Eternamente Apaixonados
6 O Inimigo
Notas iniciais
P.O.V. Lucy.
Depois de tudo o que eu treinei, todas as corridas matinais. É agora.
Ou vai ou racha.
Catei a espada e fui até a biblioteca. Diz a lenda, que essa coisa sabe o que fazer, eu só tenho que empunhá-la, mas eu preferi estar preparada.
—Senhorita Price. Estávamos falando de você.
—Daniel. Eu disse que ia doer, não disse?
—Sim. Disse.
—O que iria doer?
—A traição do inimigo.
—E quem seria esse inimigo misterioso?
—Você.
—O que?!
—Colocando fogo na biblioteca comigo dentro, a cabana. O Trevor, me fazendo pensar que eu era doida. Aquilo foi crueldade.
—Lucinda eu nunca...
—Adivinha, eu tenho alguns truques também.
P.O.V. Daniel.
Todas as portas e janelas se fecharam.
—O que está fazendo menina?
—Acho que alguém lá encima, está...
Ela tirou a espada da bainha.
—Do meu lado.
—Impossível!
—A lâmina de Miguel!
—Esteve bem debaixo do seu nariz angelical esse tempo todo. E agora você vai morrer. Vai me pagar sua vadia!
—Isso é uma violação á ordem natural! Homens e anjos não se misturam.
—Sophia!
—Você já era.
Elas começaram a se atracar, foi uma luta violenta. Mas, a Lucy colocou a lâmina no pescoço de Sophia.
—Por favor, eu sinto muito.
Lucy agarrou o cabelo de Sophia, olhou bem no fundo dos olhos dela.
—Só que eu não.
Disse Lucy enfiando a lâmina na barriga de Sophia. Empalando-a.
—Meu... Criador!
—Vai pro inferno!
Sophia se desintegrou e morreu. Lucy respirou fundo.
—Eu to com fome. O que será que tem pro almoço?
—Lucy... você...
—Acabei de matar um anjo? Se liga Daniel, ela me fez pensar que eu tava ficando louca e ela tentou me matar! Duas vezes! Por causa dela o Trevor, um rapaz inocente, morreu. Então, deixe de ser maricas. Você deveria ser um Vigilante, um guerreiro. Eu te amo, mas... pelo amor de Deus seja homem!
Ela saiu da biblioteca com a espada enquanto eu ainda absorvia aquilo.
Cheguei ao refeitório e eu nem sabia como havia chegado lá. Me sentei na mesa.
—Daniel? Você tá bem?
—Ela a matou.
—O que?! Quem matou quem?
—Lucy.
—Oh, eu sinto muito Daniel.
—Não, Gabe. A Lucy, matou a Senhorita Sofia.
—O que?! Como?
—A lâmina de Miguel. Lucy encontrou a espada e empalou a Sophia com ela. O incêndio na biblioteca, a estátua... foi ela. Foi a Sophia. Ela estava tentando matar a Lucy.
—Não creio!
—Sim Rolland. É verdade. Quando a Lucy deu uma prensa nela, ela confessou.
—A toda boazinha senhorita Sophia. Quem diria?
—Quem diria que a Lucy mataria alguém.
—Eita! Fofoca espalha mesmo.
Lucy se sentou com a bandeja.
—Você realmente...
—Eu achei a espada e eu empalei a vadia. Fim de papo.
—Como achou a espada?
—Pesquisa. Meses e meses de pesquisa, a Penn me ajudou. Eu achei o mapa lá no porão, juntei com os diários de um anjo. O anjo que escondeu a espada e ai eu... acordei de noite, entrei no armário do zelador, catei a pá e cavei o buraco.
—O buraco embaixo da estátua. A espada estava lá?
—Estava. Dentro de uma linda caixa com umas escrituras em língua de anjo.
—E desde quando ela estava lá?
—Sei lá. O jeito que tava lá era... esquisito.
Disse Lucy dando uma mordida no seu pedaço de pizza.
—Esquisito como?
Ela engoliu e respondeu a pergunta de Gabrielle:
—Como se estive lá de propósito, mas ao mesmo tempo... parecia que tinha se perdido na confusão.
—Como assim se perdido na confusão?
—Aquela coisa parecia que tava lá desde que vocês caíram. O jeito que a caixa tava colocada, foi como se ela tivesse caído do céu e aterrizado lá naquele lugar. Mas, ao mesmo tempo foi como se alguém tivesse colocado ela dentro do buraco. E tinha um mapa enfiado dentro do diário que indicava exatamente onde a dita cuja estava.
