eu fechei meus olhos me deleitando com isso mesmo que em seu coração ele estivesse dizendo isso a ela.
Nossos movimentos tornaram-se cada vez mais intensos de acordo com cada momento que vivíamos, nós não demoraríamos a atingir o clímax, nós estávamos quase lá e em sintonia iríamos atingi-lo juntos.
Edward passou a estocar-me cada vez mais forte e deliciosamente me levando ao delírio.
-Minha Bella, minha doce Bella. –Edward disse enquanto explodíamos juntos com nossas respirações descompassadas, nossos corações batendo fortes enquanto seu corpo másculo descansava sobre o meu tomando cuidado para que seu peso não me esmagasse.
Eu não disse nada, eu não quis estragar o momento, apenas queria senti-lo mais um pouco perto de mim.
Aos poucos a inconsciência me tomou e eu adormeci abraçada ao homem que descobri estar loucamente apaixonada.
Continua...
Notas finais
Eu dirigia o carro em alta velocidade. Eles estavam me alcançando. Pisei mais forte no acelerador.
- Não se assuste meu amor. Não vou deixar ninguém lhe machucar.
De repente perdi o controle da direção. Um forte estrondo.
Eu olhava o carro destruído e corpo da mulher preso às ferragens ensanguentado. A mulher era igual a mim, ou era eu mesma?
Um movimento no banco do passageiro chamou minha atenção. Uma criança loirinha sorriu pra mim.
Abri os olhos e percebi se tratar de um sonho. Sentei rapidamente na cama e vi Edward vindo em minha direção com a expressão preocupada.
- O que houve Bella?
- Eu tive um sonho... muito estranho. Acho que estou impressionada. Por que não me falou que Emmett e Rose tiveram um filho? E que este filho morreu?
Edward não disfarçou seu incomodo com o assunto.
- Bella eu não gosto de falar disso.
- Mas vai ter que falar afinal eu sou sua esposa pra todos os efeitos e esta criança seria meu sobrinho.
Ele suspirou.
- Tommy estava sob minha responsabilidade e de Isabella quando morreu. meus olhos cresceram com minha surpresa Então, por favor, não toque mais neste assunto.
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