Notas iniciais
Hello meus queridos leitores!! Se é que eu ainda tenho leitores né, por que eu sumi por um bom tempo. Mas pelo amor de deus os que ainda sobraram não me ataquem, amaldiçoem e outras coisas mais, por que em um belo dia o meu querido computador resolveu se atualizar sozinho (eu não sei como nem por que) e aconteceu alguma coisa com ele que parou de funcionar (outra coisa que eu não sei como nem por que). E passou-se todo esse tempo, eu sem postar, quase me matando, só tinha o celular só que todos os cáps estavam nesse computador. Resultado: Voltei só agora!!! Espero que não queiram me matar nem nada e que aproveitem o cáp! PS.: O Itálico do final é sonho da Renesmee.

— Eu já disse que você fica linda corada? – Ele anda vagarosamente até mim, prende uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e aproxima seu rosto do meu...

Continuação

– Aliás você fica linda de qualquer jeito – sinto seu hálito frio, quando ele sussurra em meu ouvido. E então ele se afasta.

Eu preciso lutar mentalmente, para me lembrar como se forma palavras. Depois de um tempo me recuperando eu digo:

— Hã... Obrigada – E me xingo mentalmente. Idiota! Droga de reações humanas que eu tinha que puxar da minha mãe!

— Você aceita dar uma volta comigo, Srta. Cullen? – Diz ele numa voz completamente sedutora. Ele estende a mão pálida para mim.

— É c-claro – eu gaguejo. Renesmee pare de mostrar essas reações exageradas a tudo o que ele fala! O que ele vai pensar, que você é qualquer uma que se sente afetada por qualquer vampiro galante que aparece! Mas também que se dane o que ele pensa, eu reajo como eu quero, e no momento eu não quero ficar corada nem...

— Vamos? – Ele interrompe meus pensamentos e pega minha mão, me puxando para dentro da floresta. Eu deveria me sentir invadida e puxar imediatamente minha mão, mas não é o que eu faço. Primeiro por que ele é um vampiro, e eu não tenho força para sair de seu aperto. Depois, eu me sinto estranhamente bem e não tenho vontade nenhuma de soltar sua mão.

— Você vai à escola? – Ele pergunta, enquanto me guia pela floresta onde as árvores encobrem parcialmente o céu nublado.

— Não, durante um tempo eu quis ir, Liz sempre me contou histórias de quando ela ia para a escola, me dizia que era legal e chato e que ela gostaria de voltar, e eu acabei me encantando um pouco. – Passamos por uma parte da floresta que eu conhecia muito bem era a área de caça mais frequente dos Cullen. Alec aperta minha mão — Minha mãe tentou convencer meu pai, mas tanto ele quanto tia Rosalie disseram que tudo que eu e Liz tínhamos que aprender, nós aprenderíamos em casa. Meu pai e tio Gus são ótimos professores aliás.

Ele me olha enquanto nós andamos e logo depois fala:

— Ás vezes eu gostaria de ter frequentado uma escola também. No meu tempo de criança escola era só para os ricos, e de qualquer forma eu e Jane não éramos bem aceitos pela sociedade – Ele olha para longe, não para uma árvore distante, ou qualquer outra coisa física, seus olhos transmitem uma época remota, onde a rejeição o magoava. Mas depois sua expressão muda se tornando atenciosa – Mas assim que nos descobriu Aro cuidou da nossa educação com professores particulares, e nos sustentou também. Mas bem, e você tem amigos ou coisa assim?

— Ah, eu tenho a Liz, minha melhor amiga, quase irmã. Tem o Seth namorado dela, lobisomem e meu amigo. Tem o Embry, o Quil que volte meia está com a Claire a tira colo que aliás é uma gracinha e tem....

— O Jacob – Completa ele – ele era seu amigo mais próximo, não é? Quer dizer, ele teve imprinting com você – ele pronuncia as últimas palavras numa voz afetada com o que eu acho inicialmente que é ciúme, mas logo eu me livro dessa ideia absurda. Em que mundo Alec Volturi teria ciúme de mim?