Lucy mordeu a pizza de novo.
—Acha que alguém colocou ela lá pra você achar?
Como estava de boca cheia, Lucy simplesmente deu de ombros.
—Você parece feliz.
—Você também estaria se estivesse no meu lugar.
—O que quer dizer?
—Espero que não levem isso á mal, mas depois de séculos sendo condenada a entrar em combustão espontânea só por beijar o cara que eu amo... estou feliz que eu dei cabo da vadia da Sofia e finalmente vou poder perder a virgindade.
Rolland que estava bebendo um suco de uma cor meio indeterminada engasgou.
—O que?!
—Ah, qual é! Não me olhem com essas caras de santos. Vocês podem ser anjos, mas são uns anjos meio perturbados.
Rolland deu gargalhadas.
—Ai Daniel se deu bem.
—Lucy...
—Você não quer não? Se não quiser... é só falar. Mas, pelo jeito que nós nos beijamos lá na piscina... o jeito que ele me agarrou... santo do pau oco você.
Eu abri a boca para falar, mas eu não consegui. Senti o calor subindo pelas minhas bochechas.
—Ai ele ficou vermelho!
—Isso prova que é mesmo um anjo.
—Que que tá pegando?
Perguntou o Cam sentando na mesa com a gente.
—Porque ele tá rosa?
—Porque a Lucy matou a senhorita Sophia com a espada de Miguel e está planejando dar pro Daniel.
—O que?! Bom, você vai ter a arma mais poderosa já criada nas suas mãos.
—E não era isso que eu to planejando dar pra ele não. Se é louco que eu vou dar aquela coisa pra alguém! Eu escrevi o feitiço de ocultação perfeito.
—E o que você está planejando dar para o Daniel?
Lucy estava comendo pudim de chocolate, ela lambeu a colher. Olhou para Cambriel, levantou as sobrancelhas e perguntou sugestivamente:
—O que você acha?
—Oh! Finalmente ein irmãozinho.
Eu queria que se abrisse um abismo e que o abismo me engolisse.
—Eu adorei a nova versão da Lucy. Essa versão é mais vadia.
Lucy tirou a colher da boca e apontou-a para Molly.
—Ai, você morde a sua língua pra falar de mim! Eu não sou vadia não tá. Porque se eu fosse, eu seria você.
—Ai! Que rebatida!
Esse é o Rolland. Sempre gostou de ver o circo pegar fogo.
—Eu sou um anjo! Eu sou virgem.
—Eu também.
—Você não é um anjo.
—Eu sei. Mas, eu sou virgem.
Ela fez um muxoxo.
—Acabou. Vou pegar mais.
—A moça da cantina não vai te dar mais.
—Filho... eu sou uma bruxa. Savi?
E a Lucy voltou com mais pudim.
—Puta merda.
—Acho que eu roubei o seu talento especial Rolland.
—Meu talento especial?
—O Cam me disse uma vez que tudo o que eu quisesse, você conseguiria pra mim. Que esse era o seu talento especial.
—Sabia que eu era o planejador oficial de festas no Paraíso?
—Sabia.
—Posso te ajudar a...
—Se eu fosse você, eu não me metia.
—Tudo bem.
Ela estava comendo o pudim de chocolate, mas parecia que estava longe.
P.O.V. Lucy.
Eu definitivamente tenho que dar um jeito de sair daqui. Não quero que a minha primeira vez com o Daniel seja nesse lugar velho e mofado.
Tenho que ir ás compras. Com certeza minha mãe vai ficar super feliz com isso e eu com certeza vou ter que ir á loja da Victoria Secret.
Além da lingerie, vou precisar de perfume e creme. Olhei para as minhas unhas e... credo. Eu preciso urgente de uma manicure e o meu pé então nem se fala.
—Lucy? Ei Lucy!
—Que é?
—Você tá bem?
—To. Porque não estaria?
—Você tá fazendo careta.
—Estava pensando.
—Em que?
—Tenho que dar um jeito de sair desse lugar. Preciso de manicure, pedicure e compras.
—Você não parece uma pessoa que gosta muito de compras ou de salão de beleza.
—As coisas são diferentes agora.
Eu já estava no dormitório. Com a Penn.
—Você tá andando com os populares agora.
—As coisas são mais complicadas que isso.
—As férias estão chegando e o seu terapeuta escreveu na sua ficha que você está melhorando.
—É.
P.O.V. Penn.
Eu acordei no meio da noite. Eram tipo umas quatro horas da manhã.
Acordei com os barulhos que a Lucy estava fazendo. Eram gemidos.
—Ah, Daniel.
Então, ela acordou.
—Era um sonho bom?
—Eu te acordei?
—Eu perguntei primeiro.
—Sim. Era um sonho bom. Eu acho que eu vou tomar banho. Eu to toda suada e melecada.
—Tendo sonhos eróticos com o Grigori.
—Por favor, não comente. Não fale sobre isso pra ninguém.
—Eu não ia.
—Obrigada.
—De nada.
P.O.V. Lucy.
Caramba! Se eu não transar com o Daniel logo, eu vou pirar!
Eu me enfiei na banheira na vã tentativa de me sentir menos... excitada. Mas, eu só conseguia pensar no sonho. Cacete, foi tão real que eu posso senti-lo dentro de mim.
—Isso não tá funcionando.
Sai da banheira e decidi que eu precisava de algo maior. Então eu fui pra piscina.
Sei lá por quanto tempo eu nadei.
—Filho da mãe, desgraçado.
—Posso saber quem é o filho da mãe desgraçado?
Eu dei um pulo.
—Caramba! E só pra você saber, é você.
—Eu? Porque?
—Porque acha que eu to acordada á essa hora?
—Eu não sei. Teve um pesadelo?
—Não exatamente.
Ele ali, só de sunga com aquele abdome sarado todo exposto...
—Que droga. Eu devia ter ficado na banheira.
—Na banheira? Porque você estava na banheira?
—Porque eu sonhei com você!
—E foi um sonho bom?
—Foi um sonho ótimo.
O jeito que eu falei, o tom que eu usei. Me denunciou.
—Ah, isso não tá ajudando.
Eu virei de costas pra ele. Senti os braços dele me envolverem, então... senti-o beijar o meu ombro.
—Pode me contar qualquer coisa. Sabe disso não é?
—Isso deve ser uma provação.
—Uma provação?
Ele parecia realmente sem noção. E ele beijou meu ombro de novo.
—Quer parar com isso! Tentação ambulante.
Eu falei, mas eu ri.
—O que? Tudo isso por causa de um sonho? O que acontecia no maldito sonho?
Me virei para ele e falei:
—Eu não chamaria o que aconteceu lá de maldito.
Num gesto involuntário, eu mordi o meu lábio inferior.
—Oh! Oh, meu Deus!
—Não fica me julgando! Você já se olhou no espelho?
—Está dizendo que eu sou bonito?
—Você é uma tentação ambulante.
—Você também.
—Eu?
—Sim. Você.
Senti ele me beijar, enrolei os meus braços no pescoço dele. O miserável agarrou as minhas coxas e eu enlacei a cintura dele. Senti... a ereção.
Ele me carregou pra fora da piscina.
—Adorei o biquíni. Você fica bem de rosa.
—Ás vezes, duvido que seja um anjo.
P.O.V. Daniel.
Depois de eras de espera, finalmente chegamos aos finalmentes. Deitei-a no chão de pedra e me coloquei sob ela.
—Tem certeza?
—Tá brincando?! Se eu não transar com você logo, eu vou pirar!
Eu ri. Comecei a descer beijos pelo pescoço dela, senti os seus dedos finos e magros se emaranharem no meu cabelo, agarrarem-no.
Desamarrei o nó da parte de cima daquele biquíni cor de rosa, fazendo o tomara que caia, finalmente cair. Fui descendo os beijos e suguei um de seus mamilos enquanto acariciava o outro seio com a mão recebendo em troca deliciosos gemidos de prazer da parte dela.
Quando eu pude em fim me enterrar nela, ela não pareceu ter sentido dor.
—Você está bem?
—Estou melhor do que bem. Dói um pouco, mas não é nada insuportável.
—Se você...
—Daniel, eu te amo. Agora, cala a boca e manda ver. Vem com tudo querido.
E eu fui. Fui mesmo. Ela enrolou as pernas na minha cintura como duas cobras me fazendo ir mais fundo dentro dela.
Senti Lucy me arranhar. Foi bem de leve, mas foi bom.
Os gemidos viraram gritos e foi um milagre não termos acordado a escola toda.
Por fim, atingimos o ápice juntos. Um gritando o nome do outro.
—Isso foi ótimo.
Então, alguém abriu a porta. Era Randy.
—Que merda.
—Meu Deus!

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