— Era? Você acha que não somos mais amigos? E como você sabe do imprinting? – Dessa vez eu tiro minha mão da dele, como ele sabe dessas coisas?

— Rosalie e Emmett me contaram do imprinting que Seth teve pela Liz, e o que Jacob teve por você, somente isso. – Nós paramos de andar, ele se senta – e sobre o “era”, foi só por falar mesmo, eu sei que ele ainda é seu amigo, se o seu pai não matar ele – ele dá uma risada um tanto diabólica. Eu fico brava.

— Ele não vai mata-lo! Ele sabe que eu amo o Jacob, mesmo que não seja como amante ele é meu melhor amigo [ N/A: Ok Renesmee, você falou isso tantas vezes que tá ficando chato já. N/R: deixa eu enfatizar minha amizade com o menino e vai terminar de escrever a fic!], eu não sei se eu aguentaria perder ele.

Eu sento ao lado de Alec e ficamos em quietos por um tempo.

— Por que você não o ama da maneira que ele quer? – Alec quebra o silêncio.

— Por que eu passei esses anos todos com o Jake meu amigo, aquele que me levava pra caçar, o que me levava em suas costas pra reserva, apostava corrida comigo, é muito difícil pra mim engolir o Jake que me quer como namorada, que vai me.... beijar... ai que ridículo eu sei!

— Ridículo por que? Eu acho compreensível, ele foi seu amigo por tanto tempo que você não quer estragar a amizade...

— Não é exatamente isso, eu tenho certeza absoluta que ele seria um namorado incrível e eu não tenho medo nenhum de estragar a amizade, eu sei que nada ficaria estranho para nós. Eu só sinto que ele não é a pessoa certa, que tem outra pessoa pra tomar esse lugar, e essa pessoa não é o meu melhor amigo que já trocou fraldas minhas! – Digo um pouco indignada.

— Então quem é? – ele me encara, os olhos vermelhos esperando alguma resposta.

— Eu ficaria feliz em saber – Digo com muita sinceridade. É a maior verdade no momento.

E nós voltamos ao silêncio. De repente ele estica a mão e pega a minha. Eu deixo que ele pegue. Talvez eu esteja sendo oferecida, ou deixando ele ir rápido demais com o que quer que ele esteja fazendo – até por que nos reencontramos hoje de manhã, em nosso último encontro ele estava disposto a me matar — mas eu não ligo. Não sinto medo, na verdade me sinto muito bem assim.

Penso na tristeza dele, em como os olhos ficaram nublados enquanto ele falava de sua época. Fico curiosa, o que será que ele e irmã passaram na infância? Por que foram tão rejeitados? Quer dizer eu sei por que foram, tio Gus me falou da perseguição de demônios, vampiros e bruxas, mas, e como exatamente foi? Antes de sequer pensar em fazer eu verbalizo:

— E a sua vida? Você se lembra de quando era humano, não é?

Ele olha para longe novamente, parece estar considerando algo, então finalmente responde:

— Isso é história para outro dia, ok?

— Ah é, eu esqueci, temos 364 dias pela frente...

— Isso mesmo, seja paciente, tudo em você foi acelerado é hora de esperar por alguma coisa na vida...

— Falou a voz da experiência.

— É sério isso? Eu tenho mais de trezentos anos e você tem quantos mesmo? Sete?

— Dez – respondo azeda.

— Grande diferença – Ele ri — Acho melhor nós voltarmos para casa e descobrir o que seu pai fez do cachorro.

— Ah que maravilha, minha casa virou sua casa, levou bem a sério o ditado.

— A casa é do seu avô, e eu estou morando lá agora, então sim, levei a sério mesmo.

Ele se levanta e me puxa junto. Eu teria caído de cara no chão se ele não me segurasse.

— Ah se você fosse humano... qualquer coisa que eu fizer agora só vai resultar em hematomas para mim! – Eu arrumo os fios de cabelo que foram bagunçados. Ele ri – pela milésima vez.

***

— Nada mesmo? Você jura?! – Pergunto totalmente chocada.

— Nada mesmo, até eu fiquei surpreso – Seth me responde e dá mais uma dentada no sanduíche que minha avó fez para ele.

Depois de chegar em casa eu voei para o sofá onde Liz e Seth estavam sentados assistindo High School Musical – pela milésima vez – interpretando Troy e Gabriella. É sério, isso era meio patético, mas enfim, eles gostavam.

Liz, assim que me viu,abriu um sorriso que era... aquilo era malicioso?

— Até que enfim Renesmee! – Ela exclamou – Achei que não ia voltar mais.

— Ha-há – Eu mandei beijinho – engraçadinha. Oi Seth, você tem notícias dele?

— Olha, é bem chocante, mas, seu pai não matou ele – Ele deu uma risada. Eu revirei os olhos – é sério, aparentemente eles só conversaram. Tá legal, Edward arranhou um pouquinho o Jacob, mas no geral eles até que se deram bem.

E agora estou eu, com alívio escapando por cada poro do meu corpo, tentando confirmar que isso não é um sonho.

Então eu me dou conta de que a casa está estranhamente vazia.

—Liz? Onde estão meus pais? Os seus pais? Que horas são?

— Todo mundo foi caçar, ninguém caçou hoje de manhã, só você – ela dá de ombros – Acharam que você estava em boas mãos com Alec. E são... hum deixe-me ver... nove e meia da noite.

Respondo apenas como um “já? Vou me deitar então”, mas internamente ainda me pergunto por que foram todos juntos. Eles teriam algo para esconder do resto de nós? Ah, Renesmee, pare! Claro que não.

Só então percebo, que, desde que cheguei, eu não achei Alec. Volto para sala e pergunto se eles viram ele, e os dois respondem que não.

Ah, como se você não soubesse que alguma hora ele ia desaparecer. Você nem deveria estar se preocupando com isso...

Subo para o meu quarto, tomo um banho, coloco calças de moletom e uma camisa (velha que escondi de tia Alice que, se visse que eu usava isso de pijama, me xingaria e queimaria tudo) e desmaio, estranhamente cansada, num sonho estranho.

Estávamos no jardim comemorando meu aniversário de onze anos, que tia Alice cismou em colocar como aniversário de 18 pela quarta vez. Estavam todos lá, minha família inteira até meu avô Charlie. Meus pais com o olhar carregado de amor que me confortava mais que tudo. A matilha Black, que agora era uma só por que Sam e Emily tinham casado e tido um filho, o lindo Jason de nove anos. Billy, Paul e Rachel, e até Claire estava lá ao lado de Quil. E então vi minha luz, meu lindo sol Jacob que estava me olhando aflito.

Cheguei perto desconfortável por ele estar tão estranho.

— Jacob o que houve?

— Minha Nessie, por que ele? Não percebe que ele é a sua perdição? Você não pode confiar nele, nem em ninguém!

Ele olha para trás de mim. Eu me viro e levo um susto. Alec está parado me olhando fixamente, suas roupas pretas e uma capa cinza escura esvoaçante. mas não é isso que me assusta. Olhando para seu lindo e pálido rosto vejo que seus olhos não estão vermelhos, estão azuis, azuis claros e vivos, extremamente lindos. Ele continua me encarando e me fala com a voz cheia de dor que me faz querer chorar.

— Renesmee, você tem que confiar em mim! E na sua família, por mais que eles não te revelem tudo, eles só querem te proteger!

Eu fico perdida entre os dois, o que será que querem me dizer? Não tenho tempo para pensar pois Jacob se transformou em lobo e voou em cima de Alec que permaneceu parado no lugar, sem nem mesmo usar seu poder em Jacob. Não me movo, não pisco, não corro, somente grito.